Two Hearts, Two Bloods
21 Capítulo 21
Cap. 21
Acordei com sol no meu rosto, esqueci que tinha dormido de noite, agora já deve ser de tarde, e eu ainda dormindo, bem, eu não tenho dormido tão bem esses dias, só lamento.
E nós ainda não chegamos ao destino, seja la qual for. Claro, a cidade de Lu, a que eu queria tanto ir, mas se eles achavam Paris inseguro, como aquela cidade ofereceria mais segurança? Eles sabem quem mora la e o que as pessoas de la fazem? Ou nem todas são daquele jeito, talvez só eles sejam daquele jeito.
Na verdade eles não são nem de la, não tem porque ter medo que ir para la, só que talvez eles estejam esperando que eu volte. Eu deveria voltar sozinha, deveria ir para pesquisar, sozinha, mas não, meus pais tem que ir comigo, e eu tenho que por eles em perigo, como sempre. E se algo de mal acontecer vai ser culpa minha, eu vou poder me culpar por toda a minha vida por ter machucado meus próprios pais, levado eles para a casa dos predadores, simplesmente por um assunto que na verdade nem era meu.
Eu não precisava estar mexendo com isso, eu podia simplesmente esquecer e sair fora, mas simplesmente não sai da minha cabeça. No inicio eu realmente tentei esquecer, mas comecei a ter sonhos esquisitos e voltei. Porque eu preciso de saber o que tudo isso significa, o que são os nomes, porque eles o querem tanto.
E se for algo que pode ajudar a derrotar eles? Isso não seria muito importante para todos? Se eu pudesse encontrar os nomes e simplesmente... Acabar com eles. Com tudo de mal que eles fazem, se eu pudesse acabar com toda a dor que eles causam a todos... Isso sim seria ótimo, seria algo que ninguém esqueceria. O dia que uma garota derrotou os Perazo, as piores pessoas já vistas na Itália e na França, e agora tentando dominar os Estados Unidos.
Eu poderia fazer isso, poderia mesmo tentar fazer isso e ser a salvadora. Encontrar os nomes. Parece algo tão fácil, quando se fala, como se fosse só olhar em uma lista e achar. Talvez fosse realmente fácil assim, mas eu não poderia saber sem procurar. Não poderia livrar as pessoas do mal sem lutar.
Não posso ser uma heroína sem passar por todas as coisas difíceis e superar.
É meio idiota pensar assim, a maioria das coisas que eu penso é idiota, eu realmente sei disso, já pensei sobre isso e foi mais um pensamento idiota, mas bom... Pensar em ser uma heroína PE muito bobo, em salvar todos, como se fosse realmente possível, não estou em um livro ou uma historia em quadrinhos, essa é a vida real, e eles precisam ser derrotados, não posso ver mais pessoas sofrerem, porque sei que pode ter sido culpa deles a saída inesperada de meus pais de Paris. Eles podem ser culpados de tudo de ruim na minha vida, e eu nem sei de verdade, isso dói.
Bom de algumas coisas eles com certeza são culpados. Por exemplo minha família. Nós não somos de Paris, não nascemos la e amamos aquele lugar, nós não escolher aquilo. A historia é bem fácil na verdade.
Foi assim: Era uma vez uma família meio rebelde e um família meio criminosa. A família meio criminosa ditava todas as leis de certa cidade da Itália, eles mandavam em tudo, e em alguns anos começaram a mandar em toda a Itália, e os que se rebelavam eles mandavam matar, o que era muito fácil para eles porque não era uma família normal.
Essa família era organizada de um jeito diferente, os mais “poderosos” no trono, os outros como servos, as vezes saiam alguns poderosos e alguns servos para matar. O poder era como, quem podia matar mais rápido ou mais dolorosamente, quem torturava mais e quem podia fazer a pessoa morrer de medo. Os que tinham isso ficavam no topo, e os outros que não eram tanto, ou menos, ficavam mais embaixo, e tinha os inúteis que simplesmente ficavam ali por serem mais fortes ou inteligentes. Os que realmente comandavam, os fundadores eram 3 irmãos, que já me visitaram uma vez alias, e um deles, o 1º ou 2º mais poderoso (não sei direito) era o pai de Lua. E eles eram extremamente cruéis, poderiam fazer de tudo para algo que eles queriam, matar qualquer um, torturar qualquer um.
