Two pieces

1 1 - Os dois pedaços


there's a boy, lost his way, looking for someone to play

there's a girl in the window, tears rolling down her face

(Two Pieces — Demi Lovato)

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Ao terminar de colocar sua gravata, Hans ouviu os primeiros badalares vindos do sino da capela. Isso significava, ele sabia, que alguém logo iria chamá-lo. Tentou evitar, mas logo aquele pensamento de sempre veio a sua cabeça. Tomara que hoje seja apenas a criada. Logo em seguida, censurou-se silenciosamente. Não deveria importar se era a criada ou sua mãe.

O menino pegou as abotoadoras que ganhara de seu pai como "sinal de que em breve finalmente deixaria de ser uma criança chata e bisbilhoteira" e as pôs no lugar. Em seguida, foi a vez de calçar as luvas. Jamais imaginara que iria ver o seu irmão se casar. Mal o enxergava como irmão, na verdade. Talvez tivessem crescido na mesma casa, compartilhassem os mesmos pais e uma porção excessiva de irmãos, mas a distância entre eles era tanta que chegava a ser palpável. A começar pela idade, sendo Harry o mais velho de 13 irmãos enquanto Hans era o mais novo.

Agora, Harry estava prestes a casar com Giulia. Enquanto isso, ele só tinha dez anos. Em seus pensamentos, achava aquilo engraçado. Eram quase 15 anos de diferença entre eles. Quando ele estivesse se casando, Harry poderia estar com 10 filhos.

Os pensamentos divertidos de Hans foram interrompidos por batidas na porta. Já havia esquecido o soar dos sinos! Na mesma hora, seu coração começou a acompanhar a melodia que os dedos faziam na madeira. Que seja a criada! ele disparou o pensamento, mandando a própria censura às favas. Realmente não queria falar com sua mãe antes do casamento. Sabia que iria ficar mal pelo resto da festa e que seria obrigado a estar presente até o fim dela.

"Pode entrar!" Hans informou, baixo e já sem confiança.

E o pior dos seus temores se confirmou quando viu uma mulher esbelta, alta e pomposa entrar. Sua mãe já estava em idade avançada, caminhava sem a agilidade habitual da juventude ou a graciosidade da mocidade. Porém, ainda mantinha o andar imponente e a expressão de orgulho.

"Já estou pronto, mãe" o garoto tentou se esquivar. Mas sabia que era inútil. Quando ela chegava ao seu quarto, sempre acabava falando o que desejava. Mesmo que tudo o que ele quisesse fazer era sair correndo e deixá-la monologar sozinha. A única coisa que o impedia era a o terror do que seu pai lhe faria se fugisse do quarto.

"Então, querido," ela começou, "só vim pedir para você para não falar a ninguém sobre aquilo..."

Hans não era bobo. Sabia que aquilo era um segredo para levar até o túmulo. Sabia que sua mãe era plenamente consciente de que não precisava falar nada disso. Mas sabia, mais ainda, que ela queria lembrar a ele o que faria se ele não a obedecesse. E era o pesar daquela possibilidade que o fez balançar a cabeça afirmativamente.

A Rainha lançou-o um olhar duro que sempre o fazia se sentir mal.

"Sei que acha esses eventos chatos, querido" ela frisou a última palavra, como se não a agradasse usá-la. "Mas, é o casamento de seu irmão. Diferente de você, ele logo estará no trono. Será seu novo rei."

O garoto concordou novamente, deixando a cabeça pesar. Não, ele estava distante demais do trono. Não se importava muito com isso até o momento que sua mãe vinha falar com ele. Era aí que ele sentia o peso disso. Era incapaz de ser Rei. Nascera para tal, fora educado para tal, mas nunca o seria. E ninguém nunca o admiraria. Nem mesmo sua mãe o fazia.

Sempre que ela entrava naquele quarto, Hans acabava quebrado. Sentia-se completamente sozinho no mundo. Mesmo com a casa cheia de irmãos, ele sempre quisera um amigo. Alguém para brincar. Sempre que ela entrava naquele quarto, Hans demorava dias para se recuperar.

