Two families, one destiny
20 Capítulo 20
Do sofá, dava pra ver a porta e Darren escutou um choro vindo de lá. Quando olhou, viu Chris em desespero encostado na porta que agora estava fechada e Criss correu assustado.
Darren: Chris! O que aconteceu, o que você tem? – Chris só soluçava nos braços do namorado confuso – Está tudo bem, estou aqui com você amor...
Chris: Não, não está t-tudo b-bem... Eu não posso mais ficar com você!
Darren: E porque não? – agora era Darren quem tinha lágrimas nos olhos enquanto encarava o castanho – Chris, que história é essa?
Chris não podia falar a verdade dessa vez, porque ele tinha medo de Darren se revoltar contra a família, o que seria péssimo pro castanho. Então, ele teve que inventar uma mentira por mais que quebrasse mais ainda o coração dele. E o de Darren também.
Chris: Darren, eu não posso mais... – agora Chris tentava se acalmar para encarar os olhos do moreno, mas teve que desviar o olhar – e-eu não aguento mais mentir pra você...
Darren: O que? – uma lágrima caiu de seus olhos – Como assim?
Chris: E-eu – Chris lutou para não chorar, mas foi em vão – n-não t-te a-amo mais...
Darren podia jurar que ouvir seu coração quebrar dentro do peito, ele não acreditava naquelas palavras que Chris acabara de dizer... Não poderia ser verdade, ontem eles haviam jurado amor um pelo outro, Chris parecia ser tão sincero enquanto eles se encaravam e diziam todos àqueles “eu te amo”... Como agora o castanho dizia que estava tudo acabado?
Darren apenas se virou, pegou suas coisas e saiu pela porta da garagem em busca do seu carro. Assim que a porta bateu e Chris ouviu a partida do carro, se lançou ao chão, chorando mais do que nunca. Sentiu uma parte sua indo embora com Darren pela aquela porta, ele não queria mais viver e talvez fosse mais fácil se entregar para a família Criss para morrer.
Enquanto Chris se desfazia em lágrimas no chão frio de sua casa, Darren estava dirigindo sem rumo com uma expressão vazia no rosto. Ainda não tinha acreditado no que ouviu minutos atrás, seu chão apenas sumiu, nada mais tinha sentido e a única reação que ele teve foi pegar o carro e ir embora. Não teve forças nem para suplicar a Chris que voltasse atrás. Para Darren aquilo não passava de um pesadelo que de repente ele acordaria e estaria tudo de volta ao normal.
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Amanheceu o dia e o sol invadiu a sala de Chris o acordando, ele havia pegado no sono no chão depois de tanto choro e dor. Ele levantou e olhou ao seu redor lembrando-se da noite anterior, da expressão no rosto de Darren assim que ele disse aquela mentira horrível, e do barulho da porta quando o moreno a bateu. Lágrimas novamente começaram a escorrer sem o mínimo esforço. Darren havia acordado jogado no sofá de sua própria casa rodeado de garrafas de bebidas variadas, ele não sabia como havia parado ali, sua cabeça doía muito e a primeira imagem que lhe veio à mente foi Chris dizendo que não o amava mais, e não se lembrou de mais nada.
Depois de lembrar-se das palavras de Chris que insistiam em ecoar em sua cabeça, enfim Darren conseguiu chorar, o choque foi tão forte que Criss entrou num estado automático, fazia as coisas, se mexia, mas era como se sua alma tivesse saído do seu corpo. Mas nessa manhã seguinte foi quando a ficha caiu e ele se deu conta que havia perdido o amor da sua vida.
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Durante longas semanas não se tinha notícias sobre Darren e Chris. Desde aquele horrível dia para ambos, eles se fecharam em suas casas como lagartas em um casulo, os paparazzi que ficavam em frente a casa dos dois desistiram de manter plantão no local, já que as janelas e cortinas estavam muito bem trancadas e não havia sequer ma silhueta a noite.
