Meses pareciam séculos para Darren que vivia trancado em seu quarto e ele já estava magro demais, Rosie e as outras meninas não sabiam mais o que fazer para ajudar seu menino. Elas sabiam sobre Chris através das fofocas que saíram, mas não sabiam ao certo se o sumiço de Chris Colfer era o motivo de toda tristeza de Darren.

Rosie conversou com as outras meninas e resolveu tentar falar com Darren mais uma vez, já que nas outras tentativas ele não quis atender. A mulher então bateu na porta.

Darren: Não quero falar com ninguém! Deixe-me em paz!

Rosie: Vamos meu pequeno, deixe-me entrar... Por favor.

Darren bufou e se levantou, abriu a porta e se jogou na cama escondendo o rosto debaixo do travesseiro.

Rosie: Querido? – sentou-se na beirada cama e afagou as costas do moreno – e então, não quer me contar porque está tão triste?

Darren tirou lentamente o travesseiro do rosto e sentou na cama abraçando os joelhos, só então Rosie conseguiu ver como o moreno tinha olheiras profundas e os olhos muito inchados de tanto choro e noites mal dormidas. Darren ergueu o olhar para a mulher a sua frente e suspirou derrotado praticamente se jogando nos braços da empregada.

Darren: Chris... – lágrimas caíram como cachoeiras – eu sinto tanto a falta dele. Eu nem sei como ele está, Rosie!

Rosie: Mas pequeno você era tão amigo assim do menino de olhos claros?!

Darren: Mais que amigos Rosie... – saiu do abraço para olhar o rosto da mulher – nós éramos namorados, eu sou apaixonado por ele!

Rosie: S-sério?! Darren, porque não me contou isso querido?!

Darren: Ah Rosie, ninguém podia saber! Ele foi embora porque meu pai descobriu tudo e quase o matou! Para salvar ele, eu mesmo o coloquei num voo para Itália que era o único lugar disponível na hora. Eu não queria e nem quero ele longe de mim, mas se meu pai o achasse, iria matar ele e não suportaria viver sem ele no mundo!

Rosie: Oh... se acalme meu amor. – apertou um pouco mais o abraço como se fosse protegê-lo de algo – estou vendo que você realmente o ama muito, e amores assim sempre tem seu final feliz! Eu sei que vocês vão ficar juntos no final, vocês vão achar um jeito! Acredite em mim, okay?!

Darren fungou e tentou se acalmar diante das palavras de Rosie. O que ela disse era exatamente o que Darren pensava para tentar se manter vivo.

Rosie: Mas para isso, você precisa se cuidar pequeno... Olhe para você, está todo descabelado e você parece um papai Noel com essa barba tão grande – pela primeira vez desses dias, Darren sorriu um pouco – eu sempre fiquei abismada como sua barba cresce rápido e cheia assim! – Rosie passou as mãos pelos cachos rebeldes de Criss – Como meu menino cresceu... – suspirou – bem, o que você acha de comer um pouquinho e tomar um banho bem demorado para relaxar?! Pode ajudar a melhoras um pouco as coisas, o que me diz?

Darren torceu o nariz, mas obedeceu a mulher. Ela tinha razão, se ele ficasse apenas trancado no quarto não conseguiria nada! O moreno agradeceu Rosie e foi se cuidar, tomou um belo banho, colocou roupas limpas, ajeitou o cabelo, fez a barba e desceu para comer. Suas empregadas já esperavam ansiosas por ele na cozinha e quando ele chegou, foi uma festa.

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Chris tinha feito uma “amizade” com uma menina de nove anos, era a única pessoa que não o deixava ficar tão triste e entendia um pouco do italiano confuso de Chris. Quando ela lhe ensinava palavras novas do idioma local e ele tentava reproduzir, a menina caia na gargalhada. E ver o sorriso daquela inocente menina, era o único momento “feliz” de Colfer. A pequena Giulia era sozinha, havia perdido seus pais muito cedo e era filha única, por isso vivia andando por ai sem rumo até conseguir algum tipo e emprego para poder se alimentar e em um desses dias, ela encontrou Chris que estava trabalhando de caixa numa quitandinha próximo de seu casebre. Desde ali, eles conversavam como amigos de longa data.

Giulia: Chris, — disse a menina com todo o seu sotaque italiano – quantas vezes eu já disse que eu não gosto de te ver tão triste...

Chris: Me perdoe, é que as vezes não dá pra evitar...

