Uke Vs Seme

18 Capítulo 18 - Enquanto a chuva caía...


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS E FINAIS PORQUE TENHO COISA IMPORTANTE PARA FALAR!!!! Agora que já chamei a atenção de vocês com esse caps gritante, vamos lá: OIEEEEEEEEEEEEEEEEEE! TÔ VIVA (por pouco tempo porque daqui a pouco vocês me matam u.u) Ok, algumas coisas para falar: Sobre o tempo: Desiste gente, eu não levo jeito. Queria dizer que tem um motivo, mas não têm, é preguiça mesmo. ;p Porééém... Eu tenho que explicar uma coisinha para vocês. u.u Gente, eu sei que a maioria das pessoas acha que é só sentar em frente ao computador e escrever. No máximo uma pesquisa ou outra e o resto é criatividade. Como eu queria que escrever essa fic fosse assim... A questão é, não sei se algum de vocês já tentou escrever um crossover com 74 personagens, mas não é fácil. -.- Se fossem 74 nomes em português já complicava, mas É TUDO EM JAPONÊS GALERA! Quando eu vou escrever a fic é tanto nome igual, tanto sa, su, ha, hi, yu...EU NÃO SEI MAIS QUEM É QUEM! Pra escrever Uke Vs Seme eu preciso de um caderno. Eu tenho mais de 20 páginas cheias de anotações sobre a fic para saber quem namora quem, quem é de qual anime, quem tá em qual quarto, que dia é, o que eu tenho que explicar, quem tá aparecendo pouco, quem precisa de destaque, quem já foi eliminado, como tá o desafio culinário, ect. Gente, é um processo que vocês NÃO TEM NOÇÃO. Então óbvio que dá preguiça de escrever, dá um trabalho enorme. Exige, além da minha capacidade de escrita e criatividade, um caderno, tempo, disposição, concentração e um psicológico muito bom. Então queria pedir: paciência comigo ok? Já falei, não vou abandonar a fic, mas paciência. Vou continuar me esforçando cada vez mais pra não deixar o intervalo de tempo entre um capítulo e outro tão grande, mas até lá, paciência. Agora que já dei o aviso, algumas coisas sobre o capítulo: —Precisamos falar sobre pokémon U.U >>> Gente, eu tentei, eu juro que tentei, mas não consegui mais, Ash x Barry não dá. Eu não sei se alguém aqui shippa muito eles, mas estava bloqueando a minha criatividade, acabando com a shipância, então eu troquei o Bary pelo Gary (que é EXTREMAMENTE mais shippável com o Ash). Desculpe ao leitor que sugeriu o casal, não sei nem se você ainda lê a fic porque deixou de comentar a bastante tempo, mas eu analisei a aparição deles e (pasmem) o nome do Bary só aparecia 19 vezes na fic, e o do Ash 13, enquanto o do Near, por exemplo, aparecia 144 vezes... Eles eram sempre o casal que falava algo completamente inútil e não fazia nada, justamente por eu não conseguir trabalhar com eles. Então tomei a liberdade de mudar isso e a criatividade fluiu. u.u Desculpe se alguém ficou triste com isso, só não dava gente. Acho que é isso, desculpe as notas gigantes e nos vemos lá embaixo! :) Boa leitura!

Era madrugada na mansão Uchiha, e onde há poucas semanas o silêncio seria absoluto, agora pelos corredores da casa podia-se ouvir um gri-

Mello: AI CARALHO! – pulou de susto com o barulho do trovão.

Matt: Relaxa Mells, é só uma tempestade.

Mello: Eu sei, mas se esses trovões parecem meu pai quando ta puto, Zeus ta querendo me matar ou o que?

Loki: Zeus? –ergueu uma sobrancelha.

Mello: Não, não, Odin. – implicou sarcástico.

Loki: Podia ser. – deu de ombros.

Lyon: Cara eu não me contento com os ukes, eles tão pensando o que? – comentou olhando para o teto enquanto fazia e desfazia flocos de neve no ar.

Loki: Lyon, já tá frio aqui, se você continuar assim eu vou morrer congelado. – reclamou impaciente.

Matt: Ignorando a frescura do Loki, eu concordo.

— Toc! Toc! Toc! – a porta se abriu.

Deirara: Eu também.

Sting: Somos dois. Mas com o que a gente concorda mesmo? – sorriu colocando a cabeça pra dentro do quarto.

Lyon: Aee! Achei que vocês não fossem vir.

Deidara: E perder o Loki tentando jogar Uno? Nunca. – Deidara riu com os amigos.

Loki: Por que o bullying é só comigo?

***

Ichigo: Ei Iruka. – chamou num sussurro.

Iruka: Fala. – o outro se remexeu na cama virando para o amigo.

Ichigo: Queria saber se você tava acordado.

Iruka: Tô. Meio sem sono. – também cochichava.

Ichigo: Eu também. Tava pensando numa coisa.

Iruka: Fala.

Ichigo: Sei lá, esse plano dos meninos... não sei se vai funcionar com o Grimm. – sua voz soava pensativa.

Iruka: Eu tava pensando a mesma coisa. Comentei com o Byakuya mais cedo. Mas por que pensa isso?

