Two Pieces
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Rachel sentiu a temperatura da água com o cotovelo antes de mergulhar Mia. A menina sorriu esticando o pescoço para a mãe, Rachel com delicadeza passou a lavar o tronco da menina.
– Posso ajudar? – Beth pediu assim que entrou no banheiro.
– Pode brincar com ela. – Rachel sorriu vendo a filha se agitar enquanto balbuciava.
– Ela gosta de mim. – Beth afirmou segurando uma das mãos de Mia.
– É claro que elea gosta. – Molhava os poucos cabelos escuros que Mia ainda possuia, começavam a cair aos poucos. – Como foi a sua aula?
– Boa. – Beth deu de ombros fazendo careta para Mia. – A professora passou dever de casa.
– Eu posso te ajudar.
– Não, posso fazer sozinha. – Beth sorriu. – Tenho que desenhar toda a minha família.
– Toda?
– Sim, mamãe, papai, irmão e irmã, titios e titias, primos e primas e os vovôs e vovós! – Beth começou a falar rápido. – Preciso de um papel bem grandão e muitos lápis de cor!
Rachel soltou uma gargalhada que atraiu imediatamente a atenção de Mia que resmungou enquanto a mãe ensaboava seu pequeno corpo.
– Eu imagino que vá precisar mesmo. – Sorriu para a menina.
– Hoje o Josh Kovak implicou comigo. – Murmurou brincando com a espuma que se formava na água.
– Por quê?
– Quando a professora disse que deveríamos desenhar nossas famílias, ele disse que eu não podia desenhar mentiras.
– Mentiras? – Rachel franziu as sobrancelhas.
– É, ele diz que é mentira que uma criança possa ter mais de uma mamãe ou de um papai.
Rachel suspirou deixando a água escorrer pelos cabelos de Mia.
– Algumas crianças tem dificuldades em entender. – Olhou para a menina. – Não se chateie, ok? Você tem duas mamães, um papai, já não sei quantos avós e muitos titios e titias e você tem a mim e a Mia que bem… não sabemos exatamente o que somos… mas te amamos muito.
Mia bateu o braço na água espirrando nas duas. Beth gargalhou.
*
Shelby mantinha uma perna sobre a outra e um olhar ligeiramente irritado.
– Bom dia.- A Corcoran inclinou a cabeça
Na sua frenteestava um homem negro com os cabelos cortados rente ao couro cabeludo, olhos escuros e apertados.
– Bom dia senhora Corcoran, em que posso ser útil?
– Minha filha chegou em casa aos prantos, pois, um coleguinha de sala rasgou e zombou de um trabalho escolar que ela havia feito. O trabalho em questão era desenhar a própria família. – Shelby crispou os lábios antes de olhar para Quinn que estava ao seu lado. – Esta é Quinn Fabray…
– Sim, eu a reconheci. – O homem sorriu.
– Que bom, o que o senhor desconhece é que Quinn é a mãe biológica de Beth. Infelizmente o pai biológico não pode vir hoje, mas o caso é que ambos convivém com Beth e ela sabe que é filha deles. – Shelby parou lambendo os lábios. – Devido a acontecimentos, explicamos a ela que ela tem duas mães e um pai e foi exatamente isso o que ela desenhou.
– Entendo. – O homem se mexeu desconfortável. – É sempre delicado falar de adoção com uma criança, elas tendem a confundir…
– Minha filha não está confusa. – Shelby o interrompeu. – Ela tem duas mães e um pai. Pode ser apenas o meu nome na certidão, mas nós três a educamos e ela reconhece os três como pais.
O homem puxou a pasta de Beth para perto e passou a examinar os documentos.
– O único contato de emergência além da senhora é o de Rachel Berry. – Olhou para Shelby.
– Sim, é a minha filha mais velha. – Shelby respirou fundo. – Shelby respirou fundo. – Tanto Quinn quanto Noah não residem no estado. Não iria fazer sentido coloca-los como contatos de emergência.
– O que o senhor deseja? – Quinn falou.
