Tóxico

4 Solução? Boot Camp!


Notas iniciais
Bom... Demorou mais saiu! Desculpem a demora e espero que gostem! Abraços!

O treino daquela tarde havia sido árduo, todos estavam completamente exaustos... Mas Brittany não estava nele! Havia cabulado, ou melhor, passou praticamente todo o tempo conversando com técnico Osamu Watanabe e, ao que parecia, deveria ser um assunto sério o suficiente para demorarem tanto a tratar e para a americana ser dispensada do treino físico pesado daquela tarde. Assim, pouco antes do término, o treinador chamou todos os membros do clube masculino e as meninas do feminino para se reunirem na quadra principal, pois tinha um comunicado muito importante para passar.

Quando todos estavam reunidos, Osamu e Brittany apareceram, ela usava um sorriso extremamente sádico nos lábios, o que realmente deu medo a todos. As meninas sentiram um arrepio sinistro percorrer suas costas diante da face da morena. O treinador pediu silêncio e rapidamente todos fizeram.

– Hoje, Brittany-san me procurou com uma ideia para melhorar o desempenho da Equipe Feminina no Torneio de Kansai, já que nossas meninas tem total condição de ir para o Nacional. Achei a ideia tão boa que resolvi estender a todos os membros do clube, principalmente aos novatos. – ele falou com aquele sorriso descontraído no rosto e gerando certo suspense. – Faremos um treino especial no próximo feriado, acho que Brittany-san pode passar melhor os detalhes, porque ela que irá coordenar tudo. – passou a palavra para a garota que se adiantou e sorriu para todos.

– Eu tive uma ideia este fim de semana para ajudar a aumentar a agressividade das meninas e o técnico Osamu-sensei achou excelente! – sorriu, entrelaçando as mãos. – Nos Estados Unidos é comum as pessoas realizarem o que chamamos de boot camp, ou seja, um treinamento semelhante ao dado aos recrutas do Exército para melhorar suas habilidades físicas, psicológicas, além de aumentar a união do grupo! Isso não só ajuda na integração como aumenta significativamente a agressividade e a carga competitiva das pessoas. Além disso, para as meninas preparei um programa especial baseado em alguns treinos de líderes de torcida.

– Pensei que você havia dito que nunca foi líder de torcida, Brit-chan... — Kenya comentou casualmente.

– E nunca fui... Mas tenho amigas que são, por isso, pedi a ajuda delas e elas me passaram uma série de exercícios. — esclareceu com um sorriso.

A cara dos membros da equipe foi exatamente a esperada por Brittany, desanimadas, assustadas, sem contar os resmungos e reclamações que foram ouvidas, principalmente, entre os novatos! As meninas não reclamaram talvez por estarem assustadas demais para esboçar qualquer reação além de choque. Afinal, se Brit iria coordenar aquilo, boa coisa não era. O técnico Watanabe se adiantou novamente:

– Reforçando, Brittany que coordenará os treinamentos com ajuda de nosso Capitão da Equipe Masculina, Shiraishi. Estarei lá apenas para supervisiona-los e lembrando que todos que não participarem serão encarregados guardar e limpar os materiais de treino até o final do ano. Quem participar, no final, poderá comer Nagashi Somen* por minha conta. – falou rindo alegremente, deixando todos completamente atônitos, até porque nagashi-soumen não era exatamente um incentivo muito grande. – Brittany e Shiraishi, eu preciso conversar com vocês. Os outros estão dispensados!

O técnico Osamu Watanabe saiu das quadras sendo seguido por Brittany e Shiraishi, o rapaz que foi cavalheiro e deixou a garota sair primeiro, abrindo espaço para ela. Enquanto isso, aquele anuncio repentino gerava uma grande e polêmica discussão entre todos.

– Será coordenado pela Brittany-san, não pode ser tão ruim assim... – Chitose falou se espreguiçando, fazendo todos os garotos concordarem e se sentirem mais aliviados.

– Eu tenho medo da Carter-san... – Miyo se pronunciou, encolhendo levemente. – Ela consegue ser muito, mas muito assustadora...

– Nah! – Zaizen se manifestou com desprezo. – O que Brittany-san pode nos fazer de mau? Olha só pra ela... – apontou para a garota que saía da quadra enquanto analisava as unhas pintadas de azul-celeste. — Está mais preocupada com o esmalte que vai usar do que com os treinos... Osamu-sensei está sendo ridículo em coloca-la para algo tão grande e que exija tanta responsabilidade!

