Two Girls And One Dream

3 Sonhos que se realizam, part 2


Notas iniciais
O capítulo está grande, me desculpem. Eu me enrolei na hora de escrever. E acabei adiando umas partes legais. Desculpem mesmo. E obrigada vocês que estão me deixando review ou comentário no twitter. É isso. Boa leitura :) xx

Nem vimos o tempo passar. Conversamos sobre tudo. Sobre tudo mesmo. E quando o assunto pareceu acabar, falamos dos nossos planos para a noite. Afinal, seria a nossa primeira noite em Londres!

— Que tal irmos ao Nando's? — Sim amigos, foi a Anna quem sugeriu isso.

— Annets está doida pra esbarrar com o Nini...Sei lá, só acho! — Samara disse e nós rimos. Anna fez caretas.

— Se vocês quiserem ir, tudo bem, mas eu estou cansada. — Eu resmunguei.

— Ahh Nay, poxa — Elas insistiram, mas depois perceberam que eu não mudaria de opinião ­—...Ok, a gente deixa o Nando's pra outro dia. — Anna sorriu forçado, eu percebi. Fiquei mal, mas não voltei atrás.

Ficamos em silêncio por um momento, e depois a Samara começou.

— Estamos pensando no que fazer, mas eu estou curiosa pra ver o apartamento.

— Verdade, sei apenas que é grande. A ansiedade falou mais alto que eu, acabei não perguntando detalhes ao meu pai.

Meu pai resolveu tudo pra mim na questão "moradia". Eu não vi fotos nem nada sobre o apartamento, que cabeça à minha. E logo eu que sou cheia de paranóia com espaço e decoração. O apartamento estava mobiliado, disso eu sabia. Mas, no momento, eu não estava ligando pra isso. Eu estava em Londres, com a minha melhor amiga, e uma menina super legal que eu tinha acabado de conhecer e sem contar que estávamos esperando um menino que por ironia do destino seria nosso vizinho. Ah, e por último, não menos importante, estávamos na terra dos nossos ídolos. Imagina esbarrar com eles na rua? Ver o Zayn em uma festa?! Encontrar o Niall em algum restaurante?! Eu comecei a rir. As meninas olharam pra mim e riram também.

Estava tudo bem, estávamos no restaurante do aeroporto conversando, quando um menino alto, cabelos pretos lisos, olhos castanhos bem claros, usando óculos e uma roupa que me chamava atenção, se aproximiu de nós e logo abraçou Anna Clara.

— Clarinha! — Ele a abraçou e nós entendemos que aquele era o Lucas.

— Nego! — Ela riu ­— Essas são nossas novas vizinhas, Nayara e Samara.

— Que?! — Ele fez cara de quem não estava entendendo nada. Demos boas gargalhadas e olhamos em volta.

— Então, estamos todos aqui pelo mesmo motivo. ­— Samara disse na tentativa de explicar a situação.

— Esbarrei na Anna por acaso aqui no aeroporto, então descobrimos que seremos vizinhos.

— Uau — E rimos — Isso é muito legal!

— Gente, estou precisando de um banho... — Suspirei cansada.

— Todos nós estamos! — Rimos e fomos procurar um taxi.

Lucas parecia ser engraçado, tinha um jeito meio idiota. Parecia comigo. Apesar de ser mais velho.

Meu inglês não era muito influente, na hora de pedir informação eu sempre me enrolei. Anna Clara também. Samara e Lucas pareciam que moravam alí desde sempre. Dominavam o inglês com muita facilidade. Então eu pedia muito a ajuda dos dois nas horas em que eu me sentia deslocada.

Quando eu crusei a porta do aeroporto Heathrow, e olhei pro céu, era uma linda manhã em Londres. O céu estava perfeito! Não estou exagerando. O dia estava nascendo. E aquilo me encheu de alegria. Eu me sentia, realizada. E acho que os outros também. Porque quando me dei por mim, olhei pra eles e estávamos todos parados olhando pro céu com um sorriso no rosto que ia de orelha a orelha.

— Alguém por favor, pode me explicar, por que ninguém aqui consegue andar?! — Risos e mais risos. Eu me sentia a palhaça.

— É né, é tudo muito lindo, mas está frio e nós precisamos chegar em casa. — Lembrou Lucas, muito bem lembrado. Eu estava com frio!

Achamos um taxi e me senti aliviada. Tomamos o taxi e fomos conversando calmamente. O motorista arriscou um português, que saiu bem falso. Nos divertimos. Cada um cochilou pelo menos por dez minutos. No meio do meu sono senti alguém me cutucar. Eu esqueci que havia pedido ao motorista pra que me avisasse quando estivéssemos entrando na nossa rua. Eu comecei a olhar em volta. Tudo me encantava!

Então quando o motorista disse que havíamos chegado, eu comecei a reparar na rua. Larga, com bastantes árvores, vizinhança muito calma, quase não se ouvia barulho, movimento calmo de carros, e tudo era muito bonito. Olhei para o apartamento e ele me trouxe boas lembranças de Amsterdam. Logo voltei a realidade, Lucas estava pagando o taxi e as meninas estavam tirando as malas do mesmo. Fui ajudar.

— Pensei que fosse ficar parada olhando, madame! — Samara disse num tom bem irônico e começamos a rir.

Quando eu e Samara entramos no apartamento (que era no segundo andar, e o do Lucas e da Anna era no primeiro), eu comecei a reparar em tudo. Reparei em cada detalhe. Não era muito a nossa cara, mas com o tempo mudaríamos tudo por alí. O apartamento era bem grande, espaçoso e a decoração era muito tradicional.

— Gostei daqui — Samy olhou pra mim, sorriu e me abraçou — Tudo vai dar certo!

Sorri e assenti. Fomos arrumar as coisas. Depois tomamos um banho. E antes de ir dormir, mandei um e-mail para a Bhrenda. E fui descansar.

A noite quando tudo já estava arrumado, eu fui ver tv.

— Precisamos nos divertir!

— Samara, são dez da noite, você pretende sair agora?!

— Por que não? — E fez beicinho.

— Awn ami! É que eu não estou muito animada. Mas se você quiser sair, tudo bem. Chama o Lucas e Anna.

— Você vai sim! Se você está mal por causa daquele infeliz chamado Matheus... — Então eu parei de prestar atenção e reconheci que sim, eu ainda estava mal por ele.

Ele era meu ex-namorado. Terminamos de uma forma confusa. Ele simplismente sumiu, e depois voltou dizendo que eu havia feito tudo errado. Eu tive vontade de chorar alí na hora, mas eu não podia!

— Nayara? — Samara parou na minha frente. Eu estava sentada no sofá, ela se abaixou e me encarou. — Você não pode ficar mal por ele, ok? Estamos em Londres! Você vai sair sim!

Sorri e toda a minha tristeza passou. Por incrível que pareça, eu já me sentia animada.

— Então... Que roupa você acha que eu devo colocar? — Rimos, Samara levantou e deu gritos histéricos dizendo "ah você vai, você vai".

—Não sei onde iremos. Talvez nossos vizinhos tenham uma sugestão.

— Verdade. Vamos lá e aproveitamos pra conhecer o apartamento deles e etc.

Descemos correndo.

Notas finais
E aí??? Gostaram?! Venham falar comigo. bjs