– Não podemos considerar que a senhora e o dito senhor fazem parte da rotina de Beth sem ter provas, esta maneira como a qual a adoção fora explicada para a criança pode ser prejudicial.
– O fato de Quinn e Noah não terem poderes legais sobre Beth não significa que eles não possuem de fato. Nossa filha não está sendo prejudicada, eu lhe garanto, ela está sendo acompanhada por um psicólogo desde que contamos a verdade, agora… o que gostaríamos é que de um jeito sutil os senhores, a instituição, explica-se aos alunos o que é uma adoção.
– A senhora deve entender que possuímos algumas crianças nesta instituição na mesma situação e que não possuem laços com os pais biológicos.
– Presumo que essas crianças não saibam que são adotadas.
– Gera perguntas, eles estão em uma idade onde tudo gera questionamento…
– O seu papel é guia-los até as respostas. – Quinn o interrompeu arqueando a sobrancelha.
O homem respirou fundo se arrumando contra a cadeira sob o olhar afiado das duas mulheres.
*
Quinn estava apoiada na sacada, o cigarro entre os lábios e o olhar perdido pelo horizonte. Expulsou a fumaça lentamente sentindo o peito se esvaziar, a campainha lhe assustou. Entrou deixando o cigarro no cinzeiro e se adiantando para a porta.
– Rach? – Franziu as sobrancelhas antes de pegar o bebê conforto que ela segurava. – Eu já estava indo para lá…
– Achei que poderíamos variar. – Sorriu a beijando nos lábios, franziu o nariz. – Você estava fumando?
– Sim… — Fechou a porta e entrou deixando o bebê conforto sobre o sofá.
Quinn apagou o cigarro e o afastou da criança.
– Desde quando?
– Desde a escola, você sabia disso. – Se afastou da morena.
Rachel tirou o casaco. – Achei que você tivesse parado.
– Fumo ocasionalmente. – Respondeu aparecendo cum um purificador de ar o borrifando. – Apenas quando estou estressada.
Rachel manteve o cenho franzido e o nariz enrugado.
– Desculpe. – Quinn se aproximou. – Vou escovar os dentes, ok?
– Unhum…
Quinn se afastou outra vez, Rachel se voltou para Mia, tirou a menina do beb~e conforto e a aconchegou em seu colo. Sorriu para a menina que começava a dar sinais de choro.
– Por quê choras meu amor? – Sussurrou vendo a menina apertar os olhos. – Estamos na casa da mamãe Quinn.
Mia choramingava agitando os braços, Rachel começou a se balançar e a cantar em voz baixa para a menina. Quinn entrou na sala balançando as mãos.
– Sono? – Sussurrou olhando a menina.
Rachel acenou com a cabeça antes de sorrir cantando baixindo para ninar a menina.
*
Rachel ajeitou Mia no moisés que Quinn mantinha em casa justamente para aquelas ocasiões, a loira havia mandado fazer um maior do que a média normal justamente para que Mia pudesse o usar por mais tempo. Rachel ajeitou a manta sobre a menina e aproximou o ursinho além de descer o mosqueteiro para eventual aparecimento de algum.
Quinn estava saindo do banheiro apagando a luz quando Rachel a surpreendeu com um beijo, a loira arqueou as sobrancelhas fechando os olhos sentindo a morena rodear o seu pescoço. A Fabray envolveu a cintura de Rachel a puxando com força. Rachel sorriu sentindo sua língua ser sugada e as mãos travessas deslizando por sua cintura até sua bunda.
– Shhh…- Sussurrou ainda roçando seus lábios nos de Quinn. – Mia está no quarto.
A loira engoliu a saliva concordando com a cabeça, sussurrou de volta.
– Me pegou de surpresa. – Sorriu sentindo a mordidinha no maxilar que a morena lhe dava. – Que fogo é esse?
Rachel se afastou um pouco a encarando com a ajuda do abajur.
– Como assim? – Franziu as sobrancelhas escuras.