E bom, a família rebelde era uma família normal, 2 irmãos, os dois casados com mulheres bonitas, com um passado sujo mais um futuro limpo, o único problema era que eles não queriam obedecer a família que mandava em tudo. Eles só queriam viver suas próprias vidas, sem problemas, mas sem ter que se colocar a serviço do mal. Por alguns anos eles ficaram felizes nas as próprias vidas, sem atrapalhar ninguém ou algo do tipo, mas é claro que eles iram ser descobertos. Os dois homens foram chamado para um tipo de guerra entre “a máfia” da Itália e “a máfia” do Brasil. O Brasil sempre foi temido por todos, mas é claro que a Itália ganharia, ninguém tinha chances contra aquele grupo, eles eram horríveis. Mas bem, minha família, a família rebelde, não quis ir, falou que não iria lutar e assim travou uma pequena guerra contra os Perazo, a família do mal.
Teve varias lutas, varias mortes, varias coisas sem voltas e por algum tempo pensamos que tínhamos vencido, até é claro acordarmos em Paris, na verdade, até meus pais acordarem em Paris, minha mãe grávida, e um bilhete que se eles voltassem seria pior. Pior? Mas o que aconteceu? Alem de todas as mortes, meus pais foram torturados, por mais tempo do que eu imagino, eles tinham cicatrizes e sangue por todo o corpo. Minha mãe achava que eles tinham tirado o bebe, mas não, eu nasci, eles ficaram muito felizes, e fora de brigas e de noticias por muito tempo, até que os Perazo voltaram a minha cidade, falaram que eles haviam prometido vingança por ter perdido para o Brasil, por ter um numero menor de guerreiros, menos facas, espadas e punhos a luta. Falaram que meus pais iriam pagar. Não houve uma verdadeira luta, e foi la que eu vi Lua pela primeira vez, alias.
Ela estava bem, deslumbrante, ela sempre foi deslumbrante mas naquele dia... E eu olhava para ela e podia ver a assassina em seus olhos, mesmo parecendo que ele estava bem entediada de estar ali, eu podia ver que se alguém chegassem perto dela, ela poderia arrancar seu coração com as unhas facilmente. Eu tinha medo dela, e ao mesmo tempo a admirava, porque ela tinha mais ou menos a minha idade e estava com eles, estava na frente, no lugar onde os mais importantes ficavam, e eu sei que não era por causa do pai dela, ela mereceu estar ali, e prefiro não imaginar o que ela fez para estar ali, não gosto de pensar em todas as pessoas que ela matou ou torturou para merecer aquele lugar. E ao mesmo tempo parecia que ela não queria, ou não ligava, para aquele lugar. Parecia que estar la não era nada para ela, não significava nada, ela poderia facilmente virar as costas e sair andando. Imagina ela um pouco como uma força rebelde no meio deles, e bem, meio que ela era. Não gostava de seguir regras. E eu consegui ver tudo isso com somente um olhar para ela, para a expressão dela.
E, na verdade posso falar que ela estava me olhando, eu vi o olhar dela para mim,. Varias vezes ela olhou para mim como se eu fosse uma piada na vida dela, as vezes como se ela quisesse simplesmente enfiar uma faca no meu crânio, mas as vezes ela olhava para mim como se interessasse em minha vida, como se pudesse ler meus pensamentos. Como se eu fosse muito interessante para ela, o que naquele horário. Naquela ocasião, seria bem difícil de imaginar, mas na vida dela tudo era... Fora do normal.
Eu sei que um dia eu vou ter que pensar e saber que o inicio da vida de Lu foi horrível, um dia eu vou ficar sabendo quantas pessoas ela matou para estar na frente, quantas ela torturou e como elas acabaram morrendo, eu iria saber de qualquer jeito que ela não era a boazinha rebelde da historia, e eu entendo um pouco, eu só meio que acredito que ela ficou melhor depois, depois de que é outra coisa que a vida vai me levar a descobrir porque esta realmente difícil de fazer no momento já que eu estou em um carro, indo para uma cidade que vai me fazer mal. Mas no mínimo a cidade vai me mostrar mais da vida dela, eu acredito pelo menos que vai, ela não pode ter morado ali por tanto tempo e não ter deixado nada, nada, para trás, tem que ter em alguma coisa que ela deixou que possa me ajudar, ou talvez eu consiga encontrar aqueles amigos dela, os que desapareceram no dia que eu cheguei na cidade.
Desapareceram.
No dia em que eu cheguei da cidade.