– Mas Carter-san é agressiva, usa vocabulário chulo e não tem apreço a hierarquia! Ela tem a cabeça muito perturbada! Não sabemos quais tipos de coisas sombrias podem sair daquela mente perversa! – Capitã Ikeda afirmou com categoria e todas as meninas e boa parte dos novatos e garotos do segundo ano concordaram.

– É! Brittany é uma daquelas criaturas horríveis do Ocidente que hipnotizam as pessoas com os olhos, as transformam em pedra e depois as afogam! – Kintarou estava em total e completo pânico.

– Neh... Kin-chan... Você não está confundindo a mitologia das sereias com a da medusa? – Koharu perguntou contendo a risada.

– Eu vi isso em um manga! – Kintarou afirmou com categoria deixando a todos com uma grande gota na testa. – Até mesmo Shiraishi que possui uma mão amaldiçoada capaz de envenenar as pessoas corre perigo! Porque se ele não puder envenená-la, ela irá afogá-lo depois que ele virar pedra!

O resultado não foi diferente, todos se esqueceram da discussão sobre a ideia de por Brittany no comando ser boa, ou não, e caíram na gargalhada diante de tudo que o jovem prodígio do primeiro ano afirmava com tanta convicção. Até mesmo Zaizen não conseguiu se conter diante do absurdo que ouvia e esboçou algo quase semelhante a uma pequena risada. Chegava a ser ridículo, e Kintarou se agitava, berrando e gesticulando desesperadamente tentando apresentar evidências de que estava completamente certo. Aos poucos, todos foram se dispersando, seguindo para os vestiários para pegar suas coisas, tomar banho e voltar para casa.

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O técnico abriu a porta da sala e entrou, Shiraishi deu passagem para Brit mais uma vez e, junto com ela, se acomodando em uma das cadeiras da mesa no centro da sala enquanto o técnico andava de um lado para o outro.

– Então, Osamu-sensei, o que queria falar conosco? – perguntou a americana desejando ir para casa finalizar um trabalho e descansar um pouco.

– Uhn... Eu tenho alguns compromissos agendados para este fim-de-semana e não poderia ir com vocês fazer o reconhecimento do local. – Watanabe colocou as mãos de forma preguiçosa atrás da cabeça.

– Isso é um problema... – Shiraishi colocou os dedos enfaixados sobre os olhos em seu gesto típico.

– Eu posso reagendar a visita, Osamu-sensei! – Brit exclamou, tentando evitar o pior.

– Não, não! Não se dê ao trabalho de fazer isto! – exclamou o técnico dando uma risada. – Quem coordenará a atividade serão vocês dois, eu serei um mero suporte... Acho que vocês podem ir sem mim!

– Não, Osamu-sensei... Eu realmente acho melhor reagendarmos! – Brit exclamou, se levantando com os olhos arregalados em uma atitude desesperada.

– Se Brittany-san não está confortável, eu não vejo pro... — falava Shiraishi, que foi cortado por Osamu:

– Não, não! Acho melhor vocês irem sem mim... Vocês tem plenas condições de avaliar o local. – respondeu se espreguiçando e virando para Brittany. – Shiraishi é um bom rapaz, Brittany... Ele vai cuidar bem de você. – aquilo deixou o capitão do time masculino da Shintenhouji levemente constrangido.

– Eu sei que não... Mas... – Brit começava a tentar argumentar novamente, aquilo era, definitivamente, o pior!

– Então, está combinado! – o treinador disse. – Dispensados! – e ele saiu da sala antes que a americana tivesse tempo de protestar.

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Na hora de almoço daquele dia Brittany rabiscava algo em seu caderno. Estava profundamente concentrada. Não havia tido coragem de falar para Maya Murai, a única garota fora do Clube de Tênis que poderia chamar de amiga, que iria com Shiraishi inspecionar um local de acampamento. Talvez isso não fosse tão importante assim. Estava sozinha, queria ficar sozinha por um tempo, por isso escolheu sentar com calma em um banco em baixo de uma árvore e comer seu almoço sozinha. Na verdade, não fazia nada no caderno, apenas rabiscos de formas geométricas, não queria voltar pra sua sala até o sinal soar.

