Two Hearts, Two Bloods
6 Capítulo 6
Cap. 6
Me levantei, sem graça, meio cansada, hoje seria difícil, de novo. Fui me arrumar para ir para a escola, passei direto no banheiro, fui tomar um banho e arrumei meu cabelo dentro do Box mesmo. Então sai, e fui olhar no espelho... E eu vi, levei um susto, no meu espelho esta escrito:
“VOLTEI
Você é a próxima
A”
Eu me afastei do espelho com medo. O que tinha acontecido ali? Aquilo estava ali desde ontem? Alguém entrou aqui enquanto eu estava dormindo? E aquela assinatura... Parecia tanto com a do... Não! Ele se foi! Foi embora! Fugiu de mim, não vai mais voltar! E... Ele era uma boa pessoa. Não?
Ainda aterrorizada, coloquei uma das roupas que estava na cama, rápido e sai dali o mais rápido possível. Fui correndo para o colégio, sem me importar com nada, nem mesmo com os azulejos, até certa parte.Um azulejo quebrado ao meio, tinha um coração e estava escrito “Luna e Romeu” ou perto quebrado escrito “Luna e Anthony” outro um pouco mais distante “Luna e Pedro”, eu olhei aquilo, uma lagrima escorreu do meu olho novamente, sai correndo, para a escola, não é normal alguém correr para a escola, a não ser é claro que fosse um ataque de zumbis, na verdade, isso é mais ou menos um ataque de zumbis.
Quando uma pessoa vai embora, do nada, te magoa, te machuca, deixa você triste e você decide esquecer ela, como se ela estivesse morta, ela “aparece” de novo, então seria um ataque de zumbis, principalmente se ela não é ligada a coisas exatamente do bem. Bom, ele era ligado ao bem, pelo menos para mim ele era. Era uma pessoa boa, legal, carinhoso, espontâneo, bonito, charmoso, tinha olhos perfeitos, sabia se expressar e podia ler minhas expressões. Ele não sabia muito de mim, na verdade sabia tudo, mais não entendia a profundidade de nada. Nasceu em uma boa família e nunca passou por situações difíceis desse tipo. Com era bonito, quis dizer, ele era alto, tinha o cabelo normal, preto, olhos azuis que podiam mostrar a alma dele, pode-se ver quando ele mente pelos seus olhos. Sempre me fazia rir e gostava de mexer com meu cabelo. Sempre falava que não ligava que nossas famílias se odiassem, e que ele me amava. Há muito tempo.
Eu cheguei perto da escola e parei, olhei para nossa arvore. Olhei de novo e não sorri. Eles não estavam ali, não mais. Eu analizei tudo, em nenhum lugar. Então fui sentar lá, talvez estivesse só um pouco cedo demais, eles viriam. Pode ser estranho mais nós sempre estávamos ali, como se gostássemos da escola ou alguma coisa assim. Eles simplesmente não mudariam de lugar de um dia para o outro, e se fizessem isso iriam me avisar, eu acho, pelo menos. A não ser que... Não, não iria acontecer nada assim do nada. Eu me deito na grama, fecho os olhos, talvez eu durma um pouco aqui já que não dormi a noite. Mais isso não aconteceu, eu fiquei ouvindo a voz dele na minha cabeça. Aquelas palavras de sempre, que me marcaram. Para outras pessoas não tem significado, mais para mim significava mais do que tudo. Eu não entendia... Não podia explicar... Então lagrimas caíram do meu rosto, eu fiquei de olhos fechados, deitada na grama, até alguém me interromper eu ficaria ali, chorando sozinha.
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