Two lines

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi, mores. ♥ Essa é minha primeira fic da vida. Postei por insistência de algumas amigas, então me perdoem por qualquer deslize. Espero do fundo do meu coração que gostem, ela é tão fofinha... hahaha. A história se passa em Londres, minha cidade preferida no mundo e tem grande proximidade com a realidade que vivo. Seja na linguagem ou pelos episódios que ocorrem. E, claro, tem MUITO amor. Enfim, boa leitura!!!

Regina Mills. 21 anos. Estudante de Jornalismo e Fotógrafa. Sonhava em viver dos seus escritos e de suas poesias estáticas.

Emma Swan. 19 anos. Estudante de Audiovisual e Novas Mídias. Tava na vida pra ganhar o Oscar de melhor direção de longa-metragem.

Era uma segunda comum em Londres. O tempo estava cinza, mas não ameaçava chuva. Já eram 6:50h da manhã quando, enfim, Regina bateu a mão em seu celular afim de desligar o despertador que alarmava ao som de "Love Myself", da Hailee Steinfeld. A garota até gostava muito da música e de já se remexer nas primeiras horas do dia, mas nem a batida "alegre" estava conseguindo animar Regina.

Com muito penar ela se pôs sentada na cama e quase teve um taquicardia quando lembrou que tinha acionado a "soneca" do celular umas quatro vezes e àquela hora ela já estaria atrasada. Fez um rabo de cavalo bagunçado e foi para o banheiro onde se desfez da calça de moletom e da blusa branca que vestia. Tomou o bom e velho "banho de gato" e depois de uns 5 minutos ela já esteva praguejando em frente ao seu guarda-roupa. Era incrível como as roupas "desapareciam" naqueles momentos. Por fim escolheu uma legging preta, uma bata cinza que tinha penas pretas estampadas e calçou uma sapatilha azul-quase-preto. Nem se deu o trabalho de se maquiar e amaldiçoou as olheiras. Pegou um de seus óculos escuros, a bolsa, o sobretudo e quase teve um novo taquicardia quando colocou o relógio em seu pulso esquerdo e se deu conta que os ponteiros já estavam pra lá das 07:10h. Saiu do quarto e desceu as escadas quase tropeçando nos próprios pés, passou pela cozinha e pegou uma maçã que fora a primeira coisa comível que avistou. Deu um "bom dia" apressado aos pais e foi até a garagem, onde pegou seu "500" e tocou para a faculdade.

O relógio batia as 6:10h quando Emma despertou e havia acordado estranhamente disposta, não que ela acordasse como um zumbi todos os dias, mas hoje parecia ser algum dia "especial". Ela remexia os quadris ao som de "I Follow Rivers", da Lykke Li. Enquanto escovava os dentes, tentava cantarolar o refrão-chiclete da música. Prendia a escova na bochecha, fazia ondas com as mãos e repetia o "I-I follow, I follow you deep sea baby, I follow you". Aproveitou para lavar o cabelos que tanto adorava. Depois de 15 minutos saiu do banho e colocou uma playlist do Spotify, "Have a Good Day!" era o nome. Enquanto decidia o que vestir ela fazia coreografias desconexas, feliz sem motivo aparente. Vestiu uma calça de lavagem clara, que tinha rasgos propositais e barras que acabavam dobradas, rentes ao final de sua panturrilha. Vestiu uma blusa baby doll branca e calçou seu all-star queridinho, que também era branco. No rosto passou uma maquiagem levinha, só pra dar "vida" ao seu rosto que não precisava de muitos retoques. Fez uma trança lateral e frouxa, que deixava seu franjão caído. Pegou sua bolsa, o casaco e desceu ao encontro de seus pais que certamente estariam esperando-a para tomar café.

– Bom dia!!! — disse, ao chegar na cozinha. Deu beijos nos pais e sentou-se.

A família conversou animadamente até que sua mãe, Mary Margaret, levantou-se e chamou a filha para irem à faculdade. Emma obedeceu, despediu-se de seu pai, David, e seguiu no rastro da mãe.

Mary era professora/doutora em Linguística e lecionava na faculdade de Emma, por isso dava caronas diárias à filha. No caminho elas sempre arranjavam todo tipo de assunto, dos mais caretas aos mais modernos. Compra do mês à sexualidade da mais nova, por exemplo. Como elas moravam perto da faculdade, em 25 minutos elas já estavam no estacionamento da instituição de ensino.

