U Got Everything On Me.
15 E, de repente, me torno uma assassina.
Notas iniciais
PDV Demi.
Acordei com um barulho estranho, mas familiar.
peeb... peeb... peeb...
E então abri os olhos. Não pude acreditar. Estava revivendo aquele mesmo momento. Me sentia totalmente destruída, culpada... Fraca. Então a raiva começou a me corroer, me dando dor de cabeça na hora em que tentei levantar.
— Calma. — disse alguém ao meu lado. Era Joe. Agora eu podia me lembrar de tudo: Miley. O almoço. O corredor. Joe bate na porta e a idiota que vos fala desmaia como se fosse em um dos filmes que eu já havia feito. Eu me sentia uma completa panaca. — Eu não posso dizer que te entendo.
— É porque você não precisa. — disse, tentando manter minha voz firme. Mas Joe pareceu perceber que eu estava prestes a desmoronar diante de seus olhos.
— Essa é só a enfermaria. Não tem ninguém aqui, nem a própria enfermeira. Eu mesmo fiz isso. Você sabe por quê. — Decidi que não devia responder. Mas, é, eu entendia. — Esperei o soro fazer efeito pra te perguntar uma coisa. E também pra fazer uma sugestão.
— Sugestão, por favor.
— Procure ajuda.
— E...
— E, hoje tem a festa da Chelsea. Eu vou. Preciso descobrir como... O quê... Ai. Droga.
— O quê?
— Não. Nada, eu devia ter calado a boca enquanto tive tempo. Demetria, o que eu estava prestes a perguntar era: Você quer que eu procure ajuda pra você?
— Eu estou bem, Joe. Do que... Do que você está falando? Ajuda?
— Você sabe muito bem.
— JOE!
— DEMI, EU QUERO VOCÊ BOA! Eu quero você — ele agarrou meus braços — do meu lado.
— Eu vou. Vou com você à festa. E não, não me importa o que você vai fazer lá. Mas espero que não seja nada grave.
A noite chegou. Fui para o meu dormitório, tomei banho e coloquei uma roupa que eu achava que combinava bem com o clima. Bateram na minha porta, e tive a sensação de que era Joe. Ele estava vestindo um smoking, mas havia quebrado a formalidade com um all star. Analisei-o de cima à baixo. Percebendo isso, ele cravou seus olhos castanhos intensos nos meus e sorriu.
— Vamos?
A ideia que eu tinha de como seria a festa foi um pouco... Não, foi extremamente diferente do que ela realmente era. Tinham grupos de pessoas espalhadas por todo o sotão. Uns grupos fumavam cigarros, outros maconha, cocaína, etc. Uns pareciam se divertir mais ao fundo — bebiam whisky e vodka, e depois sorriam como os completos idiotas que realmente eram. E então, uma loira que eu reconhecera mais rápido do que eu pensava, entrou batendo o salto no piso com estalos irritantes.
— Vocês vieram. — Ela falava como uma prostituta — Venham. — Puxou nossas camisetas para a frente e saiu andando. Nos levou pro canto, e lá serviu um monte de gostosuras. Queijo com isso, queijo com aquilo, torresmo, e tudo mais.
— Eu já volto. — disse, me retirando e partindo em disparada para o banheiro químico. Veja bem, o banheiro ficava no meio da mata, bem, parcialmente, pois ficava logo atrás de uma hidroelétrica, ou seja lá o nome daquela fábrica. Comecei a levar meus dedos à garganta, quando uma voz me deteve.
— A garota-problema tem um segredo. — disse Chelsea — Pena que todo mundo vai saber agora.
— Chelsea, não...
— Estrelas são muito previsíveis. Sempre lutando pra permanecerem magras. Que bom que eu sou fabulosa.
— Chelsea... não... diga... NADA!
— Tarde demais. — Ela começou a escrever uma mensagem de texto. Não tive outra opção a não ser partir para o ataque. Empurrei Chelsea para a privada, fazendo com que ela tropeçasse e seu salto quebrasse.
— VACA! — gritou ela. Mas eu não iria perder tempo com xingamentos. Estava ocupada demais tentando salvar o segredo da minha vida. Levei a mão à minha bolsa, e tudo que pude achar que podia me defender foi uma escova de cabelo, que instantâneamente joguei nela. Percebi que seu braço havia ficado preso no vaso sanitário. Continuei a vasculhar minha bolsa, eu sabia que estava ali, em algum lugar, eu tinha certeza... Ah! Finalmente. Peguei o equipamento, girei o botão para o máximo, sem pensar duas vezes, e atirei a máquina de choque contra a água. Uma luz azul emergiu, e quando fui me dar conta, alguns de meus pêlos também estavam chamuscados.
Mas Chelsea havia virado cinzas. E eu havia me tornado uma assassina procurada.
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