Tão Bom Quanto Possa Ser

35 Irracional. - Segunda parte.


Notas iniciais
oi!!!

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Lydia saiu da ducha, a ruiva estava perdida em pensamentos e não viu que era observada de perto, ela se manteve distraída, puxou seu roupão branco e felpudo cobrindo seu corpo e com isso deixando seu observador decepcionado por ter sua visão atrapalhada, assim que a garota amarrou o roupão, puxou uma toalha e passou a secar seus longos cabelos vermelhos, enquanto se secava-se Lydia caminhou até seu espelho, a ruiva passou a mão sobre o vapor que se formou no espelho e só não gritou apavorada com o invasor que surgiu em sua visão, pois o mesmo fora rápido em agarrá-la pela cintura com a mão esquerda e com a mão direita a calou. – Não grite, por favor, não se preocupe, eu não vou te machucar, eu nunca faria algo contra você, só quero conversar... – Peter recebeu um aceno positivo da ruiva, que assim que se viu livre dos braços do loiro, tentou correr para fora do banheiro, antes de conseguir chegar a porta do quarto Lydia fora agarrada novamente, mas antes de ser forçada a ficar quieta, a ruiva conseguiu gritar mandando que o lobo a deixasse em paz.. – Shii... não grite, eu sei que você não quer que eu assuste sua mãe, não é mesmo... por favor não me obrigue a ser mal... –Peter sussurrou as palavras junto à nuca de Lydia de forma suplicante.

—Tudo bem... então me solta, só se afaste... – Peter fez como fora solicitado, Lydia correu para longe do loiro, se colocando no outro canto do cômodo, Peter odiou a si mesmo por provocar tal reação, Lydia estava com medo, sua presença deixou a ruiva assustada e enraivecida. –O que você quer...

—Seu perdão. – O loiro disse sorrindo, de alguma forma ainda tinha animo para ser sarcástico. – Derek obteve o perdão do seu amigo.

—Derek não matou minha mãe e nem me levou para um bando de caçadores lunáticos e voyeurs de estupro. – Peter sentiu a boca amargar tamanha revolta que sentia da menina direcionada a si. –Agora vá embora.

—O que posso fazer... me diz, o que eu posso fazer para que me perdoe. –A ruiva sorriu de forma sarcástica e negou que o alfa pudesse fazer qualquer coisa para tê-la de volta.

—Só me deixe em paz... eu só quero ficar em paz...

—Lydia...

—Você queria ser um alfa, agora que já é, porque não some dessa cidade, vá para longe, monte sua matilha, seja o alfa arrogante e pedante que sempre desejou, Beacon Hills não foi feita para ser moradia de gente como você...

—Eu só vou embora se você for comigo...

—Só vou com você se eu ficar louca, quando o inferno congelar ou melhor ainda quando você seu lobo covarde conseguir entender o significado da palavra família, honra...

—Eu não sou covarde...

—É sim e mais uma serie de adjetivos que eu levaria horas desfiando para você, se o meu tempo não fosse precioso demais para desperdiçar com um ser tão... tão... como você consegue, como pode ter uma noite de sono tranquila depois de tudo o que fez... são seus sobrinhos, sua família, sua matilha...- Os olhos da ruiva se encheram de lagrimas, ela se dirigiu a cama se deitando e passando a chorar em silencio.

— ... Você... é minha vida, você.... eu fui estupido, mas eu não tive escolha... me perdoe... –Peter sentou se na cama, ele ergue a garota, tentando abraça-la, mas Lydia recuou como se o toque do alfa lhe machucasse mortalmente.

—Não me toque... nunca mais, você não vai mais... nós... eu espero que você ... espero que sua vida se torne tão maldita, assim como você fez com a minha vida...porque você fez isso comigo... porque Peter... – A magoa transbordava da menina, deixando o alfa atordoado. – Eu te amava tanto... eu ainda te amo... – um sussurro que soou de forma miserável, como se o amor que ela ainda sentia pelo loiro fosse algo maldito.

—Eu sei que você me ama... ainda me ama... – A ruiva ficou alguns segundos encarando a face de cachorro arrependido, misturado com um semblante do homem serio e ao mesmo tempo engraçado que a conquistou, as lembranças dos bons momentos que teve a seu lado, da loucuras que viveram em tão pouco tempo juntos, a ruiva sentiu como se seu coração estivesse sendo esmagado por uma força invisível, Peter se aproveitou do momento que julgou ser de fraqueza da garota e tentou beijá-la, Lydia baixou a face, afastando as mãos do alfa de seu rosto. –Lydia... eu sei que você ainda gosta de mim, você me ama.. eu sei...

