Two Kingdoms - One Family
4 Capítulo 4
Notas iniciais
POV Ethan
Uma semana se passara, e a Seleção estava mais perto do que nunca. Uma agitação retumbava meu peito e minha cabeça, deixando-me inquieto. Restava apenas uma semana até a chegada dos selecionados e selecionadas e os criados estavam de pernas pro ar. Estavam todos terminando a arrumação dos quartos, aumentando o número de pessoas na cozinha, limpando cada canto. Decidi visitar os quartos e ver como estavam. Alguns eu até achava grotesco demais, mas teve um que me chamou muito a atenção. As paredes eram amarelas claro, a cama parecia de uma verdadeira princesa com dossel e lençóis em tons de azul, uma pequena escrivaninha se encontrava mais ao canto. Era um quarto simples, porém bem charmoso a meu ver. Eu só esperava que a pessoa que fosse dormir ali também fosse. Saí dali e fui ao encontro de minha irmã que me esperava no jardim. Ao chegar lá, ela estava olhando para o horizonte onde um perfeito por do sol se encontrava. Andei sorrateiramente até ela e a assustei. Ela gritou e eu comecei a rir de sua reação.
– Seu idiota! Quer que eu tenha um ataque cardíaco aos dezenove anos? – ela disse tentando controlar sua respiração.
– Perdão, mas não resisti. Mas enfim, por que me chamou?
– Bem...- disse ela recompondo-se finalmente. – Eu recebi uma carta. – disse timidamente.
– Uma carta? De onde? – perguntei curioso.
– Áustria.
– Adelaide. – deduzi e ela logo confirmou com a cabeça. – Qual o motivo da carta?
– Ela já está casada. Ela disse que não suporta o marido, que ele consegue ser mais infantil que você. – disse com um sorriso fraco. – E que sente saudades. De todos nós, mas principalmente de você.
– E por que ela não me mandou uma carta diretamente?
– Foi proibida. Não pelo marido, mas pelos pais.
– Faz sentido. E por que está me contando isso?
– Achei que você merecia saber. Vamos mudar de assunto, estou notando seu desconforto. – disse ela tristemente.
– Tudo bem. Ansiosa para a Seleção?
– Talvez não ansiosa, mas temerosa, não sei exatamente as pessoas que o destino me guardou.
– Eu também. Todas me parecem muito encantadoras, mas nunca é o mais correto julgar um livro pela capa.
– É mesmo. Bom, em breve será a hora do jantar. Melhor entrarmos e começarmos a nos preparar.
– Sim, vamos. – disse entrelaçando o meu braço no dela. Ela riu um pouco e começamos a andar. Em uma semana, tudo será diferente.
E o dia finalmente chegou. Acordei um pouco desnorteado e me toquei.
– Eles chegam hoje. – disse a mim mesmo.
Pulei da cama e fui direto ao banheiro. Tirei minha roupa e entrei no chuveiro. Tomei um banho frio para acordar de vez para o dia cansativo de hoje. Saí do banheiro e fui ao closet. Eu teria que estar bem arrumado, não para as garotas, mas para os fotógrafos e jornalistas que viriam. As meninas só teria a permissão para me encontrar a partir do café da manhã de amanhã. Vesti um terno azul escuro e meus sapatos sociais marrons. Penteei meu cabelo, mas logo depois mexi um pouco nele para ficar um pouco despojado. Olhei para o relógio e me assustei. Já se passara uma hora e meia desde que eu acordara. Segundo minhas contas, todos eles chegariam em cerca de três. Peguei uma gravata amarela e desloquei-me até a porta. Coloquei-a em meu pescoço rapidamente saí pela porta. Na mesma hora, as portas de Katrina e Malcolm abriram também. Todos nós sorrimos uns para os outros.
– Você está bonitão. – disse Malcolm a mim.
– Você também não está nada mal. – disse.
– Nada mal? Eu estou arrasando! – disse ele fazendo todos rirmos.
– Vamos logo! Até Amberly saiu antes de nós. – disse Katrina.
– Espere. Sua coroa, Ethan. – disse Malcolm apontando para minha cabeça.
– Ah, só um instante. – disse. Entrei novamente em meu quarto e dirigi-me até o closet. Lá tinha uma espécie de prateleira interna na parede onde ficava minha coroa. Abri a prateleira e retirei-a. Voltei até o corredor e Katrina aproximou-se.
– Creio que em breve eu não terei mais que arrumar sua coroa. Alguém me substituirá. – disse Katrina tomando a coroa de minha mão e colocando delicadamente sobre minha cabeça.
– Você nunca será substituída. – disse a ela que sorriu para mim.
– Vocês estão prontos? – Malcolm nos perguntou.
– Como é possível ficar preparado para algo como isso? – disse Katrina.
– Se fosse a minha Seleção eu estaria feliz.
– Você não sofreu no amor como nós.
– Bem, isso é só um ponto negativo. – disse ele parecendo pensativo. Sorrimos e começamos a caminhar.
Ao chegarmos ao hall central não conseguimos mais nos locomover. Ele estava infestado de repórteres. Fomos cegados pelos diversos flashes que tiniram em nossa direção. Consegui pegar na mão de Katrina e puxá-la até onde nossos pais estavam. Malcolm veio logo atrás de nós. Nossos pais e Amberly estavam em uma espécie de palanque, sentados em seus devidos tronos. Quando finalmente subimos no lugar consegui ter uma visão ampla de tudo. Malcolm virou-se para mim.
– Obrigado por me deixarem lá trás.
– Não há de quem. – respondi sorrindo.
– Sentem-se – pediu meu pai.
Eu sentei em meu trono ao seu lado e Malcolm a meu lado. Katrina sentou-se entre minha mãe e Amberly, seu lugar. Olhei no relógio de pulso de meu pai e constatei que eles já deveriam estar chegando. Comecei a suar frio e a ficar tenso. Meu pai notou meu desconforto e aproximou sua boca de meu ouvido.
– Não se preocupe. Só seja gentil, como eu lhe disse. Tudo ficará bem. – disse ele e logo em seguida lançou-me um sorriso tranquilizador. Sorri de volta e voltei-me para o horizonte. Todos aqueles flashes estavam me fazendo mal. A sala parecia girar e então notei que minha pressão estava abaixando. Respirei fundo e tentei me acalmar. E então as cornetas soaram. Notei que parte dos fotógrafos se dirigiram para a frente do palácio. Duas limusines pararam em frente ao palácio. De lá saíram quatro mulheres e quatro homens. Eles sorriam maravilhados com toda a atenção que estavam recebendo.
E agora sim a batalha começou. Bem-vindos a Seleção.
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