Giulia: Olha, eu não sei porque você é tão triste. Mas posso lhe garantir que um dia você voltará a ser muito feliz! Acredite em mim! – a menina pegou delicadamente o rosto do castanho, o fazendo olhar para ela – Quer um exemplo? Eu sempre fui muito triste por ter perdido os meus pais e ter que ficar vagando por ai sozinha, e minha alegria voltou quando eu te conheci!

A menina abriu um lindo e enorme sorriso, o que fez Chris chorar e sorrir ao mesmo tempo com as palavras da pequena menina. Ele a abraçou forte e a agradeceu.

Giulia: Ei, eu amo conversar com você, mas precisamos voltar ao trabalho agora! Temos que comer, certo?

Chris assentiu e voltou de mãos dadas com a menina ate a quitanda.

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Era mais um dia normal, e Darren resolveu sair do seu quarto mais uma vez, pois soube que seu pai não estava em casa. Tinha ido a uma “viagem de negócios”, como o próprio moreno ouviu. Sua ma ainda estava em casa, mas o moreno nem se incomodava, já que Kate não sabia de nada sobre Chris e não saia do telefone. Deus, como aquela mulher tinha assunto!

Na cozinha, onde Darren passava a maior parte do tempo, a TV estava ligada num volume tão baixo que ninguém conseguia ouvir e o moreno assistia entediado o noticiário local que passava enquanto esperava seu almoço ficar pronto. Porém de repente, algo lhe chamou a atenção na TV.

Darren: Lizzie, aumente a TV! Por favor!

Lizzie aumentou e a voz da repórter começou a ecoar pela cozinha.

“Acabamos de receber a informação de que o Senhor Darwin Criss faleceu nessa madrugada. Ainda não temos maiores informações, mas temos a suspeita que sua morte foi causada por um tiro no peito. Em breve voltaremos com mais noticias sobre o caso.”

As empregadas que cozinhavam, agora estavam incrédulas com a noticia que tinham acabado de ouvir e olhavam para o moreno com uma expressão indecifrável no rosto.

Lizzie: Querido? – foi se aproximando – Dare? Você está bem?

Darren: E-eu não sei... Sinceramente, eu não sei o que sentir.

Darren estava triste, afinal Darwin ainda era seu pai. Mas por outro lado ele estava estranhamente feliz e se sentiu culpado por isso. Ele também tinha uma incrível sensação de alivio. Kate chegou à cozinha no final da noticia e enfim parou de falar no celular. Ela tinha a mesma sensação de seu filho.

Kate: Darwin morreu?!

Darren: Morreu mãe... Ahn, você está b-bem?!

Kate: Estou... E você?

Darren: Bem.

Kate: Bom, acho que temos que organizar um enterro certo? – foi saindo da cozinha.

Darren: Mãe? – correu para alcançá-la.

Kate: S-sim? – virou-se

Darren: Nunca te pedi isso... mas, err... Pode me dar um abraço?

Kate ficou surpresa no inicio e relutou um pouco mais atendeu ao pedido de seu filho. Darren também estava meio confuso sobre seu pedido, mas sentiu que precisava daquilo e agora seria o momento.

Darren: Obrigado mãe... – disse abafado pelo abraço.

Kate: Me perdoe meu filho... – começou a chorar – você não sabe como eu sempre quis te abraçar. Seu pai nunca me deixou te mimar, te abraçar pois ele achava que você poderia ficar sentimental demais para tomar conta do império dele. Então desde que você nasceu eu nunca pude cuidar de você... Me perdoa, por favor.

Darren: Claro mãe! Você não tem culpa de nada, okay? E-eu te amo...

Kate: Eu também te amo meu menino.

Darren beijou o rosto de sua mãe que sorriu e correu para o seu quarto. Ele arrumou algumas coisas necessárias em uma mochila e correu para o aeroporto mais próximo, era hora de procurar sua outra metade!

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Darren já havia rodado por toda Itália atrás de Chris e nada era como procurar uma agulha num palheiro. Mas ele não desistiria tão fácil.

Darren: Bom dia senhor... – disse tentando improvisar um italiano – o senhor por acaso viu esse homem?

Luigi: Oh sim... – reconheceu a foto que o moreno mostrava – se não me engano ele trabalha em uma quitanda não muito longe daqui meu jovem.

Darren: Muito obrigado! Tenha um bom dia!

