Two Years Later
7 Provas Finais
Notas iniciais
Já era domingo à noite, exatamente um dia antes do período das provas finais, seu celular não parava de vibrar a cada notificação de Kiba, e já não aguentava mais recebê-las, mas dessa vez não era uma mensagem, encarou o visor com uma chamada para ser atendida.
— Alô? — Atendeu impaciente.
— Hinatinha, por favor! — Suplicou Inuzuka. — Eu não tenho a menor ideia do que os professores vão cobrar.
— O senhor não acha que é um pouco tarde para vir me perguntar isso? — Respondeu secamente.
— Antes tarde do que nunca! — Ele tentou brincar, fazendo a Hyuuga sentir o sorriso dele do outro lado da linha, despertando ainda mais raiva nela.
— Se você tivesse ficado menos tempo conversando no WhatsApp e mais tempo prestando atenção no que os professores explicavam, não estaria tão encrencado assim — xingou com tom de repreensão.
— Por favor, se eu pegar exame vou perder a passagem do avião.
— Não acredito que você está me chantageando com o seu intercâmbio. — Retorquiu indignada com tamanha audácia.
— Você sabe o quanto essa oportunidade pode ser única! — Bateu na mesma tecla ao notar que tinha surtido efeito.
— Se quisesse mesmo ir, não teria deixado chegar em uma situação tão crítica. — Deu um último sermão. — Me encontra daqui meia hora naquela lanchonete aqui perto de casa.
— Sério mesmo?! — O Inuzuka confirmou em tom surpreso.
— Não me faça mudar de ideia!
— Estou indo! — Respondeu desligando a chamada.
Hinata não acreditava que tinha aceitado ajudar o amigo. Durante o semestre inteiro ela prometeu para si que não iria fazer isso, pois ele não a escutava e muito menos a Ino, que era para ele prestar atenção na aula e agora se encontrava naquela situação.
Se olhou no espelho e reparou que os cabelos estavam oleosos, teria que tomar banho antes de se encontrar com ele. No guarda roupa pegou uma calcinha, um sutiã, o roupão e se dirigiu ao banheiro que ficava no mesmo andar de seu quarto.
Quando terminou de se arrumar, seus olhos correram para a vista fora da janela, as árvores balançavam e as ruas estavam molhadas, combinando com o clima frio que fazia, ventava e para fechar com chave de ouro: chovia. Essa era definitivamente a época do ano que ela mais odiava, o inverno não lhe remetia as experiências boas na vida, na verdade, só lembrava das noites mal dormidas, as mãos e pés que nunca esquentavam, não importasse o quão agasalhada estivesse, das pessoas gripadas com os narizes trancados e ranhentos e dos lábios rachados, da segunda pior coisa de todas, que era tirar a roupa para tomar banho e finalmente a pior de todas, a hora de acordar e ter que sair da casa quentinha. Tudo aquilo só fazia a morena sentir mais raiva por ter que ajudar o amigo, ele com certeza estava devendo um grande favor a ela por causa disso.
Puxou seu casaco grosso da cama com raiva e desceu as escadas rapidamente, gritou para avisar a mãe, que estava na cozinha, que iria dar uma saída e foi para o local combinado.
Chegando lá escolheu uma mesa no canto o mais longe possível da porta, para não pegar tanto vento.
Hinata adorava aquele estabelecimento, se lembrava que ia ali no passado estudar com os amigos, era uma lanchonete familiar e não tinha muito movimento, mas em compensação eles faziam o melhor chocolate quente que já provará.
— Oi — Kiba cumprimentou colocando sua mochila em cima da mesa e retirando o casaco — está friozinho lá fora né?
O Inuzuka estava vestindo um coturno preto, calça jeans clara, provavelmente duas blusas de lã e mais o casaco de couro que ele tinha acabado tirar. Controlou-se a apenas lhe direcionar um olhar rígido.
— Uhum. — Respondeu indiferente.
— Ha, não fica assim, Hina, por favor. — Juntou as mãos suplicando.
— Tudo bem — revirou os olhos — mas não pense que isso sairá barato, você está me devendo agora.
— Sem problemas! — Kiba admitiu feliz.
— Boa noite! — Cumprimentou a filha do dono. — Desejam alguma coisa?
— Boa noite, eu gostaria de um chocolate quente com chantilly. — Pediu Hinata.
— E pra você? — Se referia a Kiba.
— Um pastel de queijo, por favor.
— Fica pronto daqui a pouco.
— Ok, obrigada.