— Então além de idiota é narcisista... – Mesmo o tom afiado e de desdém não conseguiu esconder o sentimento puro que a ruiva ainda tinha pelo mais velho. – Sabe Peter, acho que a lista que tenho de adjetivos que podem descrever sua estupidez continua a aumentar ... – Peter sentiu um novo tom, uma pequena nota de humor ou ironia, ele não se importava, sua doce e afiada companheira ainda o desejava, o alfa torcia para que ele não estivesse errado, ele segurou Lydia pelo queixo, forçando com que a ruiva voltasse a encará-lo, e conseguiu enxergar nos olhos claros da ruiva a paixão, a mesma que há tempos atrás fez com que a menina invadisse seu espaço pessoal, lhe tirano o direito de negá-la e assim acabando por fazê-lo se descobrir completamente encantado pela garota tão extrovertida e sem papas a língua. – Vá embora lobo e não se preocupe comigo, um dia irei encontrar alguém tão estupido, egocêntrico e sem caráter algum para ocupar o seu lugar.

—Lydia... não diga isso, não fale dessa maneira... não seja petulante, sabe como me deixa quando age dessa maneira, está me provocando, sabe o que merece quando começa com essa língua afiada... –O alfa voltou a avançar, tentando beijar Lydia, que apenas engoliu em seco e tentou se afastar ainda mais, usando as mãos para manter Peter afastado.

—Fique longe Peter, você perdeu o direito de me desejar, agora vá embora...

—Tem certeza que me quer longe? ...-Lydia apenas acenou positivamente, teve medo de tentar por mais uma vez negar em voz alta que não o queria por perto, ela se levantou da cama e saiu do quarto sem olhar novamente para o alfa, Peter respirou profundamente e seguiu para a janela. –Eu vou dar um jeito nisso menina, vou arrumar essa bagunça e ai só restará a você me aceitar novamente. –Lydia que tinha se encolhido contra a parede do corredor voltou a chorar sentindo-se mesquinha por desejar que o loiro estivesse certo, pois ela sabia que não devia amar e menos ainda desejar o maldito lobo, mas cada célula de seu jovem corpo apenas queria que Peter estivesse presente em sua vida, eternamente a seu lado.

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—Acha que fizemos bem em sair... –Scott era o único do grupo que parecia indeciso sobre ter seguido a ordem dada por Derek, pois todos os outros ainda seguiam de forma decidida na trilha que levava de volta a cidade. – Pessoal...

—Você quer enfrentar Derek... fique a vontade, só não nos arrume problemas. — Jackson disse, sem ao mesmo encarar a face do moreno.

—É só...

—Stiles vai ficar bem... –Laura disse, tentando acalmar o alfa.

—Como...

—Vai por mim Scott... você acha mesmo que nos afastamos por que Derek precisava de privacidade para machuca-lo?...

—Eu... é só ... ele foi...

—Ele foi feroz e decidido em nos por para fora, pois não queria dividir o momento intimo que teria com seu gama...

—Então...

—Se tivéssemos ficado, assim que eles terminassem, Derek iria sentir-se desafiado, ai sim teríamos problemas com ele...

—Mas e Stiles... o cara estava carregando ele ... Stiles não parecia muito afim...

—Não se engane jovem alfa.... Stiles e Derek como humanos são um bocado para lidar, mas como lobos, eles se completam, então permita que suas feras de se deleitem com a situação e só amanha saberemos se os dois ainda terão um relacionamento...

—Você está falando serio Laura? – A morena sorriu para a face desesperada do alfa.

—Não seu bobo, mas lhe garanto que você, assim como nós todos quando voltarmos para a mansão iremos ter ideia de quão visceral a noite dos dois terá sido. –Scott enrugou a face demostrando não gostar de imaginar Stiles em tal termo.

—Certo... então para onde vamos...

—Sua sogra... onde mais... –Isaac sorriu e seguiu correndo na frente.

—Mas...

—Qual é Scott, a ruiva adora a gente...

—Não, ela adora o Stiles...