– Ah, mamãe, eu quase me esqueci!! — disse Emma enquanto batia a porta da Evoque vermelha de Mary — hoje vou ao shopping depois da aula. Preciso comprar uns livros e algumas outras coisas, então não volto com a senhora na hora do almoço, tá?

– Tudo bem, princesa! Você fica me devendo esse almoço hoje... — disse enquanto passava para o outro lado, batendo seus saltos no chão e ficando em frente a filha, lhe dando um aperto nas bochechas que rendeu um "mamãe!!!!" da garota e gargalhadas da professora.

Elas caminharam juntas até certo ponto, já que a secretaria era bem antes do bloco de Audiovisual. Se despediram e seguiram cada uma seu caminho.

– Puta que pariu, que porra de trânsito é esse??? — Regina exclamava enquanto esperava o sinal abrir, ainda faltavam 3 quadras até faculdade e já passavam das 7:40 da manhã — ALELUIA MEU QUERIDO! — disse logo quando o sinal abriu.

10 minutos depois ela já estava em passos largos até a sala de aula.

– Menina, até que enfim! — disse Kristin — onde a nerdzinha que sempre chega cedo se meteu hoje? — aproveitou para tirar sarro

– Ah, para de ser ridícula, garota! — cuspiu, irritada

– Não basta chegar atrasada, tem que fazer escândalo também, senhorita Mills? — disse o professor de Semiótica, Gold, que escondia a sua enorme admiração por Regina sendo sempre muito carrancudo.

– Perdão, Gold, eu estava apenas respondendo uma pergunta infame da Kristin, não irei mais interromper.

Nesse momento Regina sentou-se e olhou revirando os olhos para a amiga que aquela hora já estava rindo da situação.

– Pois bem, obrigada — respondeu o professor — como eu estava dizendo agora a pouco, eu sou um velho bonzinho que vai passar um trabalho excepcional para a AV1. Vocês terão de produzir um conto sobre alguma "doença dos tempos modernos". E aí que entra o "bonzinho" do meu "velho", vocês terão de ilustrar o conto com fotografias originais que tenham a ver com a história. Quero o lado obscuro, a escuridão, digno de um senhor das trevas, se é que me entendem. Caso contrário o zero estará estampado!

Quando ele terminou, ouvia-se cochichos como: "esse velho pensa que todo mundo é louco que nem ele!", "quer transformar todos em emos/góticos/vampiros/roqueiros", "eu vou escrever sobre o black-out que teve na balada nesse final de semana, não vai faltar é escuridão, bisha!" o último comentário foi ouvido pela grande maioria da sala, o que ocasionou uma crise de riso em todos.

– Bom saber, Killian! Vou lembrar disso na hora de lançar sua nota! — soltou Gold

– Calma prof., não precisa fechar o tempo pra mim, já passei a tranca! — falou enquanto gesticulava nervoso

Enquanto todos discutiam sobre o trabalho e já colocavam algumas ideias em prática, Regina parecia inerte. Sem pensamentos fixos até que Kristin e Killian a "despertaram" do transe quando a aula acabou e a levaram até o centro de convivência. Chegando lá, sentaram-se e a morena continuava na mesma, com um mau humor irritante. A manhã estava péssima, mas é claro que podia piorar, até que Regina foi surpreendida com um slush de frutas vermelhas derramado em seu colo.

– PUTA QUE PARIU!!! — levantou-se, enfurecida — VOCÊ TÁ LOUCA, GAROTA??? NÃO OLHA POR ONDE ANDA??? CARALHO!!! — esbravejou em frente à Emma

– MEU DEUS! M-me d-desculpa, alguém esbarrou em mim e eu desequilibrei... Pelo amor de Deus, desculpa, eu posso ajudar de alguma forma? — disse corada de vergonha

– Como eu vou voltar pra aula assim??? — disse Regina, apontando para a camisa que estava toda manchada

– Foi sem querer, eu juro! Como posso ajudar? — repetiu

– Ah, claro que pode ajudar... Pode sair da minha frente, desgraça! — empurrou Emma para dar espaço e saiu bufando do local.

Notas finais
Nem acredito que alguém leu um capítulo! Obrigada a vc que chegou até aqui! A atualização chega em breve, mas espero que mesmo nesse primeiro capítulo eu tenha algum retorno para saber se devo ou não continuar... Mais uma vez, obrigada por ter dado atenção a essa humilde autora. Um beijo!