Two Hearts, Two Bloods
2 Capítulo 2
Capitulo 2
Eu ando até eles e eles começam a bater palmas, sendo eles, bem eles sabe como é ter aquele grupo de amigos que todos seguem e querem ser e fazer parte? Aquele grupo de amigos que na verdade é só um monte de loucos juntos pra nada? Bom esse era o meu grupo de amigos, vamos falar sobre eles. No grupo tinha 8 pessoas, tirando eu claro,comigo eram 5 meninas e 4 meninos, bem antes nós éramos 11, mais ele foi embora então nosso numero diminui bastante, ou nem tanto.Somos: Eu (Luna), Dhester, Chess (Chelsea), Renata, Matth (Mathew), And (Andrew) (Eles são irmãos, e nos chamamos eles de gêmeos mesmo eles sendo totalmente diferentes), Dam (Damiam) e Marcus. Nós somos tão lindos, seguidos e populares que na verdade me da vontade de chorar. A um tempo atrás eu daria tudo para estar aqui, e agora que estou entendo porque as ex lideres da escola não eram felizes. Não que eu não seja totalmente feliz com meus amigos loucos, ou por ser seguida por varias garotas novinhas, é só que não se tem paz, eu não gosto de não ter paz, eu gosto de ficar quieta no meu canto (ou melhor, na minha arvore) com meus amigos, sem mais ninguém.
Imagine todas as pessoas chatas te seguindo e falando cosias sem noção para voce, sendo falsas a todo o tempo simplesmente para conseguir um lugar na escola. E ainda na escola, se fosse um trabalho ou algo importante de verdade, mas não. Eles tinham que competir na escola, como se não tivessem vida social de verdade. Como se eu realmente pudesse falar de vida social, mas eles se preocupam em ser populares na escola, se eles simplesmente se desligassem e curtissem se sentiriam muito melhor. Eu nunca quis fazer parte do grupo de populares, e do nada meus melhores amigos ficaram populares, minha melhores amigas ficaram populares, eu fiquei popular e tornei os outros populares. Nossa, que vida estranha.
Bom, e é muito difícil se achar os amigos que são amigos verdadeiros quando se tem tantos idiotas te seguindo e fingindo ser quem na verdade não são. Mesmo não sabendo de verdade eu acho que me sai muito bem escolhendo meu grupo de amigos, e eu sei que se fosse somente por mim nós não seriamos os mais populares, porque eu não ajudo muito a ser popular ignorando todo mundo. OK, eu não ignoro todo mundo o tempo todo, eu só não ligo para todo mundo o tempo todo, vivo com meus amigos e tento socializar...Mentira, não tento.
Eu não fazia isso antes mais eu cansei de ser o que eu era... Voltando...
Podemos resumir assim: Dhester é a mais calma e inteligente e não deixa nós matarmos alguém, ela é alta, o cabelo meio longo meio curto, castanho indeciso, o cabelo dela era liso, os olhos verdes.
Chess é a melhor amiga da Dhester, mais é bem louquinha, e gosta de festas, muito, mais consegue ser seria quando quer também, mais ela nunca quer então... Alta, cabelo longo preto e liso, os olhos verdes (bem verdes mesmo, VERDES)
Renata é a minha melhor amiga, ela sabe tudo sobre mim e eu sobre ela, somos tipo namoradas, hahahaha, eu estou falando serio. Ela não é tão alta, tipo eu mesmo, o cabelo dela é ruivo aloirado, é meio cacheado e os olhos são azuis escuros, ela parece bastante comigo, ou nem tanto.
Matth é o nosso... Bom, ele é nosso, é engraçado e fofo e muito meu amigo, ele é irmão do And, e os dois juntos podem explodir o mundo se quiserem, eu acredito. Matth é alto e tem o cabelo loiro, os olhos meio verdes meio azuis, é aquele tipo de cara rico e esportista que tem 339405846375940 garotas atrás dele, sim ele é nosso astro do futebol, conta uma novidade agora...
