Two Souls
7 Mortes Imprevistas
Notas iniciais
Quando Akui chegou no meu colégio, foi para o corredor dos armários, e, assim que encontrou o meu, abriu e colocou minha bolsa lá dentro, mas tirou a caixa de metal primeiro. Ele a abriu e pegou aquela ferramenta esquisita e deixou a caixa dentro do armário e o fechou.
Ele saiu andando pelo corredor, em direção às salas de aula falando sozinho.
— Espero que você ainda funcione como antigamente Sukuīzu!
Parece que a ferramenta tem um nome.
Ele chegou até a sala B e entrou. Lá dentro estava o representante daquela sala, arrumando alguns papéis . Assim que ele me viu (no caso o Akui), veio até mim.
— Oi Twila!
Assim que ele levantou a mão para me cumprimentar, Akui cortou o pescoço dele com Sukuīzu, que começou a jorrar sangue para todos os lados e caiu no chão. Ele definitivamente deve ter morrido.
Como eu não estava consciente, então felizmente não vi aquela cena horrível de ver alguém morrendo novamente.
Ás vezes esse representante falava comigo. Nunca soube o porquê, mas não que eu me importasse com isso.
Depois disso, Akui saiu da sala e foi em direção à próxima. Meu uniforme está todo manchado de sangue!
Ele entrou na sala C, e lá há duas garotas conversando, que provavelmente estavam estudando, pois eu vi dois cadernos abertos e um livro em cima de suas mesas.
Ele se aproximou delas, e decapitou uma. A outra ficou aterrorizada, e quando estava prestes a gritar, ele decapitou ela também. As duas cabeças caídas no chão, com os olhos abertos... Uma cena mais assustadora que a outra!
Ele saiu da sala e foi para a sala D. Não tinha ninguém. Ele foi para a sala E. Não tinha ninguém. Ele seguiu o corredor e não entrou em nenhuma sala até chegar na biblioteca. Ele entrou e ficou procurando com os olhos por alguém, até que encontra a Presidente do Conselho Estudantil procurando algum livro. Ele foi em sua direção e quando ia acertar seu pescoço, ela se virou muito rápido e segurou a mão dele (minha)!
— Twila?!
Antes que ela dissesse ou fizesse algo, Akui se soltou e a decapitou. Tinha um sorriso perverso em seu rosto... Akui deve ter problemas mentais! Tipo, por que ele matou esses alunos inocentes? Qual é o objetivo dele? Por enquanto é impossível saber, até porquê eu estava inconsciente.
Akui saiu da biblioteca e foi andando pelo corredor. Não tinha absolutamente ninguém lá. Ele chegou ao banheiro feminino e entrou. Foi até a pia e começou a tirar o sangue de Sukuīzu, mas sem querer cortou a palma da minha mão. Foi um corte profundo. Quando terminou saiu do banheiro, e foi em direção ao corredor dos armários.
Ele chegou ao meu armário e guardou a Sukuīzu dentro da caixa, e a jogou na minha bolsa e depois trancou o armário. Ele foi para a sala A, que foi uma das únicas que não entrou, e assim que chegou, foi para o fundo da sala, o lugar que costumo ficar, e sentou na cadeira e deitou a cabeça na mesa. Ele me devolveu o controle do corpo, mas eu estava dormindo.
♠
Um bom tempo depois, eu acordo com uma voz assustada me chamando e me sacudindo.
— Twila? Twila?? Twila???
— Hum?! Akira?! — minha voz estava bem mansa e fraca, é comum quando alguém te acorda.
— Ahh... — ele suspirou aliviado.
A aula tinha começado e eu não sabia? Só assim para alguém me acordar. Mas... Parecia ser com outra coisa que ele estava preocupado.
— A aula já começou?
— Não...
— Então por que me acordou?
— É que alguns alunos foram mortos aqui algumas horas atrás, e quando te vi pensei que também estava morta. Mas fico feliz que estava errado.
— Nossa... Que estranho. Uaaaaah! E por que eu estaria morta? — eu bocejei algumas vezes, eu estava morrendo de sono.
— Por que você está deitada na mesa e ela está manchada de sangue...!
— Por que ela está manchada de... — eu olhei para a minha mão e arregalei os olhos. Tinha um corte imenso e profundo nela. — sangue...?