Ichigo: Como vou te explicar? Eu não me acho tão fofo. Quer dizer, eu sei, o Grimm me ama e me acha, creio eu, mas não sou como o Near ou o Ciel, por exemplo, então penso que talvez me fazer de uke fofo não vá instigar tanto. Dá pra entender?

Iruka: Dá. Eu penso o mesmo. Nem todo uke é um posso de fofura. – fez piada.

Ichigo riu baixinho.

Ichigo: Mas sabe, pensando nisso eu acabei tendo uma ideia, e acho que todo mundo vai gostar.

Iruka: Qual? – estava intrigado.

Ichigo: Escuta só.

***

Shinobu: Que droga Naru, devolve meu pijama! – gritou quando o loiro pegou a roupa de suas mãos.

Naruto: Só quando você topar vir com a gente.

Shinobu: Não quero. – fez bico.

Eve: Não precisa ter vergonha Shinobu. – deu um sorriso companheiro.

Allen: Vem logo, a água ta quentinha.

Shinobu: Na Austrália ninguém toma banho de Ofurô sabia? – argumentou.

Shion: A gente não ta na Austrália. Você vai vir ou não?

Shinobu: Eu posso não ir?

Todos: Não.

Shinobu se viu obrigado a aceitar e seguiu os amigos até o banheiro.

O ofurô enorme e cheio d'água exalava fumaça.

Todos começaram a se despir e entraram.

Sasori: Essa água tá tão boa. O chuveiro do meu quarto tá quebrado, saudades de um banho quente assim. – comentou relaxado.

Ciel: Gelado seu banho não deve ser, com o Deidara lá pra esquentar você. – brincou malicioso.

Sasori: É... Pensando bem, adoro meu quarto. – sorriu satisfatório.

Near: Eu adoro não estar de gesso. E essa espuma. Adoro espuma. – afundou na banheira até o nariz, ficando com um pouco de espuma grudada no cabelo.

Ciel: Eu também. Espuma é tão divertido. – pegou um pouco nas mãos.

Naruto: Vocês estão pensando o mesmo que eu? – olhou os amigos com uma cara travessa.

Todos: GUERRA DE ESPUMAAA!

Começaram a jogar a espuma uns nos outros até a banheira ficar quase vazia.

Todos riam.

Near: O Mells bem que podia fazer isso comigo de vez em quando. comentou ainda rindo com algumas bolhas brancas no nariz.

Eve: Vamos pro banho, tá ficando frio.

Eles concordaram, tomaram banho e seguiram para o quarto, já vestidos.

Shion: Hoje foi divertido. – jogou-se na cama. – Nunca tinha visto o Nezumi com aquela cara.

Allen: É verdade, o plano foi genial. – bocejou ajeitando-se debaixo das cobertas.

Shinobu: Que horas são? – também já estava com a cabeça no travesseiro.

Shiro: 01h30minh. Tá tarde. Melhor a gente dormir, amanhã o café é às 9h.

Sasori: Como o Deidei tá com os meninos, vou ficar aqui hoje.

Ciel: Ok. Vem Near. – chamou chegando para o lado.

Near: Aff, eu tava gostando de ficar com a cama do Sasori-chan pra mim. – fez bico.

Ciel: Vem logo. – revirou os olhos.

Near ajeitou-se na cama ao lado de Ciel.

As luzes se apagaram e todos foram dormir.

***


Dark: Essa chuva tá forte hein. – comentou da janela.

Zoro: É porque você nunca pegou uma tempestade num navio pirata.

Yukio: Tá forte mesmo. Tô morrendo de fome.

Pain: Deu uma Choji agora? – brincou.

Myagi: Pior que eu também tô. – ouviu seu estômago roncar.

Yukio: Eu e Rin sempre fazemos um lanche da madrugada. Nenhum dos dois dorme bem à noite.

Zoro: Bem coisa de filho do Satã mesmo esse negócio de ficar acordado de noite.

Dark: Sou filho do Satã então. – brincou.

Myagi: Se tem uma coisa do capeta aqui são os repolhos noturnos do Shinobu. – fez careta.

Pain: Vamos pegar uns chocolates na despensa. O Tachi me contou onde o Sasuke esconde eles. – sorriu vitorioso.

Dark: Partiu.



***


(03h30minh da manhã)

Ciel: NEAR, QUE DROGA ME SOLTA! – empurrava o amigo abraçado em si.

Near fungou.

Near: Desculpa... – virou para o outro lado se encolhendo na coberta.

Ciel: Near...?

Near: Hm? – ainda fungava.

A luz do banheiro piscava fraca.

Ciel: O que está havendo?

Um clarão passou pela janela e em seguida o barulho de uma trovoada.

Ao lado da cama de Sasori um abajur soltou faíscas e a lâmpada piscou num curto.

Os meninos acordaram assustados.

Allen: O que aconteceu??? – levantou num pulo.

Naruto: Acho que a luz acabou. – esfregou os olhos.

Shiro: Eu tava tendo um sonho tão bom com o Kuroh. – suspirou.

