Two Pieces
5 Capítulo 4
Beth se enroscava no colo de Quinn que ignorou as pessoas ao seu redor, sabia que mais amigos haviam chegado e que Finn e Brody brigavam mais afastados no corredor e Puck tentava acalmar os ânimos dos dois. Ouviu vagamente Hiram contar a Leroy e Shelby que teriam uma netinha e que a filha logo estaria ali com a menina nos braços.
– Q… — Beth lhe cutucou, atraiu o olhar da mais velha e logo se recostou no ombro da mãe biológica. – Eu vou ter uma sobrinha?
– Vai. – Quinn alisou os cachos da menina. – Vai ter uma linda sobrinha.
– Rach vai me deixar pega-la no colo?
– É claro que ela vai te deixar pegar a bebê no colo. – Deu um pequeno sorriso. – Tenho certeza que você vai ser uma ótima tia. E uma babá excelente.
Beth sorriu deixando o carinho da mãe biológica lhe acalmar.
Quinn suspirou dando um beijo na testa da filha.
***
Segurou a mão de Rachel abrindo a porta do quarto, Beth pulava segurando a mão de Shelby.
– Espero que esteja do jeito que você queria. – Empurrou a porta e deixou a diva entrar.
O carpete era macio e bege, Rachel sentiu seus pés se afundarem assim que pisou. O quarto estava pintado em dois tons de verde, faixas largas de um verde mais escuro e faixas estreitas de um verde claro. O tema que ela havia escolhido estava óbvio nos stencils que a loira havia aplicado em tinta preta. A arvore com seus galhos sinuosos cheios de folhas, as flores de cabos longos que saiam do rodapé branco, aos passarinhos e borboletas espalhados.
– Quinn… isso está… lindo… — Rachel falou com um sorriso. – Como você fez tudo isso em uma noite?
– Ah… eu meio que já vinha fazendo um pouco por noite sempre que você dormia. – Quinn deu de ombros vendo Beth e Shelby examinarem o quarto. – Eu só tive que ser cuidadosa para que você não notasse.
A janela larga estava aberta para que o cheiro saísse do aposento.
– Eu já encomendei os protetores de tomadas e as redes para as janelas… — A loira voltou o seu olhar para a morena que olhava a tudo abobada.
– Eu tinha me esquecido totalmente disso. – Rachel arregalou os olhos encarando Quinn. – Deus… obrigada de verdade.
– Está tudo bem. – Aceitou o abraço que a diva lhe dava. – Vem, vamos sair o cheiro de tinta ainda está bem forte isso vai acabar te fazendo mal. Quando os móveis chegarem você me diz onde quer tudo e eu monto, ok?
– Você vai ser a melhor tia do mundo, sabia? – Sorriu para a loira que lhe deu um pequeno sorriso de volta.
– Não é para tanto.
– É sim. – Rachel lhe deu um beijo na bochecha antes de chamar Beth para verem desenho.
Shelby estava parada olhando a loira atentamente, tinha observado toda a interação entre elas e notado o que a sua filha mais velha parecia ignorar completamente.
***
– Afinal de contas o que você está fazendo aqui Fabray? – A voz de Finn chegou até uma Quinn que descansava a testa sobre a de Beth. – Por que você pode ficar lá dentro? Por que foi você que autorizou a cessaria? É o meu filho que vai nascer.
– Você não sabe se é seu. – Brody o corrigiu com um tom cansado. – E ela estava lá porque era ela que a Rachel queria lá.
– Mas não é justo. – Finn gesticulou furiosamente com os braços. – E eu sei que essa criança é minha. É meu filho.
– É uma menina. – Quinn murmurou, mas foi o bastante para silenciar os dois e atrair a atenção dos que ainda não sabiam.
– Uma menina? – Brody deixou a menção de um sorriso chegar aos lábios. — Sério? Uma menininha como a Rachel?
Quinn olhou para Brody que parecia realmente emocionado com a possibilidade de ter uma filha, quando seus olhos passaram para Finn ele parecia aborrecido com algo.
– Podem ter visto errado, eu sei que é um menino. – Resmungou emburrado. – E vai ser parecido comigo, vou ensina-lo a lançar uma bola de futebol.
