Two lines

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Hello, it's me! I was wondering if after all these years, you'd like to meet, to go over everything? Fica no ar a pergunta. Hoje tem o desfecho da famosa discussão no restaurante. (Inclusive, obrigada pelos reviews babadeiros sobre este 'episódio'!) E tem sobremesa, no caso aquele tipo de sobremesa que a gente come escondido e tenta não fazer muito barulho pra ninguém saber que a gente tá comendo™ HEHEHHEHE. O capítulo é curto(?), mas o enredo compensa. Eu acho, né. Não esqueçam de ler as notas finais! Boa leitura e me perdoem qualquer coisa! ;)

Eu não sabia o que fazer, Regina estava tão abalada. Eu sentia isso exalando de seu corpo. Eram nítidas todas as reações vindas de dentro pra fora. Tive de usar um pouco da força que tinha e, digamos, ser rude. Eu não gostava disso, mas a situação implorou por medidas como as que tomei.

Quando eu disse "Ou você me leva a sério ou por outro lado não precisa mais se dar o trabalho de lembrar que existo" Regina congelou. Ela me olhava incrédula, mas eu tinha de dizer aquilo. Mesmo que não fosse verdade, já que nessas alturas eu não conseguiria mais seguir sem ela.

– Deixe-me a levar até sua casa? Nós podemos conversar no caminho. Eu só quero te ouvir, Regi! — Clamei, soltando o seu pulso.
– Emma, eu sou um erro. — Ela disse, e as lágrimas em seus olhos voltaram a se formar.
– Não diga isso, nem por brincadeira! — Retruquei.
– Ué, mas você não tava defendendo sua amiguinha? Volta pra lá. Eu tenho certeza que conviver com ela vai ser mais tranquilo do que comigo. Só não te garanto que ela vá ser fiel. Agora, se me dá licença, eu preciso ir. Passe bem. — Regina falou, mesmo com a voz falha por causa do choro. Quando ela virou-se para entrar no táxi, segurei em seu braço e recebi um olhar fulminante.
– Eu quero todas as complicações do mundo, desde que eu tenha você! — Falei, firme e a puxei pro meu colo. Ela cedeu ao meu abraço e acariciei sua cabeça enquanto sentia as lágrimas de Regina molharem o meu colo.

Eu mesmo me encarreguei de dispensar o taxista que saiu furioso depois de ter sido feito de besta. Meu carro não estava longe dali, fomos até ele e logo comecei a dirigir até a casa de Regina. Como a havia pego hoje cedo, sabia o caminho e não precisei pergunta-la. Regina parecia viajar na escuridão do céu. Distante. E meu coração ficava transtornado em vê-la daquela forma, mesmo sem saber o por quê.

Quando chegamos a casa dela, ela me convidou pra entrar e aquela era a primeira vez que passava daquela porta. Não por falta de convite, enfim... Logo que entrei, avistei aquelas escadas suntuosas e toda a decoração impecável da casa de Regina. Não era nem meia-noite mas os Mills já dormiam. Soube disso quando passamos pelo quarto deles e, pela fresta, vi o casal sereno por sob a cama.

Regina me convidou pra entrar e eu fiquei encantada. Seu quarto era lindo, todo bege com uma parede 'vinho avermelhado' atrás de sua cama de casal, que com seu branco contrastava com o fundo. Haviam dois abajures claros, um de cada lado. Uma televisão enorme do lado da porta, moveis que combinavam com tudo aquilo. Era bem clássico.

Sentei na ponta da cama enquanto Regina se trocava dentro de seu closet, que ficava na porta a direita da cama e era também uma espécie de passagem que dividia o quarto do banheiro. Quando ela saiu lá de dentro, não consegui disfarçar o encanto. Ela estava agora de cabelos soltos, um shortinho frouxo junto de uma camisa que tinha o Dumbo sorrindo bem no centro. Ela era adorável.

