Tão Perto... Tão longe...

8 Amor ou farsa? De volta à estaca zero.


Notas iniciais
Oi, oi gentee!!! Demorei um pouco dessa vez, né? Foi mal, to meio ocupada com essa coisa de entrar na faculdade e tals, passei a semana levando e trazendo documento -.- mds, quero o colegial outra vez kkkkkk Bom, mas de qualquer forma aqui estou eu com outro capítulo quentinho pra vocês, boa leitura!!!

SAKURA’S POV

Depois de falar com Suigetsu eu voltei para a cozinha, onde Sasuke me esperava. Eu não pude evitar um sorriso ao adentrar o local. Ele estava apoiado na pia, parecia pensativo e… lindo.

Todo seu rosto pareceu mais iluminado de repente, mesmo que ele ainda estivesse com alguns arranhões pós-treino. Sasuke se virou para mim e sorriu – o que fez com que eu confirmasse minha tese de que ele só sorria quando eu estava perto.

Ele esticou o braço para mim e eu fui até ele como se estivesse enfeitiçada, algo me guiou direto para seus lábios. Nós nos beijamos intensamente, estávamos incrivelmente absortos naquilo até que Sasuke parou abruptamente e olhou para a entrada.

Eu segui seu olhar e me deparei com Suigetsu e Karin. Quase que imediatamente eu senti meu rosto corar.

— Desculpa se estamos atrapalhando algo. – Suigetsu foi o primeiro a falar e sua voz saiu dura.

— N-Não... – eu pigarreei e me soltei dos braços de Sasuke – O almoço está pronto.

Demorou um pouco, mas logo todos se sentaram à mesa, e sinceramente, o clima não estava nada bom. Karin me encarava como se eu fosse responsável por uma catástrofe mundial e Suigetsu me olhava com um semblante confuso.

Ouvimos um som vindo da entrada, mas como Sasuke pareceu não se importar provavelmente não era ninguém ameaçador.

Segundos depois Juugo apareceu, ele não parecia muito bem e eu estremeci, principalmente porque eu me lembrei do que eu vira em seu quarto mais cedo. Ele se sentou perto de mim e eu o servi relutante.

— Você quer suco? – perguntei.

— Não. – sua voz saiu meio arrastada.

— Está muito bom, devia provar um pouquin-

— EU DISSE QUE NÃO QUERO! – ele levantou e bateu as mãos na mesa.

Todos nós nos assustamos com seu tom.

— Juugo, pare com isso. – Sasuke também levantou e o encarou.

— SAIA DAQUI! – ele gritou e num gesto incrivelmente rápido agarrou a camisa de Sasuke e o arremessou do outro lado da cozinha.

— Juugo! – Suigetsu estava de olhos arregalados – Se controle.

Mas Juugo simplesmente o ignorou e se virou para mim, eu permanecera sentada, incapaz de me mover por conta do choque.

— EU TENHO QUE MATÁ-LA! EU VOU MATÁ-LA! – ele gritou mais uma vez e me segurou pelo pescoço.

Juugo me suspendeu da cadeira, eu comecei a me debater e tentar lutar, ele apertava mais a cada segundo, mas não era só isso, ele parecia estar sugando algo de mim. Tudo a minha volta começou a escurecer, porém ainda vi quando Sasuke o atacou por trás, ele gritou e me largou no chão, mas era tarde demais, pois eu já havia perdido a consciência.

SUIGETSU’S POV

Confesso que ver Sasuke e Sakura se beijando foi algo estranho demais até para mim. Claro que eu já tinha percebido o modo como os dois estavam agindo, mas ter certeza era outra coisa. Ver aqueles dois juntos causou alguma coisa em mim, quer dizer, me senti incomodado.

Eu não amava a Sakura romanticamente, claro que não, era como eu havia dito, a enxergava como uma irmã, entretanto quando estava com ela e via seu sorriso inocente, algo em mim se iluminava. Era como fazer algo certo e receber uma recompensa por isso. Eu gostava de estar perto dela e gostava de sentir o cheio peculiarmente doce que ela tinha, e, eu tenho certeza, essas não são as coisas que se nota em uma irmã.

