U Smile

2 Sweet Home Stratford


Notas iniciais
meus amoresssssss ♥
desculpem a demora, de verdade, tenho o maior problema pra fazer as capas por preguiça.
leiam as notas finais, blá blá blá
Capa: hospedo o link aqui assim que a picasa resolver passar a imagem pro álbum online.

– Olá, vocês são Ana e Natália? — Se existisse algum modo mais bizarro de falar Natalia do que "Natelia", por favor me mande uma carta.

–Sim, eu sou Ana. — Ana sorriu simpática depois de rir do jeito que ele falou meu nome, aposto todo meu dinheiro pro primeiro dia de escola que a meiguice era só para não ser chutada da casa dos Butler's enquanto o pai da família — Martin — ainda tinha oportunidades.


-Eu vou te bater Ana — Ameaçei em portugues mesmo. — Oi! Só me sobra Natália. — Acenei feito uma idiota para eles, pensando se deveria falar para não me chamarem de Natália.

O loiro ao lado de Martin acenou, deveria de ser o filho da nossa idade que opa, eu não lembro o nome.

- Prontas para suas novas vidas? — Ambas mostramos nossos 32 dentes em sinal de felicidade, nem todos os Deuses tinham ideia de como precisávamos daquelas novas vidas. De toda aquela distância com o Brasil. — Muito bom então!

Logo ele se virou para seu filho, falando algumas coisas rápidas e baixas demais para que eu pegasse.


– Então....... O que vamos fazer hoje Cérebro? — Ana cochichou para mim, tentando quebrar a tensão e obviamente conseguindo.

– O de sempre Pinky... Dominar o mundo! — Eu ri histericamente, resultado de todo nervosismo. Dado ao fato riu quando choro para tentar esconder, é quase normal.

– O que? — Juro que o nome do menino começava com R, mas eu não faço ideia do que vinha depois. Enfim, foi ele que perguntou, de qualquer modo.

– Nada! — Eu respondi bagunçando o cabelo. — Qual é o seu nome mesmo? — Ana riu só porque ela olhou o papelzinho que tinha os nomes toda vez que respirava.

– Ryan.. hãn querem que eu pegue mais um carrinho? — Ele fez uma careta para nossas malas, o que não pude deixar de rir de leve.

– Claro. — Ana sorriu e eu dei de ombros.

– Tá, vou lá. — Ficou parado esperando para que uma de nos se oferecesse enquanto nos encarava.

– Quer ajuda? — Já disse que adoro dirigir carinhos de super-mercado e afins? Bom... é desastre na certa, mas todos superam.

– Pode ser. — Sorriu aliviado e me ofereceu o braço como se fosse um cavalheiro, e eu aceitei fingindo estar puxando a "barra do meu vestido" e ele riu pelo nariz — Quantos carrinhos necessitaremos — Ele fez uma cara pensativa. — senhorita?

– Hmm creio que apenas um será necessário meu caro... — Eu parei para pensar. Não o chamaria de My Lord, me sentiria completamente traindo o Lord das Trevas. — Ryan.

– Sim sim.. — Ele segurou um dos carrinhos rindo, e eu sentei na parte onde ficariam as bolsas.

– Vamos Ryan? — Eu perguntei ignorando os olhares tortos que recebemos.

– Sim senhorita. — Ele fez um barulho de cavalho e começou a correr, enquanto isso eu ria... Metade do saguão nos olhava torto, a vida é linda.

– RYAN! NATALIA! — Maldito sotaque.

– Siiim? — O Ryan parou de correr e segurou minha cintura para não voar meio saguão e ficar com a testa rachada igual a do Harry Potter.

– O que vocês estavam fazendo? — Ele olhou realmente ameaçadoramente.

– Pegando o carrinho? — Ele sugeriu.

– Vocês bla bla bla aeroporto bla bla bla pessoas bla bla bla educação bla bla bla... — Maybe I know, somewhere deep in my sout that love never last... Ai meus Deuses!