Quinn a puxou até a cama se sentando na beirada e puxando Rachel para se sentar em seu colo.
– Nada, apenas que estou surpresa com esse seu ânimo repentino. – Sorriu acariciando as pernas de Rachel.
A morena se moveu sutilmente rodeando o quadril da loira com as próprias pernas a abraçou pelo pescoço.
– Tenho te dado pouca atenção… — Murmurou.
– Não, não é nada disso. – Quinn a puxou para perto, seus dedos passaram a dedilhar a linha da coluna da morena. – Apenas que com a rotina de Mia você tem estado cansada e eu entendo totalmente isso, eu me sinto cansada o que dirá você que é muito mais exigida.
Rachel suspirou antes de apoiar sua testa na de Quinn, seus narizes se roçavam sutilmente, a loira ergueu um pouco a cabeça para dar pequenos beijos na boca de Rachel que deu um sorriso pequeno que se tornou um suspiro ao sentir a mordida no lábio inferior.
Apertou suas pernas ao redor do quadril de Quinn sentindo a boca da loira deslizar da boca para o maxilar e ai então para o pescoço quase inconscientemente inclinou a cabeça para o lado para que ela tivesse mais espaço.
Quinn apertava a cintura da morena antes de deslizar a mão pela as costas da pequena até os cabelos negros os puxando com pouca força, Rachel suspirou segurando os cabelos de Quinn quase imediatamente.
Mia se mexeu no moisés resmungando, as duas pararam olhando para a bebê que logo se acalmou. Rachel apertou os ombros de Quinn que olhou para a morena e sentiu a boca encaixar na sua e a língua escorregar para dentro da sua boca. Apertou a cintura de Rachel mais uma vez antes de subir para o seio o apertando, Rachel soltou um gemido e Quinn se afastou um pouco olhando para o seio.
– Dói? – Perguntou franzindo o cenho.
– Está sensível. – Rachel respondeu. – Mia está com tanto apetite que tem deixado dolorido após mamar.
Quinn manteve o cenho franzido, mexeu no seio outra vez apenas para não ter certeza que era coisa da sua cabeça. Sentiu na lateral do seio um caroço, o apertou outra vez olhando para Rachel.
– Dói?
– Não amor, apenas no bico. – Rachel respondeu acariciando a nuca de Quinn. – O que foi?
– Você está com um caroço. – Quinn se inclinou para olhar, mas estava escuro. – Não sentiu no banho?
– Não, tenho me lavado com a bucha. – Rachel franziu as sobrancelhas levando a mão ao local onde os dedos de Quinn estavam. – Estranho, será que meu leite está empedrando?
– Você tem feito a massagem e estocando. – Quinn a colocou sentada na cama e se levantou para poder acender a luz mais forte. – Está ferido?
– Ferido não, apenas dolorido. – Rachel retirou a camisola e olhou para o seio.
Quinn se sentou de frente para ela olhando o mamilo escuro, estéticamente o seio estava normal, Rachel ergueu um pouco o braço para poder tocar embaixo da axilia fazendo um dedilhado leve. Novamente sentiu o nódulo, olhou para Quinn.
– Quinn…
A loira se inclinou a beijando nos lábios sutilmente.
– Vou ligar para a sua médica amanhã e marcar uma consulta. – Acariciou o rosto de Rachel. – Talvez você precise tomar algum remédio para diminuir um pouco esse empredamento já que a massagem e o bombeamento não estão ajudando.
– É… — Rachel suspirou viu a loira lhe estender a camisola.
– Vem, vamos deitar.
– Mas…
– Seus seios estão sensíveis amor. – Quinn acariciou o pescoço de Rachel. – Não deveria ser assim a nossa primeira vez ainda mais com a Mia no quarto.
Rachel suspirou concordando com a cabeça, recolocou a camisola e se deitou deixando Quinn lhe cobrir. A loira levantou se encaminhando para apagar a luz, seu dedo roçou no botão e em sua mente ecoava a mesma frase: Tinha que ser leite empredado.
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