Que bonitinho para mim.Ela não falou muito deles para mim,é claro, eu também não iria querer falar se fosse a Nina desaparecendo da minha vida do nada, mas eram um grupo, e eram muito legais e talvez ela gostasse de um ou dois garotos do grupo, e ela perdeu isso e a melhor amiga dela por mim. E passou uma morte dolorosa e sangrenta. Não tenho certeza se valeu a pena a troca, não consigo imaginar como me sentiria. Bom, agora eu tenho bastante certeza de que ela não esta sentindo nada, mas...
“Mãe porque nós estamos indo tão rápido para aquela cidade? E não finja que você não sabe que eu ouvi aquele barulho la em casa, e daí vocês saem correndo. O que tem de errado?” Eu solto e os olhos dela se arregalam.
“Alguns pequenos problemas querida, mas nós vamos ficar seguros aqui, e você vai saber das coisas daqui a pouco. De tudo, eu prometo.” Ela me responde, e olha para trás, quando eu olho nos olhos dela eu reviro os olhos (assim como a Lu sempre fazia para mim) e sorrio.
“Ok mãe, ok.” Eu respondo e ela também sorri, meu pai ainda esta centrado demais em andar rápido o bastante para atropelar um cervo a qualquer momento para nos ouvir, e é claro que nada seria mais perfeito agora do que matar um cervo.
Falando em cervos em penso em meus amigos, ok nada a ver mas minha linha de raciocínio sempre foi meio lerda. Eu não me despedi deles, e eu esta Ava tão, mais tão brava com o Sean só porque ele me chamou de metida, ou alguma coisa assim.
Sim, isso significa muito para mim, e significa mesmo, por causa de coisas passadas, mas eu não podia ficar com tanta raiva dele assim do nada. Ele podia me dar um explicação, e na verdade, ele era bem bonitinho, e ele é bem legal, de menos a parte de que ele gosta de comer a comida ou os doces dos outros. Vai ver a linha de raciocínio dele também é um pouco lenta e ele não sabe o quanto isso é feio e nojento, mas eu tenho quase toda a certeza do mundo que ele sabe que é feio e nojento e fez para me irritar. Talvez ele tenha realmente gostado de mim. Ou não.
E Nina, minha amiga fútil que foi embora com um cara que ela não conhecia, como ela estaria, será? Será que ela já sabe que eu sai correndo? E que ela ainda esta com aquele garoto? E se eles forem sair juntos em 3?E se ela não gostar do dela e pegar o meu? O meu? O que? OK, minha linha de raciocínio não é somente lenta, ela é confusa também. E mentirosa, e totalmente sem noção, mas...
Ok, talvez eu tenha gostado dele, talvez mais do que ele realmente gostou de mim, mas o que eu posso fazer? Ele apaixono facilmente, por qualquer olhar, por qualquer sorriso, e as vezes por qualquer abdômen definido, mas essas paixões nunca duram.
E ele não pode ter gostado tanto de mim, porque ele falou varias coisas feias na minha cara, e sim é bem melhor ele falar aquelas coisas na minha cara do que falar para os amigos dele e tudo, mas ele podia ter tido um pouco mais de educação, porque alias eu sou uma dama, e ele não é uma dama. Pelo menos não que eu saiba.
Ah, por favor, isso não pode ser outra coisa para eu me preocupar, eu tenho quase certeza de que ele não é uma dama. Quase não é o suficiente, e se ele for e eu estiver aqui me apaixonando por ele sendo que ele não gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto dele? E se aquele amigo dele for mais do que um amigo disfarçado?
E aqui estou eu dando de paranóica de novo, por nada menos que nada. Eu não preciso disso, eu provavelmente nunca vou ver ele de novo, então porque me preocupar com isso, eu posso gostar dele mais eu tenho que admitir que não vou ficar com ele.
Paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica, paranóica e doida. Te apresento... Eu! E é quase impossível de se imaginar que na verdade eu vivo muito bem desse jeito.
E o problema inicial, que era as despedidas que eu não fiz que foi totalmente perdido no meio dessa loucura paranóica toda pode ser facilmente resolvido com algumas pequenas ligações, até onde eu saiba eu enfiei meu celular dentro de uma bolsa com mais algumas pequenas coisas que eu achei importante pegar naquela bagunça rápida toda. É claro que eu não peguei tudo que eu preciso, nem tudo que eu quero, mais é assim que a vida vai.
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