Two Hearts, Two Bloods
15 Capítulo 15
Cap. 15
Eu sonho. Eu sempre tenho sonhos, alguns são piores do que os outros, alguns são fáceis e outros não posso entender nada, mais tem alguns em particular que se repetem varias vezes, durante vários e vários dias, ficam na minha cabeça e eu não consigo encontrar o significado.
Esse em particular eu nunca entendi. Em um momento estou sentada em um café com Lua, em outro eu posso ver a mordida ainda com sangue de uma garçonete, depois vejo na minha mente vários rostos, depois rosas amarelas invadem meu espaço, quase sem respirar vejo mais rostos, um pouco mais perfeitos, talvez, e assim, depois de quase se afogar em tulipas pretas, o sonho acaba, pelo amor, o que isso significaria?
Eu não faço a mínima idéia.
Eu realmente sei que flores podem ter significados e tudo, mais o que isso significaria, porque o significado de rosas amarelas não tem muita coisa a ver com uma garçonete mordida, nem com Lua..
Agora na verdade me lembro, do dia em que fomos capturadas, estávamos em uma lanchonete, uma garçonete chegou e. Uma garçonete veio falar com a gente, era uma garçonete bonita, tinha o cabelo loiro preso para trás em um estilo bem antigo, era tipo um rabo meio rebelde, mais meio preso, e a franja dela estava solta, lisa para o lado, ela estava pouco maquiada, ela usava um cachecol de uma cor meio escura, era até bonito. De repente os olhos de Lu se arregalaram olhando para ele, depois ela suavizou a expressão.
“Ah que lindo seu cachecol, eu posso ver?” Ela perguntou, eu podia notar que ela estava fingindo uma voz doce, a garçonete sorriu.
“Claro, claro. É italiano.” Ela falou e começou a tirar, depois Lu arregalou os olhos de novo e fez uma expressão meio que de susto, eu podia verem seus olhos que ela estava assustada e eu nem conhecia ela. Eu vi algo meio vermelho no pescoço da mulher, talvez só um corte mais parecia aberto.
“Droga” Ela se levantou e colocou a Mao no pescoço dela antes de ela terminar de tirar. “Espere ai” Ela sorri um pouco. “Você não pode.. Me levar até o banheiro feminino? Acho que meu pé esta torcido.” Ela parou no meio do movimento e sorriu, e foi a ajudando a andar até o banheiro, sorri para ela também, quando ela estava olhando para trás perto de chegar no banheiro.
Eu sabia que era mentira, mais não sabia o que ela iria querer fazer com uma garçonete com um bonito cachecol no banheiro. Ela iria ajudar no corte? Como? Ela é media ou algo assim, não me lembro de ela ter falado isso.
Bom, não faz muito sentido, mais vai ver aquilo era uma mordida, e Lu parece ter notado e tentado ajudar a mulher,ou talvez não, mais ela deve ter ajudado, porque ela voltou com a mulher, as duas sorrindo, e eu não via nenhum horror nos olhos daquela garçonete, como se ela tivesse sido usada ou cortada ou algo do tipo. As duas pareciam muito bem, até é claro a família de Lu chegar e estragar tudo.
Agora tenho certeza que quero ir para cidade de Lu, e não pode demorar, a família dela não tinha dado um prazo para conseguir os nomes mais com certeza não sairiam de la, eu sei que eles sabem que eu vou voltar, eles vão estar me esperando la, com certeza.
A coisa mais racional a se fazer é não ir, se eu sei que vou ser pega eu deveria no mínimo não ir no lugar, mais é claro que eu, sempre fazendo as coisas erradas, iria querer voltar la.
O pensamento de que eles não vão querer me machucar porque eu vou ter um nome volta na minha cabeça. Eles não poderiam fazer nada a mim ou a minha família, somente confiar em mim, porque eu tenho algo que eles querem e não tem, a não ser é claro se eles conseguiram, mais eu acredito, acredito mesmo, que eles não o fizeram, porque primeiro não se passou tanto tempo desde que eles mataram Lu e com esse tempinho eles não conseguiriam, eu tenho certeza que é algo realmente importante, eles não matariam alguém da família deles por qualquer coisa, não é verdade?
Penso que eu voltarei com minha família e assim estarei pondo eles em perigo, eu não quero por eles em perigo, agora que nós voltamos a nos falar direito, que estamos tendo uma boa relação eu não posso levar eles direto pra morte, se eu sei o que pode acontecer porque é tão importante para mim ir?
Fico com esses pensamentos na cabeça até dormir de novo, e dessa vez eu não sonho.