– Por que está sozinha aqui, Brit-chan? — a voz de Koharu soou atrás da americana, que apenas virou o corpo, vendo ele e Yuuji.

– Apenas almoçando. — respondeu deixando o caderno e a caneta de lado.

– Kurarin não está sendo um bom namorado e te fazendo companhia, é? — Koharu perguntou.

– Nós não somos namorados. Nós não estamos saindo. — Brittany rebateu automaticamente. — Eu não o namoraria nem que ele fosse o último garoto na face da Terra.

– Se não estiver, eu adoraria ser seu namorado! — Yuuji emendou, piscando para ela.

A partir daí, começaram mais um de seus atos cômicos, Koharu imediatamente tirou uma peruca de lutador de sumô a mala que carregava.

– Está me traindo, é isso? — o gênio respondeu exageradamente bravo.

– Não, Koharu! Jamais! — Yuuji se desculpou, tirando um ramalhete de flores do nada. — Mas eu posso namorar você e a Brit-chan! Seremos um lindo trio.

– Brit-chan... Você aceita ser nossa namorada? — Koharu e Yuuji pegaram cada um uma das mãos dela.

A americana não conseguia responder, de tanto que ria. Uma risada alta e clara, bem gostosa. Há quanto tempo não ria dessa forma? Sentia sua barriga doer de tanto rir, quase não conseguia respirar e já começava a sentir lágrimas se formarem no canto de seus olhos... E não conseguia parar

– Eu não sirvo pra ser namorada de alguém. — conseguiu responder entre risos, tentando enxugar as lágrimas que se formavam. — Mas fico lisonjeada com a proposta, prometo pensar com carinho.

– Koharu, Yuuji! — a voz grave do capitão chamou a atenção dos três. — Peguem leve com a Brit-chan.

– E o cavaleiro de armadura brilhante aparece para salvar a donzela em perigo... isso é tão romântico, Kurarin! — Koharu entrelaçou os dedos de suas mãos com os de Shiraishi, Brittany bufou irritada.

– Não... Mas Brit-chan, eu estava te procurando. Precisamos combinar como vai ser a visita ao local do acampamento pra atividade com o clube. — comentou, se libertando de Koharu.

– Não há o que combinar... É só irmos lá no sábado e pronto. — a americana rebateu.

– Oh! Yuuji, Kurarin vai levar nossa querida donzela em um encontro! Será que deixamos? — Koharu deu um sorriso debochado.

– Não é um encontro! — Brittany respondeu pausadamente para dar ênfase e mais clareza a frase.

– Mas ela não ia ser nossa namorada? Kouharu, não podemos deixar o Shiraishi roubar ela assim, tão fácil! — respondeu falsamente indignado e desesperado.

– E você? Está rindo do que? — Brittany fuzilou o garoto de cabelos castanhos-claros muito irritada, afinal, havia pessoas que circulavam por aquela área normalmente.

– Nada, nada... — o capitão se controlou. — Mas já que você não quer combinar, passo na sua casa às 8h00 da manhã de sábado. — respondeu.

– Não precisa passar em casa! Acho melhor nos encontrarmos na estação de metrô perto de casa. — respondeu resoluta, Shiraishi apenas deu de ombros concordando.

– É tão lindo! — Yuuji e exclamou em alto e bom som. — Kurarin e Brittany vão ter ser primeiro encontro! Quero muitas fotos!

– NÃO é a droga de um encontro, okay? — A americana estava vermelha de vergonha e raiva.

Levantou-se pegando suas coisas e saiu pisando duro em direção a sala de aula. A morena sentia que toda essa história ainda lhe daria uma baita dor de cabeça!

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– Ué? Caiu da cama?! — Henry Carter perguntou ao ver a filha descer as escadas e entrar na sala enquanto lia seu jornal, conferiu o relógio que marcava 7h45.

– Tenho um compromisso do clube de tênis. — respondeu sonolenta, esfregando os olhos.

Uma das empregadas da residência serviu a Brittany o costumeiro chá inglês com leite que costumava beber de manhã e logo foi buscar o suco natural que a jovem sempre tomava. Mas quem retornou com o suco foi uma senhora japonesa de meia-idade com um sorriso no rosto.

Ohayou, Brit-chan. — disse com calma colocando o suco ao lado da jovem. — Pensei que estivesse sonhando ao ouvir sua voz tão cedo. Hoje é sábado, sabia?