Ciel: Gente, o Nate não bem. – sentou na cama, preocupado. – Near, fala comigo.

Num movimento carinhoso Ciel pôs a mão no ombro do amigo, sendo essa tirada brutalmente no mesmo instante pelo albino.

Eve: Near...? – todos agora se reuniam em volta do pequeno.

Nate chorava baixinho e tremia muito.

Sasori: O que está acontecendo com ele???

Shion: Mello! – lembrou. – Ele deve saber.

Naruto: Vamos chamar ele. Vem Shion.

Os dois saíram às pressas do quarto.

O choro foi ficando mais alto.

Eve: Ciel, ele não tá bem... – Eve observou nervoso.

Ciel: Eu notei. Ele tem medo de tempestade, desde pequeno, mas não é só isso, ele está muito pior.

Shion: Chegamos! – gritou da porta do quarto passando juntamente com Naruto pela mesma.

Naruto: Vem Mello! – chamou ao ver o loiro parado na entrada.

Mello: Eu não posso entrar aí... – falou receoso.

Shion: O Near precisa de você! – parecia não acreditar.

Mello estava nervoso.

Mello: Como vou saber se não é mais un truque...?

Allen: Olha pra ele, parece um truque por acaso?! – estava irritado com a demora do seme.

Eve: Calma Allen.

Naruto: Regra dos quartos adiada por hora. Agora vem log-

Nem precisou terminar a frase e Mello passou correndo por ele.

Mello: Near, fala comigo pequeno, por favor.

Ciel: O que houve com ele Mello?

Mello: Eu não sei... – Mello tinha um olhar desesperado. – Por que você ta assim? – se interrompeu. – Ah não... – o seme fechou os olhos e baixou a cabeça. – Vai ficar tudo bem Nate. – sussurrou aproximando-se mais do albino. – Eu tô aqui.

Eve: Você sabe qual o problema? – Eve espantou-se.

Mello assentiu.

Mello: Foi numa noite como essa que... quando eu vim pro encontro de semes e ele ficou sozinho... – o loiro não conseguiu terminar.

Apenas Ciel parecia ter entendido.

Mello: Por favor, eu preciso de um tempo a sós com ele. Ele precisa de espaço. – sua voz era triste.

Allen: Como vamos saber se vocês não vão quebrar as regras?

Ciel: Vai por mim Allen, o Near não está bem pra isso.

***

Kakashi: Urgh, que barulheira é essa? – levantou mal-humorado da cama.

Laxus: Acabou a luz.

Takano: E isso é motivo pra barulho? – também parecia estressado com a cara afundada no travesseiro.

Kanou: Vêm do corredor. – comentou já de pé.

Grimmjow abriu a porta de leve espiando do lado de fora.

Grimm: São os ukes.

Usagi: Só os ukes?

Grimm: Sim.

Raito: Melhor irmos lá ver o que está acontecendo.

Kakashi: NÃO! – gritou. – Espera. Eu tive uma ideia. – tinha um brilho malicioso no olhar.

Laxus: No que está pensando Kakashi?

Kakashi: Vocês tem o contato dos outros do grupo?

Grimm: Dos semes?

Kakashi: Sim.

Usagi: Temos.

Kakashi: Ótimo. – seu sorriso agora era macabro.

Ele estava tramando algo.

***

Todos os ukes se encontravam reunidos no corredor. O local quase absolutamente escuro, com exceção da luz de algumas lanternas de celular.

Shuichi: Cadê eles hein? – parecia impaciente.

Ritsuka: Estranho não terem aparecido ainda.

Hibiki: Será que ainda estão dormindo?

Iruka: Do jeito que o Kakashi é chato com barulho duvido muito.

Ayase: Mas é esquisito nenhum dos quartos ter saído até agora.

Os ukes continuaram com as especulações. Estavam a ponto de ir ver se algo havia acontecido quando uma porta se abriu. Em seguida outra e mais outra.

Quando todas estavam abertas, aconteceu. Quase simultaneamente os semes começaram a sair dos quartos com as lanternas do celular ligadas.

Todos eles apenas de cueca.

Os ukes calaram-se por um momento. A visão chegava a mexer com o equilíbrio de cada um.

Talvez fosse um sonho, talvez não. Não importava, eles se sentiam no céu.

Depois de alguns segundos o corredor estava lotado de ukes perdidos e semes de boxer e samba canção.

Takano: Boa noite meninos. – sorriu sacana próximo a Ritsu, extremamente corado.

Naruto: O-O que v-voc – tentou perguntar, mas logo foi interrompido.

Sasuke: Ta quente hoje né? Não aguentei nem ficar de roupa. – comentou com falsa inocência.

Beyond: Na verdade tá bem frio, estamos congelando aqui.

Os outros ukes concordaram.

O grupo de semes trocou olhares discretos, quase imperceptíveis.

Renji: Bom, nesse caso...

Todos se dirigiram até seus respectivos ukes e os abraçaram.

Por 60 segundos o silêncio foi absoluto. Escutava-se apenas o som das gotas batendo com força contra o telhado, de poucas trovoadas e, com algum esforço auditivo, de corações acelerados.

