Two More Lonely People
11 Capítulo 11 - Damn You
Notas iniciais
Antes da bíblia já deixem a música do cap de hoje preparada, é Damn You da Lana Del Rey, vai ter no decorrer quando vocês devem dar play.
http://www.youtube.com/watch?v=x5V7yLM1s_c
Vou contar a verdade pra vocês: não ia ter capítulo 11.
Eu ia terminar no capítulo 10 e fim. Mas eu senti que eu devia algum final pra quem acompanha a fic, por que honestamente eu odeio histórias inacabadas ou com final cheio de enigma. Então, esse último capítulo é uma coisa simples, singela e a representação do que eu particularmente sonho que vai acontecer. Não é o melhor capítulo que eu escrevi, e nem é algo completíssimo, é simplesmente um final levinho e claro.
Eu queria muito fazer mais capítulos, e estender mais a história, mas eu sinto que se eu fizesse isso ia ser uma tortura pessoal pra mim, por que eu ainda estou no time que não superou krusty e isso não é bom.
De verdade, muito obrigada a quem acompanhou a fanfic, foram mais de 6 meses tentando criar alguma coisa, entreter o pessoal e representar como fã o que eu sinto e acho em relação á coisas que aconteceram com a Katy. Sinceramente, eu não achei que iria ter leitores quando postei o primeiro capítulo e foi extremamente satisfatório ler os comentários de vocês durante todos os meses que eu postei. Eu adoro escrever fanfics, e se você me prometerem não parar de ler eu prometo não parar de escrever ♥ Infelizmente o Nyah vai deletar as fanfics de cantores em breve, então quem quiser reler a história daqui a um tempinho não vai poder usar esse site. Mas não se preocupem, eu tratei de passar a fic pra esse link e você podem ler ela aqui:
http://www.fanfiction.net/s/8686461/1/Two-More-Lonely-People
Eu quero sim escrever outras histórias, e todas as sugestões são mais que bem-vindas. Novamente, muito obrigada por lerem, acompanharem e surtarem vocês não sabem o quão bem me fez ver os comentários sobre essa história, que vou guardar em um cantinho shpeshul do meu coração.
Então vamos ao último capítulo!
Hoje era um dia essencialmente especial.
Eu ainda custava a acreditar que um filme sobre minha vida e carreira, estava prestes a ser lançado em todas as partes do globo terrestre. Era aterrorizante e ao mesmo tempo lisonjeiro, saber que muitas pessoas estavam interessadas em minha história, em quem eu fui e quem sou agora. Um evento de proporções gigantescas havia sido montado, e o meu nome estava em todas as partes, era simplesmente um sonho de que eu jamais queria acordar. Meu estômago revirava, como se eu ainda estivesse na pré-escola me apresentando diante de toda a classe, com aquele medo usual de ser julgada por todos os meus colegas. Eu tinha que encarar o fato de que a pré-escola fora há um longo tempo atrás, e por mais que o meu vestido vermelho extravagante de veludo indicasse o contrario, eu não tinha nenhum professor, e os olhares dirigidos a mim não eram de colegas e sim de completos estranhos. Tamra trazia a terceira leva de café do dia e eu avancei sedenta, entonando meu copo rapidamente.
- Acho melhor você maneirar no café, não sei se todos estão prontos para doses extras de narcisismo hoje. – Zombou Tamra. -
Rárá. – Retruquei enquanto tentava tomar insistentemente o que restava no fundo de meu copo.
- Ei. – Angela disse diante da porta. – Você tem alguma noção de quantas pessoas estão lá fora?
- Sim! – Gritei animada.
- Vovó está chegando, e papai e mamãe estão lá embaixo. – Ela limpou a saia do próprio vestido – Vai ser um dia cheio.
- Você já terminou Todd? – Perguntei sugando o último gole no canudinho de meu mocha.
- Sim, se você não for beber mais nada, terminei. – Falou ele e deu uma última pincelada de batom vermelho carmim em meus lábios. – Boa sorte!