– Não, Finn. – Quinn fez Beth se levantar e ir até Shelby antes dela própria se levantar. – É uma menina, eu estava lá e eu vi que era uma menina. Vai ser uma linda menina como a Rachel. Ela não é sua.
– E nem sua. – Janet falou em voz alta antes que Finn pudesse retrucar. – E nem sua Fabray, essa é a questão que a Rachel aparentemente não consegue ver. Essa criança só pode ser do Sr. Hudson ou do Sr. Weston, mas nunca será sua. E ela já deixou isso bem claro.
– Sua? – Finn estreitou os olhos castanhos.
***
Shelby sutilmente levou Quinn de volta para o quarto do bebê enquanto Rachel estava entretida vendo um musical com Beth. As duas cantavam e falavam as falas junto com os personagens enquanto dividiam uma bacia de pipoca e uma jarra de suco.
– Precisamos conversar. – Shelby lhe olhou com um olhar maternal. – Onde você pensa que vai levar isso?
– Como assim? – Quinn perguntou defensivamente.
– Eu vi o seu olhar Quinn, eu vi o seu olhar e vejo tudo o que você está fazendo por ela. – Shelby suspirou olhando pelo quarto. – Quinn… Rachel não precisa de um romance e sim de uma amiga.
Quinn parou desconcertada por um instante.
– Eu sei disso. – Sua voz saiu baixa. – E eu não estou tentando forçar um romance.
– Mas está se iludindo, está vivendo uma vida que não é sua. – Shelby suspirou. – Querida…
– Eu sei Shelby. – Quinn apoiou as mãos nos quadris e abaixou a cabeça. – Eu sei ok? Eu sei que ela precisa de apoio e é isso que eu estou fazendo, estou a apoiando e apenas isso. Eu sei… sei que tem horas que eu me iludo, mas por deus Shelby. Eu a amo desde que estávamos na escola e acredite eu tentei esquece-la de todas as formas, mas… nenhuma paixão superava o que eu sinto por ela. Eu sempre soube que Quinn Fabray não estava a altura de Rachel Berry, que ela amava o Finn e depois amava o Brody, sei que ela nunca olhou para mim com outros olhos, mas… você vai mesmo me crucificar por sonhar com isso?
– Não vou te crucificar Quinn, mas me preocupo com você e principalmente com ela e com esse bebê. Rachel se apoia muito em você e se na hora que você tiver o seu coração partido ela não poder contar mais com você isso vai devasta-la.
– Eu amo a sua filha e esse bebê como se fosse meu, não quero nunca machuca-los.
– Ninguém nunca quer se machucar, mas é o que acontece. – Shelby suspirou. – E você já nomeia essa criança como sendo de vocês duas… Quinn…
– Essa criança não é sua. – A voz de Rachel veio da porta.
As duas mulheres se viraram para olhar uma Rachel parada na porta com o rosto chocado, atrás dela puderam ver a latina e o homem magro de olhos azuis. E junto uma mulher alta e negra com apliques de cabelos.
– Rachel… — Quinn balbuciou.
– O que foi isso? – Rachel deu alguns passos na direção da loira. – O que foi que você disse… disse que me ama?
– Disse… — Quinn suspirou derrotada. – Eu te amo, desde que eramos adolescentes.
– Você mentiu pra mim… — Rachel sussurrou. – Você mentiu pra mim…
– Não… eu não menti para você.
– Você me usou para ter a sua fantasia? – Rachel apertou os olhos com desconfiança. – Foi por isso? É por isso que você é tão prestativa, afastou o Finn e o Brody de mim…
– Você me pediu para fazer isso. – Quinn contrapôs. – Você me pediu para convence-los a te dar um tempo.
– E você prontamente aceitou não foi? Aceitou realizar a sua fantasia.
– Rachel isso não é verdade. – Quinn deu um passo na direção dela.
– Saia da minha casa e nunca mais volte aqui. – Rachel apontou para a porta.
– Rachel você está sendo injusta. – Santana latiu para a Berry. – A Quinn te protegeu esse tempo todo.
– Ela me usou esse tempo todo! – A morena gritou.
– Calma. – Quinn ergueu as mãos, seus olhos foram para a barriga da morena. – Calma ok? Eu vou embora.
– Quinn. – Kurt a chamou surpreso, achou que a loira tentaria lutar.