Fiquei pipocando no lugar, encarando aquele perfeito cartaz na porta da loja de música, enquanto Martin acabava de dar o sermão e eu me preparava pra a sessão "Desculpas, não acontecera de novo" que girava em torno de uma mentira, já que a única coisa que pensava era: SHOW DO PARAMORE PORRA!

Depois da sessão desculpas, puxei a Ana até a frente do vidro e ela começou a chorar com as mãos na boca.

Nos abraçamos, concordando que seria a experiencia mais foda de nossas vidas e que precisávamos ir. Iriamos ter uma conversa com o Sr. Butler o quanto antes, porque PQP, se perdesse eu me sentiria culpada para sempre.

Esprememos o nariz no vidro da loja e ficamos olhando o lindo cartaz, como duas retardadas.

– É tão lindo. — Ana suspirou deixando o vidro mais enbaçado e logo limpando antes que matasse ela.

– É tão real. — Eu passei minha mãozinha por cima do meu amado Josh murmurando algo como lindo, perfeito, magavilhoso ou algo assim.

– Tira elas dai Ryan! — O titio mandou, sabendo que o trabalho ia ser pesado. Mais tarde eu pesquisaria o preço e a data.

Ryan começou a discutir e falar que a gente tinha que ir para casa, isso foi suficiente para nos fazer desgrudar do vidro e fingir que eramos normais.

– Vamos para o carro. — O Sr. Butler bufou enquanto o filho deu um tchauzinho para a loira que ele estava secando. Fomos todos para o carro seguido de uma viagem praticamente toda silenciosa.

As vezes, nos animavamos em algum assunto e falavamos palavras em português sem se quer perceber, e o tal Ryan achava isso a coisa mais bizarra de todo o mundo. Vai ser dificil lembrar de falar inglês toda hora.

O Sr. Buttler deu um tapa na cabeça do filho para que virasse para frente acabando com a conversa, fazendo Ana se apoiar em mim e dormir like a baby.

– Então, você esta anciosa para começar a escola aqui? — O Sr. Buttler me perguntou, não sabia se respondia que sim ou se disse que tava mais cagada que tudo para começar uma escola nova. Não era algo exatamente comodo, sendo que eu já havia mudado no último ano.

– Ah, sim. — É o que se responde quando alguem te pergunta isso, você não fala, aaah não, vai ser um tedio legal lá... Eu sou educada tá?

Ryan riu, de boa, ele devia saber o que eu pensava e concordaria se soubese, sabe, a escola não é um lugar muito feliz.

O carro foi estacionado na frente da casa de três andares (além do porão!) de tijolinhos, incrivelmente parecida com todas as outras na rua. Haviam árvores, alguns arbustos e canteiros de flores adornando a parte da frente da maioria das casas, mas aquela era diferente, haviam pés de lavanda e de outras flores provavelmente resistentes ao inverno/verão, e arbustos circundando a maioria da casa, principalmente as janelas.

E uma das coisas mais magnificas: não existia nada de cerca.

Preciso de um balde para juntar toda essa baba enquanto visito o resto da casa.



– E esse, é o quarto de vocês. — Depois de passar toda a meticulosamente linda e arrumada casa, chegamos ao nosso quarto. O Sr. Butler abriu a porta de madeira escura, mostrando um quarto grande e maravilhoso.


As paredes eram de um creme simples, exceto por uma — a que ficava atrás de nossas camas tipo boxer — que era de um azul clarinho e meio água, onde Martin disse que nos poderíamos escrever, colar posters e fotos. A parede de frente para a que tinha a porta possuía uma daquelas janelas "saídas para fora" e um banco/sofá magnificamente magnifico ali. Babarei nele ate meus últimos dias de vida.


Na parede de frente para as camas tinham duas portas em cada canto — uma do banheiro e a outra que tinha um espelho emoldurado de um closet grande o suficiente para nos duas — e entre elas uma escrivaninha grande com algumas prateleiras em cima para livros.

O banheiro era simplesmente perfeito, todo branquinho com as toalhas azul claro, uma banheira de mármore antiga e duas pias com um gigante espelho sob elas.