Os abraços foram longos. E foram abraços de todos os tipos.

Pain abraçava Itachi pelo pescoço, deixando as cabeças e os troncos colados. Itachi arregalou os olhos. Pain não era de abraçar.

Do outro lado, no primeiro degrau da escada, Gary segurava Ash pela cintura deixando os corpos próximos. Sua respiração pesada passava segurança ao menor que, corado, o abraçava de volta, confuso com tudo aquilo.

O abraço de Shizuo foi quente, mais quente do que Izaya gostaria de admitir.

Imprensado na parede o moreno pôde sentir o joelho de Shizuo entre suas pernas, instigando-o a transformar aquilo em mais que um abraço.

Enquanto isso, próximo à porta da sala, Takano agarrou Ritsu em seus braços encaixando os corpos perfeitamente. Sua perna entra as do mais novo acariciavam com certa sutileza o membro do menor, ao passo que suas mãos deixavam passear as pontas dos dedos pelas costas do uke.

Ritsu gemeu tão baixo que nem ele próprio ouviu direito. Estremeceu e mordeu o pescoço do moreno.

Não podia se entregar.

Nenhum deles podia.

Voltando a si os casais foram se soltando, ainda em silêncio.

Nenhuma palavra foi dita, mas todos sabiam: aquilo era um contra ataque.

***

Todos agora se encontravam na sala, os semes ainda do mesmo jeito. A lareira fora ligada iluminando o local. Colchões estavam espalhados em diferentes lugares do cômodo. Eles dormiriam todos juntos aquela noite.

Próximos à janela encontravam-se quatro semes afastados do restante do grupo.

Renji: O Kakashi é um gênio mesmo, ter uma ideia dessas, como pode? – Renji ria sem acreditar.

Soubi: É mesmo. Pelo menos funcionou, a cara deles foi ótima. – Soubi bateu palminhas, animado.

Hatori: Confesso que fiquei com pena... Quando abracei o Chiaki pensei que ele fosse desabar, estava tremendo tanto...

Gary não escutava a conversa. Deitado ao lado da janela olhava para as gotas escorrendo no vidro, pensativo.

Tinha um sorriso bobo no rosto. Sorriso de garoto apaixonado.

Hatori: Gary? – chamou.

Gary: Oi! – virou rapidamente, voltando ao mundo real.

Renji: Você ta viajando aí cara. O que houve?

Gary: Nada. – retornou a olhar a chuva. – Só estava com saudades do abraço do Ash.

Soubi: Sei...

***

Sasuke: Eu adoro esse canto da sala. – espreguiçou-se exibindo ainda mais seu tanquinho.

Os semes se encontravam no canto direito da sala, afastados da lareira. Os seis jogados em um amontoado de sofás acolchoados cinza e bem distribuídos.

Nezumi: É bem confortável mesmo. – pôs as mãos sobre a nuca.

Gray: Sem contar que daqui os ukes podem nos ver direitinho.

Kuroh: É uma puta vantagem todos os nossos ukes serem do mesmo quarto né? Menos o Natsu.

Kanda: É verdade.

Gray: Isso é injusto. – emburrou-se.

Sasuke: Adoro chuva... – fechou os olhos aproveitando o barulho.

Kanda: É... – estava pensativo. Kanda deu um sorriso. – Me lembra minha primeira vez com o Allen.

Os amigos olharam intrigados.

Sasuke: Mesmo?

Kanda: Sim. – tinha um sorriso bobo no rosto.

Nezumi: Acho que você nunca chegou a contar pra gente.

Kanda: É? – espantou-se.

Gray: Verdade. Você nunca falou.

Kanda: Bom, faz bastante tempo...

~flashback Kanda x Allen on~

Kanda e Allen estavam juntos há três meses. O dia ensolarado, o mar azul, a areia quentinha.

Kanda: Eu odeio praia. – revirou os olhos.

Allen: É mesmo? Você nem tinha comentado 17 vezes desde que a gente entrou no táxi. – falou sarcástico. – Deixa de ser chato Kanda, olha como o mar tá maravilhoso. – seus olhinhos brilhavam.

Kanda: Meh, tá bonitinho. – deu de ombros.

Allen: Você é muito chato. – desistiu. – Olha só pra esse lugar, não tem ninguém! Eu não achei que o Shiro estivesse falando sério quando contou dessa praia. – o menino parecia deslumbrado.

Kanda: Shiro? – franziu o cenho. – Quem diabos é Shiro? – tinha uma pontada de ciúmes na voz.

Allen: Um amigo. – deu de ombros.

O albino agarrou o namorado pelo braço arrastando o mesmo até quase a beira do mar.

Kanda: Tá, você venceu. – concordou finalmente em participar daquilo tudo.

O moreno pôs as coisas no chão e tirou a camisa.

Allen: O-O que você t-tá fazendo? – arregalou os olhos quando o namorado apoiou a camiseta na cadeira de praia.

Kanda: Me preparando pra entrar no mar ué. – não entendeu o espanto do namorado.

Allen: Ah. Claro. – respirou, aliviado.

Kanda ignorou.

Os dois abriram o guarda-sol e ajeitaram tudo.