Não, eu com certeza não amava a Sakura, até porque eu fiquei como um bobo quando vi Karin, quer dizer, eu gostava mesmo dela e sabia que gostava, não era como com Sakura, que me deixava confuso. Acho que no fundo eu só queria mesmo que Karin fosse gentil como Sakura era comigo.

De qualquer forma eu só preciso achar um jeito de ter certeza dos meus sentimentos por Sakura, não que eu a ame, eu só preciso ter certeza de que não a amo.

E era exatamente nisso que eu estava pensando quando Juugo surtou. Ele arremessou Sasuke com tanta força que eu tive quase certeza de que não levantaria, mas ele se levantou e salvou a Sakura. Senti raiva naquele momento. Raiva por ter ficado sem reação e não ter feito nada, raiva por ter deixado a Sakura-chan se machucar.

Olhei para Karin pelo canto do olho, ela estava completamente absorta à cena, parecia em outro mundo.

— Suigetsu! — olhei para Sasuke que estava sobre Juugo, tentando contê-lo — Aqui! Leve a Sakura para o laboratório. — ele gritou e ativou seu sharingan, prendendo Juugo em um genjutsu.

Me apressei e peguei Sakura no colo, saindo com ela dali. Segui rapidamente pelos corredores e entrei no laboratório, a deixando sobre o catre.

Ela era muito bonita, se não fossem as pequenas cicatrizes brancas nas suas mãos eu diria que nunca havia estado em uma batalha. Fiquei admirando Sakura por um tempo que me pareceu inacabável. Somente quando me permiti acariciar seu rosto e escutei um pigarro alto e irritado é que voltei à realidade.

Me virei e vi Karin encostada na parede.

— Só pra você saber, Sasuke está vindo.

— O que? — ergui uma sobrancelha e ela apontou para minha mão que ainda repousava no rosto incrivelmente macio de Sakura. — ah...

A contragosto recolhi o braço no mesmo momento em que Sasuke cruzou a porta. Ele nem sequer olhou para mim ou para Karin, seus olhos foram direto para Sakura, estava visivelmente preocupado, a ponto de nem se importar em esconder isso de nós.

— Sakura? — ele sussurrou e passou os dedos pelos cabelos dela. Senti um pouco de ciúme. Eu queria sentir o cabelo dela também...

SAKURA’S POV

— Ela vai ficar bem? – escutei a voz de alguém ao longe, eu não soube dizer quem era.

— Sim, ela vai... – outra pessoa disse, essa voz era mais preocupada do que a outra.

— Ela não já devia ter acordado? – a primeira voz disse.

— Karin, pode curar os ferimentos dela? – a segunda voz simplesmente ignorou o outro.

— Não, ela precisaria me morder. Você sabe disso. – era uma voz feminina e parecia irritada pelo tom.

Tentei encontrar minhas pálpebras, meu corpo estava pesado e eu quase não sentia nada. Alguém tocou meu braço e de repente todo meu corpo pareceu se acender.

Abri os olhos lentamente e esperei que eles se focassem. A primeira coisa que vi foram olhos ébano me fitando.

— Sakura. – havia certo alivio em sua voz – como se sente?

— Estou bem.

— Viu só? Ela está bem, não precisa de mim. – Karin falou e saiu do local.

Eu logo percebi que estava no laboratório e em cima do catre que havia ali.

— O que aconteceu? – perguntei.

— Você não se lembra? – Suigetsu pareceu incomodado.

— Lembro, quer dizer, mais ou menos. – forcei meu cérebro a trabalhar.

Juugo. Foi a primeira coisa que surgiu em minha mente, depois uma sensação de sufoco me atingiu e eu comecei a arfar.

— Você está bem? – Sasuke pareceu desesperado por um segundo.

— Juugo... – minha voz saiu muito baixa.