— Então, como iremos estudar? — Questionou Kiba demonstrando interesse.
— Vou dar uma explicação superficial do conteúdo de todas as matérias e vou apontar quais conteúdos você tem que focar mais, que eu acredito que os professores vão cobrar, provavelmente isso já vai te ajudar muito.
— Hum, você não vai me ensinar todos os conteúdos? — Kiba perguntou um pouco relutante por medo da reação que a amiga teria, afinal, ele já tinha conseguido irritar ela.
— Claro que não, isso é impossível com o tempo que nós temos. O máximo que eu posso fazer por você é isso, o resto você vai ter que estudar em casa. — Ela deu uma pausa para respirar. — A sua sorte é que você não faz nada o dia inteiro então vai ter tempo, mesmo que pouco para estudar para as provas.
— Está bem. — Falou convencido. — Começaremos por qual matéria então?
— Língua portuguesa, já que a prova é amanhã.
Hinata fez o que disse, explicou brevemente todos os conteúdos e mostrou aonde Kiba deveria ter mais atenção, sua sorte é que o amigo entendia rápido o conteúdo, então eles acabaram antes do previsto e conseguiram dar mais uma revisada em Teoria Geral do Direito, que era uma das matérias mais difíceis do 1o semestre, pelo menos em sua opinião.
— Muito obrigado, Hina. — Agradeceu colocando a mochila nas costas. — Pode deixar que eu pago a conta hoje.
— Você sabe que isso não vai recompensar o que você me deve, não é?
— Sim. — Sorriu e fez sinal de positivo. — Não se preocupe com isso, eu sempre cumpro com minhas promessas.
A última frase de Kiba faiscou no ouvido da Hyuuga, ela detestava promessas, não conseguia mais confiar ou se quer acredita nelas e para o bem da amizade dos dois, preferiu ignorar o que ele tinha dito.
— Mudando de assunto, você viu que semestre que vem vai ter Direito Civil I? — Anunciou Hinata.
— Não vi nada do assunto.
— Sério? Eu estou tão ansiosa para chegar semestre que vem, adoro a área de civil, mas já vou avisando que não vou te ajudar a estudar se você permitir que a situação chegue novamente a este ponto.
— Não se preocupa. — O amigo deu risada. — Não vou cursar Direito semestre que vem, estou pretendendo trancar.
— Então porque tá se matando em estudar seu ENERGÚME? Já saí de casa contra vontade e você ainda solta uma dessas? — Hinata exasperou sua indignação com raiva.
— Pelos bons costumes? — Respondeu com o corpo retraído, devido à explosão da amiga — nunca reprovei, não quero manchar minha vida acadêmica agora.
A Hyuuga respirou fundo algumas vezes para então dar seguimento ao assunto que o amigo havia mencionado.
— Por que você vai trancar?
— Estou pensando em cursar medicina veterinária. — Explicou, relaxando o corpo. — Meu cunhado é veterinário e ele tem me levado na fazenda dele e da minha irmã, na última vez eles me deixaram ajudar no parto de um bezerro, foi muito legal.
Hinata sem querer fez cara de repulsa.
— Não me diga que você sente nojo disso. — Provocou.
— Não é que eu sinta nojo.... — A Hyuuga parou de falar por dois segundos e ficou encarado o amigo. — Na verdade sim, é exatamente isso, sinto ânsia de vômito só de pensar.
O amigo gargalhou, fazia um pouco menos de cinco meses que ele conhecia Hinata e já a considerava sua melhor amiga, talvez pelo fato de ambos terem tido um passado difícil, ela por ter entrado em coma e ele por ter perdido seu pai aos doze anos para o câncer de pulmão, e, se isso já não bastasse, depois da morte do patriarca sua mãe entrou em depressão e esse era um dos motivos dele nunca ter conseguido fazer o intercâmbio que tanto queria, por sorte esse ano as férias do trabalho de sua irmã coincidiram com as férias dele da faculdade, permitindo Kiba de ir em um curto intercâmbio de um mês para Grécia, mesmo que ele quisesse um intercâmbio de um ano entendia que era melhor que nada.
Após conversar mais um pouco com a amiga o Inuzuka foi embora, deixando Hinata em frente a porta da casa da mesma.
Hinata chegou em casa dez minutos passado das onze horas, pelo silêncio dos cômodos percebeu que todos já estavam dormindo, dirigiu-se para seu quarto e pegou um dos comprimidos que ficavam em cima da mesinha, engoliu o remédio sem ajuda de água, que desceu com dificuldade pela garganta da morena, trocou-se colocando um pijama de moletom e se deitou na cama esperando que o medicamento fizesse efeito.