Darren não estranhou nem um pouco o fato de que Chris talvez estivesse trabalhando em qualquer mercadinho, conhecendo bem o namorado o castanho sempre foi muito independente.
Depois de conseguir a preciosa informação do senhor de bigode, Darren andou o mais rápido possível até achar o emprego de Chris, o que não demorou muito para acontecer. O moreno entrou na quitanda correndo assustando a todos que estavam no estabelecimento. Giulia que estava próximo à entrada se aproximou lentamente do homem alucinado.

Giulia: C-com licença? – Darren baixou o olhar para a pequena menina – O senhor está procurando algo?

Darren: Ahn, s-sim... – a menina reparou que o moreno falava enrolado igual ao seu amigo – eu estou procurando esse homem – apresentou a foto – me disseram que ele trabalha aqui.

Giulia: Hm... – soou um pouco desconfiada – Será que o senhor poderia esperar aqui?

Darren assentiu e a menina se dirigiu até o estoque da loja.

Giulia: Chris?

Chris: Sim?

Giulia: Tem um homem ai fora te procurando com uma foto sua nas mãos e ele está muito agitado. Por isso vim aqui te perguntar primeiro...

Chris ficou apreensivo, não era possível que Darwin tinha o achado naquele fim de mundo. Era impossível!

Giulia: Nossa como ele tem as sobrancelhas triangulares... – disse espiando o homem pela porta – Chega a ser engraçado.

Chris: O que você disse Giulia? – saiu do devaneio – Ele tem o que?

Giulia: Sobrancelhas triangulares vem aqui ver!

Chris correu até a porta quase derrubando a menina na porta. Quando abriu a porta veio a confirmação, era Darren que estava logo ali na sua frente.

Chris: DARREN! – gritou com a voz tão aguda que quase ensurdeceu os clientes.

Darren que estava distraído com alguma coisa esperando a menina se assustou e virou rapidamente na direção de onde vinha a voz de Chris e logo que viu o seu castanho correu para abraça-lo como em cenas clichês de qualquer filme romântico.

Chris: Meu amor, eu pensei que nunca mais iria te ver. Senti tanto a sua falta!

Darren: Claro que não! Eu disse que viria te buscar não importava onde!

Chris: Meu Deus seu pai! Ele já deve estar na sua cola!

Darren: Impossível... – Chris o olhou confuso – meu pai morreu à três semanas atrás.

Chris: Oh meu amor, sinto muito...

Darren: Ei não sinta... Quer dizer, eu fiquei um pouco triste, mas depois passou. No dia em que ficamos sabendo da morte dele, eu e minha mãe nos abraçamos e isso nunca aconteceu... E logo em seguida eu parti para te buscar.

Chris sorriu e abraçou Darren mais uma vez agora mais apertado.

Darren: Então meu amor vamos embora! Eu vim aqui te buscar...

Chris: Vamos!

Chris saiu de mãos dadas com Darren correndo da quitanda direto para onde ele estava morando para pegar suas coisas. E quando eles já estavam prontos para partir rumo ao aeroporto, Chris voltou.

Darren: Amor? Porque parou de repente... – Chris começou a correr na direção contraria – E-ei, onde você vai?!

Chris: Vem comigo!

Darren obedeceu ao namorado e correu junto com ele entrando na quitanda outra vez.

Chris: Giulia? – procurando a menina entre as gôndolas – Pequena?

Giulia: Oi Chris!

Chris: Vem comigo um instante?

Giulia obedeceu e Chris a conduziu para fora do estabelecimento junto com Darren que ainda estava confuso. O castanho se sentou num banco próximo dali e colocou a menina sentada no meio.

Chris: Querida, esse homem ai do seu lado se chama Darren Criss e ele é meu namorado. – a menina olhou surpresa para o moreno que sorria timidamente para ela – Dare, essa é Giulia minha pequena amiga. Ela que me ajudou a suportar esses dias ruins, era minha única alegria aqui.

Giulia cumprimentou Darren com o mesmo sorriso que encantava Chris.

Chris: Bem Giulia, ele veio me buscar para voltar a minha antiga casa como eu te contei dela, lembra? – a menina assentiu.

Giulia: E isso quer dizer que você... – ficou com a voz embargada – v-vai embora?

Chris: Sim meu amor... – uma lagrima escorreu pelo pequeno rosto da menina – Mas, antes eu quero saber de uma coisa.

Giulia fungou e secou suas lágrimas e olhou para o amigo castanho esperando o que ele tinha a dizer. Darren também estava chorando vendo a cena.

Chris: Quero saber se você quer vir comigo... Eu não poderia te deixar aqui sozinha de novo, não depois de tudo que você fez por mim nesses dias. E então, vem comigo?