— Ele está preso, não vai incomodar. – Suigetsu respondeu.

— Vem, é melhor você descansar. – Sasuke me puxou do catre.

Fomos para o quarto, eu me sentia fraca, o que não fazia sentido, ele só havia me enforcado por poucos segundos – mesmo se para mim pareceram décadas.

Suigetsu falou que iria tentar falar com Juugo. Sasuke e eu entramos no quarto e eu me sentei na cama, ele se sentou ao meu lado e ficou me olhando por um longo tempo. Talvez houvesse algo no meu rosto, o que me fez pegar o pequeno espelho que estava no criado-mudo.

Eu me assustei com o que vi, meu pescoço estava meio azulado e esverdeado em outras partes.

— Ele apertou com força. – Sasuke explicou – eu devia ter reagido mais rápido, mas ele me pegou de surpresa. – sua voz estava carregada de arrependimento.

— Não foi culpa sua. E eu posso dar um jeito nisso. — Coloquei a mão no pescoço para poder curá-lo.

Só que ele não curou, meu chakra simplesmente não fluiu para fora como sempre fazia. Eu me desesperei e levantei num salto.

— Ah, meu Deus! Ele absorveu meu chakra! Por que ele faria isso? – me virei para Sasuke.

— Acalme-se, seu corpo vai se fortalecer novamente. – ele respondeu calmamente.

— Não é isso Sasuke-kun! – eu o olhei nos olhos – ele podia ter me matado... – sussurrei.

— Eu não permitiria isso. – ele também sussurrou.

Senti meu coração se apertar com a frase dele. Como ele está mudado, mas é claro que ele está longe de ser um príncipe encantado, porém eu posso ver que há algo diferente nele.

Consegui sorrir e voltei a sentar na cama. De repente me vieram algumas perguntas à tona, e eu imaginei ser aquela a hora perfeita para fazê-las.

— Sasuke-kun?

— Hum?

— Quem é a Karin?

— Ela é uma das minhas subordinadas, assim como Juugo e Suigetsu.

Eu apenas assenti. Ele me fitou por um tempo e depois seu rosto tomou uma expressão divertida.

— Está com ciúmes dela? – ele sorriu de lado.

— Claro que não, Sasuke-kun. – meu rosto começou a ficar vermelho – é que ela parece gostar de você...

— Não, ela não gosta.

— Como você sabe?

— Eu sei. – ele disse, e então notou a minha expressão e decidiu explicar – ela não quis te ajudar.

— Como? – me confundi ainda mais.

— Se ela me amasse como diz, ela teria ajudado com os hematomas em seu pescoço.

— Ela não é obrigada a me ajudar.

— Sim, mas se você ama alguém, você fará de tudo para ver essa pessoa feliz.

— Ah, entendi. – eu senti meu rosto corando mais ainda – então você me ama?

Ele deu aquele sorriso maravilhoso, que mostrava todos os dentes perfeitos.

— E você ainda tem duvida? Acha mesmo que eu daria uma tulipa a outra pessoa?

— Não, me desculpe... Espera, você sabe o significado da tulipa vermelha? – fiquei surpresa.

— Depois de ver a sua reação na clareira eu resolvi ir procurar.

Meus olhos se encheram de água, ele estava sendo tão maravilhoso comigo! Pena que ele não era assim em tempo integral, Sasuke sempre mudava o comportamento quando tinha alguém por perto. Ele ficava meio que na defensiva.

Eu sorri como uma criança e joguei os braços ao redor dele.

— Eu amo você.

— Eu também amo você. – ele me abraçou com força. — me perdoe pela forma como eu agi com você, eu te subestimei Sakura. Sei que não entende os motivos de eu ter feito o que fiz ou de ainda estar fazendo, mas eu realmente devo…

— Como assim? — me sentei mais ereta na cama. “ainda estar fazendo”. — pensei que tivesse mudado Sasuke-kun, quer dizer, está diferente.