Após ter acordado do coma, Hinata conseguiu dormir apenas uma única vez sem a ajuda do remédio, que foi no dia em que ela voltou da festa quando já era de manhã, como tinha insônia constantemente sempre tentava manter a agenda de seu dia cheia, para cansar mais ainda seu corpo.
Fechou os olhos lentamente, só percebeu que havia adormecido quando seu celular começou a despertar as 7:45 da manhã, avisando-a que já estava na hora de acordar, como se já fosse automático, colocou soneca de cinco minutos, que passaram rapidamente, então com muita preguiça se levantou, pegou seu roupão, calçou as pantufas e desceu as escadas para tomar café da manhã junto de sua família.
— Bom dia filha. — Cumprimentou o pai.
— Bom dia. — Hinata respondeu ainda dormindo de maneira mecânica.
Dirigiu-se para o fogão, onde preparou um ovo frito e comeu com uma fatia de pão integral, observou sua família conversar, admirando-se com tais habilidades, era algo que ela não conseguia fazer logo que acordava.
— E eu queria muito ir nessa viagem! — Piscou retornando sua atenção para a conversa, escutando Hanabi tentar convencer o patriarca.
— Eu não sei querida, quem vai com você? — Interrogou Hiashi.
Os três continuavam a conversar enquanto Hinata permanência perdida em seu mundo, sempre fora assim o café da manhã da família, desde que ela se lembrava por gente, os três familiares conversando animadamente e Hinata de mau humor, como o pai dizia, ou como sua irmãzinha preferia falar, parecendo um zumbi.
Após terminar de comer, a Hyuuga rumou para o banheiro, que ficava perto da cozinha, onde fez sua higiene pessoal e então foi para o cômodo superior e começou a estudar, tirava quinze minutos para descansar a cada uma hora e meia estudada, leu em vários estudos que o cérebro parava de gravar a informação após um certo período de tempo e por esse motivo exigia-se um descanso de cinco minutos para cada trinta minutos estudados ou quinze minutos para cara um hora e meia. Estudar daquela maneira rendia tanto que quando percebeu já estava na hora do almoço.
— E como foi sua manhã? — Interessou a mãe de Hinata, dando um beijo estalado no topo de sua cabeça. — Conseguiu estudar o que queria?
— Hoje foi bem produtivo. — Respondeu enquanto terminava o almoço. — Comecei a ver Direito Administrativo.
— Que bom, é uma das matérias mais importantes, cai na grande maioria dos concursos, se não em todos. — A mãe se animou com a conversa.
— Já está vendo Direito Administrativo na faculdade? — Hiashi questionou desconfiado, tinha pego o assunto pela metade.
— Não, isso eu estou estudando sozinha, acho que só vou ter direito administrativo no 3° semestre, ou no 4°. — Esclareceu Hinata.
— Entendo, vai querer carona para ir no fórum hoje?
— Quero sim, pai.
— Pensei que seu trabalho começasse às 13 horas filhas. — Confundiu-se a Hyuuga mais velha.
— E começa. — Retorquiu e em seguida perguntou para o pai: — Você já está indo?
— Sim, hoje tem audiência, preciso chegar meio dia e meio. Tem problema?
— Não, é até melhor, queria chegar um pouco antes em casa hoje, para revisar o conteúdo da prova.
A parte boa de trabalhar no fórum era que se trabalhava por horas, quando fechava às quatro horas diárias, Hinata podia ir embora, então ela podia chegar um pouco antes do horário combinado sem ter que ficar esperando o turno começar, já que o fórum abria ao meio dia.
— Está bem, se arruma rapidinho que eu estou saindo daqui a pouco. — Informou o Hyuuga.
Hinata correu para o banheiro do andar superior onde escovou os dentes e passou uma maquiagem básica, em seguida foi para o seu quarto, colocou uma meia calça, uma calça jeans clara, uma bota de cano longo preta, uma blusa básica, duas blusas de lã, seu sobretudo azul marinho de lã batida e, por fim, pegou seu cachecol e suas luvas pretas. Desceu as escadas apressadamente e saiu pela porta principal, assim que abriu a porta o vento gélido de final de junho bateu forte em seu rosto, o dia estava nublado e com uma chuvinha bem fininha, sem pensar duas vezes a Hyuuga correu para o carro onde seu pai já à esperava com o ar condicionado ligado no quente.
