Tóquio

1 Apenas a introdução


Notas iniciais
Espero que gostem dessa fic que ando escrevendo com tanto carinho.

Tóquio, Japão. 31 de junho de 1946

– A guerra está finalizada senhor — disse o general se ajoelhando perante Hirohito — Após vencermos a batalha contra os soviéticos, invadimos a União Soviética. Os americanos lançaram bombas em nossas bases militares, porém nós revidamos e destruímos toda a América Setentrional. Por mais intensivo que fossem os ataques, nossas forças resistiram e invadiram a França, que por fim, também caiu sob nossos pés.

O Imperador se levantou e caminhou ao redor da mesa, parando para observar toda a Tóquio pela janela. Ele estava usando farda e uma pistola estava presa em sua cintura.

– Sabe, general Ishida — disse o Imperador ainda de costas — É ótimo ter subordinados em toda a parte do mundo. Olhe para minha cidade agora. Todos me obedecem e se não o fazem nós apenas os matamos. Sem ressentimento algum — Hirohito se virou — Agora imagina esse poder ilimitado se alastrando pelo mundo. Todas as nações obedecendo ao Japão.

O general levantou e andou até a porta — Vou providenciar isso senhor.

O Imperador voltou a olhar para a janela — Esse poder todo contido na mão de apenas uma pessoa — ele continuou parado — Akihito. Vamos — o futuro imperador se levantou e seguiu o pai.

Manhattan, Estados Unidos. 28 de abril de 1967

– Ei Brian — disse o recruta ofegante — Os japoneses chegaram!

Brian era um homem velho e barbudo que usava óculos, porém ainda com o espírito de jovem.

Nesse instante eles ouviram o som de uma explosão distante e outra mais próxima. E então dois caças aéreos passaram sobre suas cabeças velozmente. Eram aviões completamente brancos com linhas vermelhas que mais pareciam veias e a insígnia do brasão de armas japonês.

– Corre! — gritou Brian — Chame os homens e recolha algumas armas!

Eles correram através do deserto em que Manhattan se transformou após o bombardeio japonês. O solo era coberto de cinzas e emanava uma fumaça estranha, mesmo após vinte e um anos.

– Te levanta! — Sam disse para um homem que havia caído — Tem quatro deles atrás de nós.

Os homens usavam roupas brancas e um capacete com viseira. Com certeza alta tecnologia japonesa. Eles carregavam armas brancas e certamente mortais.
Brian e seus homens continuaram correndo em meio aos disparos dos japoneses.

– Não dá mais! — disse um deles.

– Joga as armas no chão seu molenga!

Antes que pudessem reagir, uma cratera se abriu em frente a eles que caíram no buraco e então escorregaram em direção ao centro da Terra. Pararam numa caverna escura e coberta por uma substância viscosa.

– Droga! — Brian disse.

Nesse momento eles escutaram um grunhido que veio do fundo da caverna. O dono do grunhido, era um animal que parecia uma espécie de tigre muito magro, mas em vez de pelos, possuía uma gosma roxa. Presas gigantescas estavam pendendo da mandíbula. Ele olhava para o pequeno grupo como se eles fossem sua próxima refeição durante anos.

– Ai meu Deus — Sam disse quando ouviu o som dos japoneses descendo.

– Saquem suas armas maricas!

Naquele instante um cilindro caiu na caverna e começou a liberar fumaça.

– Não! Continuem de pé — gritou Brian em meio a tosses — Vocês não vão me derrotar!

Ele se jogou na direção do monstro. Os japoneses chegaram e atiraram em todos os sobreviventes, inclusive no monstro.

– Matamos todos — disse Ishida — Achamos também algo que nos interesse.

– Ótimo — respondeu Akihito sentado em sua cadeira. Ele usava um terno preto e óculos escuros — Precisamos prosseguir com a invasão. O idiota do meu pai não conseguiu a completar, pois não soube investir. Hirohito não investiu na educação e por isso não conseguiu novos empreendedores e inventores.

