Two Pieces
13 It's Like A Rocketship & Lights
Notas iniciais
Pov.Ally
Não usar vestido, não usar vestido, ele deve estar louco, pra onde esse menino vai me levar?!
Esses foram basicamente os unicos pensamentos na minha mente durante o banho, saí enrolada na toalha, o vapor havia feito ficar impossivel não desenhar no espelho à minha frente, quando dei por mim as letras C-R-A-Z-Y já estavam feitas, porque é exatamente assim que esse menino me deixa, totalmente. Saí do banheiro em direção ao guarda-roupa, okay pelo menos os vestidos já estavam eliminados, a noite com certeza seria fria, coloquei uma regata branca com pequenas estrelas azuis nela, uma blusa jeans por cima, uma calça jeans, e um par de sapatilhas da mesma cor das pequenas estrelas. Passei um delineador, um rímel, e um gloss cereja, também coloquei um par de brinco de pérolas brancas, e uma pulseira douradada decorada com pequenos pingentes. E fiquei esperando anciosamente, desci as escadas, e me sentei no sofá. O relogio marcava cinco para seis e a campainha tocou.
Atendi com um sorriso no rosto
–Oi até que você. . .
Morri no meio da frase, era minha mãe, carregando umas trezentas sacolas, ficou decepcionado? Eu também.
–Dá pra ajudar?
Ela perguntou, peguei uma das sacolas e me encaminhei pra cozinha.
–Por que apertou a campainha?
Perguntei emburrada
–Ah mãos ocupadas lembra? Ally esta esperando alguém? Esta tão arrumada.
Antes de eu responder, a campainha tocou novamente, que seja ele!
–Ahh to indo, volto antes das onze!
–Dez!
–Dez e meia?
–Ta bom vai!
Diz mimha mãe rindo
Parei a frente da porta ajeitei o cabelo, e abri a porta.
–Oi . . . finalmente é você
Sussurei a ultima parte pra mim mesma. . .
–Oi demorei tanto assim?
. . . E aparentemente pra ele também
–Oquê? Não não não, é só que, deixa pra lá
–Está linda
–Você também
Sorri, fechei a porta e entramos no carro
–E então, onde vai me levar?
–Já disse que é surpresa!
–A parte do vestido foi indicativa
–É mesmo?
–Bem sim, mas eu estou indicamente curiosa
Ele deu risada
–Claro
–Mas ainda assim só por curiosidade
–Hum?
–É um lugar longe?
–-Relativamente
–Relativamente ao oquê?
–Desiste! Surpresaa
Disse rindo
–Okay
Ri também
*
*
*
–Estamos chegando
–Jura?
Perguntei sorrindo
–Sim
Ele disse rindo e balançando a cabeça
–Que foi?
–Está parecendo uma criança com um brinquedo novo
–É mais ou menos isso
Disse sorrrindo
–Você pode fechar os olhos?
–Jura?
–Sim
–Que clichê?
–Desde quando é contra cliches romanticos?
–Desde quando você é romantico?
–Me pegou!
Dei risada
–Mudamos por pessoas
–É eu sou chichê por você!
–Ownnn
Dei risada enquanto ele amarrava uma bandana, que nem sei de onde ele tirou, nos meus olhos
*
*
*
–Okay agora vem comigo, com cuidado
Ele me guiava até o local.
–Peraí, peraí
Ele dessaramava a bandana
Luz. Luz foi a primeira coisa que eu vi, grandes placas luminosas, meu olho estava brilhando, tinha cheiro de diversão e algodão doce, infância, apesar de nunca ter pisado num lugar como esse antes, um parque de diversões! Eu estava pisando pela primeira vez num parque de diversões!
–Eu..eu não acredito!
–Gostou?
–Amei, eu nunca havia vindo à um!
–Então, vamos aproveitar certo?