Assim que Martin saiu nos deixando na nossa praticamente suíte de Hotel, Ana correu para tomar um banho no nosso humilde banheiro enquanto tirei meu all star e joguei para o lado colocando RIOT no volume que permitia ninguem mais fora do quarto escutar, sentando no banco embaixo da janela.

Sempre quis ter um assim pelo simples prazer de ficar lá brisando, mas mamãe sempre riu do meu sonho.

Fiquei olhando o vento bater na arvore que ficava perto da janela do vizinho do lado, cantarolando baixinho e pensando, como seria meu ano aqui, tinha que faze-lo valer, do que adiantaria se não fizesse? Nada, seria um intercambio para um grande e absoluto nada, mais vazio do que o próprio vazio.

Ele valeria, talvez não agora, mas tudo vale para alguma coisa na sua vida, talvez não agora, quem sabe no futuro.

Sempre vai ser importante, sempre vai ser memoravel de alguma forma.

A porta do quarto do vizinho bateu, e ele entrou com um furacão sentando na base da janela me olhando. Encarei de volta porque ele parecia ser lindo com o cabelo claro jogado de lado e os olhos mais verdes do que as folhas da árvore que eu tava olhando antes.

Eu olhei para cara dele e ele olhou para minha. Tinha os labios bem feitos e comecei a me perder no seu formato.

Ficou lá, me olhando nos olhos enquanto eu encarava sua boca, olha no meu olho deve cansar um pouco... sei lá, todo mundo — menos a Ana, ela é um alien — diz que meu olhar parece frio, só porque ele é cor de gelo...

Mas os olhos dele — havia decidido que era melhor mudar o foco antes que não tivesse mais volta — eram gostosos de olhar, eram suaves e... estavam me viciando em breves minutos.

– Natalia? — A Ana me chamava da porta do banheiro.

– Hãn? — Valeu Ana, me desipinotizar (?) do cara lindo na janela, te amo.

– Daqui a cinco anos saio do banho, não me procure.



Tomei banho depois que a gorda resolveu parar com a putaria de "não vou sair daqui" — aproveitei esse tempo olhado por algumas horas para a janela, vendo o por-do-sol e tendo esperanças de que meu menino da janela aparecesse até resolver que era hora de sair dali.

Desci as escadas rapidamente, pulando de dois em dois degraus. Segui o corredor até a sala perto da porta, onde eu escutava o alto barulho da televisão na MTV.

– Eu quero coca-cola, Ryan! — O puto riu da minha cara eu taquei minha pantufa de coelhinho demoniaco na cara dele. Eu pulei na porta arrancando risadas dos seres que se instalavam na sala de televisão. — Ri da minha cara não! — Eu peguei minha pantufa de coelhinho e joguei na cara dele.


— Tem na geladeira. — ele rolou os olhos jogando a pantufa de volta para mim.

Precisaria de um desenho pra explicar o andar de baixo da casa, de verdade, era muito fodasticamente foda. Depois de babar mais um pouco na cozinha de madeira e inox voltei para sala sentando em uma poltrona e não no grande sofá fofinha que ficava em frente a TV e a lareira

Dois amigos de Ryan estavam lá, um era baixinho, com os cabelos castanho-claros e os olhos como chocolate, combinados em um sorriso cheio de covinhas.

– Oi, eu sou o Christian. Me chama de Chris — Ele piscou para mim e alargou o sorriso, fazendo meu coração estranhamente pular no meu peito.

– Oi, Natalia, ou Nah. — Me pergunto se devo falar que meu nome fica ridiculo com sotaque ou se ele vai se sentir ofendido...

– Chaz. — O outro amigo gigante de Ryan falou com seu cabelo jogadinho de lado e um sorriso de gordo obeso, acenou com a cabeça.

Fiquei lá conversando com eles até a Ana chegar gritando falando de como a vida é linda, o Stark é foda, e a Paramore é demais.

Notas finais
E ai, mereço reviews?
Só isso por hoje, prometo que vou fazer a capa do três e do quatro hoje pra poder postar mais rápido.
Beijos meus doces.