U Smile
4 Sorvete da Mrs. Lovely
Notas iniciais
Me matem, pfvo.
Naquela bela manhã (sim, acordei antes das dez, cadê meu premio?) de... de... terça? Não sei... enfim, naquela bela manhã eu havia saido para descobrir o bairro, passei na frente da escola que era gigante, descobri onde tinha um mercado que tinha uma especie de um e noventa e nove do lado, tambem achei um parque, o parquinho, um club e AHHH! Coisa demais para minha cabeça.
Tava descendo os quatro degraus que davam pro jardim dos fundos, onde tinha uma piscina (É, HIHIHIHI) e um grande espaço gramado, com umas árvores e uma churrasqueira.
Claro que eu tinha comprado alguma coisa na pseudo loja de um e noventa e nove (alias, eu tava pensando no caminho que o Wall-mart é um grande um e noventa e nove só que mais caro e melhor... devia ter ido lá) porque eu sou a rainha do um e noventa e nove desde sempre. Comprei duas arminhas de águas que se eu não comprasse eu ia chorar like a baby para todo o eterno sempre.
O único motivo de estar indo para piscina era para encher as minhas novas belezinhas e me vingar do Ryan por ter nos acordado as seis da manha ontem cantando Nicki Minaj. Intimidade depois de uma semana é foda viu.
Acabei de encher as duas de água e voltei para de casa com as duas armas cruzadas no meu tronco, parecendo o Rambo, indo acordar dona Ana Gorda.
– CHUBIS TEMOS TRABALHO A FAZER! — Eu gritei entrando no quarto. Sei la, nínguem nunca acordava comigo berrando. Ela abriu os olhos como fendas das profundezas do reino de Hades... e me deu um tapa! Fiz cara de ofendida e dei um beliscão na cintura dela fazendo ela me xingar de todos os nomes bonitos que ela conhecia.
–O que você quer sua chata?
– Tambem te amo! — Pulei para o chão.
– Eu sei. — Sorrisos sonolentos são tão belos. Só que ao contrario. — Fala. — Ela levantou e começou a andar igual a um zumbi ate o closet.
- Hoje de manhã eu sai para dar uma voltinha por ai, sabe como é, ai acabei comprando duas armas de água e... Sei lá, hoje tá um dia tãããããão lindo — Eu cantarolei dando um girinho de balet para perto da janela.
– Fala cérebro. — Ela desembaraçou o cabelo castanho esperando eu continuar.
Cai perfeitamente no banco da janela, mano, pontos bom de ter feito balet na vida bem contra gosto.
– Uma vingança com o Chaz e o Ryan. — Ela sorriu e nos duas saimos do quarto indo pro quarto dos boys.
Abri a porta de modo lento e calculado (mentira, eu arrombei ela e não sei como não fez barulho), indo acordar o Chri-Chris que não merecia fazer parte da vingança.
– Chris? — Ele murmurou de volta algo como "Só mais uma hora" e eu ri baixinho.
– Porra, ACORDA AGORA RATO! — Ela deu um daqueles gritos sussurados que ficam estranhos e chamou ele de rato em portugues porque né.
Gente, como a Ana é delicada! Parece até eu, que orgulho.
Chris deu um salto da cama com os olhos arregalados, tadinho... epa, ele ta de cueca, nossa que tiste né... se bem que é bem gay dormir de cueca na casa do seu amigo com mais dois caras no quarto.
Será que ele é gay? Que desperdicio se for.
A Ana olhava diabolicamente para o Ryan e para o Chaz que pareciam dois anjinhos dormindo, até que sua visão muda para dois porcos acordando berrando porque estavam todos molhados e nojentinhos. Sendo assim tivemos que sair como duas malucas correndo porta a fora até o jardim onde continuamos nossa guerra com um Chris munido de um balde.
Acho que esvaziamos a piscina.
Estavamos indo passear no parque que tinha ali perto antes que o tédio consumisse nossas pequenas pessoas traumadas.
Cantavamos Brick By Boring Brick animadamente enquanto nos equilibravamos no meio fio e os boys fingiam que não conheciam a gente. Sim, são ingratos mesmo.
- PARAPAPARAPAPARAPARAPARAPAPA! — Berramos sincronizadamente o final da música e isso fez com que Chaz batesse nossas cabeças uma contra a outra. Um docinho esse jovem.
– Você vai ser castrado se fizer isso de novo. — Voltei para calçada na maior hulmidade antes do Chaz me provocar..
– Duvido.
– Não duvide de uma mente criminosa. — Olhei para o alto, lê-se: olhos do Chaz e tentei dar um tapa na cabeça dele, acertando o ombro. Ah, como é bom ser baixinha...
– Durma com os olhos abertos pequeno gafanhoto — A Ana deu uma de sabio da montanha da neve cor de rosa.
– Ouça a voz da sabedoria. — Eu abraçei a Ana, me sentindo tão bebadamente feliz.
– LAAARGA!
– Me sinto rejeitada. — E eu notei o Ryan e o Chaz cochichando perto de mim. Que tal is ouvir discretamente a conversa dos dois?
– Tá, mais dai, quando ele chegar elas vão perceber que é ele né o genio?! — Que que tem o elas deles? Sou eu? E a Anoca?
