Two Hearts, Two Bloods
1 Capítulo 1
Prólogo:
Hoje eu sonhei com ele de novo, o mesmo sonho de sempre, o mesmo desde que ele foi embora e me deixou sozinha, aquelas palavras ainda rodeavam minha cabeça e nunca me deixavam em paz. Talvez eu devesse tentar parar de dormir, talvez melhorasse, eu no sei, mais doida pensar nisso, e em sonhos, por mais doloroso que seja, eu consigo lembrar dele de uma forma boa, eu prefiro assim. Posso parecer boba, mais essa é a verdade.
Capitulo 1
Eu acordo, assustado, de novo, isso já virou uma rotina então eu já me acostumei com isso. Eu me levanto, me olho no espelho, meu rosto ainda esta molhado de lagrimas e meu cabelo esta desarrumado, isso me deixa meio inquieta, eu não gosto de cabelos desarrumados, sim pode me chamar de menina metida, mais meu cabelo tem que estar sempre perfeito, ou eu não estou feliz. Eu não ligo que as pessoas achem que eu sou metida por andar sempre direitinho e com o cabelo perfeito, ou por achar que se eu sair mal arrumada o mundo pode acabar. OK, na verdade nem tanto, mas eu odeio cabelos desarrumados, principalmente quando são os meus. Parece que eu sou desleixada com meu corpo, se eu sou com meu corpo porque não seria com a minha mente? Não gosto que as pessoas me olhem como se eu fosse ou somente uma pessoa normal ou como vulnerável. Eu sei que sou os dois, mas as pessoas não precisam de saber.
Limpo as lagrimas, me olho de novo, suspiro e sorrio, hoje é outro dia, outro dia igual a todos, eu iria tentar viver hoje, esses dias eu pensei e decidi que eu deveria voltar a viver, não é porque eu posso que eu devo deixar minha vida parar por causa dele, com certeza a dele não parou por minha causa, nunca. Ele nem pensariam em parar alguma coisa por minha causa, porque eu tenho certeza que mesmo ele sendo um tudo na minha vida, eu não fui quase nada na vida dele. Mas talvez eu sirva de uma boa lembrança, mais uma que ele partiu o coração, eu já devia esperar algo assim vindo dele. Mas é claro que só penso nisso agora, porque no inicio tudo que eu podia fazer era ser apaixonada, sorrir e olhar para ele como uma boba, agora eu vejo que devia ter percebido, ou a menos esperar algo.
Caminho até o banheiro e tomo um banho, meio desligada, só pensava que voltar para escola seria meio cansativo. Eu não ligava de ir para escola, nunca liguei muito, mais hoje seria difícil, eu teria que fingir que eu estou bem. Eu não estou bem, mais ninguém quer saber disso, será somente sorrisos, risos e dever de matemática. Que animação! Bom, é claro que seria bem melhor se eu tivesse, no mínimo, feito o dever de matemática, mas não, parece que eu estive realmente muito ocupada nesses dias, chorando, para fazer o meu dever de matemática.
O dever de matemática é a coisa mais importante que se faz na escola, porque as outras pessoas realmente não se importam se nós fizemos os deveres ou não, as notas são todas divididas em trabalhos e provas, mas a nossa professora de matemática gosta de ser diferente. Nós temos aula de matemática todos os dias, ela passa dever todos os dias, e ela anota quem faz os deveres para dar pontos a mais depois, é bem mais fácil de passar assim. É claro que o mais fácil seria arrancar a cabeça dela com um belo e reto corte na cabeça, mas não, ninguém iria querer fazer isso com ela, ninguém iria querer fazer isso com ninguém.
Talvez eu me voluntarie para o trabalho, não tenho nada pra vida mesmo.
Eu me arrumo para ir para a escola.Uniforme? Poderia se esperar, mais minha escola não faz questão que os alunos andem com o uniforme, só com a blusa na verdade, eles não ligam para o que nós fazemos, se tirarmos notas boas esta OK... Ora, que ironia, não? Que escola boa ligaria somente para notas? E a aparência e tudo que eles deveriam se importar e achar que subiria o nível da escola? Na verdade eles não precisam disso para subir o nível. A verdade verdadeira é que eles não ligam para o nível, tendo dinheiro para pagar os professores para eles esta tudo ótimo. Pelo menos em minha opinião, e de maioria dos meus amigos é bem assim que eles pensam, mas nunca saberemos a verdade a não ser que entremos na cabeças deles. E isso seria tão nojento quanto impossível. Ou nem tão nojento com o professor super lindo de historia, mas eu acho que isso não vem ao caso. E talvez não fosse impossível, se eu pegasse um de meus livros... Esqueça os livros, eu tenho aula. E de matemática.