Allen: Vamos pra água?

Kanda: Sua mãe me fez prometer que ia te fazer passar protetor. – segurava o riso.

Allen: Eu te odeio. – encarou o outro.

O mais novo pegou o vidro de bronzeador e começou a passar, assim como o Kanda.

Kanda: Quer que eu passe nas suas costas?

Allen paralisou.

Allen: Ahn... Pode ser. – virou meio sem graça.

Quando o albino sentiu as mãos do mais velho encostarem em suas costas corou imediatamente.

Conforme Kanda ia espalhando o protetor solar numa espécie de massagem Allen ficava mais e mais vermelho. Seus pensamentos não eram os mais puros no momento.

Kanda: Pronto.

Allen virou.

Allen: Obrigado...

Kanda estranhou.

Kanda: Nossa você queima rápido. Tem certeza que passou no rosto? – questionou sincero.

Allen deu uma risadinha da lerdeza do namorado.

Allen: Esquece Kanda. – e foram para o mar.

A tarde passou devagar, e conforme a maré ia subindo as nuvens iam tomando o céu.

Deviam ser 5h da tarde. Kanda deitado no colo de Allen brincava com um punhado de areia enquanto os olhos do outro encaravam o mar.

Allen: Obrigado. – disse de repente.

Kanda: Pelo que? – ainda amaçava a areia.

Allen: Por ter vindo, sei que você não gosta de praia.

Kanda: Não tem problema, não gosto de praia, mas gosto de você. Pra onde quiser me levar eu vou. – sorriu.

Allen sorriu também.

O moreno sentiu um pingo em sua testa.

Kanda: Não chora Allen. – levantou abraçando o mesmo. – Eu te amo.

Allen riu.

Allen: Também te amo, mas... eu não tô chorando.

Kanda: Ué. – sentiu outro pingo. E mais outro.

Um trovão ecoou pelo céu.

A chuva agora caía, e cada vez mais forte.

Allen: Eu não esperava por isso. – tentava pensar no que fazer.

Kanda: Que horas seu pai falou que vinha mesmo?

Allen: 8h. Ainda falta.

Kanda olhou em volta.

Kanda: Maldito lugar deserto. – praguejou.

Allen: ALI! – apontou para a encosta da praia, próxima aos dois.

O mais velho não entendeu, mesmo assim ajudou o namorado a pegar as coisas e o seguiu debaixo da sombrinha até o local.

Kanda: Wooow, quando essa caverna brotou aqui? – parecia impressionado.

Allen: Às vezes você é muito lerdo amor. – revirou os olhos.

Os dois entraram na gruta e estenderam uma canga no chão.

Allen: Lugar bonito né?

Kanda: Você acha tudo bonito. – desviou os olhos.

Allen: E você não acha nada. – rebateu.

Kanda: Não é verdade... – aproximou-se do menor. – Eu acho você lindo.

Allen corou.

A: Baka.

Os dois se encararam por um tempo. O barulho da chuva, das ondas quebrando, Kanda não admitiria, mas era mesmo bonito.

O mais novo cansou de esperar e selou seus lábios aos do maior com delicadeza.

Kanda tinha gosto de maresia.

O beijo salgado aprofundou-se, afundando as línguas em saliva.

Enquanto os lábios brincavam distraídos, o moreno estendeu devagar as mãos até alcançar a cintura do pequeno.

Allen não o impediu, apenas deixou seu namorado juntar um pouco mais os corpos.

Com movimentos leves o casal foi deitando na canga.

Allen separou as bocas e sentou. Seus olhos encaravam todo o corpo do moreno com um olhar curioso, um olhar desconhecido.

Kanda: Tudo bem? – perguntou sem entender.

Allen assentiu.

Allen: Eu quero fazer sexo com você. – falou simplesmente.

Kanda assustou-se por um instante, depois começou a rir.

Allen: É sério... – baixou os olhos meio decepcionado pela reação.

Kanda: Ei, não fica assim. – levantou o queixo do menor. – Só achei uma graçinha você falar isso, não esperava. – seu sorriso era imenso. – Eu também quero fazer sexo com você.

Allen: Você... quer? – encarou o outro.

Kanda: Óbvio, é tudo que eu quero desde que te conheci. – ajeitou uma mecha branca do cabelo de Allen.

Allen: Mesmo?

Kanda: Sim.

Allen: Desculpa... – desviou o olhar.

Kanda: Pelo que? – riu de leve.

Allen: Não sabia que você queria isso tanto assim... – admitiu meio sem graça.

Kanda: Não se preocupe. Não tenho pressa. – seu olhar era apaixonado e o sorriso bobo. – Mas... agora? Meio aleatório.

Allen: Se não quiser não tem problema... – começou.

Kanda: Claro que eu quero.

Allen: Tudo bem então.

Allen aproximou a cabeça do tórax do mais velho, Kanda pensou que ele fosse deitar ali, mas a ação seguinte surpreendeu.

O albino fechou os olhos e lambeu toda a região. Depois desceu a cabeça até o umbigo e lambeu de novo.

Allen estava nervoso, mas não demonstrava isso. O menor lambia com delicadeza e vontade. O gosto era salgado.

