Two Fallen Destinies

10 Capítulo IX - Visitas inesperadas


Notas iniciais
Espero que Gostem!!

~~~~~~~Algumas horas antes~~~~~~~

Scarlett estava indo ao Blue Cherry, queria comer algo antes de ter que ir trabalhar. Foi até o portal e entrou no local, estava procurando por algum lugar vazio quando viu Juan sentado em uma mesa tomando um café. Foi até ele:

Scarlett: Oi Juan! Que coincidência te ver por aqui!

Juan: Olá Scarlett, como vai? Porque não se senta? — Scarlett se endireitou na cadeira a frente de Juan.

Scarlett: Savanna me contou sobre o Cedric, agora você vai ter que cuidar da visora dele não é?

Juan: Sim, mas não é nada impossível. Eu só precisarei vigia-la as vezes para protege-la de ataques de demônios. — deu um gole em seu café.

Scarlett: Mas você é um Anjo da Morte, nem sempre vai poder vigia-la, você tem que fazer o seu serviço.

Juan: Sim, eu sei. Estou preocupado com isso, temo de que algum demônio a ataque sem a minha presença.

Scarlett: Sabe Juan, tive uma ideia. — aproximou um pouco a sua cadeira para perto de Juan com um sorriso animado no rosto. — Você precisa de alguém para vigia-la quando você não pode, certo? — aproximou mais a cadeira. — Eu tenho tempo de sobra e poderia cuidar disso, sabe? — aproximou ainda mais a cadeira — Imagina!! Se nós dois vigiássemos ela, seria quase impossível dela ser atacada por demônios!! — aproximou o suficiente para ficar encostada em Juan, seus olhos estavam brilhando.

Juan: Scarlett, sei que está fazendo isso para ficar perto daquela humana. — tomou mais um gole.

Scarlett: Você sabe como eu gosto de humanos!! Eles são tão incríveis!! Seria um sonho poder observar uma de perto, quer dizer, até o Cedric tem um visor e eu não!! — fez uma pausa. — Mas não é só por isso, também não quero que nada de errado aconteça com ela. Não quero que nada de errado aconteça com nenhum humano. — se acalmou um pouco.

Juan fez uma pausa para pensar, dando um gole de café em seguida:

Juan: Certo, acho que você tem razão. Isso resolveria o problema com demônios. — levantou da cadeira — Porque não vem conhece-la?

Scarlett: Agora!!?? Tipo, agora?? — se levantou também.

Juan: Sim. Renata poderia ficar assustada caso você aparecesse do nada, vocês precisam se conhecer.

"Isso vai ser incrível"– pensava Scarlett

Os dois foram até a sala dos portais e Juan parou em frente a um deles, digitando as coordenadas para a cidade de Renata. O portal se abriu e os dois entraram, estavam acima da cidade, parado nos céus. Scarlett não conseguia ficar parada:

Juan: Scarlett, tente não mostrar sua animação para Renata, ela é bem tímida e não está acostumada a receber visitas em casa. — olhou para Scarlett com seu olhar calmo.

Scarlett: Tudo bem, vou me comportar. — Não parava de sorrir.

Os dois voaram até a casa acabada de Renata, Juan parou perto da entrada e Scarlett voou direto para a sala, entrando pela janela:

Juan: Scarlett! — tentou chamar a atenção da anjo, mas ela não escutou.

Juan atravessou a porta e seguiu Scarlett, que estava observando Michael em sua poltrona vendo o canal de esportes na sua minúscula TV:

Scarlett: Ei olha só, ele está vendo futebol! — foi para perto do homem — Você deve ser o tio da Renata não é? Eu sou a Scarlett e... — olhou para as várias garrafas de cerveja em um móvel ao lado do homem — Você deve gostar bastante de cerveja, eu gosto bastante de pizza! Principalmente de queijo. É tão bo... — foi interrompida por Juan.

Juan: Sabe que ele não pode te ouvir, certo?

Scarlett: Sim, eu sei. Mas é muita falta de educação não se apresentar. E eu não resisto em conversar com humanos.

Juan: Certo, vamos delicadamente ao quarto de Renata. — saiu da sala e ficou em frente a porta do quarto da menina. — Renata sou eu, Juan, o amigo de Cedric. — falou em um tom baixo.

A menina deixou a porta semi aberta, vendo Juan e Scarlett sobre a fresta com seus olhos pequenos e verdes:

Renata: J-Juan? O que você está fazendo aqui? — perguntou timidamente ainda olhando pela fresta.

Juan: Quero que conheça uma amiga. — Scarlett acenou para Renata.

A menina abriu a porta e Scarlett logo falou:

Scarlett: Oi, como você vai? Eu sou Scarlett. — se agachou para ficar no mesmo nível que Renata.

Renata: Oi. Me chamo Renata... Você é bonita.