Ando até a cozinha e pego um cupcake (oh, mais que fofo... eu sou tão fofa que poderia me matar), me olho no espelho, sorrio de novo, pego minha bolsa jogada no chão e saio, esta cedo, mas tem pessoas na rua, meu bairro é bem movimentado, o que é bom, assim eu não posso fazer muitas coisas erradas sozinha (claro que voce percebeu que eu moro sozinha, sim eu tenho 15 anos e moro sozinha, não me diga... Você queria ser eu). Um homem parado em um ponto de ônibus sozinho olha para mim e sorri, eu sorrio de volta. Coloco um óculos de sol e meus fones de ouvido ligados em uma banda legal (The Veronicas, uma grande descoberta com meus amigos na internet, depois que alguém falou que elas não faziam muito sucesso de verdade eu fiquei apaixonada, e eu já conhecia algumas das musicas, só que antes eu não sabia quem cantava, e nem os meus amigos, que insistem em falar que ninguém conhece essa banda, que na verdade é uma ótima banda para ser uma banda esquecida), ligo o botão “TantoFaaz” e saio andando, sim andando, eu vou andando para a escola, eu poderia ir de carro, de taxi, de moto, de bicicleta, acho que se eu quisesse eu poderia ir até de jatinho, mas não me interessa muito, e é ótimo apreciar a vista da minha cidade, que é bem bonitinha, ou mais. Não há varias cidades bonitas perto da minha, então é realmente bom andar por aqui.
Andar pela minha cidade é bem divertido na verdade, é uma cidade pequena então não tem tanta coisa par se ver, mais é bem bonita, é um cidade pequena e bonita, e as pessoas também são bonitas, elas andam por ai como se elas fossem modelos ou algo assim, pelo menos maioria, é claro que nem todas tinham o senso de seguir isso e saiam por ai com roupas nada a ver, mas mesmo assim elas não conseguem estragar esse visual de modelos das outras pessoas daqui, e as ruins passam despercebidas perto de tantas fantásticas. Se você analisar minha cidade vai ver que até os mendigos se vestem bem, isso é possível, claro que só na minha cidade. As arvores são sempre podadas, o que faz um lugar bem agradável, perto do meu prédio tem uma arvore em forma de coração, ela era natural assim e eu pedi para não mudarem, há muito tempo atrás. É claro que antes eu achava bonito e ficava boba em como aquilo poderia acontecer, agora é só outra arvore bonitinha, para outros namorados tirarem boas fotos e postarem em seus facebooks.
As calçadas são perfeitas, na verdade são azulejadas, os azulejos são bonitos, tem desenhos, quando eu era criança eu pintei alguns para o projeto que resolveu por, às vezes eu acho os meus na rua, às vezes não, mais a maioria é fofa, tem desenhos bonitinhos e escritos tipo “Ali e J Amor Eterno” “Lu, amo você” e essas coisas, acho que eu fiz um desses também. Não sei, na verdade tanto faz, eu não ligo mais. As casas são todas pintadas eu acho que se vendem tijolos pintados aqui, porque todas são pintadas, algumas são bonitas e outras são feias, mas gosto cada um tem o seu, pelo menos é o que me falaram. Tem um parque, alguns chamam de parque e outros de praça, é grande, tem um lago no meio, é gramado e tem aquelas arvores fofas e brinquedos para as crianças, tem mesas bonitinhas e tudo, é um lugar que você gostaria de andar, se você tiver um namorado, claro. Seria muito estranho andar pela grama olhando aqueles patinhos fofos juntinhos na água sozinha. Eu meio que já me acostumei a fazer isso mas outras solteiras preferem simplesmente ignorar esse lugar. Se eu fosse normal eu ignoraria, mas eu gosto muito dali para o deixar, pelo menos eu acho. Talvez eu não consiga ir embora dali porque eu simplesmente amava andar naquele lugar com meu ex namorado, nós passamos bons tempos ali, e andar ali agora, mesmo sendo um pouco triste para mim, me faz sentir bem.
Eu consigo ver minha escola agora, minha escola vista de longe poderia ser comparada a uma mansão, na frente tem um jardim com mesas e grama, grama de verdade, e a escola é pintada de uma cor estranha, que podia ser verde, ou azul ou rosa, ninguém sabe, dentro é bem mobiliada, e tem salas com computadores e televisões para dias que um professor não for, o horário fica livre, mais isso não acontece muito, eu acho que já comentei que as pessoas daqui gostam de ser perfeitas, se não, bem...
Havia varias pessoas na escola, do lado de fora conversando, eu vejo meus amigos sentados no mesmo lugar de sempre, debaixo de uma arvore perfeitamente perfeita, estão todos la, sempre estão. É como um lugar marcado para nós, algo só nosso na verdade, e ninguém vai la, ou senta la, porque maioria reconhece la como o lugar... O nosso lugar. E a nossa escola é educada o bastante para respeitar todos os grupos, pelo menos assim eu acho que é. Eu não venho sempre à escola, e na maioria das vezes que venho eu vou embora no meio do dia, não é que eu não goste daqui mas... Mentira, eu não gosto daqui. É realmente um ótimo lugar, é muito bonito, varias pessoas são super legais e eu até gosto quando eles tratam eu e meus amigos como os populares, ou nem tanto, não gosto de tanta atenção, mas... Bom, é uma escola, não tem um jeito de realmente gostar daqui.
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