Sorri pra ele
Mal sabia por onde começar, fomos aquela maquina de tiro ao alvo, na maquina de jogar agua na boca do palhaço ri muito quando taquei agua nele "sem querer", mas tudo bem ele revidou, depois fomos tirar uma foto naquelas "paredes" engraçadas, eu supostamente era uma princesa e ele um principe. É talvez ele realmente fosse, mas será o meu?
–Vem!
Ele disse me puxando em direção a mais uma fila, a fila era da roda gigante, e bota gigante nisso, era totalmente iluminada, como o resto do parque é claro, mas as luzes eram diferentes, quase que hipnotizantes, os bancos eram feitos para 2 pessoas, perfeito certo?!, e quando se chega bem no alto, um dos bancos sortudos parava bem ao meio as estrelas, parecia magico
Era nossa vez,sentamos e um cara abaixou as travas de segurança, nos disse algumas coisas e foi para o casal seguinte.
A roda gigante começava a funcionar enquanto eu olhava para minhas sapatilhas e as pessoas ficando cada vez menores, decidi olhar algo mas interressante e lancei um sorriso ao Austin, eles estava tão lindo, uma brisa passeava em seus cabelos e esse sorriso, ai meu Deus o efeito que ele tem sobre mim. E então, quando eu não achei que poderia ficar melhor, nós estavamos sentados na cadeira sortuda, quando me dei conta, estavamos parados no meio as estrelas, olhei para o Austin que chegava cada vez mais perto de mim, colocandos suas mãos em meu rosto, eu nem poderia expressar oque estava sentindo.
''Do your knees go weak?
Does your tongue get twist?
Afraid to close your eyes
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I need to know
I need to know
Is it like a rocketship?''
(Faço seus joelhos fraquejarem?
A sua língua se torce?
Tem medo de fechar os olhos
Porque pode perder isso
Preciso saber
Preciso saber
É como um foguete?)
Ele me beijou, o beijo era doce, como um algodão doce que vendia ali, mas o algodão doce nunca chegaria aos pés desse beijo.
[...]
Estavamos saindo de outra barraquinha, de mãos dadas devo ressaltar, Austin me ganhou um grande urso de pelucia, branquinho e macio, que segurava um coração rosa escrito em letras pinks: "I Love You" , sorria, externamente e de todas as outras formas possiveis.
Meu sorriso morreu.
Uma grande avalanche de pessoas e luzes nos cercou. Deste tipo de luzes eu realmente não gostava, nem um pouquinho.
Luzes de cameras, luzes de Papparazis.
Olhei para Austin buscando soccorro, estavamos totalmente cercados, Austin apertou minha mão forte e me puxou a correr, agarrei meu urso num abraço e corri cegamente atrás do loiro.
Saímos correndo da área do parque, chegamos a uma especie de barranco, sentamos já cansados de correria.
–Acho que dispistamos eles.-Austin disse olhando desconfiado para os lados-sinto muito.
–Não tem nada para se desculpar, você não controla papparazis.
–Eu sei, mas também sei que ver eles era a unica coisa que você não queria.
Ficamos um momento em silêncio.
–Tinha razão.
Eu afirmei
–Sobre os. . .
–Não, não. Sobre mim. Sobre eu me sentir eu mesma.
Disse mirando meu urso que pousava em minhas mãos, um sorriso brotava na face do loiro ao meu lado. Ainda estavamos rodeados de luzes. Pelas estrelas.
–Fico feliz.
–É serio, obrigada por tudo, pela noite, o passeio.
–Não tem que me agradecer.
Ficamos sorrindo um para o outro. Mas ele tinha razão,tinha que fugir dos holofotes e não estar sobre eles, já até poderia imaginar as manchetes, papparazis era ultima coisa que eu queria, e talvez a primeira fosse outro beijo. Alguém pode me ajudar a procurar minha sanidade mental? Culpa do loiro. Desisti de pensar assim que ele passou o braço em torno de mim, então apenas observei as luzes.
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