Two Faces

4 Caso Holmes.


Notas iniciais
bom...o caso vai ser escrito em 3 partes. Só pra explicar
EU AMO DE PAIXÃO O PERSONAGEM SHERLOCK HOLMES!!!
Talvez Solomom seja meu pai kikikiki
espero que gostem.

— Então foi aqui que a garota foi encontrada? – Pergunta Catherine para seu parceiro Uchiha.

Estavam no bosque examinando a área onde foi encontrado o corpo de uma garota denominada Mary, cujo o corpo se encontrava irreconhecível, mas que agora não estava mais no local e sim na sala de autópsia com a equipe de Gil e Sakura.

- Sim...o rapaz foi encontrado dentro da barraca, mas foi morto pelo que parecia, uma mordida na garganta. Parece que seu nome era...- Sasuke abre uma pasta de cor preta e passa os olhos rapidamente pelo texto. — ...Thomas, Thomas Gaulês.

- Que nome extranho...- comenta Cath para si mesma.

- Pensei a mesma coisa. – Sasuke responde sem perceber que a palavra não fora dirigida a ele, pois ainda rodava os olhos no relatório da primeira equipe.

Cath olhou para ele, mas ao ver que seu amigo encontrava-se distraído deixou quieto.

- Cath, vamos avaliar o que provavelmente a equipe anterior deixou escapar...- Sasuke fecha bruscamente a pasta e a joga na direção de um policial que, pelo susto, agarra de uma forma atrapalhada. — ...esse relatório ta u lixo!

- Eu ainda não o li, mas se você diz...vamos indo. – Cath se direciona para dentro da mata com Sasuke atrás de si.

- Hey! – Sasuke antes de seguir em frente ele para e chama o policial que apanhara a pasta. – Boa pegada e...bom trabalho.

- Obrigado detetive Uchiha.

- Não precisam ficar aqui, podem ir...cuidaremos de tudo.

- Tem certeza senhor?

- Sim. – Sasuke finaliza dando as costas para o homem seguindo em frente. Com o canto dos olhos ele observa o policial informando algo à patrulha e em seguida entrando nos carros. Não pode disfarçar um pequeno sorriso de canto.

..................

- Porque demorou tanto? – Catherine batia freqüentemente os pés no chão de uma forma irritada.

Sasuke a olha e revira os olhos.

- Me lembro que você não gosta de telespectadores inúteis assistindo nosso trabalho, eu apenas os mandei ver se chegou a encomenda de rosquinha.

Cath deu uma pequena risada pela explicação do amigo.

- O que dizia o relatório? – Cath perguntou agachando-se para observar de perto os resíduos deixados no solo.

- Nada de importante...mas deixaram explicito que a morte pode ter sido apenas um ataque de animal, pelo fato das mordidas.

- Ataque de animal? É pode até ser, mas...que tipo de animal comeria praticamente uma mulher inteira e deixado o namorado morto dentro da barraca?

- Um urso talvez. Mas por aqui não há relatos de animais selvagens...esta área é um simples bosque de acampamento e piquenique.

- Hun...isso é muito estranho. – Catherine comenta pondo a mão no queixo.

Sasuke por outro lado vai em direção ao riacho, ato a qual não passa despercebido por Cath. Sem dizer nada ela o segue parando ao seu lado.

— Cath, siga meu raciocínio... – ele dirige seus olhos para o outro lado da margem do pequeno rio. — ...A mulher foi morta perto da estrada, sendo assim ela teve que correr um bom pedaço, mas não conseguiu escapar...ja seu namorado foi morto dentro da barraca e, pelo que parece, ele morreu 2 horas antes dela ser morta.

- Ela estava dentro da barraca quando ele foi atacado? – Cath o olha arqueando uma das sombrancelhas.

- Sim...mas o estranho é, como ela não o viu morrer. Afinal ele tinha que gritar ou se movimentar bruscamente dentro da barraca acordando a companheira ao seu lado.

- Realmente é muito estranho, pois tenho certeza que sono pesado ela não tinha. – Cath ao terminar de falar direciona o olhar para a outra margem do rio fixando os olhos por entre duas árvores onde o sol batia.

Uma brisa gelada bate em suas costas trazendo-lhe um arrepio medonho.

- Nossa...que brisa estranha. – diz passando as mão freneticamente nos braços tentado passar calor.