– Esquece Kurt, ela está certa. – Quinn deu de ombros mantendo o rosto impassível. – Eu a usei para viver a minha fantasia.
– Isso não é verdade e você sabe disso. – Santana franziu as sobrancelhas. – Só Deus sabe quantas vezes eu tentei te fazer a ir atrás dela e dizer a verdade.
– Você sabia? – Rachel olhou para a latina com um olhar traído. – Deixou ela fazer isso e não me disse nada?
– Cale a boca Rachel. – Santana grunhiu. – Enquanto ela fez tudo como você queria ela prestou e agora que você sabe que ela te ama você não a quer mais? Pois bem Berry, ela nunca tentou nada com você por causa daqueles dois imbecis com os quais você se envolveu.
– Chega Santana. – Quinn avançou para a latina a segurando pelo braço. – Chega.
– Isso… deve ser um planinho de vocês duas para me humilhar. – Rachel resmungou.
– Chega Rachel, você está sendo imatura. – Kurt se aproximou da amiga.
– Você sabia disso? – Rachel o encarou.
– Não, mas eu desconfiava e sinceramente? Estava na cara e só não via quem não queria e você nunca quis ver outra coisa além do Finn e do Brody.
– Deve ser porque eu amei os dois. – Rachel retrucou acidamente. – Amei os dois e apenas os dois.
Quinn e Santana se encaravam firmemente, a loira mantinha os olhos frios e inexpressivos assim como o rosto.
– Chega Kurt. – A loira falou suavemente. – Vou fazer as minhas malas e sair.
– Eu vou te dar 1min contado no microondas. – Rachel zombou.
Santana pegou o leve vacilar nos olhos da loira e negou com a cabeça.
– Não faça isso. – Sussurrou mal movendo os lábios.
Quinn tentou dar um sorriso, mas saiu mais como uma careta.
– Eu vou devolver tudo o que você comprou e vou pintar esse quarto. – Rachel encarava as costas de Quinn, estava ferida diante da traição da amiga e sem freio algum. – Meu filho não precisa de nada que venha de você Fabray. Ele não é seu. E nunca será seu. Assim como eu também nunca vou ser sua.
***
Rachel respirava com ajuda de um respirador, olhava em volta vendo as pessoas se movimentarem rapidamente e as palavras que ela não entendia.
– Querida, vamos te dar uma anestesia, ok? – A anestesista apareceu para ela, a mulher parecia sorrir por trás da máscara.
– Geral? – Murmurou olhando em volta agoniada, já devia estar perto de ter outra contração.
– Vai ser uma anestesia local, não se preocupe. – A mulher acariciou sua testa. – Você vai estar acordada quando o seu lindo bebê vier ao mundo.
Rachel encarou os olhos verdes da anestesista e por um instante desejou que ele tivesse pequenas pintinhas douradas no fundo.
***
Rachel estava deitada na cama sem uma posição descente, há muito já não conseguia uma posição confortável. Kurt estava sentado no chão acariciando o rosto da diva que chorava baixinho.
– Calma querida. – Kurt sussurrou.
– Ela me usou.
– Ela nunca te usou Rachel. – Kurt manteve o tom de voz calmo. – Ela nunca te usou…
– Ela deveria ter me contato.
– E como ela te contaria? Hein? – Kurt deslizou um dedo pela linha do maxilar da morena. – Você estava sempre entre o Finn e o Brody.
– Ela deveria ter me contato do mesmo jeito.
– Rachel se ponha no lugar dela por um instante. – Kurt suspirou. – Imagine que você e o meu irmão nunca tiveram um romance, que vocês desenvolveram uma amizade muito forte e no meio disso você se descobrisse apaixonada por ele e isso fosse um pouco óbvio para as pessoas perto de vocês, mas que ele só conseguisse enxergar a… sei lá… a Mercedes e depois ele se apaixonasse pela Tina e ficasse entre as duas. E pedisse conselhos a você. E se consolasse com você. E você aguentasse as bebedeiras dele por uma das duas e o ajudasse a chegar bem em casa e o colocasse para dormir incontáveis vezes. E um dia por um motivo qualquer ele precisasse de você. Do seu carinho, da sua atenção, do seu cuidado, mas mesmo assim continuasse dividido entre as duas mulheres que ele ainda diz amar loucamente. Você teria coragem de contar para ele? Você se sentiria mal por fantasiar ao menos um pouco?