Levantei-me e desci as escadas ansiosa, procurando por dois rostos conhecidos.
- Bebê! – Ouvi a voz de papai me chamar e o procurei, em meio a todos os rostos estranhamente conhecidos.
Vinte e sete anos e eu continuava sendo seu bebê.
- Você está linda. – Mamãe falou, passando os dedos no tecido aveludado de meu vestido. – E que cabelo!
- Não, você está linda. – A abracei calorosamente.
- Bird, eu sei que agora você provavelmente pode comprar o mundo. – Ele riu – Mas nós queríamos te dar isto...
Disse papai, e em seguida retirou uma pequena caixinha verde de seu bolso e a abriu. Um anel dourado e brilhante reluziu na luz do sol. Tinha o formato de um pequeno pássaro esculpido em ouro, e logo o reconheci. Há mais ou menos 18 anos atrás, ele havia sido penhorado para que todos da família tivessem novas roupas de inverno. Pertencia à mãe de minha mãe, e desde pequena eu sempre sonhei em tê-lo.
- É a alvéola? Como vocês recuperaram? – O coloquei em meu dedo e admirei a pequena joia com os olhos mareados.
- Não foi fácil. – Mamãe falou – Nós o procuramos por bastante tempo, e depois de tanto planejar uma ocasião para te entregar, decidimos que este era o dia perfeito.
- E vocês estavam certos. – Sorri – Eu preciso ir, mas nos vemos daqui há pouco, tudo bem?
Eles assentiram e então fui ao encontro de vovó.
Assim que me avistou ela arregalou os olhos, me aproximei e lhe dei um abraço cuidadoso, ela continuava a me encarar com uma expressão surpresa.
- Quem é você, e quantas berinjelas você usou em seu cabelo? – Grasnou ela.
Noventa e um anos, e ela ainda tinha o melhor senso de humor da costa oeste.
Posso dizer que o ponto alto de minha carreira, foi representado pelo momento em que pisei naquele tapete rosa. O tanto de atenção e felicitações que eu ouvira durante todo o tempo, acrescentavam o resultado da equação final. Tudo aquilo era o meu legado, a minha marca, a minha parte na história e eu finalmente tinha certeza de que nada do que fiz, fora em vão. O sol acabava de ir embora, quando a última visita do dia teria de ser recebida por mim, a ganhadora de meu Golden ticket.
Toma essa Willy Wonka.
Como em toda experiência do ano anterior, todos os meus passos eram gravados meticulosamente, e hoje não fora diferente. Eu estava sentada em uma cadeira com as minhas iniciais atrás gravadas em dourado aguardando pelas instruções, quando uma fragrância que eu conhecia bem invadiu minhas narinas.
Meu coração disparou.
“Eu devo estar louca” pensei comigo mesma, enquanto ouvia incessantes passos e cochichos do lado de fora.
Três batidas deram-se na porta e ela se abriu, eu cutucava distraidamente o desenho de meu esmalte, quando a fragrância se intensificou. Eu não estava louca, era o perfume de Russell e ele estava bem ali.
— Mas o que... – Balbuciei confusa.
- Setecentos e quarenta e três cd’s, antes de eu finalmente achar o seu passe dourado. – Falou ele orgulhoso, segurando o pedaço de papel.
- Você comprou setecentos e quarenta e três cd’s meus?
- E quarenta e quatro na verdade. Mas eu tive que guardar um.
Meu primeiro instinto foi ter vontade de rir, porém em um choque de realidade me lembrei de que nós não estávamos sozinhos.
- Desliguem. – Imediatamente me dirigi ás câmeras furiosamente apontadas para nossa conversa. Ninguém pareceu querer obedecer.
- Desliguem! – Tamra gritou em um tom autoritário – E se retirem, por favor. – Em pouco tempo o cômodo se esvaziava.
- Tam. – Segurei seu braço – Você tinha alguma ideia disso?
- Não. Ninguém tinha, ele simplesmente apareceu com o passe...
- Eu preciso de um favor... Peça as chaves da sala de cinema.