—Sim... e Stiles nos adora, o que no final dá no mesmo. –Cora pontuou, antes de se transformar e correr tentando acompanhar Isaac. Um por um os lobos se transformaram e seguiram rumo à casa dos Argent, Scott respirou fundo desejando que Victoria não estivesse de mau humor, o alfa seguiu junto dos outros desejando que o que tinha escutado dos betas de Derek, não fosse apenas uma forma de enrolá-lo para deixar Stiles a mercê do mais velho, mas um rosnado que ele ouviu vindo da direção contraria em que todos seguiam deixou claro que Stiles podia estar passando por muitas coisas, menos por algum perigo.

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O alfa ainda tinha um semblante feroz, mas a irritação já tinha se dissipado, pois ele podia sentir a excitação do menor, o desejo do garoto por si, e isso fora o suficiente para que as duvidas infundadas que pairavam sobre sua mente desaparecessem. Os olhos do menino oscilavam entre o castanho humano e o esverdeado sobrenatural, o que deixou o menor confuso, sobre a irritação que sentia, mas que se misturava a um desejo inumano pelo alfa. -Porque... porque estou... –Stiles sentiu-se estremecer diante do sorriso prepotente do maior, o castanho engoliu em seco quando o moreno passou a se despir sem tirar os olhos de si. – Estou tão quente... porque disso lobo?

—Você nem imagina menino, nem desconfia? – Stiles apenas negou com um breve aceno, pois sua garganta estava seca e um calor incomum estava irradiando de sua virilha para o restante de seu corpo, o alfa sorriu quando se livrou de sua boxer branca e viu o menor morder os lábios, seus olhos deixaram de oscilar, se tornado verdes e o gama se ajoelhou no centro da cama se colocando a disposição do maior para o que ele bem desejasse.

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Derek se espreguiçou ainda de olhos fechados, o moreno sorriu por se lembrar do sexo selvagem que havia desfrutado a pouco com seu gama, e não gostou de não sentir a presença do menor na cama e menos ainda no quarto, e mesmo sabendo que não o encontraria ali a seu lado, o moreno esticou a mão direita e passou a tatear a cama, sentindo como o espaço a seu lado estava frio, ele ficou irritado por constatar que o menino havia se ausentado a tempo suficiente para a cama perder seu calor. – Stiles volta para cama! – Nenhuma resposta. Derek respirou fundo e sentiu uma onda de tristeza invadir seus sentidos, o alfa se levantou assustado. – Stiles?.... – A mansão estava vazia, Derek só pode sentir o cheiro de sexo misturado a lagrimas e sentiu seu coração doer, como se um buraco acabasse de ser aberto em seu peito, os olhos verdes do moreno se encheram de lagrimas. — O que foi que eu fiz!... Stiles ! – Um grito desesperador saiu de sua garganta e Derek sabia que aquela fora uma das poucas noites de sono tranquila que ele teve desde que Stiles tinha entrado em sua vida, mas assim que o moreno despertou, ele também temeu que o preço pela noite tranquila seria um dos mais altos que ele pagaria.

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—Eu não o machuquei... – Boyd e Jackson se colocaram entre os alfas evitando assim que eles se matassem, Scott queria muito acreditar nas palavras de Derek, mas sentir o desespero do outro não facilitava muito as coisas para si.

—Então porque esse medo estampado em sua face, você fez alguma coisa e agora nós não sabemos onde procura-lo.

—Por isso mesmo gênio, eu não sei onde ele está só por isso o meu desespero, seu idiota. – Ambos rosnavam e se mediam com ira.

—Chega vocês dois, toda essa raiva não vai ajudar a entender o que se passa com Stiles. – Laura disse, assim que se reuniu com a matilha e Derek sentiu um peso enorme sair de seus ombros quando soube onde o menor estava. – Stiles está com a Lydia e pediu para que nenhum de nós fosse até ele, principalmente você meu irmão e se serve de consolo Victoria também não é bem vinda.

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—Stiles preciso que fale comigo, está machucado? alguma coisa dói? – O castanho se manteve calado, a ruiva se deitou a seu lado o abraçando e consolado, por um bom tempo o único som no ambiente eram os soluços do castanho, Lydia só pode oferecer seu ombro, acariciando seus cabelos e lhe garantindo que toda aquela tristeza logo seria passado, ela sabia que eram palavras vazias, mas tinha que tentar acalmar o gama de alguma maneira, algum tempo se passou até que seu amigo caísse num sono profundo. – O que faremos com você Stiles, o que eu posso fazer para te ajudar... – Fora um sussurro que Lydia tinha certeza que nunca teria resposta.

