Two Is Better Than One
1 The encounter
Eu estava triste, pensando em coisas ruins...
Por causa da minha tolice, eu consegui estragar mais um relacionamento, e fiz minha mãe ter vergonha de mim. Eu estava sentado perto de um penhas fazia alguns dias... Sem comer, beber, nem dormir, pensando no quão inútil foi a minha existência até aquele momento e se algum dali pra frente ia ser diferente.
Levantei-me e caminhei rente a beira. Ouvi então, uma voz:
- Ei garoto, o que está fazendo? Você vai cair!
Um garoto se aproximou, me pegou pelo braço a me afastou da beirada.
- Fale comigo! Você está pálido. — insistiu ele com expressão preocupada.
- Não me sinto muito bem... — as palvras saíram da minha boca com dificuldade.
- O que você está sentindo? Conte-me, assim poderei ajudá-lo!
Eu tentei falar algo mas, senti minhas pernas fraquejarem recusando-se a sustentar o corpo, meus lábios ficando gelados...
Quando por fim eu ia cair, o garoto ajoelho-se impedindo que meu corpo caísse diretamente nas pedras imundas do chão, fazendo com que eu caísse em cima de suas pernas. Eu olhei para ele e notei que minha visão começava a escurecer...
Por fim, apaguei.
-------------------
Quando eu acordei, me assustei. Eu estava deitado em uma cama num quarto que eu desconhecia.
Eu estava me sentindo fraco.
Tentei levantar, mas não consegui. Vi então, o garoto que me afastou do penhasco, entrando no quarto e vindo em minha direção.
- Como se sente? — perguntou ele sentando ao meu lado, fitando-me e sorrindo.
- Me sinto melhor... mas, um pouco fraco.
Ele acariciou o meu rosto.
- Que bom! Você estava com febre alta... Meu pai é médico, te examinou enquanto você estava desmaiado. Ele disse que, pelo jeito, você não come, nem dorme bem ultimamente...
- É que... eu ando tendo uns problemas em casa e... espera, estou confuso...
- Sobre o que?
- Quem é você? Onde estou? Quem lhe deu permissão de me trazer aqui? E ainda por cima desacordado...?
- Acalme-se! Foi um falta de gentileza eu não ter me apresentado, desculpe. Sou Kohara Kazamasa, ou se preferir, apenas Shou... Você está em minha casa, em um quarto de hospedes e quando eu o encontrei perto do penhasco você parecia mal, aí você desmaiou... Meu pai é médico, então, eu tomei a liberdade de traze-lo aqui para que ele podesse cuidar de você...
Eu o olhei um pouco confuso. Era tão estranha aquela situação, eu nem o conhecia e já estava em sua casa... Algo em mim dizia que eu deveria ter medo, mas, havia algo mais forte que dizia que ele não me faria mal algum.
- Não se preocupe... Qual é o seu nome?
- Hiroto Ogata, mas todos me chamam de Pon...
Ele sorriu e eu retribui ainda um pouco confuso.
- Quer alguma coisa?
- Não, obrigado.
- Você tem que se alimentar...
- ... — fiz um silêncio breve. — Você pode me levar para caminhar um pouco... para respirar ar puro? Estou farto de ficar deitado...
- Hun? Claro!
Ele se levando e estendeu a mão para que eu fisesse o mesmo.
Eu segurei a mão dele e me levantei. Nós caminhamos por um corredor e descemos uma escada.
Um homem bem vestido veio até nós, sorrindo. Era o doutor Yong, um médico reconhecido na cidade. Eu e meus pais o conhecíamos.
- Vejo que acordou... ótimo! Como se sente Hiroto?
- Ah, sim. Bem, obrigado.
O homem voltou-se a Shou:
- Estão de saída? Aonde vão?
- Sim. Nós vamos dar uma volta... exercitar as pernas...
Nós rimos. Logo o doutor acena positivamente com a cabeça e saí. Eu e Shou caminhamos até a porta. Um homem alto e sério de terno preto abre a porta e nós saímos.