E assim que ela fechou a porta, com mais resmungos lhe saltando a boca, o garoto agachou-se junto a janela e chorou a falta de uma companhia.

Com a cabeça baixa, Hans tentava esquecer o que sua mãe lhe dissera. Mas parecia que sua voz era a única coisa capaz de manter-se por mais de um segundo em sua mente. Ele só queria ir embora. Mas, como sua mãe salientara, era o casamento de seu irmão. Então lá estava ele, sentado no chão frio de pedra, encostado em uma parede particularmente distante do centro das atenções. Não queria estar ali, mas estremecia só de pensar o que poderia acontecer a ele se desobedecesse a ordens de seus pais.

O garoto tentava não ser notado. O plano vinha dando certo até ele sentir algo roçar-lhe a pele. Disfarçadamente, Hans olhou para o lado e viu que uma menina pousara graciosamente no chão e o encarava. Ele decidiu ignorá-la, na esperança de que logo fosse embora, porém ela não o deixava. Mas também nada falava.

A garota parecia ter os mesmos dez anos que ele. Seus cabelos extremamente claros caiam em anéis até o meio de suas costas e ela o observava atentamente, com grandes olhos azuis.

“O quê?” Hans finalmente perguntou.

“O que aconteceu?” a menina questionou, sem um pingo de inibição em sua voz.

“Nada” Ele respondeu prontamente. Não iria compartilhar com uma garota intrometida seus problemas. Não ia mesmo!

“Bem, não parece que não lhe aconteceu nada” Ela rebateu, com ar de quem sabe das coisas.

“Bem,” ele imitou seu tom “nada aconteceu.”

“Se você diz...” ela deu de ombros.

Passaram-se, então, instantes de silêncio, até que ela o interrompeu novamente.

“Qual o seu nome?”

“Hans” ele respondeu-lhe novamente, não mais de cabeça baixa. Se deveria fazer-se presente naquela festa, então, pelo menos poderia achar um modo de torna-la divertida. “E o seu?”

“Elsa” ela lhe sorriu docemente. “Você quer fazer alguma coisa?”

“Como o quê?”

“Ah, não sei...” Elsa disse, pensativa. “Podemos brincar, passear pelo castelo...”

A sugestão da menina logo despertou no garoto uma vontade de correr. Ele adorava correr pelo castelo. Sabia, porém, que não seria possível fazê-lo no meio de tantos convidados cheios de pompa e postura.

“Vamos, então” ele levantou-se primeiro para, logo em seguida, estender-lhe a mão. Ela, novamente sorrindo docemente, aceitou imediatamente.

“Para onde vamos?”

“Para os jardins”

E, sem largar a sua mão, Hans começou a correr pelo salão em direção à porta principal. Ziguezagueavam pessoas, cada vez mais escassas, até chegarem à porta do quintal e cruzarem com o último convidado por perto, uma mulher. Elsa ria, até que se deparou com o gramado do castelo. O lugar era tão incrível de noite que ela não pôde evitar imaginar como seria de dia.

“É tão lindo...” ela suspirou, caminhando para o arbusto mais próximo. Nele, pequenas flores lilases de cinco pétalas cresciam. Elsa pegou uma e começou a atravessar o gigante jardim até uma fonte.

No meio do caminho, porém, Hans a fez parar. Apontou para um banco, onde um pequeno e misterioso brilho avermelhado estava.

Os dois correram até o assento, onde, perceberam, alguém deixara uma jóia de pedra vermelha. Era um colar com um pequeno coração de rubi rachado. A garota tomou a dianteira, pegando-o. O pingente, entretanto, não resistiu ao seu toque e partiu-se ao meio.

“Ai, meu Deus!” ela exclamou culpada. “O que eu fiz?”

“Não é culpa sua” Hans a consolou, dando leves batidas em seus ombros. “Já estava quebrado.”