And é o mais engraçado, ou ele era, tem estado quieto, mais ele não fala muito sobre isso, só com o Matth, coisa deles, coisa de irmãos, ele é nosso gênio e também o astro da luta, ele é bem forte e tem os cabelos pretos, os olhos eram definitivamente pretos, bem pretos mesmo, se você olhasse ele de longe poderia ver que ele carrega milhões no bolso, mais ele não fala sobre isso também.
O Dam é nosso fofinho, resumir ele é falar que ele é fofo, tem o cabelo com a cor meio mel, é branquinho e tem s bochechas rosadas, os olhos são castanho claro, ele não é o mais bonito, mais também não fica para trás, e ele (esperando novidades) é o astro da natação (pode parecer ridículo, mais faz sucesso nessa cidade, até demais).
Marcus era o mais... Misterioso, ninguém sabia de verdade sobre a vida dele, mais ele estava ali com a gente porque nos confiamos nele, ele não fala muito, mais é um gênio, mesmo não estudando, quando esta com a gente as vez se solta, mais esses dias tem sido estranhos, para todo mundo, não só para euzinha aqui. Ele é alto e o cabelo dele é castanho, meio indeciso, cacheado, tipo... Tipo super homem, alguma coisa assim, os olhos dele eram azuis, muito azuis mesmo, do tipo que você olha e pode ver a alma dele. Estranho, eu sei. Mas voce iria querer olhar a alma dele se fosse assim, os olhos são realmente bonitos.
Bom essa é minha turma, sim nos somos estranhos, mas ninguém realmente se importa sabe, eles não querem saber sobre isso se nós fizermos a próxima propaganda da cidade, é nisso que eles pensam, pelo menos, assim eu acho. Essa na verdade é uma historia bem engraçada, quando nós saímos em um pôster da cidade, quando turistas vem aqui eles ainda sorriem para nós. Eu acho engraçado, meus amigos também, Dam sempre fica meio envergonhada, no dia da sessão de fotos ele estava tão desconfortável de aparecer, e eu e minhas amigas estávamos pulando e jogando água umas nas outras... Mas ele fica muito bonitinho envergonhado.
Eu sorri e sentei la com eles, na verdade eu deitei com a cabeça no colo da Renata, eles estavam conversando sobre um show que eles queriam poder ir, eu não ouvi o nome da banda, mais estava tudo bem, porque estava quase normal. Sabe, eles são pessoas muito legais porque eles não ficam no seu pé, quando eles sabem que você estava mal, eles não ficam perguntando e enchendo o saco, eles só agem como se tivesse acontecido nada e continuam a vida, alias eles tem vida para cuidar, eu já acho que seria um pouco difícil recuperar a minha, porque eu passei uns dias, talvez meses, talvez anos,talvez só horas, trancada em casa, e isso destrói a vida social de qualquer um, de todos (se você tivesse uma vida social saberia sobre isso...).
Fiquei la, deitada, olhando o céu através das folhas daquela arvore, pensando em como seria ter que tratar com as outras pessoas daquela, cidade, que realmente se importavam com o que acontece na vida dos outros, eu não estou brincando, são uns enxeridos que ninguém entende, porque alguém precisa de saber da vida de outra pessoa para tratar da vida dela? Tem que ser alguém com muita pouca vida social mesmo, serio. Para não ter nada o que fazer e só cuidar da vida dos outros, será que essas certas pessoas gostariam que eu cuidasse de cada coisa ruim que elas já fizeram na vida? Acho que não. Mas me deixar em paz elas também não querem.
Nós ficamos daquele jeito por algum tempo, só conversando sem fazer nada, na verdade, eles conversando e eu ouvindo musica, me preparando para o que estava para vir. Se eu soubesse que seria tão fácil teria conversado com eles direito, mais eu não posso prever o futuro(ou será que posso?) Entao, vamos la, vamos aquentar a escola, as aulas, as professoras chatas e as alunas que se acham demais, como se eu ligasse para alguma dessas coisas, simplesmente fico la como se não fosse nada, depois chego em casa e choro, muito, mesmo. Não era assim, antes era normal, a muito tempo.