– Eu adoro o Dumbo! — Disse, sorrindo.
– É meu filme preferido da Disney. — Respondeu-me com um sorriso tímido. — Então, você ainda quer mesmo conversar? Estou chateada com você, não posso mentir.
– Quero conversar sim, Regi. Senta aqui... — Bati na cama, bem ao lado, onde ela pudesse ficar de frente comigo. — Você está calma o bastante pra me contar as coisas que aconteceram?
– Estou mais calma que antes. E creio que consiga explicar o que você quer saber, só fico bastante incomodada. — Ela respondeu.
– Você confia em mim? — Perguntei, olhando em seus olhos.
– Sim!
– Que bom, então, primeiro: perdão por ter falado aquilo. — Lembrando-a da frase de efeito que usei a minutos atrás. — Foi a única forma que encontrei pra chamar a sua atenção, te capturar da inércia. Perdoa? — Fiz bico e ela me sorriu, assentindo. — Pois bem... Porquê você trocou aquelas farpas com a Rose? Quero saber o motivo real. — Comecei.
– Bem... Se você a defender, é sério, não se dê o trabalho de permanecer na minha frente. Eu te perdoei, mas não esqueci. — Eu só assenti e ela respirou fundo — Eu conheço a Rose a muito tempo. Muito, mais do que você possa imaginar. Estudávamos juntas, éramos melhores amigas. Quase irmãs. Nossa relação era bastante sólida! Mas eis que aconteceu o que nunca imaginei. Você lembra do Robin? Aquele que a gente encontrou no shopping? — Assenti positivamente — Ele foi meu namorado por dois anos e pouco. Mas, numa bela noite, eu descobri que ele tinha um caso com Rose. Um caso, mesmo. Não foi uma vez, foram várias. — Nesse momento eu a olhava muito assustada, mesmo já tendo escutado quase aquela mesma coisa hoje cedo. — Eu fiquei desnorteada. Eles dois eram as pessoas mais próximas a mim. E, bem, eu passei por outras várias coisas horríveis no mesmo espaço de tempo. Enfim, eu não via Rose desde então. E hoje tive o desprazer. — Finalizou.
– Nossa, Regina. Eu não imaginava que eles fossem capaz disso. E bem que não consegui ir com a cara daquele Robin. Meu santo não bateu, graças a Deus. Mas olha, me desculpa, se eu soubesse eu nunca teria feito você passar por isso hoje. — Falei, de cabeça baixa, passando a mão por minha testa em sinal de puro incômodo.
– Não se desculpe, Emma. Você não sabia. E eu também não devia ter falado tudo aquilo. Quase tive uma crise por causa daquelasinha. — Ela disse.
– Era isso o que queria perguntar também. Eu vi as reações do seu corpo e fiquei tão preocupada. Você estava pálida, mas ao mesmo tempo seu rosto transparecia muita raiva. Tremia como uma vara verde! — Ri, fraco e ela também.
– Esse é outro segredo. Que não me orgulho.
– Conte... Acho que já posso te conhecer melhor!
– É... Eu fui diagnosticada com depressão aos 17 anos. — mais uma vez eu não podia imaginar no que estava escutando. — Isso me acarretou um sistema nervoso todo atrapalhado. Tenho gastrite nervosa, então, em situações de muito estresse ou mudanças radicais de humor além de ficar com dor de cabeça eu tenho náuseas. Às vezes chego a vomitar, desmaiar. Mas venho me tratando desde então. Hoje eu quase tive uma crise nervosa porque realmente fiquei muito estressada e não consegui descarregar tudo. — Explicou-me.
– Meu Deus, linda. Eu não podia imaginar que você carregasse esse fardo... Mas vejo que já está bem melhor, pelo menos ao ver dos outros. — Ela disse que sim e ria, tímida. — Se te consola, eu também tenho um distúrbio. Só que é o de Ansiedade. Desde criança, sempre fui ansiosa demais. Mas quando a gente é criança, as pessoas pensam que é realmente coisa de criança. Até eu pensei, mas depois me dei conta que na verdade tinha algo errado. Na hora de fazer provas, de falar ao público, de conhecer novas pessoas e lugares. Parece que eu sempre estou dois passos a mais do que devia. — Ela me ouvia, atentamente. — Mas enfim, se e um dia formos um casal, vamos ter que tirar no impar ou par quem vai cuidar de quem... — Rimos.
– Bem que eu desconfiei que você era meio perturbadinha, Emma! Um louco reconhece o outro! — Ela brincou com nossas situações, não desmerecendo, mas sendo daquele jeitão dela. — Agora eu posso fazer uma pergunta?
– Claro!
– Porque ainda não somos um casal? — Atirou, assim, do nada.
– Ué. Eu não sei?
– Você é mesmo lenta, Swan. — Jogou o travesseiro em cima de mim enquanto ria, já bem mais "iluminada" que antes.

Começamos uma guerra de travesseiro, éramos duas crianças chorando de rir ali, mas em certa hora eu simplesmente estava por cima de Regina. A encarando enquanto apoiava minhas mãos do lado de sua cabeça. Aqueles olhos me intoxicavam do melhor dos venenos naquele instante.

"Você é linda!"

Foi tudo que consegui dizer antes de nos beijarmos apaixonadamente. Nada rápido. Estávamos realmente conhecendo uma a outra de uma forma inusitada até então. Não pensava em nada além dali. Além de Regina.