Giulia ainda estava incrédula, e a primeira reação que ela teve foi abraçar Chris o mais forte que podia.

Giulia: Meu Deus, Chris! Você tem certeza? Vocês nem me conhecem!

Chris: Nunca tive tanta certeza na minha vida! E dá pra ver nos seus olhos que você é uma ótima pessoa. Vamos?

Giulia: Vamos!

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Naquele mesmo dia, Chris, Darren e agora Giulia foram embora da Itália sem ao menos olhar pra trás.
Chris insistiu que eles fossem primeiro para sua casa antes de ir até a mansão Criss. Lá tomou um banho enquanto Darren foi até o shopping mais próximo com Giulia comprar roupas para a menina, voltaram para casa de Chris, se arrumaram e partiram com rumo a casa de Darren.

Chris: Dare, tem certeza disso? – disse ainda dentro do carro estacionado em frente a mansão – E se a sua mãe não me aceitar?

Darren: Meu amor, fique tranquilo... Eu contei tudo a ela antes de partir e ela estava ansiosa pra te conhecer! – virou para o banco de trás – pronta Giulia?

Giulia assentiu e Darren saiu do carro para ajudar todos a descer do mesmo. Caminhou até a entrada e abriu a porta para todos entrarem. O moreno entrou por ultimo, fechou a porta e começou a chamar pela mãe que apareceu no topo da escada com um largo sorriso.

Darren: Mãe! Cheguei e trouxe visitas! Rosie! Meninas! Venham aqui!

Kate desceu as escadas e foi instantaneamente abraçar Chris bem forte.

Kate: Chris! Estava ansiosa para te conhecer querido. Nossa, você é muito bonito mesmo como meu filho disse! –Darren corou – E essa linda menina, quem é?

Darren: Ah mãe, esta é Giulia! Amiga de Chris.

Kate: Prazer Giulia! – abaixou para apertar a mãozinha da menina.

Giulia: Prazer, dona...? – retribuiu o aperto de mão

Kate: Kate, Kate Criss! Mas não precisa me chamar de dona, apenas Kate está ótimo! Vejo que você não é daqui, certo? Você tem um lindo sotaque italiano.

Giulia sorriu tímida e agradeceu ao elogio. Nesse momento, Rosie e as outras meninas chegaram da cozinha e ficaram maravilhadas quando viram o menino de olhos claros como elas mesmas o chamavam.

Rosie: Dare! Você trouxe o menino dos olhos claros aqui! – foi cumprimentar Chris – você é mais bonito ainda ao vivo querido! Não é a toa que nosso menino se apaixonou por você. Eu sou Rosie e essas são Lizzie, Tana e Rita.

Todas acenaram e Chris estava se sentindo cada vez mais em casa.

Rapidamente as meninas fizeram um belo jantar e todos se sentaram a mesa para se alimentar e ter uma agradável conversa.

–--------------------------------------------------------Meses depois-------------------------------------------------------------

Chris e Darren se casaram em uma cerimônia simples e intima e adotaram Giulia como sua filha.

Kate agora ela mais feliz com seu filho e não passava mais o tempo todo no telefone.

Will acabou preso por dirigir embriagado e quase atropelar dez pessoas.

Mia continuou na sua busca por um patrocinador para sua banda de garagem, não tendo muito sucesso.

Amber virou uma espécie de tia coruja para Giulia que também amava a companhia da negra.

Chris começou a escrever um novo livro, agora baseado em suas ultimas aventuras e foi convidado para uma nova série.

Darren assumiu o império de seu pai, mas não como uma máfia, apenas continuou a administrar a fortuna de seu pai com a ajuda de sua mãe. O moreno também conseguiu um contrato com uma gravadora para ter o seu próprio CD.

Giulia e Rosie tinham razão afinal, uma história de amor tão bonita como a de Chris e Darren só poderia ter um final feliz!

Notas finais
Bom, é o fim da fanfic e eu tô muuito feliz por isso! Essa foi a minha primeira fic a ser terminada! Quero agradecer aqui aos meus leitores fantasminhas, aos que favoritaram e um MUITO OBRIGADA a Rafaela (a.k.a ~TurtleNinja) por comentar os capítulos, ler e festejar toda vez que eu postei a atualização no KLM e espero que eu tenha devolvido seus sentimentos guria! kkkkk' Enfiim, valeu mesmo a cada um de vocês! E também às pessoas que possivelmente ainda vão ler! Beijos de brigadeiro, Gabriela / ~ChrisAndCriss / KlaineManiac
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!