Two Is Better Than One.

7 Capítulo 7 – I’m coming.


Notas iniciais
Olá galerinha, recebi duas reviews e fiquei super contente! e como prometido, vou postar o capítulo 7. Espero que gostem! :D

“Última chamada para o Vôo 3412, com destino à Londres. Por favor, dirijam-se ao corredor de embarque.”

Quando ouvi aquilo, senti um frio na espinha. Eu tinha certeza do que eu queria? Eu estava pronta para morar sozinha? Começar minha vida do zero? E em outro país? Bom, eu só iria saber se eu estava pronta, se eu atravessasse as fronteiras.

– Tchau mamãe! – a Ana Julia beijou o rosto da minha mãe, que iria passar uma semana comigo até eu me acostumar. – volta logo.

– Tchau meu amor, cuida bem do papai, hein. – minha mãe respondeu. Pude ver um sorriso amarelo em seu rosto.

– tchau amor, cuida bem da nossa casa, hein. – minha mãe deu um selinho em meu pai. Eles se abraçaram. Aquela cena foi muito fofa.

Anna correu para o meu lado e se agarrou nas minhas pernas. Com uma mão ela me agarrou e com a outra, ela segurava o Bobby. O tão querido Bobby.

– Não vai Babi, eu vou morrer de saudades! – ela choramingou. Senti meus olhos enxerem de lágrimas, mas me controlei para não desabar.

– Own, bebê. – lhe peguei no colo. – eu volto, mandarei presentes, fotos, eu não vou pra sempre. – tirei sua franjinha do rosto. Ela apenas se agarrou no meu pescoço e cruzou as pernas nas minhas costas.

– Te amo Babi. – ela disse baixinho no meu ouvido. A primeira lágrima escorreu.

– Bárbara, temos que ir. – minha mãe me fez voltar para a vida real.

Eu assenti, coloquei a Ana no chão e dei um último abraço no meu pai.

– Vou sentir sua falta! – ele disse baixo. – Você está crescendo.

– Mas eu vou ser sempre seu bebê. E agora você tem que cuidar desse bebezão ai. – olhei para a Ana, que estava agarrada na perna da mamãe.

– Te amo pai, e obrigada. – sorri e me virei para a minha mãe. Pegamos nossas bolsas e caminhamos para o corredor de embarque.

– Tchau Babiiiii! – uma voz fininha soou no ambiente, era a Ana acenando pra mim. Eu acenei de volta e tomei meu rumo, meu novo rumo.

Finalmente lá estava eu: sentada na poltrona do avião, aguardando ansiosamente para chegar em Londres. E minha mãe estava do meu lado, segurando minha mão, com medo do que pudesse acontecer comigo. Ela pegou seu iPad e eu meu iPod, ajeitei os fones no ouvido e logo adormeci.

– Bárbara, eu te amo! – uma voz grossa e conhecida soou no meu ouvido. – te amo, te amo, te amo! – a voz ficava repetindo no meu ouvido.

Abri os olhos e vi o rosto de um menino, minha visão estava borrada. Mas o menino tinha cabelo castanho e pele branca. Aos poucos, minha visão foi ficando mais nítida. Era o Harry. Ele passava a mão no meu cabelo, e eu estava deitada ao seu lado. O que eu estava fazendo ali?– Eu te amo! – ele tornou a repetir. – te amo, te amo, te amo!

Abri os olhos e me dei conta que era um sonho. Confuso, mas era um sonho. Eu estava ofegante e eu suava frio. Olhei para o lado e vi minha mãe dormindo com a cabeça encostada na poltrona. Do outro lado, estava a janela do avião e a imensidão do céu, que estava escuro. Ainda estávamos viajando. No meu iPod estava tocando: More Than This – One Direction. Minha calma voltou. Reencostei a cabeça na poltrona, e logo adormeci de novo.

– Bárbara, amor, acorde! – minha mãe sussurrou em meu ouvido. – Chegamos!

Esfreguei os olhos com as mãos e me espreguicei. Olhei pela Janela e estava amanhecendo o dia. Senti aquele clima frio novamente.

“Como é bom voltar aqui.” – pensei comigo mesma.

Pegamos nossas bagagem de mão, e descemos. Minha mãe conversou com uma mulher em balcão, e saiu com umas chaves na mão. Pelo jeito eram as chaves do carro e do complexo que meu pai havia comprado para que eu morasse enquanto eu terminava o colegial.

Enquanto minha mãe falava com a moça, eu fui pegar nossas malas. Logo minha mãe veio em minha direção, e me ajudou a levar as malas até o carro que meu pai havia alugado para o uso da minha mãe. O caminho foi rápido. Pudemos ver algumas pessoas andando pelas ruas, pelo jeito estavam indo para seus devidos trabalhos.Chegamos no complexo, meus pais já haviam agilizado tudo. Entrei com o pé direito, e quando me dei conta, eu estava no meio da sala. Olhei ao meu redor e tudo parecia um sonho. Aqueles moveis, e o cheiro de tinta nova.

– Mãe, me belisca! Isso é vida real? Sério que isso tudo é meu? – meus olhos brilhavam ao olhar para cada canto daquele apartamento. Corri pelos cômodos. A cozinha era divida com a sala por uma copa. Estilo cozinha americana. A sala era perfeita, com grandes janelas de vidro, dava pra ver quase que Londres inteira. Meu pai havia comprado o menor apartamento do complexo, porque só havia apenas um quarto. Mas estava perfeito. Meu quarto tinha uma sacada, separada por uma porta de vidro.

– Bárbara, precisamos tomar o café da manhã. Minha barriga já está roncando. – ela gritou da sala.

– Já estou indo! – gritei de volta, fechando a porta de vidro.

Cheguei na sala, minha mãe pegou sua bolsa por cima do balcão de mármore, ela trancou o apartamento e nós descemos.

– Acho que precisamos por cortinas, mãe. – eu disse entrando dentro do carro.

– Eu também acho. – ela disse dando partida no carro.

Decidimos tomar café da manhã na Starbucks, o caminho foi curto e não trocamos muitas palavras. Logo chegamos, minha mãe achou uma vaga bem em frente da Starbucks e descemos do carro. Lembrei do meu incidente com o Harry, soltei um risinho.

– O que foi? – minha mãe perguntou rindo de canto.

– Nada. – sorri pra ela. – coisa minha.

Ela assentiu, nós entramos, nos sentamos no balcão e fizemos nossos pedidos. Eu como sempre, muito gorda, pedi um chocolate quente com dois cookies de chocolate. Simplesmente amo. Minha mãe pediu apenas um cappuccino.

– Saindo daqui nós precisamos fazer compras pra casa. Amanhã nós vamos ver as coisas pro seu colégio novo. – ela disse isso e logo em seguida bebeu um gole do cappuccino.

– Aham. – eu dizia enquanto comia o cookie. Eu não parava de olhar pra porta. Mas por que eu estava fazendo aquilo? O Harry não iria aparecer por aquela porta e vir falar comigo: “Oi, você lembra de mim?”

Dito e feito, ele não apareceu. Eu só podia vê-lo através dos noticiários, ou pela internet. Mas mesmo assim, não era nada diretamente. Olha, de novo, por que eu estava esperando tanto que ele entrasse por ali? Ele nem lembra mais de mim, puft.

Notas finais
O que acharam? deixem reviews! xx