...Ela sabia que tinha algo estranho acontecendo. Seu corpo se curvava, mas a dor que até pouco tempo atrás ela sentia tinha desaparecido. Tudo em volta era estranho, familiar e novo ao mesmo tempo.

Ela podia enxergar cada pequena coisa, as gotas de orvalho derretendo sobre o forte calor da manhã, as pequenas formigas nos enormes troncos das árvores, os detalhes de cada pequena folha na copa das enormes árvores que a circundavam, era capaz até de reconhecer o som dos pequenos roedores á sua volta, mesmo que não estivesse vendo nenhum. O chão estava coberto de folhas caídas das árvores e mesmo longe conseguia reconhecer detalhadamente a graduação verde intenso até um marrom alaranjado que indicava o final de cada ciclo.

Olhando para baixo ela podia ver algo ainda mais estranho, estava enfiada em uma camisola longa e branca, com amarrações nos pulsos e no pescoço que agora estava manchada de terra e uma quantidade significante de sangue que que também cobria seu cabelo e que não tinha ideia de onde vinha.

Ela mesma estava com as pernas enfiadas até a metade em uma vala, que parecia ter seu exato tamanho, enquanto o resto de seu corpo jazia do lado de fora quase sentada. Porém o mais estranho aparecia enquanto observava as próprias mãos, continuavam brancas como sempre, mas tinham um brilho único que nunca tinha presenciado em toda a sua vida

Será que estava louca? Ou será que tinha morrido com os gêmeos?

Foi então que se lembrou deles — seus irmão! O que havia acontecido a Jane e Alec?! Como era possível que o sol a iluminasse daquela maneira estranha se há poucos minutos estava noite e ela gritava por eles!

Ela precisava sair dali e procurá-los, precisava saber o que estava acontecendo com ela, e que dor era essa na garganta....

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.