– É... até lá agente pensa, ao que parece elas nao conhecem o Bieber diva dos nossos corações. — Que GAY Ryan Butler, fazendo coração para um menino?
– Quem é o ser que te preocupa e que você ama? — Eu perguntei me apoiando no Ryan.
– Eu amo e me preucupo com a Sam, serve? — Ele abriu os barços para uma garota que corria na nossa direção, ela tinha o preto mesmo, com a pele com de cafe com leite. Bem mais leite do que café.
Ela riu e pulou no colo dele. Ana se assustou e gritou algo como "OMG Nati, a gente achou a Tarada da machadinha e não é você e nem eu!" eu mostrei o dedo para ela... eu nao sou tarada... só um tiquitinho.
Ri histericamente tentando esconder a verdade.
- Cara, porque vocês tem que ficar falando em portugues? — Ryan reclamou com cara triste.
- Porque a gente não tem que ficar falando em portugues se a gente ainda pensa em portugues?
– Vocês bebem. — O Chaz comentou olhando para nos trêscom cara de retardado.
– Você tambem.
– É. – Ele concordou dando os ombros.
– Okay, bebidas aparte, essa é a Sam, a.k.a. minha namorada. — Não sabia que o Ryan era tão gay a ponto de falar A.K.A. ou fazer corações com a mão... Acho que é guei mesmo.
Fomos até uma sorveteria chamada Mrs. Lovely, e tinha um cervo amarrado no hidrante com uma faixa no dorço escrita “feliz um mês de sorvete”. Os meninos começaram a rir e tiraram fotos do cervo, enquanto falavam sobre esse cara foda pra caralho que sempre fazia essas coisas na escola, só que aparentemente ele tinha se formado e a felicidade deles de verem o diretor em pânico tinha se tornado responsabilidade do Ryan.
Juro que tenho medo dessa escola, sei lá cara...
Entramos na loja e um dos atendentes era todo roqueirinho e pseudo punk, acho qe a Ana gosto dele mais do que eu. Tudo bem que ele tava com uma cara de bunda eterna e nem abriu a boca pra falar nada.
Sentei do lado do Chaz no banco, tomando um pouco do delicioso sorvete de creme com bolachas.
– E então? O que acha da sua nova vida? — Ele riu para mim.
– Legal, sei lá Chaz, eu to aqui a menos de uma semana e já quer saber o que eu acho? — Eu bati no braço dele como se eu conhecesse ele faz tempo.
– É, eu quero saber! Por que? — Me estiquei e coloquei um pouco de sorvete na bochecha dele. — Quer morrer? — Ele jogou um pouco do sorvete de chocolate na minha cara.
– Eu acho que é você que quer isso! — Rimos, e eu começei a limpar o sorvete que estava na minha cara.
A Ana e a Sam vinham saltitando para o nosso lado, deixando um Ryan com cara de cú para trás. Ai to com medo.
– NAAAAH! — A Ana me abraçou e riu.
– O que Pink?
– Vamo no parquinho aqui perto?.
– Vamo! — Sim, a gente saiu correndo, igual duas malucas. Cada uma foi pra um dos balanços e começamos a cantar:
– You get up and somebody tells you where to go to — E apontei para Ana para ela continuar.
– When you get there everybody's telling you what to do thank you – Ela apontou para a Sam.
– It's been another bloody monday and no one is asking what you wanted anyway. – Ela gritou jogando a cabeça para frente.
– NEIN NEIN NEIN NEIN NEIN NEIN nein nein nein nein nein nein.
– Scream till you feel it Scream till you believe it Scream and when it hurts you scream it out loud Scream till you feel it Scream till you believe It Scream and when it hurts you scream it out loud scream (Scream it out loud)
Opa, o Ryan e o Chaz tão fazendo cara feia para nos... só porque as criancinhas tão olhando para a gente com aquela cara de “O QUE É AQUILO”?
Ryan gritou nossos nomes e fez uma pausa dramática.
- Sam? – Nossa, acho que ele não conhecia o lado bicha louca da Sam.
– Sam? – Eu e a sombrancelha sedutora
– Sam? – A Ana e a sobrancelha sedutora.
– Sam? – O Chaz e a sobrancelha sedutora (Como? Sedutor? Chaz?).
– OIIIII! – Ela gritou dando tchauzinho e indo mais rápido na gangora.
– Vocês – Ryan apontou o dedo para mim e para a Ana, que inocentemente conversávamos com o Chaz. – VOCÊS LEVARAM A SAM PARA O LADO NEGRO DA FORÇA! – Ele começou a correr em nossa direção. A Ana gritou e saiu correndo, eu pulei nas costas do Chaz, que, incrivelmente me segurou nas costas.
Não sabia poder pular tão alto, sério, vou começar a praticar salto em altura depois dessa.
– FUJA PARA AS COLINAS! – E saímos correndo para casa, onde Ryan tentou nos matar antes que fossemos tomar banho.
A Ana gorda tava no banho e me peguei pensando no cara da janela, o Seth.
É, descobri quem ele era. Seth Willians, tinha 15 anos, era perfeito e estudava no meu futuro colegio.
Notas finais
juro qe vou tentar ser menos vagal
beijos amo voces
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