Tártaro
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Aria 2/2 Brasil São Paulo
“Era final de tarde, o sol se punha, queria chegar rápido ao parque, por isso ignorei os chamados de meu irmão, e por correr esbarei em várias pessoas (e não me desculpei com nenhuma).
---Aria_---Gritou o ruivo sorrindo ---Você demorou!
Senti o meu rosto esquentar”
___Teve a mesma visão maninha?!___Debochou o ser loiro que se auto intitula meu irmão quando sai do transe.
___Cala. A. Maldita. Boca. ____ Mandei o encarando de forma ameaçadora, estávamos a ponto de parti pra cima um do outro quando o velho, careca, baixinho e de olhos meio cinza resolveu interferir.
____Já chega crianças. ___Para o vovô nos ainda somos crianças.
____Deixa eles Afonso. ___ Falou a mulher loira que aparentemente não passava dos quarenta anos, o vovô pode ser um cara legal mas a vovó ela sim é incrível.
___Eles vão acabar se matando Madalena.
___Deixe-os, Aria só não manche meu tapete de sangue ok?!
Os dois homens da sala se entreolharas e sussurraram.
___Assustadoras.
____Disseram algo meus amores? ___ Perguntou com uma voz baixa e ameaçadora.
____Não querida. ___Se adiantou Afonso em seguida se virou para meu irmão e completou___ Dreiam, seu pai quer ver você.
_____Ok!!Vamos lá vovô. ___ Disse saindo sempre acompanhado pelo avô.
Assim que os dois sumiram de vista vovó suspirou.
___Homens difícil viver com eles impossível viver sem eles.
Dei de ombros minha família é meio louca mesmo.
____Tenho que me arrumar ___Falei fazendo minha melhor cara de martírio.
Fiz uma pequena reverencia e sai.
Imagine um quarto daqueles bem femininos com paredes de um tom de rosa claro, cortina de renda branca, cama king size coberta por uma colcha branca de babados, vários pufes coloridos pelo quarto e uma tv 42 polegadas, e duas portas lado a lado, uma branca dando direto ao closet e a outra meio bege é o banheiro, bem esse é o meu quarto.
Entrei naquele mundo de contos de fadas (já mencionei que odeio contos de fadas, não pois é, eu odeio sabe eles te fazem pensar que a vida pode ser perfeita, mas esquecem de uma coisa, perfeição não existe) sem tirar os sapatos acabando por deixar um rastro de sujeira pelo tapete branco felpudo que cobria todo o quarto, mas que saber foda-se. Entrei na porta bege encontrando a banheira já preparada com diversos sais e óleos de banho, depois de meia hora de molho sai do banheiro, entrei no closet para me vesti acabei terminando com um vestido pouco acima do joelho todo azul de cetim e uma sapatilha branca com um pequeno laço negro de enfeite, penteei meus cabelos o deixando soltos o que de certa forma me dava um ar de inocência, passei uma maquiagem bem delicada e sai do quarto dando de cara com meu irmão.
----Vamos princesa? ----Falou brincando e me oferecendo o braço para descer as escadas.
----Sim meu nobre cavaleiro.----Falei enquanto descíamos até a enorme sala sorrindo como se nossas vidas fossem maravilhosas, fizemos uma breve reverência nossa avó quando passamos por ela e seguimos para a limusine preta que nos esperava, entramos e assim que o motorista começou a dirigir o silencio se instalou naquele veículo e durante todo o percurso até a Academia Green nenhuma palavra foi dita pois nos dois nos preparávamos para assumir o papel que fomos criados para desempenhar; O de filhos perfeitos de Daniel Valentim.
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Afonso 2/2 Brasil São Paulo
Aquele dia estava estranhamente tranquilo como uma calmaria antes da tempestade, dentro de alguns dias Dreiam e Aria partiriam para Paris onde receberiam um novo caso do FBI de lá. É eu sei ele são novos os gêmeos tem apenas dezesseis mas fazer o que né eles escolheram continuar com o negócio da família.