— Nossa senhora, que frio está hoje. — Reclamou-a colocando as mãos em frente a saída de ar a fim de aquecê-las.
— Estamos em junho ainda, mês que vêm será ainda mais frio. — Lembrou o patriarca fazendo a jovem estremecer só de pensar. Seu pai logo começou a dirigir e em alguns minutos estavam em frente ao fórum. A Hyuuga saiu apressada do carro do pai e correu para dentro do fórum a fim de fugir da chuva que agora tinha ganhado força, logo que adentrou se encontrou com Sasuke e foram caminhando juntos até uma parte do caminho.
— Boa tarde. — Cumprimentou ela.
— Boa tarde Hina, tudo bem com você?
— Tudo sim e contigo?
— Tudo certo. — O Uchiha sorriu. — Não sabia que seu expediente começava agora.
— Só por hoje, meu pai me deu carona.
— Entendo, bom, eu vou para o outro lado, tchau. — Despediu-se Sasuke rumando agora para a vara do trabalho.
— Está bem, tchau.
A Hyuuga trabalhou o tempo inteiro e a tarde estava demorando para passar, a maior parte do tempo ficou juntando petição, um dos trabalhos mais chatos para serem feitos, porém, era um mal necessário.
— Hinata, tem um moço lá na frente querendo falar com você. — Informou uma das estagiárias.
— Está bem, avisa que eu já estou indo? Só quero terminar essa parte aqui. — Justificou-se. — Meu expediente de hoje já acabou.
— Ok.
A Hyuuga terminou rapidamente o que estava fazendo e foi lá para frente, já usando sua bolsa e casaco.
— Oi, Hinata. — Cumprimentou o Uzumaki.
— Boa tarde, Naruto. — Surpreendeu-se. — O que traz você aqui?
— Vim lhe entregar isso. —Respondeu um pouco nervoso entregando um envelope tamanho A4 cheio.
— O que é isso? — Perguntou já abrindo o invólucro e vendo do que se tratava.
— São minhas provas do primeiro período, achei elas ontem à noite enquanto arrumava meu quarto. — O loiro coçava a cabeça com uma das mãos. — Pensei que você poderia querer.
— Muito obrigada. — Sorriu sincera, iluminando sua face. — Vai ser realmente útil, eu posso mostrar essas provas para os meus amigos?
— Se for a Ino e o Inuzuka não tem problema, só não mostra para muitas pessoas, não quero ser dedurado e virar figurinha marcada dos professores. — Sorriu nervoso com a hipótese.
— Não se preocupa, queria mostrar só para eles dois mesmo, tenho certeza que o Kiba vai adorar isso. — A Hyuuga falava já imaginando a alegria do amigo.
— Só quero deixar avisado que as suas provas provavelmente não serão iguais as minhas, talvez remotamente possa até ter alguma questão igual, mas elas só irão servir mesmo para você saber quais conteúdos os professores costumam cobrar nas provas finais.
— Muito obrigada mesmo, Naruto. — Agradeceu a atitude de seu amigo. — Isso vai ajudar demais.
— Imagina, eu lhe disse que eu era um ótimo veterano. — O loiro brincou. — Mas de qualquer maneira quem deu a ideia de entregar para você foi o Sasuke, então no fim, você tem que agradecer a ele.
— Pode deixar. — Disse dando um abraço de gratidão no loiro, que ficou momentaneamente sem reação.
Hinata estava feliz pelo que Naruto tinha feito por ela, tanto que só foi reparar nas notas do Uzumaki quando estava sentada em seu lugar na faculdade, o loiro era realmente inteligente, pensou ela, de todas as provas a menor nota que ele tinha tirado foi 8,5 e em duas provas ele tinha tirado 10, a nota máxima, sendo que a média final na faculdade deles para passar era 7,0.
— Good night! — Ino cumprimentou em inglês, coisa que ela só fazia quando estava muito feliz.
— Boa noite? — Respondeu desconfiada. — Posso saber por que da alegria?
— Hoje eu tenho um encontro com um gato! — A loira falou dando muita ênfase na palavra “gato”.
— Está desencalhando então? — Kiba que tinha acabado de chegar perguntou.
— Sim! E ele é muito lindo. — Ino mexeu nos fios loiros, falando convencida. — Inclusive eu e ele iremos nos encontrar hoje depois da prova.
— Por um acaso eu conheço? — Quem perguntava agora era Hinata.