- Que brisa?

- Você não sentiu? – perguntou sem entender.

- Não houve brisa nenhuma...as arvores nem se mexeram. – Sasuke olha Catherine de uma forma apreensiva.

- Deixa pra lá, não deve ser nada.

A conversa para ambos morreu ali, mas Catherine sabia que já ouviu Sakura comentar algo parecido, buscou no fundo de sua mente o que a amiga havia lhe ensinado aquela vez.

Flash Back on...................

Ambas estavam sentadas no carpete da sala em posição de lótus.

Meditaram por um período pequeno, até Catherine cortar o silencio.

- Sakura eu não agüento ficar parada por muito tempo...

- Catherine isso serve para relaxar o corpo e a alma das frustrações do dia a dia, além de ser muito importante para aprimorar a percepção dos sentidos.

Um minuto de silêncio.....

- Não entendi nada. – Cath lhe lança um olhar de tédio.

Sakura da um longo suspiro.

- Eu já esperava...como eu posso explicar? – se perguntava massageando a testa com os dedos.

- De uma forma bem simples, se não for pedir muito. E anda logo que já ta tarde e eu to com sono.

Sakura lança-lhe um olhar raivoso.

- Bom, todas as pessoas, independente do que ela seja, possui um outro sentido. Você deve conhecer a expressão “Sexto Sentido”.

- Sim...como no filme.

- é, mas isso não quer dizer que você possa ver espíritos como no filme. Ele funciona como um aviso, uma sensibilidade de energia, tanto da luz como das trevas.

- Ta ficando interessante...continua Sáh. – Cath lhe lança um olhar curioso, como o de uma criança querendo saber a continuação de uma história de dormir.

- bom, essa sensibilidade dessas energias pode ocorrer com um arrepio sentido de repente.

- Sei, já ouvi falar que quando isso acontece é porque um espírito acabou de passar por você.

- Isso não tem nada a ver, esse arrepio que ocorre corresponde a energia concentrada no local. O X da questão é, identificar se essa energia é boa ou ruim.

- E como identificamos.

- Se você estiver em um lugar que lhe faça bem, ou em uma roda de amigos, ou em um lugar harmônico e em paz, a energia que passar por você será boa, onde possa ser até seres de luz que estejam à seu lado. Geralmente você fica feliz.

Mas se você estiver em um lugar atônito onde fosse se sinta mal, ou lhe traga lembranças tristes ou terríveis você tem que procurar se afastar, pois a energia que predomina o local não é boa.

Cath parou um pouco para pensar

- Em forma de aviso...é um tipo de defesa natural que temos de nosso corpo? – As feições do rosto da loira se tornou preocupado.

- Sim, mas não do corpo e sim da alma. Por isso que as reações que temos ao estarmos muito tempo em contato com elas são tão influentes para nós. Quando a energia é boa, você fica de bom humor, feliz de uma forma que nem a pior noticia do mundo lhe abala. Ao contrario de quando você fica exposta muito tempo com a energia ruim. Você fica triste, mau humorada de uma forma que a leve a fazer coisas sem pensar por puro instinto de raiva ou ódio.

Catherine ficou calada por um longo intervalo de tempo. Sakura percebendo isso completou.

- É por isso que procuro sempre fazer você relaxar de uma forma harmoniosa, refletindo de uma para a outra energias boas como estamos agora... você fica diariamente exposta a essas energias ruins visitando lugares onde ocorreram assassinatos, estupros, e agressões, e essas energias deixadas no lugar por essas pessoas, tanto das vitimas quanto dos agressores não são boas muito menos de luz.

- Por isso que mesmo quando estou nervosa...você me faz sentar e meditar? – Cath perguntou lançando um sorriso a rosada a sua frente.

- Sim, agora me diga...nesses dias que você esta nervosa, depois que fazemos esse exercício de meditação como se sente?

- Mais leve, mas...eu sempre achei que você fazia isso para me ensinar magia.

Sakura a olha pasma e logo em seguida da uma deliciosa gargalhada.

- Qual é a graça? – Cath pergunta nervosa.

- Ensinar magia? Você nem é bruxa muito menos feiticeira...não, não...bruxa talvez, mas fisicamente. – ao terminar de dizer isso Sakura corre para o quarto trancando-se.

