U Smile
6 Are you ready for the best show of you lifes?
Notas iniciais
Acordei com o motherfucker do sol batendo na minha cara. Tirando que não tinha sol e ainda devia ser de madrugada. Acho que eu to suando... Quer dizer, melhor acordar assim do que com um psicopata cortando minha bochecha no maior estilo Dexter, mas ok.
Estiquei minha mão e acendi o abajur, olhei para os lados, verificando se tudo estava ok. Não sei se devo considerar a Ana dormindo com um sorrisinho feliz/sadico no rosto algo ok... Agora que eu não durmo nem fudendo.
Então eu olhei pela minha janela linda cuti cuti e vi foi a luz da janela do Seth acessa. Vou encher o saco dele sim ou claro?
Peguei o celular e disquei o número que ele tinha escrito no meu lado da parede.
Me levantei e sentei no banco lindo cuti cuti da janela linda cuti cuti.
Provavelmente eu seria xingada e odiada, mas acho eu já tava quase fazendo xixi na calça de medo mesmo.
Apertei o verde e começou a tocar. Falei baixinho cada “bip” antes dele atender. Hallelujah.
– Alô? — Falou distraido, enquanto apertava repetidamente algumas teclas do computador.
– Oi, é a Natália, sua vizinha...? — Falei baixinho com medo que ele não soubesse quem era. Sou babaca sim, paro.
– Ah, oi! – Levantou o tom de voz ao perceber que era eu. – Pesadelos?
– Yep. – Estava envergonhada! De novo! Santa merda de ar canadense.
– O que eu posso fazer por você pequenininha?
– Não sei... – Pensei alguns instantes sem ter nenhuma boa ideia. — Just talk to me.
E então ele começou a puxar assunto, e quando deu um hora que estavamos no telefone, decidimos sair de nossas casas, e dar uma volta na rua enquanto amanhecia — Seth sugeriu que ficassemos em um parque conversando ou algo do tipo.
Estava confortavelmente quente e o dia seria de sol, por isso usava um shorts e uma blusa que era duas vezes meu tamanho, meu cabelo estava a maior zona.
Seth andava por ai com a blusa do time da escola e uma ex-calça jeans, e eu apenas o achava a coisa mais linda de todo o mundo.
- Nice t-shirt. — Comentei com um sorriso depois que ele fechou o portão da própria casa e andava até mim. Começou a contar que havia jogado no time da escola no ano passado, mas não tinha certeza se iria continuar porque se machucou e sua mãe ia contra sua volta ao time.
Assim ele começou a me contar sobre a escola, que estava ansioso sobre não ser mais um calouro, sobre as peças do teatro, dos professores cuzões e coisas do tipo.
Andamos mais de meia hora e eu contava sobre o Brasil para ele, eu já tinha uma saudades bizarra que não devia ter começado.
Nisso, passamos pela escola e ela era toda de tijolinhos com um andar só. Era bonitinha mas só de pensar nela e no primeiro dia de aula meu estomago reviravá.
Sou medrosa pra caralho sim, e ai?
- Tenho um lugar legal pra te mostrar. — Sorriu para mim, segurando minha mão e me fazendo andar na direção oposta do que seriam nossas casas.
Entramos em uma trilha do lado de uma casa, andamos menos de dez minutos em uma trilha de pinheiros antes de chegar em um lago.
Estava começando a amanhecer e Seth tirou o ipod do bolso da calça, colocando um album inteiro dos Strokes para tocar — acho que era Is This It.
Começou a cantar e mexer a cabeça, me fazendo rir divertida. Segurou minha outra mão e me fez dançar com ele enquanto eu ria igual uma criança de cinco anos.
- Quer entrar na água? — Perguntou quando já estavamos ficando suados e nojentinhos. O sol começava a subir e ficava um pouco mais quente a cada minuto.
Tudo que eu mais queria era pular naquele lago e morrer com a água fresca. Só tinha um problema, as usual.
- Só tenho essa blusa. — Fiz careta e ele riu de lado, tirando a blusa dele e jogando para mim.
Ok, vejamos o que é melhor: entrar usando a blusa dele e voltar com a minha seca ou entrar com a minha e voltar com a blusa cheirosa dele? Hm, acho que serei obrigada a ficar com a ficar com a segunda opção.
Tirei meu shorts jeans e fiquei usando minha calcinha de dinossauro. Nada mais sensual que nadar com calcinha grandinha de dinossauro e uma blusa duas vezes o seu tamanho.
Seth agarrou minha cintura, me colocando no seu ombro antes de correr para dentro do lago, mergulhando. Voltei a superficie rindo e batendo nas costas dele.
Julian Casablanca deixava cada momento mais perfeito que o outro e aquela foi uma das melhores manhãs até então.
Haviam dois dias desde que passei a manhã toda brincando com Seth no lago perto da escola. Haviam 10 horas que a contagem regressiva para o show do paramore tinha acabado. Haviam duas horas que a gente estava no carro indo para Toronto. Havia uma hora que Chris e eu murmurravamos um com o outro e riamos. Faltavam 12 horas para o show da minha até então preferida banda, Paramore.
Ok, como respira mesmo?