Scarlett: Obrigada! — mostrou um grande sorriso — Juan, ela é muito fofa!! — falou agitadamente.

Juan: Renata, podemos entrar? Acho que não é muito seguro conversarmos tão perto do seu tio. Se não for um incômodo para você. — olhou para o homem sentado em sua poltrona.

Renata: T-Tudo bem, fiquem a vontade.

Renata foi para perto de sua cama enquanto os dois anjos entravam. Juan olhou para Renata:

Juan: Scarlett e eu vamos te visitar frequentemente a partir de agora. Nós precisamos te vigiar já que Cedric não é maduro o suficiente.

Renata: M-Me vigiar? Eu fiz algo de errado?! — ficou preocupada. — Juan negou com a cabeça

Juan: Iremos te proteger. Agora você consegue ver anjos, é uma visora. E talvez alguns seres ruins possam querer te fazer mal. — tomou cuidado com suas palavras para não assustar Renata.

Renata: Seres ruins? O-O que eles farão comigo? — sentou em sua cama.

Scarlett sentou ao lado de Renata cruzando as pernas:

Scarlett: Nós vamos sempre estar aqui para te proteger, então não pense nisso. — sorriu para Renata. — Agora fale mais sobre você. Tipo, qual é a sua comida favorita e porque é pizza?

Renata: Eu... nunca comi pizza. Meu tio não costuma comprar muitos tipos de comida para mim. Ele geralmente só me dá arroz com alface e carne, o resto fica para ele. — falou no seu tom baixo.

Scarlett: Você nunca comeu pizza?! Isso é terrível! É uma das melhores comidas já criadas pelos humanos! Você tem que comer pizza. É tão bom sentir o gosto do queijo, a massa, comer as azeitonas e a borda tostada! — falou agitadamente.

Renata: Parece ter um gosto bom. — Renata deu um sorriso para Scarlett.

Scarlett: Eu vou te trazer pizza um dia.

De repente Juan e Scarlett arregalaram os olhos e se entreolham. Scarlett levantou da cama e foi para perto de Juan:

Scarlett: Esse cheiro...

Juan: Sim Scarlett. Só pode ser...

Enquanto isso em Sengakuro, Serafine começou a leitura segurando as mãos de John. Seus cabelos começaram a se movimentar enquanto uma aura azul a rodeava, seus olhos estavam brilhando em azul claro.

Depois de alguns segundos, voltou ao normal olhando calmamente para o garoto:

Serafine: Você tem a coragem necessária para enfrentar seus desafios. Se preocupa com o bem estar dos outros mais do que o seu próprio. Tenta superar seus próprios medos e fraquezas usando a força dentro de si e jamais se deixará quebrar em pedaços. Sua arma não é uma, mas duas Katanas.

Serafine balançou levemente seus dedos e um brilho azulado os rodeou. Fez alguns movimentos simétricos usando as duas mãos e um par de Katanas se materializou diante dos olhos de John. Ela as entregou para o garoto, que ficou feliz com suas armas.

Assim que a Iniciação acabou, Edward pediu aos alunos para irem ao intervalo assim que guardassem suas armas na classe. Assim eles fizeram e somente Edward e Serafine permaneceram no salão:

Serafine: Este ano tivemos muitos alunos promissores. — olhou para Edward.

Edward: Sim, isso é bom. Sinto que precisaremos de toda a ajuda possível. — olhou para o lado.

Serafine: Algo o preocupa?

Edward: Só um mal pressentimento. Mas posso estar errado. — ficou um tempo calado.

Serafine: Não há nada que temer. É para isso que estamos treinando estes jovens. O futuro está nas mãos deles. — falou com sua voz doce e calma.

Edward: Sei disso, assim como eles, devo dar o meu melhor. — olhou para Serafine. — Me perdoe, mas tenho algumas provas para corrigir. Sou professor em duas escolas agora.

Serafine: Certo, se quiser conversar comigo, sabe onde estarei. — Edward assentiu com a cabeça.

John e Heather pegaram seus lanches e sentaram novamente na fonte do jardim. Savanna chegou aterrissando para perto dos dois e os cumprimentando:

Savanna: Olá. O que fizeram de bom hoje? — tirou uma barra de chocolate de seu bolso.

Heather: Tivemos nossa Iniciação e ganhamos as nossas armas. Eu fiquei bem animada quando Serafine fez meu arco aparecer bem na minha frente. Eu já tinha lido livros sobre isso mas nunca pensei que fosse tão legal!

John: É impressionante como ela consegue acertar tudo sobre nossa personalidade. — fez uma pausa. — Por falar nisso, Serafine disse que Arias colocou nós dois no mesmo destino por algum motivo. Também disse que sou um garoto raro e terei que enfrentar vários desafios. Me pergunto o que acontecerá agora. — olhou para Savanna pensativo.