Quando menos esperei, eu já tocava a pele antes escondida pela blusa dela. Ela, seguindo meu ritmo, acariciava os meus braços e o desejo era nítido entre nós. O que levou ao abandono de meu vestido e sapato. Tirei definitivamente a blusa da morena s e x y, e me vi perdida naquela imensidão. Seu corpo era como uma escultura que precisava ser apreciada. Virei-a de costas e notei as pintinhas que ela carregava. Constelações que estampavam aquele monumento. Passava minhas mãos por todos os cantos que conseguia. Acariciava a pele. Explorava o tato. O olfato, outrora, cheirando a curva de seu pescoço. Os seus cabelos cheirosos que por hora enrolava em minha mão para serem puxados cuidadosamente até que isso facilitasse a minha chegada aos lábios mais embriagantes que já tive nos meus. Regina emitia sons incríveis que me faziam sentir mais desejo. E mais. De volta a posição inicial, toda a ternura antes trocada por ambas havia se tornado algo carnal. Os seios de Regina, que só estavam cobertos com a blusa que já estava longe, enchiam minhas mãos e preenchiam meus lábios quando os chupava. Ela era gostosa demais. Gostosa. Demais.

Resolvi partir para a parte inferior daquela mulher. Tirei seu short, depois a calcinha larga, preta. Ela já estava tão preparada, assim como eu. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Regina, como sempre, me surpreendeu e tirou minha lingerie, ficando por cima de mim. Ela aproveitava para fazer o que eu fazia anteriormente. Me explorou muito bem, diga-se de passagem. Ao contrário de mim, ela logo passeava pela minha virilha, seus dedos entraram em contato com meu íntimo, ela passava o indicador e o médio por minha entrada. Espalhava minha lubrificação por todo o meu sexo, como quem brinca. Eu gemia cada vez mais. E sempre mantendo os olhares de pura luxúria.

Quando eu estava mordendo sua orelha, propus que buscássemos nosso orgasmo juntas. Ela concordou, apertando meus seios. Aproveitei pra puxar seu lóbulo enquanto soltava um riso safado. Invertemos as posições mais uma vez, mas dessa vez me posicionei por entre suas pernas, ficando "de joelhos". Encaixando seu sexo ao meu. Unidas, começamos como nas preliminares. Calmamente. Nos deliciando de cada sensação e do som que o ato nos proporcionava. Logo, os sexos pulsavam por mais. Intensificamos o ritmo com vontade, eu já revirava os olhos de tanto prazer e sentia os apertos de Regina em minha pele cada vez mais fortes. Era um vai-e-vem tão ritmado. Estalado. Molhado. Gostoso. Nossos dedos vez ou outra entravam no movimento. Entravam, saiam, atentavam, impulsionavam o ato. Fazíamos movimentos em sincronia. Não fora preciso mais muito esforço para que chegássemos no máximo, tremêssemos apertando as pálpebras, gritássemos uma o nome da outra e nos beijássemos ainda arfantes.

Não tivemos segundo round, foi tão intenso para aquela noite, também tão intensa, que decidimos apenas namorar até o sono vir.

– Regi, eu não vou conseguir dormir sem te fazer mais duas perguntas. — Falei, frente à frente.
– Você ainda está disposta a tagarelar depois de tudo isso, garota? — Respondeu, divertida.
– É sério... Eu acho que a gente fez mais barulho do que devia. E a única coisa que nos separa do quarto dos seus pais, é o da sua irmã, que nem está em casa!
– Swan, fica tranquila. Meus pais tem sono pesado. Falo sério, amanhã se eu disser que cheguei as 4hrs da manhã eles apenas dirão "eita farra boa" porquê nunca foram de perder o sono com "barulho". — Explicou.
– Ah, sendo assim, fico mais tranquila... — Falei, corada. Passando minha mão pelo braço de Regina.
– E a segunda pergunta, que seria?
– O que acha de sermos definitivamente um casal? — Atirei a corpo nu, literalmente, como ela fez comigo anteriormente.
– Então você só tava esperando transar pra me pedir isso, sua safada? Olha, sinceramente! — Fingiu um desapontamento. — Eu acho que seria uma ótima ideia, mas você vai ter que me pagar cada centavo por esse tempo que me fez esperar.
– Pode deixar, senhora. Eu me garanto nesse pagamento! — Terminei, piscando e colando os nossos corpos.

Trocamos ainda algumas carícias e provocações até que perdêssemos para o sono.

Notas finais
E aí? 'Cês gostaram? Uma amiga, que me ajuda na revisão de conteúdo da fic, disse que sou "cult" até na hora do hot. Gritei. Quis fazer uma coisa mais "leve", era a primeira vez delas duas, uma com a outra. E fui ameaçada caso fizesse alguém sofrer, então acho que compensei. Me digam o que acharam! O capítulo 10 é duas vezes maior que esse. Já está sendo finalizado e tem duas surpresas: Just Dance com Regina de saia e London Eye! Espero que o retorno seja positivo e eu possa voltar logo. Um grande beijo! ❤️