– Tragam a carcaça.

Três homens vieram até o local, carregando o animal estranho que era aparentemente pesado e o colocaram no chão.

– Quero que levem isso para o aeroplanador — ele se virou para o guarda-costas — Peça a todos os cientistas do Japão para que vão a Tóquio. Quero descobrir urgentemente o que é esse animal.

– Sim, senhor — o homem foi andando até o avião.

O Imperador se levantou e lembrou de quando matara seu pai, com o objetivo de assumir o trono. "Fracos são submissos", pensou. Andou na direção do seu jato e entrou, dando antes uma última olhada no cenário devastador de Manhattan.

Tóquio, Japão. 4 de agosto de 1970

A cidade destruída se expandia diante de Connor. Os prédios pela metade, ruínas no chão. Muitos monstros caminhavam por lá, destruindo tudo o que viam e devoravam quaisquer restos de criaturas vivas. De dentro do seu abrigo seguro ele conseguia ver tudo isso.

Connor era um americano que fora contrabandeado para o Japão. Ele trabalhava em bares e ruelas como prostituto, até que conseguiu escapar. Se virou na rua por um bom tempo e aprendeu a manejar armas. Viveu na parte suburbana de Tóquio, roubando ou então fazendo uns bicos, mas aí eles surgiram.

Rachaduras se abriram por toda a cidade e delas saiam os monstros. Sempre cobertos por gosma, porém todos eram diferentes fisicamente. Nunca seriam poderosamente equivalentes ao exército , mas eram mais inteligentes e numerosos. Eles sempre atacavam quem estava só, dois ou três deles.

– Ei Connor — disse Inny entrando no abrigo — Consegui entrar na loja e pegar comida, água e curativos.

– Ótimo Inny — ele se sentou e beijou o rosto dela.

Inny era uma das mulheres que foram contrabandeadas junto com ele.

– Agora temos que dar um jeito de arrumar essa perna — ela disse colocando um pano na boca dele — Morde isso — antes mesmo que Connor entendesse, ela pegou o álcool e derramou dentro do ferimento. Ele tentou se levantar, mordendo o pano sujo com força, no entanto Inny socou o rosto dele.

– Vai te ferrar — ele resmungou. Inny enfaixou a perna dele e lhe entrgou a pistola.

– Cala a boca. Temos que ir para aquele prédio — ela apontou para um edifício vermelho — Eles estão começando a sentir nosso cheiro.

Na semana passada Connor foi ferido e, como em uma tentativa de se protegerem, se banharam em perfume. Funcionou, por um tempo.

Os cabelos vermelhos dela balançavam e realçavam os olhos castanhos. As roupas completamente rasgadas, inclusive em algumas partes constrangedoras.

– Temos que ir Connor — ela apertou o braço dele.

– Tudo bem — disse ele com algumas lágrimas nos olhos azuis — Mas e a perna?

– Manque até lá seu maricas.

Inny se levantou e pegou uma lata, a jogou na direção oposta ao prédio, como uma distração. Vários animais foram até onde a lata caira e os dois correram até o prédio.

– Não consigo andar Inny — Connor encostou na parede.

– Só mais um pouco — ela mecheu na maçaneta — Está trancada. Temos que pular a janela.

Inny andou até a entrada do beco e sumiu lá dentro. Ele mancou até o beco e viu Inny pulando a janela.

– Vamos Connor!

Ele andou até a janela e tropeçou em uma lata de lixo. Imediatamente todas as criaturas se viraram na sua direção.

– Inny! Me ajuda — ele disse colocando uma das pernas para dentro da janela.

Ela segurou os braços dele e o puxou no instante em que um deles pulou para o agarrar. Inny fechou a janela e sentou no chão.

– Ei Connor — ela deitou no peito dele — Vamos dormir. Por favor.

Notas finais
O que acharam? Parte favorita?