Savanna: Ah, sim. Serafine. É a de asa dourada, não é? Ela é amiga da minha mãe. Deve estar certa, nunca a vi errar antes. Leitura da Alma é algo muito preciso e só Anjos Divinos tem essa habilidade. — fez uma pausa. — Agora.. Isso de termos destinos traçados, é algo muito estranho... ela nunca falou isso para nenhum visor meu. Talvez se eu conversar com Serafine, ela me explique algo. — mordeu seu chocolate.

John: Acho que com vários desafios, ela quis dizer que enfrentarei muitos...

Juan: Demônios. — falou para Scarlett.

Scarlett pegou de seu bolso o seu longo chicote com vários espinhos afiados presos a ele. Estava séria:

Scarlett: Renata, fique perto de mim. — a menina foi para a trás de Scarlett.

Juan sacou suas duas pistolas e olhou para Scarlett:

Juan: Eu ficarei do lado de fora da casa enquanto você protege Renata. — Scarlett assentiu com a cabeça.

O anjo voou por entre as paredes e ficou perto da porta da entrada, com suas pistolas apontadas para frente.

Apareceram várias manchas negras no chão e dela saíram demônios com olhos vermelhos e dentes afiados. Sorriam e urravam para Juan.

Ele começou a atirar, mirando nas cabeças dos demônios. Conforme Juan os matava, iam explodindo como uma bomba negra de um em um.

Um dos demônios saltou, indo na direção de Juan com suas garras prontas para fincar na pele do anjo. Conseguiu atirar em seu rosto antes que pudesse encostar nele, fazendo com que o corpo do demônio caísse para trás.

No quarto de Renata, também surgiam demônios e todos eles eram fatiados pelos espinhos da arma de Scarlett. Renata decidiu fechar os olhos para não ver aquela cena.

Os demônios tentavam constantemente agarrar Renata então Scarlett puxou a menina pelo braço e a levou para a sala, pois assim teria mais espaço. Michael estava dormindo em sua poltrona enquanto todo aquele caos ocorria.

Renata permanecia com os olhos fechados enquanto Scarlett cortava ao meio todos aqueles seres malignos. Um deles estava prestes a atacar Michael mas Scarlett, estando do outro lado da poltrona, conseguiu partir sua cabeça ao meio com seu chicote a centímetros do rosto do homem.

Finalmente depois de uma longa e intensa batalha, os demônios sessaram. Juan entrou na casa guardando suas pistolas:

Juan: Estão bem? — Renata teve coragem de abrir os olhos assim que ouviu a voz de Juan.

Scarlett: Sim, estamos. E você se machucou ou algo assim? — Juan negou com a cabeça.

Renata saiu de trás de Scarlett e a olhou triste:

Renata: E-Eu fiquei com muito medo. — falou baixinho e soltando algumas lágrimas.

Scarlett se ajoelhou e soltou um sorriso para a menina:

Scarlett: Ah, não fique assim. Estamos todos bem, viu só? Ninguém se machucou nem nada. — limpou as lágrimas de Renata com seus dedos.

Renata: E se... eles vierem de novo? — sua voz falhava.

Juan: Vai ter um tempo até que eles queiram te atacar de novo, por alguns dias, você está segura. — olhava calmo para Renata.

Renata ficou um tempo quieta, depois se virou para Scarlett e a abraçou chorando. A anjo acariciou os cabelos da menina para acalma-la.

Enquanto isso, no céu, Cedric estava inquieto. Sentia-se culpado por colocar Renata em risco. Queria ajudar mas sua irmã o tinha trancado em sua própria casa:

"Eu não posso ficar aqui parado! Ela é minha visora agora e eu tenho que ser responsável pelo menos uma vez na vida. Mas... eu não sei voar e... eu estou aqui trancado. Ah, dane-se, Savanna acha que pode me impedir só trancando a porta. Mas eu ainda posso escapar pela janela!" – pensava ele.

Levantou de sua cama e pegou o seu Skate. Depois virou-se para a janela e olhou para o distante chão:

"Segundo andar, meu quarto tinha que ser no segundo andar! Mas nada impede o grande Cedric! Talvez se eu cair naquela moita eu não me machuque muito."

Cedric tomou coragem e saltou da janela enquanto segurava seu skate. A moita na qual ele caiu amorteceu sua queda. Soltou o skate no chão e começou a andar pela cidade:

"Então o plano é esse: eu chego até aquele portal, escrevo alguns números e letras naquele teclado e torço pra que seja as coordenadas certas. Ai desço até a casa da Renata e se aparecer algum demônio, eles vão ter que enfrentar os meus punhos!" – pensava confiante.

Depois de algum tempo andando com seu skate pela cidade, achou o portal que procurava. Estava indo até o teclado quando o portal se abriu. Cedric não conseguiu se esconder a tempo e ao olhar para cima, era nada menos que seu pai o olhando surpreso.

~Continua~