Ohayou, Mari-san. — respondeu sem mudar sua expressão de mal humor e protestando. — Vocês estão falando demais comigo.

Tomou o café-da-manhã, pegou suas coisas e saiu em direção à estação, já estava atrasada, eram 8h00. Em cinco minutos chegou a estação, Shiraishi já estava na porta, recostado em um muro quando abriu um largo sorriso ao vê-la se aproximar.

– Ohayou, Bee-chan! — cumprimentou alegremente, se endireitando, estava animado. — Como você está? Bem disposta? Hoje iremos andar bastante.

– Tá... Dia. — esboçou com uma expressão nada amigável... Ele já começou errado, com muita informação.

Brittany era do tipo que gostava de dormir bastante sempre que podia e costumava acordar com um péssimo humor quando tinha de levantar cedo para os treinos matinais do clube de tênis, antes das aulas. Não era de sair descontando seu mal humor nos outros, mas detestava que ficassem a forçando a falar, seu cérebro demorava um tempo para pensar e absorver tudo pela manhã. Fazê-la pensar e falar era extrapolar todos os limites da coitada que demorava pra ligar de manhã. Shiraishi devia saber, já que Brittany era normalmente falante, ainda assim, nos treinos da manhã não falava mais do que três palavras, em geral algo entre “Sim”, “Não” e “Tá”.

Pegaram o metrô até a estação onde sairia o trem em silêncio. Compraram os tickets e tão logo se acomodaram em seus assentos, um ao lado do outro por insistência de Shiraishi, Brittany olhou para o rapaz, colocou os pés sobre o banco e disse séria:

– Me acorde quando chegarmos. – até parecia que estava designando uma tarefa de suma importância para ele, só que naquele tom imperativo típico dela.

– Claro. – respondeu colocando seus fones de ouvido.

Ela virou rapidamente para o lado da janela, encolhida e em poucos minutos ele observava a respiração calma e pausada, as feições relaxadas, dormia profundamente e feito um anjo, apesar do braço arrepiado pelo ar-condicionado que descia diretamente em direção à ela. Por isso, não teve dúvidas, tirou sua jaqueta e colocou sobre ela... Porém, o sono da americana era tão profundo que ela sequer notou esse ato, permaneceu na mesma posição com a mesma respiração pausada. O rapaz apenas sorriu e puxou o livro de botânica que havia adquirido recentemente de sua mochila, lendo sobre algumas flores venenosas encontradas nas florestas tropicais da América do Sul.

Sonhava que estava em um campo onde o cheiro de lavanda se misturava ao de menta, um cheiro fresco e familiar... De repente, o rosto do Capitão da Shintenhouji surgiu a sua frente, os olhos castanhos brilhavam e ele sorria enquanto segurava seus ombros e dizia naquele sorriso arrasa corações dele enquanto a chacoalhava pelos ombros:

– Brit-chan... Vamos?

– Sai daqui... – murmurou. – Até aqui você tem que aparecer...? É o meu karma... E eu prometi pro Mitsu-kun que evitaria problemas.

Ele a chacoalhou de novo pelos ombros: — Sério, Bee-chan... Nós chegamos!

Abriu os olhos devagar e a luz incômoda entrou em suas pupilas sensíveis, as imagens começaram a ficar menos borradas e logo ela viu, Shiraishi a segurava pelos ombros e a olhava confuso, usava a jaqueta dele... Provavelmente daí vinha o cheiro característico dele.

– Prometeu que evitaria problemas? – ele perguntou confuso.

– Obrigada por me acordar, Kuranosuke. – respondeu educada, se espreguiçando. – Sim... Prometi isso ao Mitsu-kun.

– Mitsu-kun... É o seu namorado de Tokyo? — perguntou pela forma íntima a que ela se referia a um homem, apesar da voz segura, tinha receio da resposta.

– Não tenho namorado, não sirvo pra isso... Ele é apenas um grande amigo, quase um irmão. — respondeu pegando a mochila que havia trazido.

– Por que exatamente você prometeu isso? – insistiu, como era teimoso... Mas também, quem mandava a morena falar enquanto dormia.

– Porque os problemas parecem gostar muito de mim! – respondeu com um sorriso travesso ficando prontamente de pé. – Agora vamos, antes que esse trem nos leve direto para Tokyo.