Rachel fungou fechando os olhos sentindo toda a frustração entrar em seu corpo.
– Eu precisava de apoio e ela se aproveitou disso.
– Não Rachel, ela não se aproveitou. – Kurt secou as lágrimas que escorriam com um lenço de papel que havia na gaveta da mesinha ao lado dele. – Você precisava de apoio sim, mas você tinha o apoio dos seus pais, da sua mãe, o meu, o da Santana e o do pai do bebê. E você já poderia saber quem é o papai desse bebê há muito tempo, mas você não quis. Você precisava sim de apoio, mas sabe o que eu acho? Eu acho minha pérola, que você sentiu com a Quinn durante esses meses algo que você não sentiu com mais ninguém. Eu acho que ela se iludiu, mas você também se iludiu. Você é tão culpada quanto ela.
– E o que eu faço com o Finn ou com o Brody? Um dos dois é o pai dessa criança.
– Não acho que eu tenha entendido. – Kurt franziu as sobrancelhas.
– Mesmo que eu tenha me iludido, que eu tenha gostado de ter a Quinn por perto… — Abriu os olhos encarando os olhos azuis do amigo. – Um dos dois é o pai.
– E? – Kurt arqueou as sobrancelhas. – Rachel, você não tem que casar com o pai dessa criança. Ele vai ser o pai e pronto. A responsabilidade dele é com o bebê e não com você.
– Mas…
– Rachel, pelo amor de Deus. – Kurt murmurou levemente irritado. – Essa criança vai ter um pai e vai ter uma mãe, não a use como desculpa.
– Não estou usando o meu bebê como desculpa.
– Está sim. – Kurt acariciou o rosto de Rachel antes de falar baixinho. – Está o usando como desculpa para não admitir que você se apaixonou por Quinn Fabray e nunca se sentiu tão feliz.
***
– Rachel. – Ouviu o chamado e abriu os olhos imediatamente. – Você tem uma linda menina.
– Cadê ela? – Rachel murmurou com os lábios secos.
– Ela vai ter que ficar um tempo na UTI Neonatal, apenas por precaução, mas ela está bem e é linda. – A médica se apressou em explicar. – A tiramos bem a tempo.
– Posso vê-la?
– É claro. – A médica chamou com a mão e rapidamente uma pequena incubadora se aproximou da morena.
O corpo pequeno e vermelho ainda estava coberto por aquela camada de placenta branca, sua menina estava ali agitando as perninhas envolta na toalha branca e suave. Os cabelos escuros estavam sujos, mas ela podia ver claramente que eram escuros como os seus. Os olhos estavam fechados como os de qualquer recém-nascido, então ela não conseguia ver de que cor eram. Rachel moveu a mão lentamente até encosta-la no vidor da incubadora.
– Meu bebê…
Perdeu a consciência no segundo seguinte.
***
Ouviu a campainha tocar e com um pouco de dificuldade se dirigiu até a porta. Quinn estava parada do outro lado olhando para o chão entre elas.
– Quinn? O que você está fazendo aqui? – Perguntou surpresa.
– Eu esqueci uma blusa e um casaco, desculpe. – Ergueu os olhos para encara-la, soltou um suspiro. – Eu posso entrar para pegar? Será rápido.
Rachel acenou com a cabeça e se afastou deixando a loira entrar, notou que ela tomou cuidado para não tocar no corpo da morena.
– Com licença. – Pediu se dirigindo para o antigo quarto.
Rachel voltou a se acomodar no sofá deixando o livro que antes lhe distraia ao seu lado. Uma das mãos repousaram sobre a barriga e a outra no braço do sofá.
– Aqui. – Quinn não demorou em voltar, segurava as duas peças de roupa com a mão.
Rachel tentou se levantar e Quinn rapidamente se aproximou para ajuda-la, estendeu a mão que foi aceita sem pestanejar.
– Você não deveria estar sozinha. – Quinn murmurou.
– Meus pais estão chegando hoje. – Rachel retrucou soltando a mão da loira. – Obrigada.