Stiles despertou após dezesseis longas horas de um sono sem sonhos, e teve a certeza que dormiria mais se não fosse toda a comoção no andar de baixo da casa de Lydia. Derek e Victoria pareciam ter dado uma trégua á trégua e se mostravam dispostos a se atacar ali mesmo. Derek se defendia dizendo que não havia machucado o garoto e a ruiva sorria irônica duvidando das palavras do alfa.

—Ele fugiu de você Derek, então eu acho que carinhoso não é a palavra que te definiria no momento.

—Como se eu ligasse para o que você acha ou deixa de achar... – Derek iria despejar todo tipo de ofensa contra a ruiva deixando claro que seu respeito aos mais velhos quando se tratava da caçadora tinha ido às favas, mas sentir a aproximação do menino o fez se calar, todos os presentes imitaram a ação do moreno e passaram a encarar o menor no topo da escada, Stiles envergonhado e igualmente irritado recuou alguns passos se escondendo na lateral do corredor.

—Eu pedi para que me deixassem em paz, vão embora... todos vocês...por favor... – A suplica era clara, mas ninguém ali parecia disposto a atendê-la.

—Stiles querido, só estamos preocupados....- A caçadora desabafou e um coro seguiu junto deixando claro a preocupação consigo.

—Eu estou bem... eu acho...

—Então porque fugiu de mim? – Stiles chegou a perder o folego quando a voz do moreno ecoou em seu interior, fazendo seu corpo estremecer e sua virilha voltar a incomodar.

—Eu...não quero falar sobre isso, então só.... me deixem em paz... vá embora Derek, fique longe de mim.... – O alfa rosnou por se sentir desafiado, Stiles tentou correr de volta ao quarto quando sentiu a aproximação veloz do mais velho, mas não fora rápido o suficiente e logo tinha o moreno o agarrando e prensando contra a parede, alguns segundos se passaram até que o menor perdeu a briga com sua parte selvagem e logo se viu oferecendo o pescoço para o mais velho, num ato submisso, passando a se desculpar pela fuga, Derek entendeu no mesmo instante o que havia de errado, o menino sentia-se humilhado por ceder a seus desejos lupinos, Stiles fora puxado num abraço apertado o que o deixou mais tranquilo em relação ao mais velho.

—Não precisa se envergonhar, isso faz parte do que nós somos...

—Eu sei... e sinto muito por isso.... – As palavras saíram em meio a soluços, Stiles se agarrou ao moreno e deixou toda sua frustração se esvair em lagrimas pesadas e sentidas. – Não quero me sentir assim Derek...

—Eu sei que não, mas não há nada que possamos fazer...

—Então não quero você por perto, não quero me sentir humilhado...

—Stiles....

—Por favor Derek.... – O alfa se afastou do menor, segurando em seu rosto, tentando fazer o menino lhe encarar, assim que os olhos castanhos miraram os orbes esverdeados do alfa, mais uma vez o menino se viu obrigado a se submeter. – Porque tenho que me curvar a você?... não quero isso... não dessa maneira, se você ficar longe....- Derek negou que pudesse se manter afastado.

—Stiles.... mesmo que eu conseguisse me manter afastado, você ainda sim iria me procurar....- Stiles se lembrou das historias contadas a si, sobre os gamas voltando para servirem a seus algozes. – Foi tão ruim assim?!

O menino negou que tivesse sido ruim, sua face se tornou ainda mais corada pelas lembranças da noite anterior, mas Stiles ainda sentia-se mal por ter desejado tudo o que fora feito consigo. – Mas não quero que seja assim... todo o tempo que estiver junto de você...

—Será só por alguns dias e depois se você quiser eu me afasto...- Derek se esforçou para dizer aquilo, o que estranhamente foi percebido e bem aceito pelo menor, ao menos Derek estava tentando, mesmo que a duras penas negar o desejo de sua parte selvagem.

—Já temos que nos afastar de todos?...

—Ainda não... temos alguns dias até...