Se levantaram, recolheram as mochilas e saíram do trem, pelo que Brit sabia, tio Jimmy deveria estar esperando por eles na saída da estação de trem para a tal avenida. E lá estava com um sorriso largo um homem de 50 anos, cabelos castanhos já mais grisalhos, o característico bigode que Brittany chamava de pitoresco por respeito ao grande amigo do pai, porque na verdade achava extremamente cafona, camiseta branca simples e uma calça de moletom com tênis. James Lewis estava bem conservado para a idade, afinal, como dizia sr. Carter, ele era o embaixador da saúde e bem-estar... Não era um desses malucos de academia, nunca havia sido, mas gostava de manter uma rotina de atividades físicas e que melhorasse sua saúde e bem estar. Ele acenava freneticamente para a jovem morena.

– Olá, Tio Jimmy! – Brittany correu até ele, dando um abraço carinhoso.

– Bee! Cada vez que te vejo, parece que está cada vez mais crescida. – sorriu, logo voltando a expressão mais formal ao ver Shiraishi do lado da garota. – Bee, tem um garoto olhando para nós...

– Ah! – exclamou a americana se lembrando das formalidades. – Esse é Kuranosuke Shiraishi, Capitão do time masculino de tênis da Shintenhouji. – indicou o capitão. – E Kuranosuke, este é Tio Jim, ou James Lewis, dono do acampamento.

– Obrigado por nos receber hoje, Lewis-san. – Shiraishi fez uma mesura respeitosa cumprimentando o anfitrião.

– Não é problema nenhum abrir meu centro para uma escola tão conhecida como a Shintenhouji. – o homem britânico sorriu. – Bom, vamos, que temos muito a fazer em um dia tão curto.

Os dois jovens assentiram e seguiram o inglês até o carro, a partir daí foram levados para fora da cidade até o centro de treinamento, que ficava no topo de uma montanha.

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O Centro de treinamento era muito bem estruturado e havia uma grande área de Booty Camp, quatro quadras de tênis, não muitas, mas que já serviam bem para o propósito do acampamento da equipe. Naquele fim de semana, o centro estava cheio, Tio Jim mostrou as acomodações e todas as instalações, que incluíam sauna e sala de ginástica muito bem equipada, também mostrou a chegada da trilha de subida da montanha. Definitivamente, Jim Lewis havia montado uma estrutura de treinamento invejável com o dinheiro que recebera de indenização quando foi demitido do cargo de Diretor de uma grande companhia japonesa.

– Você tem um local muito bom, Lewis-san. – elogiou Shiraishi. – Muitos locais que se dizem centros de treinamento de tênis não possuem a estrutura variada que o senhor tem aqui, fico feliz de Brittany ter tido essa ideia.

– Sim, no início montei toda essa estrutura com a intenção de ser um Centro de Bem-Estar e Saúde, mas acabou que muitas empresas se interessaram e o Centro passa quase o ano inteiro cheio, além de atletas iniciantes na carreira profissional que vem até aqui para mudar de ambiente. – comentou o inglês. – Você sabe, monta o negócio com uma intenção e até parece que ele tem vida própria.

– Então, temos seu aval, Sr. Capitão? – Brittany questionou focando novamente a conversa.

– Sim. Acho uma ótima experiência, só precisamos montar uma agenda e ver se a data que queremos está disponível. – concordou o japonês.

– Não se preocupe, eu já cuidei da data. – a morena sorriu travessa. – Já tinha pedido reserva para o Tio Jim antes de virmos para cá, a data é nossa... E eu sabia que você ia gostar.

– Bee sempre parece estar dois passos a frente. – riu Lewis. – Sempre foi ansiosa... E seria um prazer ajudá-los com uma agenda que mais atenda os interesses das duas equipes.

Passaram o resto da tarde reunidos com o senhor Lewis montando a programação de treinos. Shiraishi achava que Brittany ainda estava pegando um pouco pesado demais com as meninas... Elas não estavam acostumadas com o ritmo da americana, mas Brittany parecia saber o que fazia, por isso, não contestou. O próximo feriado estava próximo, cerca de um mês e os treinos deveriam deixar os dois times afinados para os Regionais que aconteceriam logo em seguida.

Notas finais
Lembre-se, o feedback (review/comentário) é muito importante para os autores continuarem a melhorar seu trabalho... Por isso, comente! ;D Abraços e até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.