Two Hearts, Two Bloods
10 Capítulo 10
Cap. 10
“Anne, me desculpa, eu estou tão arrependida.” Eu falo, e rastejo até ela.
“Acho que sua cabeça esta cortada. Nós caímos da escada enquanto dançávamos?” ela fala, meio desorientada, e sorri “Não se desculpe, a culpa não foi sua, tenho certeza, vamos só achar os nomes que eles querem e não sermos mortas.” Ela fala.
“OK, e não,eu vou achar os nomes sozinhas.” Eu falo e começo a me levantar lentamente. Ela se levanta também.
“Eu já estou envolvida nisso, se vou morrer prefiro participar disso pelo menos. Minha vida estava chata de qualquer jeito mesmo.” Ela fala e revira os olhos, nós vamos andando até a porta e saímos.
Depois daquele ataque da minha família eu e Anne saímos, tomamos um café de verdade e conversamos sobre o que poderia ser os nomes, o que eles queriam dizer com isso, nós não fazíamos a menor idéia, ela muito menos, eu não a contei tudo sobre a minha família mais sabia que deveria fazê-lo rápido, para ela me ajudar ela tinha que saber da minha família, mais me doía ter que falar para ela tudo o que eu passei, o que minha família fazia, eu não havia contado tudo para ninguém. A maior parte eu contei para Thony e Romeu, mais não tudo. E ainda tinha que descobrir quem havia entrada no meu apartamento e escrito aquelas coisas, ou aquela coisa, com aquela assinatura. Sim isso me assustava, afinal a quem não assustaria?
Se passou uma semana, meus amigos não iam mais na escola, eu não os via em lugar nenhum, não estavam em suas casas, não me ligavam. E isso era mais uma coisa que eu deveria me preocupar, porque no dia que um idiota me assustou eles sumiram, e ai eu encontrei a Anne e fui seqüestrada e torturada. Nossa, minha vida é linda.
Eu já havia decidido contar para Anne um dia desses, ai ela apareceu para mim toda animada, falando que os nomes devia estar em alguns arquivos ou algo assim, pediu para eu falar sobre o que a minha família ficava envolvida, mais eu não pude fazer isso. Mais hoje eu iria contar para ela minha historia.
Hoje era sábado, nós não tínhamos escola mais ela iria chegar cedo na minha casa, com aqueles livros velhos e iria tentar decifrar coisas que ela não sabia. Tentar o impossível, já falei isso uma vez para ela, ela falou que o impossível é questão de opinião. Acho que tenho adiado minha historia por medo de ela me largar, me deixar sozinha com essa doideira toda. Mais me convenci que ela não iria fazer-lo. Então me levantei, ainda era muito cedo mais não tardava ela iria chegar ali. Então coloquei um short e continuei com minha blusa de pijama, fui fazer um café, como normalmente eu fazia de manha antes da escola quando ela ia na minha casa. OK, agora realmente parece uma coisa mais doida do que realmente é.
Enquanto estou fazendo café, ela entra e joga vários livros no chão da minha sala, senta no sofá e suspira, sem falar nada. Coloco o café em xícaras e vou até ela dando uma para ela. Ela parecia muito cansada.
“Pronta para ouvir uma historia?” Eu falo, me sentando no chão, com a cabeça encostada na parede. Ela olha para mim.