—O bendito cio... –Stiles completou a frase. — se não se importa, eu queria ficar aqui com a Lydia... por favor... – Os olhos de Derek se tornaram vermelhos e Stiles teve a certeza de que mais uma vez seria levado nos ombros pelo maior, mas Derek fechou os olhos e respirou fundo tentando reaver o controle.

—Pode ficar... ainda tenho alguns assuntos para resolver antes da viagem. – O tom de voz saiu mais áspero do que o desejado pelo moreno, mas Stiles não se importou, ele sabia que a fera de Derek estava tentando tomar o controle e lhe negar o espaço pedido, o alfa respirou fundo e continuou. — Vou deixar Scott e Boyd por perto...

—Não precisa...- Mais uma vez o olhar suicida do moreno foi direcionado a si, Derek mais uma vez respirou profundamente tomando o controle de sua essência selvagem, o alfa sorriu deixando claro que Stiles tinha que ajudar, pois sozinho ele não conseguiria manter sua parte humana no controle.

—Sinto muito por isso, mas não tente ir contra tudo o que eu preso garoto ... esses são os termos... não pode ficar sem proteção nessa cidade infestada de alfas, eles ficam e você por favor não fuja mais de mim... por favor Stiles.... – O garoto concordou com o mais velho, Derek juntou suas testas respirando pausadamente e tentando não ceder à vontade doentia de se perder novamente no corpo de seu companheiro tão arredio. – Quando acordei... senti o cheiro de suas lagrimas, seu desespero, pensei que tivesse te machucado... me senti horrível.... então peço que não fuja mais de mim... se quiser chorar... eu vou te confortar...eu prometo que sempre estarei disposto a lhe ceder meu ombro, só não me deixe perdido, pensando que eu fui mal para você...

—Mesmo que minhas lagrimas não façam sentindo algum para nossa parte selvagem...- Stiles se odiou por sentir-se fraco diante da necessidade de sua parte selvagem e por isso havia fugido, ele sabia que Derek não veria sentido em sua fuga, mas ficou maravilhado por ver o moreno se esforçando para aceitar que sua parte humana ainda tinha dificuldades em se submeter.

— Mesmo que sejam lagrimas de alegrias, de frustração, que seja em meio ao sexo, ou em meio a alguma diversão, não importa se faça sentindo ou não... eu só preciso que você entenda que eu estou a seu dispor... tudo bem?! – Apenas um aceno, mas fora o suficiente para acalmar o coração do mais velho, Derek beijou a fronte do menino, o liberando, Stiles voltou para o quarto da ruiva e Derek mesmo sentindo sua parte selvagem reclamar internamente se afastou, iria seguir de volta para sua mansão. Todos os presentes aceitaram as ordens dadas pelo mais velho, Boyd, Scott, Erica e Allison ficaram na casa de Lydia, cuidando para que nada de errado acontecesse com Stiles.

Victoria seguiu Derek de perto, o moreno respirou fundo para não voltar a se exaltar, assim que se aproximou de seu camaro fora agarrado pelo braço e se virou ainda com os olhos verdes, mais não menos raivosos. – Victoria ... por favor...

—Me desculpe.... eu sinto muito.... – A ruiva tinha os olhos rasos d’agua, Derek baixou a guarda e ficou encarando a caçadora com perplexidade. – Eu sei que tive culpa... joguei com vocês, mas não pensei direito, Deaton já tinha me dito que o cio estava próximo, eu fui inconsequente e por isso eu peço perdão, sei que tive culpa por essa grande confusão, eu mais que ninguém sei bem que pessoas de espirito livre como Stiles não conseguem enxergar a total submissão com bons olhos, eu não deveria ter provocado sua parte selvagem Derek....e lhe dou minha palavra que não voltara a acontecer. – O alfa ficou perplexo com a conduta da ruiva, ele apenas acenou agradecendo a atitude da mulher, que lhe sorriu amistosamente e se afastou indo se abraçar a seu marido, Chris também sussurrou um pedido de desculpas pelo dia anterior e garantiu que eles ajudariam com o que fosse necessário. Derek entrou no camaro e sorrindo, pois finalmente percebeu que naquela cidade ninguém mais iria ser uma pedra em seu sapato. Stiles que estava na sacada observando os mais velhos também se sentiu feliz por ver que todos ali pareciam dispostos a respeitar suas angustias e facilitarem sua vida junto de Derek.

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Notas finais
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