Amber estava voltando de viagem com saudades e novidades e a primeira pessoa quem ela procuraria seria claro o seu melhor amigo Chris. Antes mesmo de colocar a chave na porta de casa, Riley colocou o celular entre o ombro e a orelha com o número do castanho discado e para a estranheza da negra ninguém atendeu sendo que sempre que ela ligava o menino atendia no primeiro toque. Então ela decidiu tentar outra vez, ele poderia estar no banho ou algo parecido, mas não, Chris de modo algum atendia o celular. Amber então decidiu dar um tempo enquanto tomava banho e depois voltaria a ligar.
Alguns momentos seguintes, a mulher se sentou no sofá agora mais relaxada e pegou o telefone para ligar agora para a casa de seu amigo e como antes, chamou, chamou e não teve nenhuma resposta. Aquilo já estava muito estranho, ela sabia que ele não havia viajado, tinha permanecido em casa, pois havia combinado com Darren e se ele estivesse mudado de ideia teria saído em vários sites fotos dele em um aeroporto qualquer, com aquele pensamento ela se lembrou de tentar falar com o moreno pode ser que eles estavam juntos. O celular de Darren só dava como desligado.
Agora a negra estava preocupada, nenhum dos dois atendia, mesmo que eles estivessem se “divertindo” atenderiam ao telefone. Amber pegou a chave de seu carro e foi até a casa do castanho, chegando lá ela tocou a campainha como louca e ninguém atendeu. Ela então se virou para ir embora, talvez o garoto tenha ido a algum lugar e esquecido o celular em casa, mas quando reparou no pequeno jardim que ele tinha em frente sua casa que ele amava e sempre estava bem cuidado, ela percebeu uma coisa estranha. As flores estavam mortas e murchas. Chris nunca deixou aquilo acontecer, mesmo viajando ele contratava alguém para cuidar daquele jardim. Definitivamente algo estava errado ali. Riley deu meia volta e foi direto ao esconderijo da chave de emergência que só ela sabia e abriu a porta devagar como se estivesse entrando em um lugar perigoso, olhou envolta e encontrou uma casa suja e com coisas espalhadas por todo lado, Brian dormia no canto da sala na caminha com um pouco de água e comida. Ainda cuidadosa, ela fechou a porta e foi explorar a casa escura, como na sala não havia ninguém foi até o quarto. Quando chegou ao corredor que ligava os dois cômodos, ela encontrou latas de refrigerante espalhadas pelo caminho e ao final a porta do quarto estava entreaberta com uma luz que parecia vir de uma TV ligada, porém sem som algum.
A mulher colocou a mão na porta para abrir e entrar, mas antes de empurrar conferiu se havia alguém na cama que possuía apenas uma pessoa. Então ela entrou e viu que era Chris adormecido com os cabelos completamente bagunçados e olheiras profundas. Ele estava também com o rosto inchado de quem está a dias chorando. O moletom que usava estava manchado com o que parecia suor ou qualquer outro liquido derramado ali e a cama estava cheia de pacotes vazios de salgadinhos. Amber, espantada com a cena, sentou a beira da cama para acordar seu amigo.
Amber: Chris! – balançava gentilmente Chris – Chris, querido, acorde! – ele abriu lentamente os olhos que estavam vermelhos – O que aconteceu aqui?! Está tudo bem?!
Para a surpresa da amiga, Chris levantou num instante e abraçou Amber como se sua vida dependesse disso e chorou molhando o ombro da menina que correspondeu ao abraço desesperado.
Amber: Chris, pelo o amor de Deus, o que está havendo? Cadê o Darren?! Eu estou começando a ficar assustada...
Chris: D-darren n-não e-está a-aqui – disse ainda soluçando e soltando a amiga – nem aqui e nem na minha vida...
Amber: Como assim Chris? O que ele fez com você? Eu vou matar aquele cara!
Chris: Não Amber! Eu que o mandei embora há alguns dias atrás... Se você tem que matar alguém, mate a mim! Eu sou um monstro mentiroso que não merece viver, minha vida é uma merda!
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