- SAKURA!! Abra já essa porta!! Vou te mostrar quem é bruxa!!

Só se podia ouvir as risadas da amiga do outro lado da porta.

........

- “Catherine, essas coisas que lhe ensino são para lhe ajudar no trabalho. Aos poucos você se tornará muito perceptiva à essas energias, de um modo que você possa até contar quantas energias estão presentes no local.

Para isso você tem que prestar atenção nos sinais da natureza, do seu corpo e de seus sentidos”.

Flash Back off.........

Catherine não sabia o por que, mas sentia que essa energia além de ser ruim não era como as outras.

Contou mentalmente.

- “ 1, 2,3...4! então, houve 4 manifestações de energia aqui. Agora preciso achar evidencias”.

- Sasuke vamos até a outra margem. – pediu

- Eu estava pensando a mesma coisa. Vamos.

Desceram um pequeno morrinho se apoiando nas pequenas arvores na beirada do rio, em fim afundaram no pequeno riacho molhando totalmente suas fardas.

- Merda! Pensei que fosse mais raso. – retruca Sasuke.

- É...eu também pensei. Vem...vamos logo, quero sair logo desse lugar.

- Certo.

Chegaram a margem do rio e saíram da água totalmente ensopados. Algo atraia Catherine para o meio daquelas arvores.

Caminhou lentamente até elas deixando rastros de gotejo de água de sua roupa. Parou entre as duas arvores e novamente sentiu aquela brisa estranha e o arrepio. Sua mente gritava, implorava para que fosse embora daquele lugar, mas tinha que continuar, tinha que desvendar o mistério que, provavelmente, tinha a ver com a quarta energia que sentiu agora pouco.

Olhou para o chão e encontrou rastros de sangue.

- Sasuke! Olhe o que encontrei.

Sasuke se aproximou e olhou para onde o dedo indicador de Catherine apontava.

- Vou levar uma amostra mas, isso não é tão interessante quanto o que encontrei. Tenho certeza que esse sangue pertencia ao Thomas.

- Hun...o que você encontrou?

- Isso. – ao se levantar indicou com um aceno de cabeça uma pegada rente a margem do rio. Cath se aproximou e se assustou com o que viu.

- Mas o que é isso!

Sasuke se aproximou se agachando perto da pegada.

- Parece uma pegada de lobo cinzento...- pegou sua câmera e começou a fotografar e anotar algo num bloco de papel. -....mas o incrível é imaginar o tamanho da pata do bicho.

- Eu vou até o carro pegar gesso para moldar essa pegada e levar para Sakura e Gil examinar. – se levantou e foi em direção ao rio, mas antes de pular novamente na água é parada pelas palavras de Sasuke.

- Se eu fosse você usava a ponte. – Catherine parou de andar se virando para ele. Se deparou com a figura do moreno agachado de costas para ela mas, com uma das mão apontando para a direita. Ela segui para onde ele apontava e se deparou com uma pequena ponte improvisada de madeira aparentemente velha.

- Por que não disse antes!! – berrou com raiva da possibilidade de ainda estar seca.

- Por que eu não tinha visto...quando olhei também fiquei puto. – disse calmamente.

Catherine saiu xingando baixinho fazendo Sasuke rir da atitude da amiga.

Ao chegar no carro Catherine pega um saco de gesso e uma espátula mas, antes de sair pega seu celular e liga para Sakura.

..........................

- Sakura o que descobriu no corpo de Thomas? – perguntou Gil indo à seu encontro.

- Descobri o por que dele não ter lutado enquanto estava sendo mordido...

- E qual foi o motivo. – Gil ficou ao seu lado analizando com o olhar a mordida.

- O coração dele parou antes do ataque...pelo que notei no relatório do interrogatório da família de Thomas, parece que eles tem a tendência genética do coração fraco. – Disse Sakura passando-lhe o relatório.

- Então provavelmente ele viu o que o atacou mas, o susto misturado com o medo foi tão grande... – Gil a olhou.

- ...que o coração acelerou bambeando sangue demais.... – Sakura continuou.

-...mas como ele estava parado sem ter feito nenhum movimento físico o coração não agüentou a pressão e parou de bater. – Gil completou depositando o relatório em cima de uma mesa. Sakura assentiu com a cabeça.

