Notas iniciais
Boa leitura!

A Verdade.

– Isabela On -

– Você não é a Manuela, né. — Téo fala quando chego na sala novamente.

– C-claro que sou. — Minto.

– Manuela eu te conheço! — Ele dá uma pausa. — Acho que nem de Manuela posso te chamar mais.

– Espera um minutinho. — Peço indo para a cozinha.

[Ligação On]

Manu: Oi Isa.

Eu: E Agora ? O Téo está desconfiado!

Manu: Fala a verdade.

Eu: O Que ? Mas e se ele espalhar ?

Manu: Não vai. Téo é de confiança. Nunca contou um segredo meu.

Eu: Certeza ?

Manu: Absoluta. Pode contar.

[Ligação Of]

– Téo, a verdade é que... — Ele me interrompe.

– Você não é a Manuela Agnes, eu sei.

– Não, não sou...

– E Então, quem você é ? Tem uma voz tão igual à dela, e pelo jeito aparência também, já que ninguém reparou.

– Sim, somos muito idênticas. Me chamo Isabela Junqueira, e moro na cidade grande. Meu pai morreu à pouco tempo, e minha mãe não gosta de mim. Por isso quem sempre está do meu lado, é a Marina, minha babá.

– Pera aí. Você é a tal amiga, que a Manu fala ?

– Sim, sou eu.

– Por isso a Manu estava mais fria esses dias...

– Você quer dizer, eu, né.

– É, Você.

– E sobre aquele beijo... Só disse que não podia acontecer porque a Manu poderia ficar brava.

– Tá, tudo bem. Agora sei que gosto da Manu só como amiga-irmã mesmo.

– Mas disse que gostava dela, de modo diferente.

– É, Mas do jeito frio e maduro dela. Ou seja, você. — Ele dá uma pausa. — Se você não gosta de mim, eu entendo. Você é da cidade, cercada por pessoas ricas.

– Posso pensar um pouco sobre isso tudo ? É Muito novo, pra mim.

– Claro. — Ele sorri.

– Isabela Of -

– Joaquim On -

– A-ah, Joaquim... — Ela diz se afastando.

– Calma, ninguém vai saber de nada. Nem das gêmeas, e nem de nós.

– Existe, NÓS ?

– Se você quiser, existe.

– Posso pensar ? Afinal eu estou como Isa, aqui.

– Pode. Semana que vem me dê sua resposta.

– Tá, pode deixar. Tenho que ir.

– Mas, já ?

– Já são 15:50. Daqui 10 minutos tenho aula particular.

– Ok, pode ir. — Rio. — Tchau.

A Manuela era perfeita, não é grossa que nem sua gêmea. Ela simplesmente é calma. Acho que estou apaixonado por ela. Ela vêm mexendo comigo quando fica boa.

– Onde estava ? — Felipe pergunta.

– Levei a Isabela, até lá embaixo. — Minto

– Ela já foi ? — André.

– Ela tem aula particular, agora.

– Por que ricos tem essas aulas ? — Lola.

– Porque eles são ricos! — Minha irmã rindo.

– Joaquim Of -

– Téo On -

– E a verdadeira Manu ? Onde ela tá ? — Pergunto

– Ela está com o pessoal da banda.

– Banda ?

– Banda Cúmplices de um resgate. Minha banda.

– E Por que você não canta ?

– Eu canto mal... Mas ela não pode saber disso!

– Tá bom. Então vai dormir na casa dela, hoje ?

– Vou tentar sobreviver. — Rimos.

– A Família dela é bem carinhosa.

– É. Mas eu não gosto da mãe dela.

– Como ? Por que não ?

– Ela me abandonou quando eu nasci! Essa é a única explicação.

– Não pode ser, a Rebeca nunca faria isso.

– Ai, vamos mudar de assunto. Não quero falar sobre isso.

– Tudo bem... Vamos brincar lá fora ?

– Claro. — Ela diz pegando meu braço.

Saímos da casa da Manu, e caminhamos até a praça. Senti umas gotas d'água pingando sobre mim.

– Está chovendo! — Ela reclama.

– E Dai ?

– Podemos ficar doentes!

– Sempre fiz isso com a Manu, e nossos amigos. Não vai acontecer nada de mais.

– Não sei, não. — Ela diz me empurrando para de baixo de uma árvore.