Com a mão em concha, Elsa pôs o colar junto ao coração, temendo perdê-lo, e acompanhou os passos de Hans. Sentaram-se na borda da fonte central, um ao lado do outro.

“Por que alguém não iria querê-lo?” Elsa perguntou-se, em voz alta. “É tão bonito!”

Hans, desconhecendo a resposta, deu de ombros.

“Talvez esteja apenas perdido... E então? O que faremos com ele?”

“Não sei...” a menina devolveu pensativa. “Algo especial.”

“Como...?”

“Como... como um segredo!”

“Um... segredo?” o menino hesitou. Por mais estranho que parecesse, ele tinha vontade de contar o seu segredo para aquela garota que em menos de uma hora atrás ele chamara – em pensamento – de estranha. O problema, porém, era: ele deveria? Sabia que coisas horríveis lhe aconteceriam se alguém descobrisse que ele havia a contado. Mas ela estava disposta a trocar uma confissão. Ela não se arriscaria assim. Ele sentia que podia confiar nela.

“É, assim, olha” ela explicou, abrindo as mãos e tirando o pingente de sua corrente. Hans juntou-se a ela, aceitando quando ela ofereceu-lhe uma metade do coração.

“Nós iremos juntar os dois pedaços do coração e, na mesma hora, contaremos nosso segredo. Ou mostraremos, no meu caso” ela revelou, após uma pausa. Ele concordou mentalmente, sabendo que isso se aplicava a ele também. “Ao juntarmos essas metades, estaremos fazendo a promessa de nunca contar o que o outro revelar. Nunca. Jamais. E, então, guardaremos os pedaços conosco para sempre. Certo?”

“Certo!” Hans confirmou com um tremor. Ele sentia medo do que estava prestes a fazer, mas também sentia que era algo certo. Ele nunca tivera nenhuma amiga como Elsa. Ou qualquer amigo. Seus irmãos só serviam para importuná-lo, maltratá-lo e ignorá-lo. Ele não tinha muito contato com outras crianças. Mas ele queria ser amigo de alguém. Ele queria ser amigo dela. E ele queria contá-la algo importante. E saber algo sobre ela.

Elsa sorriu e, levantando o braço, começou a contar:

“Três... dois... um!”

Havia quase um mês que aquela caótica noite com Anna acontecera. Desde então, Elsa tornara-se uma prisioneira do próprio lar e, principalmente, de si mesma.

Seus pais haviam tratado de encontrar modos de distraí-la, arranjando-lhe um tutor que vinha a ensinado a ser a futura Rainha de Arendelle. Tentava ocupar seus pensamentos com leituras, tarefas e qualquer coisa que não fosse sua irmã batendo na porta pra chamá-la.

Elsa vinha se sentindo tão sozinha... Sua vontade de abrir aquela porta para Anna era tão grande que quase doía.

Todos aqueles sentimentos, porém, pareceram ganhar um reforço sobrenatural, quando um som delicado de nós de dedos batendo sua porta anunciou a primeira neve da estação. Você quer fazer um boneco? ela insistia, mesmo que a neve que cobrisse o chão não fosse suficiente para nem mesmo a cabeça do boneco.

Ela precisava arranjar algo para fazer. Se continuasse apenas a ouvir aquelas batidas, acabaria abrindo a porta. Poderia machucar sua irmãzinha novamente. Não podia abrir a porta.

Elsa, então, correu pelo quarto. Procurou algo em seu baú de brinquedos, em sua estante de livros, até em seu guarda-roupa. Não podia abrir a porta. Aos poucos, foi acontecendo. Aonde seus pés tocavam, camadas de gelo cobriam repentinamente o chão, flocos de neve caiam lentamente sobre a sua cabeça e lágrimas vazavam de seu rosto no mesmo ritmo.

“Vai embora, Anna!” ela reuniu o máximo de firmeza que conseguia para sustentar sua voz. Correu novamente, dessa vez com destino certo: o parapeito da janela, o ponto mais distante em seu quarto da porta.