De imediato, ela se certificou de procurar as chaves e de enxotar todas as pessoas que pretendiam fazer disto um escândalo.
Á meia-luz adentramos a sala e finalmente estávamos a sós. Sentei-me em uma das poltronas reclináveis e logo ele me seguiu.
- O que você acha que está fazendo? – Indaguei.
- Tentando corrigir um dos maiores erros que já cometi. Mas eu não achei que causaria tanto alvoroço.
- Ah claro, um tanto quanto genial o seu plano. Até por que são apenas quinze mil pessoas lá fora.
- Me desculpe. – Falou Russ cabisbaixo.
- Tudo bem. Agora que você já está aqui, diga logo o que tem para dizer.
- Eu estava errado. Separar-me de você de um jeito definitivo, foi pior do que eu pensava que seria. – Ele se virou e segurou uma de minhas mãos.
- Basicamente, você quer voltar com tudo o que você destruiu meses atrás?
- Basicamente. – Afirmou ele.
- Não. – Respirei fundo para formular melhor a decisão que eu estava prestes a tomar – O divórcio pode ter sido precipitado, mas também pode ser uma decisão melhor. Você mesmo me disse, para viver o meu sonho lembra? E agora está claro pra mim, eu não conseguiria viver dois sonhos de uma vez, por mais doloroso que aceitar isso seja. O conto de fadas que eu criei em minha cabeça, não existe. Eu preciso viver isto tudo agora, eu preciso aproveitar o fato de que um dos meus sonhos deu certo, por que nada dura para sempre, tudo tem seu prazo de validade.
- Você acha que o nosso amor tem um prazo? – Em um tom cauteloso e baixo ele me perguntou.
- Eu não sei.
- Entendo. – Russell espalmou as duas mãos em seu rosto. – Sou um idiota.
- Rusty, eu não quero te ver assim. Não da maneira que eu fiquei, por que nenhum bem pode sair disto. – Afaguei sua nuca carinhosamente – Mas eu não posso voltar para você agora.
- O que você quer dizer? — Nós podíamos fazer um trato. – Sorri para mim mesma cogitando a ideia.
- Sou todo ouvidos.
- Quinze anos. – Sugeri. – Se em quinze anos, nenhum de nós conseguirmos achar outro alguém para se estabilizar, nós voltamos, e fim de conversa.
- Cinco. – Respondeu ele.
- Dez. E sem barganhar.
- Vão ser os dez anos mais longos da minha vida. – Disse Russ, fitando meus olhos de um jeito que eu nunca esqueceria.
- Você pode fazê-los valer a pena. – Segurei suas mãos com firmeza. – Posso te pedir um favor?
- Qualquer coisa.
- Nós dois nunca tivemos uma última noite juntos, por que eu jamais imaginei que nós precisássemos de uma...
- Shh. Eu entendi. – Me interrompendo ele falou.
Em seguida os lábios dele tocaram no meu, e calafrios tomaram conta de meu corpo. Tudo aquilo, a sensação de borboletas no estômago que eu senti na primeira vez que ele me beijou, estava de volta. Os lábios dele pareciam ser perfeitamente designados para mim. Eu sentia falta do beijo dele, do toque dele e do jeito especial que ele me fazia sentir todos os dias. Calorosamente o beijei, desejando do fundo de minha alma que aquilo não fosse um sonho.
E nós tivemos a nossa última noite, que para mim era uma versão extremamente melhorada da primeira.
Quando Russell me deixou, eu me perguntava em quantas partes um coração poderia ser partido, e agora eu tinha a minha resposta: dez. Dez anos. Eu ia esperar ansiosamente por cada segundo, e eu tinha esperança de que ele faria o mesmo. Este era o meu conto de fadas, não era comum, não seguia os padrões, não tinha um final exatamente feliz; O rei e a rainha não ficavam necessariamente juntos, a rainha conhecia outros reis e o rei outras rainhas.
Eles poderiam ter muitos reinos, mas o melhor sempre seria o que eles reinariam juntos.
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