Senti o vento calmo bater em meu rosto... e o ar divino da natureza entrando pelas minhas narinas... Era uma sensação maravilhosa, como se fizessem anos que eu não saia de casa.
Olhei para o garoto ao meu lado que me encarava.
- A brisa está agradável, não acha!? — comentou ele.
- Concordo... Aonde costuma ir?
- Eu gosto de ficar perto da cachoeira... Ninguém vai lá, o que significa tranquilidade total. Eu gosto do clima tranquilo.
- Eu também gosto. Poderia me levar á este lugar?
- Claro.
Nós andamos um pouco e entramos em uma trilha. Caminhamos por ela até chagarmos a um lugar divino!
Havia pedras espalhadas por todos os lados, uma cachoeira de águas cristalinas... O céu parecia mais azuk, mesmo estando começando a nublar... Algumas nuvens num tom acizentado... Era um lugar e um dia fantástico!
- É tão... — tentei dizer o que eu achava do lugar mas não haviam palavras que descrevessem... Eu estava maravilhado!
- Tão? — insistiu ele.
- É tão... lindo!
Peguei na mão dele, fazendo-o correr comigo por entre as pedras até chegarmos perto da água.
Ele me olhou sorrindo. Derrepente despiu-se e pulou na água, fazendo algumas gotas respingarem em mim.
- O que está esperando? Tira a roupa e vem! A água está ótima!
Olhei para todos os lados, me despi rapidamente e entrei na água.
Ele mergulhou e veio até mim.
Eu o olhei, a água era tão cristalina que eu podia vê-lo por completo, mesmo dentro d'água.
Senti meu corpo estremecer após ver aqueles biceps, o peitoral... Era um corpo excitante.
Tentei não manter minha atenção na silhueta a minha frente mas, era quase impossível.
Então eu ouvi a voz manhosa e atraente do garoto bem próxima do meu ouvido:
- Sabe, fiquei sabendo que aqui, nestas águas, habitam alguns ofídios aquáticos...
- Ofídios? Você quer dizer... cobras?
Voltei-me a ele com uma expressão de medo. Eu sempre tive repulsa e um pouco de medo de cobras.
- Sim... vi uma da grandes, agora pouco!
Num salto, eu o abracei tremendo, entrelaçando as minhas pernas em volta da cintura dele:
- Onde?
Ele riu. E muito.
Foi então, que eu percebi que ele estava mentindo. O soltei e fiz o maior bico que consegui.
- Há, eu te assutei. — zombou ele.
Eu não respondi. Saí da água e sentei-me ainda nú, na pedra grande. Abracei meus joelhos e escorei meu rosto nos mesmos.
Ele olhou pra mim e após saiu da água também. Ele sentou do meu lado, me abraçou e com aquela voz que me deixava todo arrepiado ditou:
- Desculpa... Eu não sabia que... você tinha TANTO medo...
Ele não conseguiu se segurou e começou a rir debochadamente. Eu então, o olhei agora com expressão de revolta, fiquei de pé em frente a ele, que estava com expressão de espanto e pela rapidez de meu ato, deitara na pedra.
- Quem foi que disse que eu tenho medo? — perguntei.
Ele desfez a expressão de espanto, voltando a rir.
- Se não é medo, é o que então...? Repulsa? — disse ele, rindo.
- PARA DE RIR DE MIM CARALHO! — gritei.
- Faça-me parar! — respondeu-me ele rindo debochadamente me deixando muito irritado.
Eu deitei em cima dele e em um ato desesperado para faze-lo se calar, eu o beijei.
Era pra ser algo rápido, mas eu senti as mãos atrevidas dele percorrendo o meu corpo. Senti a língua dele invadindo minha boca, explorando cada canto dela e vez ou outra se intercalndo com a minha língua como se brincasse com ela.
Naquele momento senti o corpo abaixo de mim, estremecer.
{CONTINUA... -q}
Fale com o autor