E então, chorou. Chorou como nunca precisara fazer na vida. Chorou por ter machucado sua irmã, chorou por ter assustado seus pais, chorou por ter descontrolado seus poderes naquele exato momento. E chorou porque estava sozinha.

Ela não podia adiar o inadiável. Por isso, com um suspiro pesado, Elsa deu três batidas na porta que, há algumas horas atrás, haviam a encarcerado. Sem esperar resposta, a mulher entrou na sala mal iluminada. E lá estava o Príncipe Hans, sentado na desconfortável cama onde ela despertara como prisioneira de seu próprio Reino. O homem escondia o rosto em seus joelhos, encolhido, como se esperasse passar despercebido.

Elsa, porém, não podia percebê-lo mais. Delicadamente, ela foi sentar-se ao seu lado, mesmo sabendo que isso deixaria os dois pouco a vontade. Ficou observando-o até ele levantar a cabeça. A expressão perdida e dolorosa dele fez com que as palavras saltassem de sua boca. As mesmas que ela vinha pensando desde que Anna os apresentara.

“É você, não é?” ela sussurrou, sem se controlar. Era a mesma expressão que aquele garoto tinha quando ela o encontrou. Havia anos que ela pensava naquele encontro. Foi infantil e verdadeiro, doce e especial. Foi o mais próximo que Elsa chegou de ter um amigo que não fosse sua irmã. E, por mais que ela não guardasse em sua memória os detalhes da aparência ou nome de seu amigo, lembrava-se de cada palavra que trocaram naquela noite. Ela desejava todos os dias, em seu íntimo, poder rever aquele garoto.

E ela conseguira. Lá estava ele. Um homem. Bonito, ganancioso e que tentara usurpa-lhe o trono e matar-lhe. Que ironia. Tanto desejo de revê-lo e era assim que ele o retribuía.

Vestindo sua máscara de arrogância, ele fingiu não ouvi-la.

“Para quê veio aqui, Vossa Majestade?” ele questionou carregando a voz de sarcasmo e deboche. “Para contar vantagem?”

Aquele não era o mesmo homem de um minuto atrás, ela enxergava. Aquele não era o mesmo garoto que ela conhecera havia anos. Aquilo era uma fantasia de soberba que ele acabara de vestir. E, imediatamente, ela a odiou.

Outro suspiro pesado escapou-lhe.

“Vim agradecê-lo”

Isso o deixou embasbacado. Ela achava que qualquer um esbanjaria a mesma reação. Mas ela sabia que era a coisa certa.

“Erm... ahm... pel- pelo quê?” ele gaguejou, perdendo toda a confiança.

“Em primeiro lugar,” ela anunciou polidamente “como Rainha de Arendelle, devo reconhecer que cuidou muito bem do povo em minha ausência e na de minha irmã. Apesar de seus métodos... ahn... pouco convencionais... você demonstrou-se extremamente apto a ocupar o trono que tanto almejou.”

Mal acabara de pronunciar suas palavras, Hans já a interrompia com um bufar.

“Bela porcaria!” ele resmungou. “De nada me adiantará, não é?”

Por educação, ela não concordou, mas sabia que ele estava certo. Porém jamais se perdoaria se o deixasse ir sem que ele soubesse o quão aquilo foi importante para ela. E essa nem era a parte mais importante...

“E... também...” ela prosseguiu hesitante. “Como Elsa, gostaria de agradecê-lo por fazer-me recobrar minha consciência em meu castelo de gelo.”

Isso fez com que ele esquecesse a carranca que se esforçava para fazer. Ele a olhou tão pasmo que chegou a diverti-la. Sua expressão fez com que ela tomasse coragem para prosseguir o discurso.

“Suas palavras salvaram minha vida e, mais que isso, minha dignidade. Minha pessoa.”

Hans tentava encontrar uma resposta, mas não conseguia pensar no que poderia falar em um momento como aquele. Jamais pensaria que, mesmo depois de quase matá-la, ela iria agradecê-lo. Jamais pensaria que qualquer um era capaz disso.