– Af, vem logo! Vai ser divertido. — Digo enquanto puxo ela de volta para a chuva.

Peguei em sua mão. E Ficamos se divertindo ali, só nós dois. Era dela que eu gostava, não da Manu! Quer dizer... A Manu é como uma irmã para mim. Mas esse jeito da Isabela estava mexendo comigo.

Ela pode ser fria e grossa, mas mesmo assim, sabe ser legal quando quer.

– Não solta minha mão! — Ela diz apertando-a mais ainda.

– Não vou soltar. — Sorrio. — Viu como é divertido ?

– Até que é legal. — Ela concorda.

– Filha, Téo! O que estão fazendo na chuva ? — Tia Rebeca ao se aproximar.

– Ah, não. — Isa reclama baixinho, que só eu consigo escutar.

– Vamos para casa Manu. Você também, Téo! Vamos se enxugar. — Ela diz enquanto nos puxa.

E lá estávamos nós, voltando novamente para a casa da Manuela. Tia Rebeca nos deu um toalha para se secarmos.

Depois que me sequei, fiquei na sala vendo televisão com a Manu... Quer dizer, Isabela, já que estava chovendo.

– Filha, por que não canta um pouquinho para passar o tempo ?

– A-ah, não mamãe. Estou com dor de garganta. — Ela mente.

– Isso que dá ficar na chuva. — Rebeca que entra em seu quarto.

– Você mentiu né ? — Pergunto.

– Sim. — Ela diz ainda baixinho. — Não posso cantar, eu não sou boa que nem a Manuela. Bem que queria, mas parece que as coisas boas ficaram só para ela.

– Que nada, você tem a voz igualzinha dela. Deve saber cantar, é só explorar mais. — Respondo.

– Você é muito legal, sabia ?

– Ah, você também é, quando quer. — Rimos.

– Téo Of -

– Manuela On -

– Por que demorou, Isabela ?

– Ah, desculpinha... É Que começou a chover, e o trânsito estava horrível.

– Desculpinha ? Você nem pede desculpas, Isabela. — Ela diz e eu arregalo os olhos. — Ah, você é a Manuela né ?

– O Que ? Claro que não.

– Pode falar, não falo à ninguém. A Isa já me contou sobre você.

– Mesmo ?

– Sim, pode ficar tranquila. Só me avise quando trocar de lugar com minha Isa.

– Pode deixar. — Respondo rindo. — Perdi a aula de francês, né ?

– Sim, demorou. Mas não tem problema.

– Acho que foi até melhor, ela iria perceber que não sei nada de francês.

– Verdade. — Ela dá uma pausa. — Olha só para você, está molhada.

– É, Quando desci do carro a chuva estava forte.

– Vamos, vou preparar seu banho.

Subimos até o quarto da Isabela, e a Marina preparou um banho super quentinho e gostoso, em uma banheira, claro!

– Ai, a Isa é cheia de luxo. — Falo sozinha ao sair do banho.

– Já está com fome ? — Marina pergunta.

– Ainda não. Obrigada.

– Quando precisar, é só gritar. É assim que a Isa faz. — Rimos.

Marina desceu, me deixando sozinha naquele quarto maravilhoso! Estava com saudades da minha família, mas amanhã já iria vê-los.

O Que eu não tirava mesmo da cabeça, era o Joaquim. Tudo que ele me disse sobre gostar o lado bom da Isa, ou seja: Eu. Sobre o beijo... Sobre tudo!

[Skype On]

Isa: Oi Manuela. Fala rápido, porque sua mãe saiu rapidinho, e já volta. — Ela diz sentada ao lado de Téo.

Eu: É que...

Isa: Fala logo, Manuela!

Eu: Acho que me apaixonei.

Isa: Mas por quem ?

Eu: Por quem mais ? Pelo Felipe que não seria, ele é muito novinho...

Isa: Ai, tonta! Eu sei. Mas tem o André e o Joaquim.

Eu: É o Joaquim... Nós se beijamos. — Falo e ela fica com um "O" em sua boca.

Isa: Ele sabe que você a Manuela, né ? DEIXOU BEM CLARO?

Eu: Claro, por isso te liguei aquela hora.

Isa: Sua mãe chegou.

[Skype Of]

Notas finais
De tarde posto na outra fic.