Depois de 30 minutos achamos o lugar do show, entramos na fila que já tinha algumas pessoas, mesmo sendo de manhã. Justin parecia que estava fugindo de alguem, usando um moleton preto com o cabelo bagunçado e menos brilhante, usava os oculos do irmão do Ryan que ainda não conhecemos.
Depois de duas horas na fila meu estomago estava mais revoltado que tudo. Sério, não era mais uma simples fome e sim um buraco negro.
- Ana! Quero comida, vai comigo até o posto? — Choraminguei para Ana que antes de responder foi arrastada para o posto de gasolina comigo.
Na fila para entrar na conveniencia eu estava escutando a conversa alhei e algumas menininhas histericas da fila falavam sobre a suspeita de que um tal de Bieber estivesse ali pro show de hoje.
- Quem? — Me meti na conversa sem medo de ser julgada. Esse é o espirito de show, se meter na conversa alheia e fazer amizade desse jeito mesmo.
- Como você não sabe quem é o Bieber? — Uma delas falou com uma voz de fanha nojentinha.
- Eu tambem não sei. — Ana comentou com indiferença e elas começaram a surtar. Sem brincadeira, só faltava elas arrancarem os cabelos.
- Justin Bieber! Aquele que canta One Time! — Uma delas falava gesticulando.
- Não era uma menina que cantava? — Perguntei com cara de bunda e senti que ia ser chutada.
- Não! E tem mais ainda, ele veio no show com os amigos dele, qual o nome? Chaz?
- Acho que o Ryan...
- Imagina que lindo seria se fosse o Chris, por favor, é muita perfeição pra aquele corpinho pequeno. — Ri discretamente do surto de fangirl dela e olhei pra Ana que parecia traçar um dificil raciocinio que eu infelizmente já tinha pego.
Justin, wannabe novo peguete da Ana, era o Justin Bieber, e meu irmão de intercambio junto de nossos mais novos amigos eram conhecidos tambem.
- FILHOS DE UMA PUTA! — Acho que a Ana ia matar o Ryan por não ter liberado essa informação porque ela saiu correndo. E amigos, a Ana nunca, jamais, corre.
Eu adoraria ter ficado na fila, mas alguem me segurou pelo pulso quando começou a correr. Acho que alguem acredita que eu sou um bichinho de pelucia.
– Eu não consigo andar, ME SOLTA! – Eu gritei e ela me soltou me fazendo cair no MEIO DA FUCKING STREET!
A Sam veio em meu auxilio, mas eu já tava em pé, me preparando para o discurso da gorda suprema.
– RYAN! CHAZ! CHRIS! AQUI, AGORA! — Por favor que vocação para general Cobra Guimarães. — Por que caralhos vocês não contaram sobre o Justin?
– Ah, com que cara eu ia chegar em vocês e dizer “hey meu melhor amigo é o Justin Bieber, então se vocês forem atacadas na rua, é por isso ok?”? Eu não sabia se vocês eram beliebers malucas e compulsivas.
Ana ficou compreensiva e aguentamos mais quatro horas sem paz e com a ansiedade comendo nossos corpos adolescentes.
Quando os portões abriram e entramos para pista que era unica a gente tava NA CARA DO PALCO.
Se eu quissese, podia pegar o suor do Josh para criar clones.
Quero não, mas eu vou conseguir um beijo e um autografo dele. E eu juro isso pelo meu cabelo ruivo, nem que eu tenha que matar um para isso.
Quando o show começou não haviam palavras para descrever como tudo era perfeito e maravilhoso, no final de Misery Business eu pedi pro Chaz me colocar sobre os ombros dele, para eu ver melhor o palco e respirar um pouco.
Chaz eu te amo. Muito.
Cantar cada refrão, cada gritou, ou lagrima no meu caso, foi simplesmente o céu.
Eu nunca tinha me imaginado vendo o Josh de novo tão rápido, eu tinha ido no show em 2008, mas cara, nada comparado a ver ele de novo, em HQ 3-D da perfeição que compunha ele.
Quando o show acabou ficamos esperando a banda vim socializar ou abrirem os camarins. E manos, eu realmente chorei a ponto de precisar do abraço divino do Chris para me acalmar..
Eu abracei ele e só soltei quando chegou nossa vez de ir no camarim. Foi legal, tiramos fotos, conversamos (o que 5 minutos permitiram conversar: Adoro vocês e seu som, vocês são demais) e eu dei um selinho escondido no Josh, porque achei que ia pegar mal por causa da vaca da girlfriend dele.
A Ana quando viu o Taylor começou a chorar histericamente e abraçou ele, achei que nunca mais ia soltar, tava pior que eu sepa.
Saldo do Show: Minha garganta, batata da minha perna direta e joelho esquerdo doloridos, uma fome do tamanho do mundo, duas amigas novas, um selinho do Josh e abraços da banda toda.
O pai do Chri-Chris já estava esperando no estacionamento, nos levou para um burger king. Depois que a gente comeu e voltou para o carro — que é daqueles de 7 lugares, dois são no porta malas e tal — e eu fui banida para o bando de trás com o Chris.
Ele ficou murmurando uma musiquinha gostosa de ouvir para eu dormir e antes que fizesse isso mesmo senti um beijo na minha testa.
Tão delicado que parecia que poderia quebrar em seus braços.
Notas finais
beijos ♥
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