E, então, o sentimento atingiu-o como uma tapa na cara. Nunca, nunca, nunca sentira tanta vergonha em sua vida. Tinha certeza que suas costeletas tinham sumido em seu rosto, tamanha era a quantidade de sangue nele.

“E o que você fará comigo?” ele conseguiu falar, com a voz fraca.

“Antes, me diga... é você?”

Ele a encarou. Aquele encontro fizera tanta diferença em sua vida... ele passou tantos anos desejando revê-la. Queria tanto encontrar a encantadora menina com poderes de gelo. Queria contar para ela que nunca havia revelado seu segredo para ninguém. E, principalmente, queria dizer-lhe que queria ser seu amigo para sempre.

“Sim” ele confessou em um sussurro.

“Você...” Elsa ia dizer que ele crescera, mas achou que era óbvio, então reformulou a frase. “...mudou.”

A falta de um complemento na frase dela fez Hans entender que não havia sido para melhor. Isso conseguiu deixá-lo com ainda mais vergonha. Era como se fosse um menininho pego colocando o dedo na cobertura do bolo. Mesmo que ela não dissesse nada, bastava o seu olhar para ter o mesmo efeito que palavras teriam.

Aquilo o deixou com raiva. Não, aquilo o deixou frustrado. Ele não deveria se importar com a opinião de alguém que ele só vira uma vez há mais de dez anos.

Depois de encará-lo fixamente, Elsa se voltou para seus braços em volta dos joelhos juntos ao corpo e estremeceu. Em seguida, perguntou:

“Seu pai ainda é Rei?”

Então ela ainda lembrava? admirou-se Hans antes de negar com a cabeça.

“Morreu há cinco anos” explicou-lhe, a expressão vazia. “Mamãe foi logo depois. Hoje quem está no poder é Harry e sua mulher, Giulia.”

“Sinto muito” Elsa respondeu sincera. Ela sabia como pode ser difícil ficar sem os pais tão precocemente.

“Papai já estava velho, sabe... Mamãe também não ficava para traz em idade” Então ele a olhou nos olhos, solidário. “Sinto muito pelos seus pais. Eram muito mais jovens que os meus, pelo que me lembro. Espero que você esteja bem.”

Elsa suspirou. Queria poder sorrir-lhe confiante e, com todas as letras, dizer que estava, sim, bem. Ao invés disso, porém, calma e tristemente lhe disse a verdade:

“Vou ficar”

E, sentindo que não poderia mais adiar a resposta, ele repetiu sua pergunta.

“O que você fará comigo?”

Elsa suspirou novamente e o encarou.

“Abdicarei o direito de puni-lo” ela sentenciou-lhe com a voz fraca. “Deixarei para o seu irmão o direito de fazê-lo ou não.”

Hans concordou com a cabeça. Sentiu um pesar ao pensar em como ela o considerava um estorvo. O suficiente para sequer puni-lo. Certamente ser deixado nas mãos do irmão não era o que esperava ou escolheria para si mesmo, mas ele sabia que não tinha direito de opinar.

A mulher, então, ficou de pé. Hora de seguir com as tarefas. Havia tanto para fazer...

“Você estará a bordo ainda hoje” ela informou. “Entrarei em contado em breve. Fique bem, Hans. Eu continuarei a guardar seu segredo.”

Elsa despediu-se, já a caminho da porta. Com uma última olhada, viu o homem exatamente como o encontrara alguns momentos atrás. Exatamente como o encontrara alguns anos atrás.

E, com o último de seus suspiros pesarosos, perguntando-se se estaria fazendo a coisa certa.

Notas finais
Eu seeeei que não deveria postar uma história nova sem atualizar a antiga, mas Two Pieces esperando pra ser publicada há tempos.

E o novo capítulo de unPromised deve sair essa semana. Eu espero :p

Aliás, se você não leu unPromised, saiba que também vai ter Helsa ;)

Espero vocês no próximo capítulo (e nos comentários :v) ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.