“Claro” Ela fala, se encosta no sofá e fecha os olhos, eu reviro os olhos e com Esso. Assim:
“Então há muito tempo.. Havia uma família muito rica na Itália, eles possuíam varias terras e os homens podia ter todas as mulheres que eles desejavam, tudo era perfeito para aquela família. Não era uma família grande, mais não era pequena. 3 irmãos, casados. Todos tinham filhos,o mais velho havia um filho homem, somente, que era muito bem tratado, o do meio tinha um casal, poderiam ser gêmeos, mais não eram, eram crianças quietas e pela adolescência se mostravam muito inteligentes, o mais novo havia 2 meninas, bonitas, e naquela família tudo era calmo. Até a mulher do filho mais novo ficar grávida de novo, 4 anos depois de terem suas primeiras filhas, todos no mesmo ano. Ela já não era tão nova, e nem forte e estava abatida por uma doença. Assim nasceu uma menina, muito bonita, e nela colocaram o nome de Luna, por ser muito branca e tão bonita. 3 horas depois do parto sua mãe morreu e seu pai entregou a menina para a empregada, para que cuidasse dela. Se debruçou no leito de morte de sua mulher e la ficou, por varias horas até que seus irmãos o tiraram de la. A menina pouco foi amada na vida, e quando fez 13 anos o pai, que já não agüentava mais manifestou seu ódio. Disse que a odiava, que não conseguia olhar para ela e muito menos ficar na mesma sala que ela por mais de 3 minutos. Ele não sabia que a menina havia sido abusada no inicio, e nunca saberia. Nunca descobriria sobre tudo que ela passou quando ainda era criança, a tirou de sua cidade na Itália a mandando para uma pequena cidade nos estados unidos, a mantendo bem longe. Ela ficou em paz por vários anos. Até agora” eu fiz uma pausa, e olhei para ela, ela estava olhando para mim com um olhar triste, ela já havia entendido, mais ainda pronunciei as 4 palavras, mais para mim do que para realmente ela, porque eu havia tirado tudo isso da minha cabeça há muito tempo.”Essa menina sou eu.” Então parei. Olhei para o chão, mais pude ver uma lagrima caindo dos olhos dela, não pude deixar de sorrir um pouco.
Anne. Era muito mais sensível do que parecia, ela poderia agüentar normalmente ser espancada, sem gritar muito ou se derramar em lagrimas, mais ela se partia por dentro a tudo que lhe acontecia, ou acontecia aos outros, guardava para si própria e isso a machucava muito mais do que ela demonstrava. Atrás de todos aqueles sorrisos havia algo que eu não sabia, mais que eu realmente deveria saber, assim pensei.
“Seu.. sobrenome é realmente Charm?” ela perguntou olhando para mim, com lagrimas nos olhos, mais estava sorrindo.
“Sim” eu disse, somente.
“E o resto é.. Perazo?” ela pergunta, eu levanto os olhos meio assustada.
“Ahn sim” eu falo, meio confusa e triste, como ela saberia disso?
“Acho que deveríamos ir procurar minha família.” Ela fala, meio sorrindo, eu olho para ela, dessa vez eu realmente olho para ela, e percebo uma coisa. Ela era muito parecida com a filha de um dos homens que meu pai mais odeia.
“Ness?” Ela sorri e assente com a cabeça,então, do nada, eu simplesmente jogo minha cabeça para trás e rio. Ela me olha sem entender nada, e eu continuo a rir.
“O que eu perdi?” ela perguntou.
“Menina, o que você fez com seu cabelo? Deus, eu podia ter te reconhecido, e nossa seus pais vão me matar se souberem que eu deixei baterem em você,nossa não abra sua boca sobre isso, onde você esta morando mesmo? Eles estão em Paris? Porque minhas malas não estão prontas ainda hein? Isso com certeza é uma ótima idéia sabe, vai arrumar suas coisas!” eu disparo, e me levanto e começo a procurar minha mala. Ela aponta a mala dela na minha sala, que eu não havia notado.
“Eu chego aqui, cansada, pensando em te contar a verdade sobre mim e sobre eu saber quem eles eram, e você me joga sua historia, serio, eu vim de mala pensando em te levar para minha família.” Ela fala, e se levanta, pega os livros e joga na mala dela. Então aponta para a minha no meu quarto, eu sorrio como agradecimento.
“Nós pensamos na mesma coisa, nossa” eu falo. Ela se senta no sofá enquanto eu arrumo minha mala com as coisas que eu acho que seriam muito preciso usar com a família dela, se ela sabia da minha família sabia também que eles eram tipo os reis da violência da Itália, uma parte que eu meio que omiti dela. Quando vou trocar minhas roupas, pego minhas facas e coloco no meu cinto escondidas. Voltando a ser o que eu era antes.
Eu arrumo minhas coisas, e nós saímos, quando chegamos no aeroporto, como não era movimentado tinha certeza que conseguiríamos entrar no próximo vôo. É, claro tinha que ter algo que impedisse. Ele andou até mim, sorrindo, parou na minha frente.
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