Notas iniciais
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Descrição-nada a ver
Gêneros-nada a ver

-Oi, tudo bem com você?

-Hã? Ah, sim, sem duvida nenhuma, está tudo bem comigo.

Era obvio que Minara estava mentindo: Como ela estaria bem? Afinal, que tipo de pessoa consegue ficar bem depois de terem feito uma experiência completa com ela?

-Eu sinto muito por ter te colocado nessa.

-Tudo bem, eu acho.

-Você tem noção de que agora você vai ter que se acostumar com a idéia de que você não é mais como os outros.

-No fundo no fundo sim... Mas por enquanto tudo o que eu tenho em mente é que eu quero comer um lamen.

Jin riu um pouco, mas ainda sim com medo do que provavelmente aconteceria a Minara, apesar dele saber que se eles não tivessem feito aquilo provavelmente ela teria morrido ele se sentia mal por ter tornado ela em algo não completamente humano, nem robótico, nem animal. Ela não podia ser colocada em nenhuma das opções acima... Obvio que ele estava feliz por ela estar viva, mas ele se preocupava com os sentimentos dela enquanto a isso enquanto isso parecia que para Minara nada tinha mudado. Mas era obvio que ela sentia coisas diferentes, ela tinha vontade de gritar, mas de a mesmo tempo se trancar em um quarto escuro e esquecer de sua existência. Afinal, o que era ela agora? Mas ela sentia que não deveria falar nada para Jin, afinal, ele fez o possível e o impossível para deixá-la com aparência humana, e de ela ter um corpo igual ao de antes. E também tinha sido ele que passou cinco anos procurando a sua alma. De fato Jin era muito atencioso.

-E então, nós vamos ou não, Jin?

-Hã? O que?-Jin foi desperto dos seus cálculos sobre a forma de fazer ela voltar a ter uma força humana, de forma que ela não sentisse muito a mudança.-Ah, sim, claro; vamos.

Minara riu um pouco por causa do ar desligado do garoto e se precipitou pela porta.

-Minara. Tem uma coisa.

-O que?

-Não podemos sair pela rua da frente?

-O que? Por que?

-Hum...-Jin começou a se perguntar se deveria contar mesmo a verdade para ela ou não.-Na verdade os médicos não autorizaram a nossa saída.

-O QUE?!

-Eu estou te roubando do hospital...

Minara começou a ficar muito preocupada com essa idéia: como assim o Jin estava a roubando do hospital? Por que ela ainda não podia sair do hospital?

-Na verdade, Minara, você ainda não pode sair porque o resto dos cientistas quer terminar a fase de testes em você.

Jin ficava realmente preocupado com a fase incessante de testes que faziam na Minara, afinal, já não bastava que agora 1/3 dela fosse um robô e não ela mesma?! Já não doía o suficiente? Será que eles não podiam liberá-la por um dia?! Era tão importante um dia?! Eles queriam o que?! Que ela ficasse trancafiada em um hospital para todo o sempre?!

-Tudo bem, Jin, deixa para lá, eu posso ficar aqui.

-O que?! Como assim?! Você não pode passar o resto do ano trancafiada nesse hospital, porque pelo menos até o natal vão te deixar aqui.

-Até o... Natal?

Jin havia se esquecido desse pequeno fator, um pouco do cérebro de Minara ficou danificado e eles tinham que despencar um pedaço da memória de Minara, e quando a perguntaram o que ela queria esquecer ela disse que podia esquecer as datas especiais.

-Natal é uma época do ano onde as pessoas trocam presentes e esse tipo de coisa, acontece daqui a um mês em dezembro.

Minara se sentiu desconfortável por não saber daquilo, parecia uma coisa tão simples de memorizar e ela não se lembrava disso, como ela estava frustrada!

-Se tiver duvidas em mais coisas pode me perguntar.-Jin fazia tudo para tentar deixar a Minara um pouco melhor.-Vamos?

-Mas... Tem certeza que você quer fazer isso? Você pode perder o seu emprego...

-Ta tudo bem, relaxa, todo mundo viajou, só eu fiquei na cidade dos cientistas.

-Não sei como eles confiam em você.

-Eu trabalhei muito bem por muito tempo, um deslize meu não ira destruir tudo, então eu posso me dar ao luxo de fazer uma besteira por mês. Parabéns você vai ser a minha besteira do mês.

Minara riu um pouco com aquela noticia.

-Jin?

-Sim?

-Eu vou poder continuar ensinando apesar de ser meio robô?

-Sim, você vai. Alias, apareceu um cara aqui ontem dizendo que era melhor vocês pararem de se ver.

Minara prendeu a respiração com aquela frase: Será que isso significava que... O Eikichi tinha terminado com ela?

-Depois de ele falar isso eu dei um soco nele.

-O QUE?! COMO ASSIM VOCÊ DEU UM SOCO NELE?!

-Eu senti como se ele estivesse te dando um fora pelo simples fato de que você não era uma humana, e ele não sacava como era um cara de sorte por ter você como namorada então o sangue subiu a cabeça e eu acabei socando ele.

Minara ficou estática com a explicação. Ela sabia que teriam varias pessoas que não iriam querer falar mais com ela porque ela não era mais completamente humana e aquilo devia ser muito estranho para as outras pessoas, se fosse com ela, ela provavelmente não pararia de falar com a pessoa, mas se sentiria estranha. Pensar que o Jin estava a protegendo de alguma forma a fazia sorrir.

-Obrigada, eu acho.

Ele tocou a bochecha dela e disse:

-Tudo bem, desde que você pare de chorar.

Minara nem tinha reparado que estava chorando, mas de qual quer forma aquilo era um bom sinal, afinal, ela continuava com sentimentos e com os seus dutos lacrimais.

-Mas vamos lá?

-Ok, ok, vamos lá.

Jin abriu a porta para ela. Ele na verdade ficava um pouco assustado com a idéia que tinha socado um cara porque ele terminou com a Minara, afinal, desde quase sempre ele foi um cara tranqüilo, mas um dia de repente ele se descontrolava assim? O que tinha acontecido?

-Mas e aí, como anda o sua cabeça?

-Como assim?

-Você sabe, aquele lugar onde o cara que roubou o banco atirou. Afinal é por causa disso que está assim. Você foi atingida pela ultima bala mágica daquele cara.

-Sinto muito, a minha memória nesse ponto ta meio turva...

-Hum, você pode ter inconscientemente deletado essa memória da sua cabeça... Bom, foi a bala de tirar a alma do corpo, já te contaram, eu tive que ficar semanas procurando a porcaria da sua alma.

-Então por que eu sou a única viva depois aquele massacre?

-É porque as vezes, quando a sua alma sai do corpo a alma começa a rejeitar o corpo.

-E por que a minha alma aceitou voltar ao meu corpo?

-Ninguém nunca sabe, a única chance de saber é se a própria pessoa souber.

-Que estranho.

-Nah, se você olhar por um certo ângulo vai reparar que tem uma certa lógica.

-Talvez.

-Mas e aí, só temos hoje para fugir do hospital até o natal, vamos ou não vamos?

-Vamos, claro!

Entre Jin e Minara ainda haviam alguns sentimentos mau esclarecidos até mesmo para eles, mas pelo menos naquele momento tudo o que importava era que o lamen que eles comeram estava muito gostoso.

Notas finais
Ei, se quiserem mais vão ter que me convencer.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!