Kanda respirava fundo, aproveitando os toques molhados do pequeno.

Seu membro começava a dar sinais de vida dentro do calção.

O albino desceu um pouco mais e parou. Ficou observando o volume no short do outro.

Allen: Posso tirar sua bermuda? – foi simples e direto, os olhos ainda focados no mesmo lugar.

Kanda: Pode. – achou graça da pergunta.

Com as mãos meio trêmulas e uma leve ajuda do outro Allen removeu a peça, deixando Kanda completamente despido.

Allen: Você é bonito. – comentou sério.

Kanda: Valeu. – sorriu de canto. – Você também.

Allen: Eu sei, mas eu tava falando do seu pênis. – explicou.

Kanda não conseguiu segurar o riso e gargalhou alto.

Kanda: É eu sei. – balançava a cabeça sem acreditar.

Allen sorriu também, mas logo voltou à expressão curiosa.

Chegou perto. Seu coração disparado bombeava o sangue rapidamente para todo o corpo, mais ainda para um órgão específico.

Kanda: Não precisa fazer isso se não quiser. – assegurou.

Allen: Eu sei. Mas eu quero. – e colocou na boca de uma vez só.

Kanda fechou os olhos deliciando-se com os movimentos. Aquilo era bom.

Kanda: Tem certeza que nunca fez isso antes?

Allen: Uhum. – respondeu sem interromper os movimentos.

Após poucos minutos Allen parou e sentou novamente.

Allen: Posso te beijar? – tombou um pouco a cabeça para a esquerda.

Kanda: Por que não poderia?

Allen: Não sei, vai que você tem nojinho... – olhou para baixo.

Kanda: Claro que pode seu bobo. – puxou o menor para um beijo.

Agora ele precisava agir, não podia deixar Allen fazer tudo sozinho.

Inverteu as posições ficando por cima. Enquanto beijava com vontade o namorado sua mão direita desceu até o laço na bermuda de Allen, desfazendo-o. Em seguida abriu o velcro do short e entrou ali.

Allen: Nmm... – gemeu baixinho quando sentiu o moreno envolver seu membro.

Kanda prosseguiu começando uma masturbação.

As fricções começaram lentas até se intensificaram. O beijo foi ficando mais quente, mais babado. Allen estava muito excitado.

Allen: Kanda...? – chamou.

Kanda: Fala.

Allen: Tira tudo... Nmm... – pediu entre gemidos.

Kanda obedeceu deixando o namorado também despido.

Parou com a masturbação e ajeitou-se melhor.

Kanda: Tem certeza que quer fazer isso Allen?

Allen: Tenho.

O moreno baixou os lábios até o pescoço e pôs-se a beijar toda a região.

Sua mão, apoiada sobre a barriga do albino, desceu até a entrada do mesmo. Kanda posicionou um dedo.

Kanda: Posso? – perguntou sutíl.

Allen assentiu.

Quando o pequeno prendeu o ar com a penetração sentiu na ponta dos pés bater uma água gelada. A maré estava subindo.

Demorou um pouco até se acostumar com o primeiro dedo, e depois dele, com o segundo.

Kanda esforçava-se pra não machucar o namorado.

Quando Allen começava a soltar os primeiros gemidos de prazer o moreno retirou-se de dentro dele.

Allen bufou de decepção.

Kanda: Está pronto? – ergueu uma sobrancelha.

O outro assentiu. A água agora já batia em toda a palma do pé.

Kanda afastou-se de repente.

Kanda: Allen, eu... não trouxe camisinha... – admitiu envergonhado. – Desculpe amor, melhor pararmos por aqui... – estava triste em dizer aquilo.

Allen não pareceu se abalar.

Allen: Eu trouxe. – deu de ombros esticando a mão até o bolso da frente da mochila, tirando de lá um preservativo.

Kanda sorriu.

Kanda: Por acaso você não estava planejando isso, estava? – ergueu uma sobrancelha, desconfiado.

Allen: Nãão... – desviou os olhos. – Talvez. – deu um sorrisinho travesso.

O mais velho sacudiu a cabeça sorrindo e pegou a embalagem, colocando cuidadosamente a camisinha.

Kanda: Tem certeza mesmo né?

Allen: Você enrola muito pra me comer Kanda. – brincou.

Kanda: Ta bom, não perguntou mais então. – fingiu-se de bravo.

Allen sorriu e beijou o namorado.

Allen: Vamos fazer amor Kanda Yuu.

O moreno sorriu de orelha a orelha.

Kanda: Vamos.

Com cuidado ajeitou-se melhor e começou a introduzir seu membro no pequeno. As caretas de dor de Allen quase o fizeram desistir, mas foi até o fim. Quando já estava todo dentro do namorado, parou.

Kanda: Isso tá bom? – duvidava um pouco da resposta.

Allen respirou fundo.

Allen: Desconfortável... Vamos ficar assim um pouco.

E ficaram.

Para Kanda foram intermináveis minutos, para Allen pareceram horas.

Finalmente a dor diminuiu e o albino começou a mover o abdômen.