— Acho que não, mas em todo caso, o nome dele é Sai.
— Não, acho que não conheço — deu de ombros, pensativa, e em seguida mudou de assunto. — Bom, não é querendo cortar o seu barato nem nada, mas consegui algo que vai deixar vocês dois felizes.
— O que? — Os dois questionaram juntos.
Hinata pegou a prova de português de Naruto e entregou aos amigos.
— Hina... Isso, isso é o que eu estou pensado que é? — Kiba a fitou incrédulo.
— Eu não acredito, com quem você conseguiu isso? — Ino também não acreditava.
— Sim, Kiba, é exatamente o que você está pensando. — Respondeu feliz, tinha acertado qual seria a reação dos dois. — Consegui com o Naruto, mas ele não quer que mostre para mais ninguém, conseguem manter segredo?
— Claro que sim, ele está salvando a minha vida. — O Inuzuka reagiu exasperado.
— Ainda bem. — Hinata suspirou pegando as outras provas na mão. — Porque ele me entregou todas as provas finais que ele fez do primeiro semestre.
— Meu Deus do céu! — Ino mostrava excitação. — Nós vamos ir bem em todas as provas graças a isso!
— Não necessariamente, nós vamos saber o que os professores costumam cobrar, mas não saberemos quais serão as perguntas. — Explicou a Hyuuga.
— De qualquer maneira, eu estou salvo agora. – Expressou Kiba lendo toda a prova do Uzumaki.
Após alguns minutos o professor chegou à sala de aula e começou a entregar as provas viradas para baixo para todos os alunos enquanto explicava algumas regras para a mesma, eles teriam duas horas para completar o exame e se caso alguém fosse pego colando a nota do indivíduo seria zero e à média máxima da turma passaria de 10 para 7,0.
— Resumindo, não colem, a menos que vocês queiram que a turma inteira os odeie. — Finalizou o professor posicionando em frente a turma com as mãos atrás das costas. — Muito bem, podem começar a prova.
A Hyuuga percebeu que todos os seus colegas viraram as provas imediatamente, então ela os imitou e começou a responder as questões.
Já havia se passado uma hora e quinze minutos desde que a prova tinha começado e metade da turma já tinha saído, reparou, logo olhou para Ino notando que a amiga continuava de cabeça baixa respondendo as questões, desviou o olhar para Kiba e o mesmo a encarava sorrindo. Assim que o professor foi para parte de trás da sala ele fez o número três com os dedos da mão, Hinata não conteve revirar os olhos: ele estava pedindo cola! Confirmou em sua prova qual era a resposta correta, escutava o professor algumas carteiras atrás de si tirando alguma dúvida de um dos colegas, voltou-se para o amigo e fez o número quatro com os dedos, reparou que o amigo tinha assinalado corretamente a letra “D” e então voltou para sua prova.
Após trinta minutos, Hinata terminou a prova, recolheu suas coisas, entregou o teste para o professor Iruka e se dirigiu para a saída.
— Muito bem gente, falta ainda quinze minutos para terminar a prova. — Informou o professor enquanto Hinata cruzava a porta, assim que saiu e fechou a porta uma de suas colegas a abordou:
— O que você assinalou na questão sete?
— Letra “B” se não me engano Tayuya, mas eu estava em dúvida com a letra “E”. — Informou ajeitando a mochila nas costas.
— Droga! — Lamentou a colega. — A maioria assinalou a letra “B”.
A Hyuuga sorriu inconscientemente ao saber que possivelmente tinha acertado a questão, conversou mais um pouco com Tayuya e então olhou para os lados a procura de Kiba e não o encontrou, ele tinha acabado a prova antes que ela, provavelmente já tinha ido no barzinho em frente a faculdade com a namorada. Ino ainda estava fazendo a prova, mas sabia que a amiga já tinha compromisso com o tal de Sai. Nesse momento percebeu que seus dois melhores amigos estavam namorando e ela estava sozinha, sentiu certo desconforto por isso.
— Vou indo aqui, Tayuya. — Despediu-se Hinata.
Ao chegar ao carro a Hyuuga ligou o aquecedor no mais quente possível, esperando aproximadamente dois minutos até o carro esquentar o suficiente para desembaçar os vidros. O carro estava em total silêncio, se deu conta deste fato quando tinha se preparado para começar a dirigir, então ligou o rádio na FM e começou a tocar Ed Sheeran, música Perfect, só podia ser perseguição, pensou, e foi para casa se preparar para outro dia de prova.
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