- E o que descobriu na autópsia de Mary? – Sakura perguntou se dirigindo para o computador digitando o resultado de sua autópsia.

- Bom... — ele se sentou em uma mesa diante a ela. – além de descobrir o óbvio de que foi mastigada e deliciada até a morte...

- Gil!! – Sakura o repreendeu, tendo como resultado algumas risadas do amigo.

- Desculpe...além do óbvio, descobri que o coro cabeludo de sua cabeça estava fraturado, decorrência de um puxão de cabelo muito forte.

- Nossa! – Sakura parou de digitar para prestar atenção no amigo.

- Mas isso não é tudo, em seu braço esquerdo encontrei a marca de uma mão e...o sujeito apertou tão forte que ficou marcado em seu braço o desenho de um suposto anel.

- Então não foi um simples ataque de animal...tinha mais alguém lá. – refletiu o rosada.

- Sim. – Gil se levantou e se virou para seguir caminho para o outro lado da sala. – Quer ver o corpo Sáh?

- Claro. – Sakura se ergueu da cadeira e o seguiu.

Ao chegarem lá Sakura sentiu um arrepio ao ver o estado da pobre mulher, praticamente irrecnhecivel e com órgãos faltando.

- Deus que horror...que tipo de animal faria isso?

- estavam dizendo que foi um urso, mas desconsiderei essa hipótese...esta vendo essa marca de dentes? – observou Sakura acenar que sim. — Pois então...os dentes caninos de um urso adulto normal tem aproximadamente de 5 a 7 centímetros, mas a profundidade dessa mordida chegou a 15 centímetros. Além de que a mandíbula de um urso não tem uma intensidade tão forte como a usada para estraçalhar um tórax, muito menos o tamanho adequado para um urso.

- Gil...mostre para mim a marca da mão. – Sakura pediu logo o que queria, mesmo sendo treinada para isso a cena não era muito atraente.

- Sim, claro. – ele virou um pouco o “restante” do cadáver e indicou a marca. – Aqui esta. Esquisito não?

Sakura olha com perfeição a figura desenhada na pele da garota. Era uma cobra entrelaçando a letra H.

Logo lhe veio na cabeça uma pessoa que usava um anel parecido. Ficou branca só em pensar.

- Sakura você esta bem? – Gil perguntou preocupado.

- Sim...estou bem...Gil, vamos chamar esse caso de...

- H ? – Arriscou.

- Não...Caso Holmes.

- Holmes? Sherlock Holmes? Mas o que você...

- Gil eu estou indo para casa ta? Qualquer coisa me liga...beijo, tchau! – Saiu correndo para sair logo da sala de autópsia, até sentir seu bolso vibrar.

Pegou o celular e viu na tela do aparelho o nome Cath. Logo atendeu.

- O que houve Cath?

- Sakura...eu estou no bosque e a energia aqui e monstruosa. Eu queria que você viesse aqui...

- Cath sai daí agora!!

- Por que? O que descobriu.

- Não foi um simples ataque de animal...havia também um individuo.

- Verdade...eu senti que havia 4 presenças no local quando tudo aconteceu mas, por que a preocupação?

- Esse cara deixou a marca de sua mão no corpo de Mary... ele estava com um anél que conheço muito bem.

- Então você conhece o cara?

- Sim, e ele mora nas redondezas desse bosque. Sai daí agora!

- Ta bom...estou indo, mas qual é o seu maior medo? Sei que não é só isso.

- Ele é um Bruxo.

- Beleza...ja estou saindo, só vou pegar a moldura de uma pata e já vou.

- Pata?

- É...Sasuke disse que parece com a de um lobo, mas o incrível é que é enorme.

- Ta ok, mas sai logo daí entendeu?!

- Tá! Tá! Tchau!

Entrou no carro e dirigiu direto para o apartamento, jogou suas coisas no sofá e foi direto para seu quarto jogando-se na cama.

Fechou os olhos tendo uma lembrança do dia em que foi ofendida e humilhada pela sua própria família por não pertencer ao ciclo da magia bruxa de seu clã.

-“ Isso é impossível Kenji!! sua filha não tem poder algum!”

O bruxo obcecado pela inteligência de um personagem fictício. Lembrar o nome dele lhe trás repulsa.

- Solomom...bruxo desgraçado.

Continua................

Notas finais
Até o próximo cap!!!