– Não precisava se levantar… eu podia ir embora sozinha. – Quinn deu um passo para trás para deixa-la confortável. – Bem… eu vou indo…
Rachel acenou com a cabeça sem olhar para a loira, Quinn se afastou alguns passos antes de parar e voltar para perto da diva.
– Posso te pedir uma coisa? – Pediu olhando nos olhos que não queriam lhe olhar. – Ao invés de devolver as coisas que eu comprei pra bebê e se você realmente não quiser… você pode… doar para um orfanato?
Rachel a olhou finalmente e acenou com a cabeça sem dizer uma palavra.
– Obrigada. – Quinn acenou repetidamente com a cabeça. – Eu queria te pedir desculpas… por… tudo.
Rachel acenou com a cabeça de novo, manteve o olhar da loira.
– Espero que… a bebê nasça saudável e seja linda. – Quinn olhou para a barriga soltando um suspiro. – Me desculpe, de verdade.
Rachel desviou o olhar, a conversa com Kurt parecia que estava sendo sussurrada aos seus ouvidos.
– Rachel… — Quinn a chamou baixinho.
Assim que a morena a encarou a loira se inclinou roçando seus lábios nos lábios gordos da morena em um beijo sem malicia. Era apenas um toque de carinho, de amor, de saudade e de adeus.
– Eu… — Quinn falou se afastando um pouco, suspirou. – Adeus Rachel…
Se virou e saiu porta a fora sem olhar nem mais uma vez para a morena.
***
Quinn estava sentada na cadeira, controlava a respiração enquanto focava em um ponto da parede. Leroy teve que puxar Finn para o lado e conversar com ele para que o homem não fizesse uma cena no meio do corredor, Brody apenas fitava a loira com uma certa curiosidade misturado a um pouco de entendimento. Era como se a última peça do quebra-cabeça tivesse acabado de ser encaixado na cabeça dele.
Ouviram os passos e todos se voltaram para a médica que saia do centro cirúrgico. Quinn se levantou imediatamente.
– Quinn. – A doutora a chamou tirando a touca que lhe cobria os cabelos. – A bebê nasceu com 40cm e um pouco mais de 2,900kgs.
Quinn sorriu mal ousando acreditar.
– Vou mante-la na incubadora por um dia apenas para garantir que está tudo certo, o cordão umbilical estava enrolado no pescoço.
– Ela sufocou? – Quinn perguntou imediatamente, estava ciente que todos os olhares estavam presos nela e na médica e que ninguém ousava se pronunciar, não tinha ideia de como Leroy estava mantendo Finn quieto.
– Aparentemente não, mas eu prefiro manter a precaução.
– E a Rachel? Quando posso vê-la?
A médica suspirou, olhou para Hiram antes de responder.
– Rachel teve um pico de pressão na mesa de cirurgia, precisamos estabiliza-la. – Voltou os seus olhos para Quinn. – Ela está na UTI.
– Mas…
– Vamos monitora-la para ter certeza que a pressão está estabilizada, tenho certeza que foi o estresse da situação junto com a emoção de ver a bebê. – A médica de um pequeno sorriso. – Vai ficar tudo bem, apenas vamos manter as duas em observação antes de liberar as visitas.
Quinn acenou com a cabeça, já não sorria e sim um semblante preocupado aparecia em seu rosto.
– Precisamos saber qual vai ser o nome da bebê para colocarmos na pulseirinha. – A médica tentou desviar o assunto. – Ou devemos chama-la de bebê Berry?
– O nome será Josephine. – Finn falou finalmente, tinha um sorriso nos lábios. – Era o nome da minha avó e tenho certeza que Rachel irá adorar a escolha.
– E o senhor é…? – A médica franziu as sobrancelhas vendo todos rolarem os olhos.
– O pai da criança. – O Hudson estufou o peito orgulhoso. – Tem certeza que não é um menino?
– Você não é o pai da bebê. – Brody retrucou, estava apoiado na parede com os braços cruzados sobre o peito. – Eu posso muito bem ser o pai da criança e certamente não quero que a minha filha se chama Josephine. – Rolou os olhos claros com desdém, se virou para a Quinn. – Qual era o nome que a Rachel queria?
Quinn ainda olhava para as portas do centro cirúrgico quando o Weston lhe fez aquela simples pergunta.
– Mia. – Falou com um pequeno sorriso. – Mia Adele Berry.
Fale com o autor