Pelo menos eles não vão ficar no tedio que sempre domina essa casa. São nessas horas que eu me pergunto porque que eu me aposentei mesmo?
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Dreiam 2/2 Brasil São Paulo
Mais um dia naquele inferno chamado escola, Aria estava parecendo uma daquelas princesas calmas e amáveis daqueles filmes antigos, mas dá pra ver que ela tá perdendo a paciência de tanto ficar ouvindo as besteiras que aquelas interesseiras, metidas e patéticas falavam daqui a pouco ela vai perder a pose e vai mandar todo mundo se ferrar, melhor tirar ela de lá antes que isso aconteça.
---Aria---Chamei vendo recebendo um olhar de gratidão da minha maninha louquinha.
-----Ah, licença meninas. ---- Falou enquanto saia do meio daquele grupo pegando no seu braço a guiei até uma das salas reservadas aos clubes que não estava ocupada no momento, enquanto eu trancava a porta minha irmã foi direto a um dos minis-frigobares espalhados pela sala arejada pegando duas cocas e me jogando uma delas em seguida, nos sentamos em duas das poltronas negras que tinha por toda a Academia.
-----O que aquelas garotas estavam querendo? ---- Tentei puxar assunto.
----Nada que te interesse.
----Quanta delicadeza hein?
----Também te amor ok?! Agora o que você e o Rave estavam fofocando?
----Aria o velho tá furioso. ---Ela ergueu uma sobrancelha---Partimos em duas semanas rumo a Paris para resolvermos um caso.
Ela riu alto.
---Dreiam sabia que eu te amo.
---sei que sou irresistível.
---Só que não
---Chata
---Chata não querido eu sou perfeita.
---Convencida
---Fazer o que né? É mal de família.
Antes que eu pudesse retrucar o sinal tocou e nos dois seguimos caminhos separados pois éramos de turmas diferentes.
Segui para sala sorrindo pressentia que aquela viagem mudaria e muito as coisas.
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Daniel Valentim 2/2 Brasil São Paulo
Droga! Mil vezes droga como assim meus filhos em duas semanas partem para Paris pra resolver um caso de alto risco, Madalena e Afonso enlouqueceram se acham que eu vou aceitar isso posso brigar, gritar e por vezes querer esganar aquelas pestes mas eles são meus filhos, meus pirralhos, meus erros de cálculo mas ainda são meus herdeiros.
--- Eles não vão pra lugar nenhum.
---Não adianta dá chilique Daniel eles vão e pronto. --- Gritou minha mãe.
--- Mas...
---Sem mas Daniel eles vão e pronto aquelas pestes não são mais bebes de colo a muito tempo e você melhor do que qualquer devia saber que eles querem fazer isso.
---Até você pai.
---Daniel é escolha deles o máximo que você pode fazer é colocar dois seguranças com eles mas isso não diminuiria o risco nem em 5%. -----Continuou Afonso dessa vez saindo da sala junto de Madalena.
É são nesses dias que a minha opinião não vale nada.
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Dhyon 2/2 França Paris
O som de tiros ecoava por todo o galpão, os inimigos caiam um a um pela pressão dos meus homens, o sangue deles estava espalhado por todo lado. Quando me virei o tempo pareceu parar enquanto um homem de aparentes trinta anos com um olhar insano portando um cold corria em minha direção matando alguns dos meus homens no caminho.
Um click foi ouvido, sendo seguido pelo som de cinco disparos, o ombro direito, a perna esquerda, um dos joelhos e os dois braços foram atingidos. Segui em sua direção pronto para dar o último tiro, olhei bem em seus olhos para ter certeza que eu seria sua última lembrança desse mundo e dentro daquele olhar vi desprezo e ódio, coisas com a qual já estou acostumado mas o que me surpreendeu por um minuto foi quando ele começou a sorrir feito um idiota e disse.
---Algum dia você vai cair desse pedestal de sangue e medo e vai ver tudo que construiu a custo dos outros ruir, todos aqueles que você ama vão morrer na sua frente.
Tsc, até parece.
Atirei.
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