Kanda entendeu e iniciou a estocadas, sempre acompanhando o ritmo.

Os dois voltaram a se beijar. A maré já alcançava suas coxas.

Lá fora um trovão alto ecoou, e conforme os movimentos aceleravam a chuva caía mais forte.

Quando Kanda acertou o ponto certo Allen gemeu.

Allen: K-Kanda... aí é... bom...! – não conseguia falar direito.

Kanda: Eu não vou aguentar por... muito tempo... – avisou entre um beijo e uma respiração pesada.

Allen: Nem e-eu... Ah!

Allen não acreditava. Aquilo era bom. Era muito melhor do que ele pensava, muito melhor do que haviam lhe contado. E a água do mar indo e vindo até sua barriga só fazia tudo mais gostoso.

Kanda fechou os olhos com força, estava no seu limite.

Kanda: Allen eu vou... – não terminou a frase e gozou.

Quando Allen viu o namorado tombar sem forças sob seu peito sentiu um despontamento. Ainda estava excitado, ele queria mais.

Allen: Kanda? – chamou.

Kanda: Cinco minutos... – arfava.

Allen esperou o que pareceu uma eternidade, lá fora estava quase escuro e a maré agora preenchia com água mais da metade da canga.

Kanda sentou-se. Ainda chovia.

Kanda: Melhor pôr as coisas mais pra trás. – afirmou pegando as mochilas e as bermudas no chão, colocando-as juntamente com a cadeira e o guarda-sol mais para o fundo da gruta, onde o mar não alcançava.

Allen estava calado.

Kanda sentou-se ao lado dele.

Kanda: Tá tudo bem? – estranhou o silêncio do menor.

Allen negou com a cabeça sem olhar para ele. Não sabia se estava chateado ou bravo, talvez os dois.

Kanda: Eu fiz alguma coisa que você não gostou...? – questionou cuidadoso.

O albino assentiu.

Kanda: Você pode me falar o que é? – tentava compreender.

Allen pensou um pouco. Como ele podia ser tão burro a ponto de não perceber?! Não adiantava ficar bravo.

Allen: Você gostou? – perguntou ainda sem olhar o namorado nos olhos.

Kanda: Sim. Você não? – estava confuso.

Allen: Mais ou menos. – lá fora já estava escuro.

Allen pegou o celular apoiado numa rocha mais alta próxima e ligou a luz branca da lanterna.

Kanda: Eu te machuquei amor??? – preocupou-se.

Allen negou.

Kanda: Então qual o problema? – depositou a mão nas costas do pequeno.

Allen baixou o olhar para o próprio membro, ainda ereto.

Kanda fechou os olhos com uma expressão culpada.

Kanda: Desculpa Allen, eu sou um idiota. Eu nem me toquei, me perdoa...

Allen: É mesmo. – concordou com a parte do idiota.

Kanda: Você quer que eu te faça gozar? – perguntou sincero.

Allen: Sei lá... – queria chorar.

Kanda aproximou-se do menor depositando um beijo em seus lábios. Continuou a beijá-lo sentindo pouca correspondência por parte do albino.

Desceu suas mãos até o membro do outro, começando a masturbá-lo, mas Allen não parecia excitado.

Kanda abriu os olhos e se assustou. Allen estava chorando.

Imediatamente retirou a mão e se afastou um pouco.

Kanda: Desculpa pequeno. – abraçou o outro.

Allen: Desculpa também... Não sei por que não senti prazer com isso, é só que... Não sei, o sexo foi tão importante sabe? E eu pensei que fosse gozar também... – confessou enxulgando uma lágrima.

Kanda beijou seus cabelos. Ele tinha entendido tudo.

Não era simplesmente chegar ao ápice, Allen queria que aquilo fosse especial.

O moreno olhou em volta pensativo, até que teve uma ideia.

Levantou e andou até a mochila, pegando o chaveiro do fecho.

Allen franziu o cenho.

Allen: Sua lanterna que muda de cor? Pra que isso? Já está claro aqui Kanda. – estava perdido.

Kanda: Eu sei. – foi até o celular de Allen e desbloqueou a tela, procurando o aplicativo para desligar a lanterna. – Não é só um chaveiro-lanterna que muda de cor... – desligou a luz branca vinda do flash, ligando a lanterninha em sua mão na cor azul. – Ele também é a prova d'água. – dito isso deu play em uma música no celular do pequeno, a música deles.

Allen estava confuso.

Allen: O que está fazendo Kanda? – o choro sumira e um sorriso começava a se formar em seu rosto.

Kanda segurou o menor pela mão e foi para o lugar inicial, agora cheio de água do mar. Sentou ali e pôs o menor em seu colo. Estavam submersos até a metade do tórax.

Kanda mergulhou a lanterna e prendeu-a na areia. A água agora brilhava azul.

Kanda: Eu te amo sabia? – disse para o menino sentado entre suas pernas de costas para ele.

Allen: Também te amo.

O mais velho beijou suavemente os lábios do namorado, aprofundando bem devagar o beijo.

Allen deixou a língua de Kanda entrelaçar-se na sua ao passo que as mãos do moreno iam percorrendo seu corpo. A chuva era fraca, mal podia ser ouvida, e não tardou muito a parar e levar as nuvens com ela.