— Espere aí! Me dê a sua mão! — ele estava preocupado pelo que me pareceu, e pegou minha mão e a ficou encarando por alguns segundos — Levanta, vamos para a enfermaria agora!
— Tá...
Ele me puxou pelos corredores. Tinha poucos alunos lá, mas estavam em grupos. Eu pude ouvir alguns comentários, e também notei uma expressão triste e assustada em alguns, mas outros estavam chorando mesmo.
— Que horror! Vamos ser mortos também?
— Era minha melhor amiga!
— Eu gostava tanto da Presidente!
— Um assassino invadiu a escola!
— O que será de nós???
Eu via vários alunos tristes, e acho que acabei sentindo pena deles.
♠
Chegamos na enfermaria, e ele me fez sentar na cama, e foi pegar algumas coisas no armário. Ele pegou o que precisava e sentou do meu lado e começou a limpar o sangue da minha mão.
— Quando você chegou aqui?
— Eu... Não me lembro. — é claro que não me lembro! Eu estava inconsciente.
— Você viu alguém suspeito por aí?
— Acho que não... Ai! — ele passou um líquido não identificado no meu ferimento, que começou a arder.
— Desculpe!
Agora, ele pegou um rolo, e começou a enfaixar a minha mão.
— Por que está fazendo isso?
— Acha mesmo que eu te deixaria machucada assim? Acho que não!
Ele terminou de enfaixar, mas ficou segurando minha mão e olhando fixamente para ela por alguns minutos.
— Oi?!
— Ah! Desculpe... Você está bem? Ainda está doendo?
— Não está doendo muito, mas estou bem.
— Ah... — ele suspirou — Que bom! Eu acho que depois do que aconteceu, vamos ser dispensados!
— Hum.
— E como você machucou a sua mão?
— Eu não tenho ideia.
— Você tem amnésia?
— Não sei...
— Hahaha! Estou brincando! Você é engraçada.
— Sou?!
— Deixa para lá... Vamos voltar?
— Ok.
Sabe-se lá o porquê, ele ainda estava segurando minha mão, mas agora soltou. Ele me acompanhou até a sala de aula, mas antes que pudesse-mos entrar, ouvimos alguém falando nos alto-falantes. Era a Diretora!
— Por causa de alguns acontecimentos trágicos, vocês estão dispensados por hoje. Podem voltar para suas casas.
— Eu falei que seríamos dispensados. — ele sorriu para mim.
— Hum, legal! Vou pegar minhas coisas no meu armário.
— Ah! Eu também.
Fomos juntos ao corredor dos armários pegar nossas coisas. Eu estava prestes a sair, quando ele me chamou.
— Twila! Vou te acompanhar até a sua casa, pode ser?
Tá!
Como minha casa não era longe, então fomos andando. Dessa vez ele estava falando sobre filmes e livros, ou seja, coisas inúteis. Mas de alguma forma, é divertido ouvir ele ficar tagarelando sobre essas coisas.
Por incrível que pareça, meu uniforme estava completamente limpo. Não tinha uma manchinha sequer! Isso é muito estranho, até porque Akui não mudou de roupa ou lavou essa. As coisas estão ficando cada vez mais estranhas para o lado dele.
♠
Quando chegamos em frente á minha casa, ele me perguntou uma coisa.
— Twila, você vai ir trabalhar hoje?
— Vou sim! Mais tarde. Por quê?
— Hein? Está machucada! Você vai ficar na sua casa e descansar.
— Não tem problema...
— Tem sim! Por favor, descanse um pouco, ok?
— Ah...
— Pode ser?
— Tudo bem. Você venceu!
Ele sorriu.
— Bem... Vou entrar. Tchau!
Derrepente ele me abraçou! Meu coração acelerou, e começou a bater mais forte! O que é isso? Estou doente e não sabia? Não. Era outra coisa. Algo que eu nunca havia sentido antes.
— Então eu te vejo amanhã! Tchau!
— ...
Eu não consegui responder. Eu fiquei parada, olhando ele se afastar. Ele estava um pouco longe, mas virou, e acenou para mim sorrindo. Eu simplesmente acenei de volta para ele, e ele continuou caminhando até eu não conseguir mais vê-lo.
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