O sinal toca e todos suspiraram, deve ser porque eles não ligam muito para as aulas também, ou o assunto deles estava bom, eu não sabia, nós levantamos e eu abraço a Renata. Renata é uma boa pessoa, até demais, principalmente porque ela te abraça todo tempo, todos amam os abraços dela.
_ Boa sorte querida_ diz Renata sorrindo.
_ Valeu_ eu responde meio desanimada.
_Pelo menos você fez o dever de matemática_ diz Dhester sorrindo
_ Fiz?_ eu pergunto, na verdade, eu não fazia idéia que tinha dever de matemática.
_ Fez._ Marcus riu e jogou meu caderno pra mim.
_ Ah para de ser lindo Marcus, para..._ eu falo rindo, nós entramos abraçados na escola. E é assim que começa o dia. Que lindo. Estou emocionada.
Nós chegamos no corredor de nossas salas, sim, salas diferentes, porque a diretora disse que se ficássemos juntos nós explodiríamos a sala, ou o mundo... Não, sei talvez ela estivesse certa. Bom, pelo menos eu fiz o dever de matemática.
_Eu te pago depois_ Eu falo para o Marcus, dou um beijo no rosto dele e vou andando pra minha sala, chego na porta, viro e mando beijinhos pra todos, oh gente boba...
Eu entro na sala, esta tudo exatamente igual, como se eu estivesse ali ontem, bom talvez....Não sei.Eu fui até o meu lugar e sentei, eu não sabia que aula era agora, eu não ligava muito na verdade, não hoje, hoje eu iria simplesmente ficar la como se eu fosse uma boneca inflável, fingindo ser de verdade, mais todos conseguem ver que não é verdade, eu gostaria de conseguir ficar assim, pelo menos um pouco, por uma aula. Mais não a de matemática, porque eu fiz o dever de matemática.
A professora chegou. A aula não era de matemática, eu simplesmente desliguei, acho que eu fiquei um bom tempo assim, eu não sei, eu não sei de muitas coisas agora, mais de uma coisa eu tenho certeza, quando foram ver se eu fiz o dever de matemática, tive orgulho de mostrar ele, sorrindo, a pessoa sorriu, colocou a Mao no meu cabelo e falou que estava feliz por eu ter voltado. Era obviamente, a professora, eu não olhei na verdade, mais eu podia adivinhar pela voz, eu sou boa nisso, reconhecer as pessoas pela voz, então se voce passar na Rua e dar tchau pra mim eu não vou saber quem voce é, mais se voce vier falar oi, talvez eu me lembre. Talvez não, não sou tão boa assim, mas posso reconhecer as pessoas que eu já ouvi muito, como esta professora chata, e por acaso ela da aula de Geografia, que é outra coisa chata. Prefiro ler os livros de magia da minha família do que saber sobre os tipos de chuva. Eu não ligo para os tipos de chuva, por tanto que eu não me molhe...
Parece que a aula de matemática foi no 3 horario, porque logo depois dela explicar mil coisas que eu não entendi sobre números e letras ,nos soltaram. Que alegria, estou emocionada. Eu gostava de matemática quando eram só números, mas tinham que colocar letras no meio. Eu nunca gostei muito de português também.
Eu sai da minha sala, tinha sido muito emocionante estar la dentro, eu não prestei atenção em nada, não sei o que eles falaram , porque eu deveria? Eu já sabia da maioria das coisas que eles iriam fazer ali, eu não sou um gênio igual aos outros genianos da turma, mais eu era inteligente, eu sou inteligente. Sempre fui, e esperta, e linda, hahaha. Agora voce pode me reconhecer,eu voltei a ser eu, eu mesma, sim, fútil, melhora depois, eu gosto de acreditar nisso pelo menos, eu.
Eu encontro meus amores no corredor e nós saímos, na minha escola tem um refeitório, é bem bonitinho mais nós não comemos la, nós comemos na frente da escola, muitas pessoas fazem isso, é porque o refeitório fica cheio e ninguém gosta de comer em meio de multidões, quando eles comem, maior parte do tempo eles só estão tentando fazer uma guerra de comida ou algo assim, será possível que todas as pessoas da minha idade tem a mentalidade de alguém com 4 anos? Sem querer ofender alguém de 4 anos, eles podem ser muito mais idiotas, alias, quem mais acha de 2 + 2 é 4? Simplesmente não faz sentido para mim. Eu não posso viver em um mundo que guando dois números se juntam eles formam um nada a ver. Porque?