Ainda perdido nos beijos Allen nem percebeu a mão do namorado em seu membro.

Kanda: Daqui pra frente seu prazer vai ser sempre mais importante. – sussurrou ao pé do ouvido do albino enquanto movimentava sua mão de forma prazerosa para o mais novo.

Allen: Você é... o melhor namorado do m-mundo.. Nmm... – sorriu em meio aos gemidos.

Kanda continuou com os movimentos de vai e vem. Beijava e mordia o pescoço de Allen, que gemia baixinho da forma mais tentadora possível.

Allen: Kanda... Eu vou... gozar... – fechou os olhos com força.

Kanda: Não vou a lugar algum.

Com mais poucos movimentos Allen atingiu seu ápice derramando-se na água.

O pequeno arfava.

Allen: Obrigado. – sorriu bobo. – Não poderia ter sido melhor.

Kanda: Claro que não, afinal, foi com você.

~flashback Kanda x Allen off~

Gray: Você levou três meses pra comer ele???

Kanda emburrou a cara.

Kanda: Sério que da história toda, esse é o único comentário que você tem a fazer? – não acreditava no amigo.

Nezumi: Você é um bosta Gray. – concluiu. – Muito bonito Kanda.

Sebastian: Sem dúvidas. Ele deve lembrar disso com o maior carinho. – deu um sorriso para o amigo.

Kuroh: Com certeza. Essa ideia da lanterna foi genial, eu nunca pensaria nisso.

Sasuke: Foi mesmo. E falando no amor da sua vida, olha quem tá vindo aí.

Kanda: Oi amor. – sorriu.

Allen: Oi! – correspondeu ao sorriso.

Kanda: Tudo bem? – estranhou a presença do garoto ali.

Allen: Tudo. Eu... só vim te dar boa noite. É que essa chuva toda me lembrou... – fez uma pausa. – Deixa. – olhou pensativo na direção da janela.

Kanda: É, me lembrou também. – sua expressão era distante. – Posso falar com você um segundo Allen?

Allen: Fala.

Kanda puxou o namorado para um canto mais afastado, onde não pudessem ser ouvidos.

Kanda: Queria dizer que eu te amo, muito.

Allen: Também te amo. – sorriu. – Boa noite amor.

O mais novo abraçou-lhe com força, depois afastou a cabeça e deu-lhe um beijo na bochecha, um beijo que não acabava.

Quando Allen finalmente desgrudou os lábios da face de Kanda eles se olharam, se olharam no fundo dos olhos por muito tempo.

Allen o abraçou de novo.

E de novo se separou. E de novo eles se olharam. Foram chegando perto, e mais perto, e mais perto. Os lábios quase se encostavam, mas não se encostavam.

Allen: Por favor, me beija. – pediu num sussurro desesperado.

Kanda: Você sabe que eu não posso... – fechou os olhos tentando se concentrar.

Allen: Por favor... Eu preciso disso... – sua respiração era pesada.

Kanda: Eu também... Mas não posso Allen. Se você quer vai ter que me beijar primeiro, e depois faço o que você quiser.

Allen mordeu o lábio e apertou os olhos. Estava excitado, estava desesperado. Chegou perto, podia sentir o lábio inferior do moreno roçando de leve no seu, tão de leve que quase não roçava.

Allen: Não posso. – virou a cabeça. – Sinto muito, boa noite amor. – afastou-se e virou para ir embora.

Allen deu dois passos.

Kanda: Allen, espera! – puxou o mais novo virando-lhe de volta para si. – Que se foda. – e juntou os lábios num beijo.

Ukes 4 x Semes 2.

Notas finais
Ta top né? Não? Eu tentei... =/ Eu sei que ficou enormeee, pensei em separar mas não consegui. (na real ele ia ser maior, perdi a noção porque escrevi no celular porque minha barra de espaço do pc não funciona direito -.-). Minna, amei esse lemon. Quis escrever ele mais parecido com a realidade, e todo mundo sabe que na vida real ninguém geme que nem nas fanfics, ukes não ficam extremamente envergonhados de existirem na hora do sexo e que gozar junto não acontece quase nunca (o que o diga na primeira vez...), então me digam nas notas o que acharam desse modelo de lemon. Nota-se que no início da fic o Mello interrompeu a minha narrativa, então estou brava com ele. Outra coisa, vou tentar acelerar um pouco as eliminatórias dos casais a partir de agora, porque a fic só vai terminar quando todos forem eliminados, e ainda faltam muuuuuuuuuitos casais. Apesar de amar a fic um dia ela vai acabar né galera. #chora:'( Digam o que acharam do contra ataque dos semes (só eu que imaginei quando eles saíram dos quartos tocando " I'm sexy and I know it"?), do lemon, o que vocês acham que deu no Gary, qual a ideia do Ichigo, enfim, do capítulo em geral! Já estou com ideias para o próximo e queria agradecer imensamente a todos os comentários, é isso que me motiva gente! ♥ Obs.: Recomendações são sempre bem vindas! XD Kissus kissus e até o próximo! =**