— Estou diferente, mas o ódio que sinto por Konoha não morreu.

— Ainda vai atacar a vila? — minha voz soou incrédula e fraca. Pensei no que eu dissera na clareira, sobre escrever o futuro e me senti uma imbecil, é claro que ele tinha mentido quando concordou comigo.

— Não posso simplesmente deixá-los impunes, minha família morreu para que vivessem! — e então, novamente ele estava lá, aquele mesmo homem que me causava calafrios e pesadelos.

— Mas, eu pensei que, comigo aqui… Você disse que me amava, acabou de dizer! — me levantei e senti-me ligeiramente tonta, precisei segurar na parede para não cair.

Sasuke percebeu e esticou os braços para me segurar, mas eu o afastei ruidosamente, a raiva havia começado a arder dentro de mim.

— Sakura, por favor, entenda.

— Entender? A única coisa que entendo é que você é um hipócrita! — gritei para ele, as lágrimas já correndo pelo rosto.

— Não sou hipócrita! Nunca disse a você que havia desistido da minha vingança. — ele se levantou também e ficou de frente para mim. Era difícil olhá-lo nos olhos quando 30 cm de diferença nos separavam e quando meus olhos estavam cheios d’água.

— Não disse! Mas acabou de dizer que quando se ama alguém, fazemos o possível para deixar a pessoa feliz!

Isso o fez recuar. Seus olhos me fitavam ao mesmo tempo acusadores e intrigados. Ele não disse nada e eu continuei:

— Você tem ideia do quanto Konoha importa para mim? A minha família está lá, Sasuke-kun! Meus amigos estão lá! Quando vai perceber que o mundo não gira ao seu redor? Não é justo castigar toda uma geração e seus descendentes por causa do erro de alguns! Se você tivesse me deixado te ajudar naquela época, nada, nada estaria acontecendo agora. Mas já é tarde, pois você está cego com seu egoísmo ridículo! Quando vai permitir que ajudem você? — eu estava desesperada.

— Você está agindo como o Naruto! É incapaz de entender assim como ele! Eu sou um vingador Sakura, Itachi quis que fosse assim! Não pode me impedir de fazer o que eu devo fazer! E isso, somente isso: dizimar todos os folhas, é que vai me fazer feliz, então, não seja você a hipócrita e me ajude a fazer isso! Você e eu. Ajude-me a restaurar o clã Uchiha. — ele deu um passo na minha direção e eu recuei.

— Quem é você? Escutou o que me pediu? Acha mesmo que eu sou fria o suficiente para matar quem eu amo? Para ir contra tudo o que eu acreditei a vida toda?

— Sakura, entenda que eu…

— Pare! — gritei alarmada, recuando um pouco mais. — Pare de me dizer para te entender, porque eu já desisti de tentar fazê-lo. Você é que não entende o que aquele homem está fazendo com você.

— Se refere ao Tobi?

— E quem mais seria? Ele está te usando Sasuke-kun, te manipulando assim como o Orochimaru fez. Acha mesmo que ele está do seu lado? Só vai te usar e jogar…

— QUIETA! — ele rugiu de tal modo que me fez encolher e socou a parede atrás de mim — Por favor, cale a boca.

Então sem dizer mais nada, ele saiu do quarto. Eu sentei na cama e pensei no que havia acontecido. Todo esse tempo eu pensei que ele estava melhor, que havia mudado, mas ele continuava o mesmo homem frio e calculista que me trouxe para essa caverna odiosa. Dessa vez nem lutei contra as lágrimas, apenas deixei que elas rolassem dolorosas e silenciosas por meu rosto. Ele nunca havia me amado. A caverna dos vagalumes, a clareira, tudo foi uma farsa. É claro que ele não desistiria da vingança idiota!

Notas finais
Podem falar, babado esse final, né? O que será que vai acontecer agora? Primeira briga do casal!!!! Socorro kkkkkkk E o Sui? Ele realmente ama a Sakura ou n? tentarei postar o mais breve possível! beijos