Nós sentamos no mesmo lugar, Renata sorriu e tirou varias coisas de comer de uma bolsa, obvio, ela pegou do refeitório, e essas coisas são aquelas que vendem, mais eu não acho que ela comprou alguma delas, simplesmente foi la, pegou e ninguém notou, garota de sorte. Mas, Reeh já tinha sido pega roubando as coisas, em lojas e na escola, a família dela não ligava muita na verdade, eles achavam normal. Se a minha família estivesse aqui eles ligariam, pra eles é tudo sobre poder, e reputação, eu não posso manchar a reputação deles, e por isso vim morar aqui, nesta cidade pequena, onde nenhum fotografo iria me reconhecer como filha de meu pai, a não ser aquela blogueira super inteligente que escreveu: “ Luna V. é uma grande filha da mãe” minha resposta no blog dela foi simples, mas eficaz “Filha da mãe e do pai. Sobrinha da tia e neta da avó. Inteligência hein amoré”. Ela não ficou muito feliz, mais eu não liguei, pessoas com tanta inteligência assim devem ser expostas em feiras rurais.
_Como foi a aula? _ perguntou Matth diretamente a minha pessoa.
_Eu fiz o dever de matemática._ eu digo desanimada. Ele revira os olhos para mim e sorri um pouco.
_Lindo._diz Chess
_ Minha próxima aula é matemática, eu não sou uma genia, eu não fiz o dever, não passei horas na frente do meu caderno fazendo contas igual Luh _ disse a Renata. Eu sorri. Bem vinda ao pequeno mundo da Reeh.
_ Tambem não to afim de saber sobre como o sapo faz a digestão_ Diz Matth
_Ai que nojo menino! Não fala isso quando eu estiver comendo!_ Diz Dhester com uma cara estranha.
_ Desculpe, eu não queria machucar seu ego_ Diz Matth com o sotaque escocês falso dele, uma das coisas que ele sempre fazia pra animar as pessoas e falar com O sotaque, não sabíamos porque mais sempre nos deixava feliz (nossa, que emoção....).
Eu pego uma maça e dou uma mordida. Eu devia começar a voltar a ser normal sabe, ser como eu era antes, assim desse jeito não da mesmo, serio. Eu sorrio um pouco
_ OK, então vamos pegar nossas coisas._ Eu digo me levantando. Todos se levantam.
_ Qual o plano?_ diz Dam
_ Vamos fazer o D2 pode ser?_ eu pergunto sorrindo, nós já estamos andando para dentro.
_ Falou a divonica_ diz Dhester. Dhes e Ches vão para um lado, eu e Reeh para outro, o Dam e o Marcus para outro, os gêmeos para outro.
Eu fico sorrindo. Dhes da um grito super alto, depois a Ches a acompanha e nós ouvimos alguma coisa explodir, eu sorrio. Eu e Reeh, Dam e Marcus saímos correndo para onde as salas ficam.
_ Aimeudeus Aimeudeus, guarda voce tem que ir la, eles explodiram alguma coisa e ta saindo fumaça..._ Eu falo rápido, os guardas correm. Eu e Reeh rimos e vamos para as salas, pegamos as bolsas das meninas e o Dam e Marcus dos meninos e saímos pela janela. Encontramos os outros la fora.
_ Até quando eles vão acreditar nisso?_ diz Dhes.
_ Seila, no dia que pegarem a gente eu te respondo_ eu falo, nós rimos e eu jogo a bolsa dela nela._Alias, acho que não vão desconfiar da gente, eu tive a grande idéia de sumir com a bolsa de alguns garotos bem rápido, voce sabe, só por acaso, e apaguei que nós vimos na aula também, mais é claro que não apaguei meu dever de matemática, voce sabe né..._ nós rimos e vamos andando pela rua.
Fale com o autor