Acordo com um pequeno barulho, alguém chamando meu nome, olho para a janela e vejo que já é dia, hoje é sábado e eu poderia passar um tempo com a minha família e falar para eles sobre o que eu quero fazer, que eu quero voltar la, e tenho certeza que eles vão providenciar isso o mais rápido que eles conseguirem. Para mim.
Olho para porta e vejo minha mãe sorrindo.
“O café esta na mesa” Ela diz,sorri, eu sorrio de volta e ela vai embora, agora eu sei por que eu sorrio tanto, sabe, é de família.
Eu me levanto, vou até a minha janela e olho, olho Paris direito, até que não é tão feio como eu costumo falar para todos, como eu falo que é entediante e feio, que eu não gosto e tudo, na verdade não é tudo isso de ruim.
Eu me olho no espelho, de novo,o que eu tenho evitado há tanto tempo, agora que me vejo não posso parar de olhar e ver o que aconteceu comigo, e me dói pensar na minha antiga vida. Mais eu tenho que deixar isso para la.
Vou até a cozinha e olho meus pais, eles parecem realmente felizes conversando durante um típico café da manha Frances, e no, nós não comemos pão Frances, risos.
Eles sorriem para mim.
“Bom dia querida” meu pai fala, posso ver na voz dele que ele não esta acordado há muito tempo, e também uma ponta de carinho, essa ponta que eu gosto tanto, que eu não tinha sentido muito e agora gosto de aproveitar quando tenho, mas bem que agora eu tenho ouvido ela em todas as palavras que ele me fala. É ótimo ouvir isso, então eu sorrio.
“Bom dia pai.. Mãe” eu falo, minha voz sai meio estranho, eu não tenho falado muito esses dias, não tenho ligado muito para minha voz na verdade mais agora eu posso ver como ela soa diferente, soa mais clara e mais melódica, como.. Como ela.
Eles sorriem de novo para mim e voltam para o assunto deles, eles estão falando sobre uma greve que parece ter começado ontem, que quase nada de Paris esta funcionando agora e de como isso atrapalha na vida de todos.
Eu me sento, na frente dos pois, depois me levanto e vou até a geladeira, pego um cupcake que esta ali desde ontem de tarde, volto para mesa e pego minha xícara de cappuccino, sorrio um pouco. Isso me trás boas lembranças também.
Eles olham para mim, tem carinho no olhar mas eu posso ver minha mãe preocupada por ontem. Ela não esta acostumada com eu dormindo cedo, eu nunca durmo cedo mesmo mas ontem eu não queria falar com ela, mesmo.
“Querida você já ouviu falar da greve? Meu trabalho teve que parar por causa disso e o do seu pai também, e parece que isso vai ficar assim por alguns meses.” minha mãe fala comigo. Minha mãe é dona de varias lojas, eu entendo que ela queira fechar durante a greve, não é exatamente seguro abrir nesses dias, e meu pai é advogado, provavelmente ele só parou por não ter clientes atualmente.
“É eu li algo sobre isso na internet, eles ficam com esse fogo todo de greve não sei pra que, pelo menos dessa vez eles sabem que nada vai mudar.” Eu falo, eu tinha realmente lido algo sobre isso, ou talvez alguém me falou, não sei direito, não me lembro neste momento.
“Pois é, e por causa disso teremos que ficar parados” meu pai fala, meio irritado.
“A gente podia viajar, na verdade, eu queria voltar para aquela cidadezinha que vocês me mandaram, as coisas de la são realmente muito bonitinhas e é tudo tão.. calmo.” Eu falo, meio nervosa na parte do calmo, mais não acho que eles perceberam, na verdade, meu pai sorriu um pouco.
“É, não é uma ma idéia, mas e a sua escola?” Ele pergunta para mim.
“Bom, se tantas coisas estão de greve acredito que ela va entrar também, e na outra cidade tem uma escola, que na verdade tem pessoas bem legais e os professores ajudam muito” eu digo, odeio mentir para eles, eu mal entrei na escola enquanto estive la da primeira vez, e bom pretendo ir agora, ver os amigos dela, não é mesmo? E ela falava até bem de la, não é uma mentira.
“É bem, vamos ver isso, é realmente uma boa idéia, eu e sua mãe vamos tentar arrumar isso.” Ele diz para mim sorrindo um pouco, minha mãe sorri também e eu percebo que ela esta meio calada hoje. É estranho, maioria das vezes ela fala muito sobre tudo, mas hoje ela esta calada. Eu sorrio de volta.
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