Two Faces
1 Candelabro
Notas iniciais
O restante da fic será delas ja trabalhando.
Tomara q gostem!
9 anos atrás....................
Meu quarto estava silencioso e graças a isso acordei com essa quietude. Nunca acordava com o barulho do despertador, sempre era antes dele despertar, eu havia comentado isso com meu pai, e ele me dizia que era um bom sinal, pois nunca deveríamos confiar no silêncio porque o mundo em si é barulhento e, se o local esta muito quieto é porque há algo errado. Dessa forma eu nasci com o primor do extinto da desconfiança. Eu sentia e via em sua face que ele se orgulhava de mim por isso, eram coisas que eu não entendia por parte dele.
Adorava conversar com meu pai assuntos desse aspecto, até porque gostava de seus ensinamentos mesmo não entendendo a grande maioria. Ele era um homem sábio e estrategista, dono de negócios com valorosos atribuístes por ter o calcino mais famoso de Las Vegas em seu nome e seus lucros para sua conta no banco.
Mas no fundo eu sabia que um homem como meu pai tinha seus segredos, afinal, do que valeria ele sempre querer conversar comigo assuntos como “a desconfiança que devemos ter e controlar os sentimento para saber manipular as pessoas”, por Deus um dono de cacino não tem essa mentalidade!
Bons tempos aqueles. Quando meu amado pai faleceu eu tinha 12 anos de idade, fui mandada para um internato e lá permaneci até os 15 anos, quando meu tio foi me buscar.
Nunca gostei dele. Sempre quando meu pai me levava para vê-lo eu não via a hora de ir embora. Edgar Willows era meio irmão de meu pai, Sam Willows, pra falar a verdade, tio Edgar foi fruto de um relacionamento fora do casamento de minha vó e meu vô, mas mesmo assim ele e meu pai sempre se deram muito bem. Ele era alto com cabelos castanhos escuros e olhos azuis opacos, quase chegando a serem cinzas, sua face sempre fora rígida, juntamente com a maneira de falar, dar ordens e ensinar. O fato de eu não gostar dele é que ele é pior que meu pai em enigmas, certo, eu disse que gosto e realmente gosto! Mas os enigmas dele eram muito complexos e eu nunca conseguia decifrar. Bom até agora, pois como ele se tornou meu tutor praticávamos diariamente.
Ele nunca me deixou chamá-lo de tio, sempre era Sr Edgar. Ele ao contrario de meu pai, que era amoroso e extrovertido, ele era frio, cério e não aceitava não como resposta. Edgar e meu pai só tinham duas coisas em comum: sábio e estrategista.
Ambos eram enigmáticos. Sempre quando chegava na sala de estar e eles estavam conversando algo sério, eles não precisavam nem disfarçar, eu não entendia nada! A maneira como falavam era...diferente...como que se soubessem o que o outro ia dizer. Fatos assim me levaram a seguinte conclusão, “ eles eram muito ligados”
O que não entendia era o por que de quando meu pai morreu ele não me retirou logo daquele orfanato horrendo? Por que teve que esperar 3 anos?
Nunca tive coragem de perguntar, mas essa pergunta sempre palpitava em minha cabeça.
- Catherine! Saia logo e venha tomar café, ou vai se atrasar! – Escutei Angelina me chamar atrás da porta, ela era filha da governanta da mansão de Edgar, uma senhora já de idade chamada Mirian Brown, pouco nos falávamos, eu apenas tinha amizade com sua filha de 15 anos e eu hoje com uma diferença de 3 anos, mas a pequena Angelina tinha mentalidade bem avançada, chegava até a me assustar.
- Estou indo Angel! Só 5 minutos. – respondi com a voz elevada para que pudesse escutar. Passei os olhos pelo quarto e ligeiramente me deparei com o relógio marcando 6:30.
– Meu Deus to mega atrasada! – Ralhei para mim mesma.
- Eu avisei!
- Angel você ainda ta ai? – perguntei abrindo a porta e me deparando com uma figura pequena, esbelta, com cabelos ruivos e olhos profundamente escuros.
- Cath você quer que eu responda? – brincou ela entrando no meu quarto. – Vai tomar banho enquanto que eu passo seu uniforme, assim você não perde tempo e desce mais rápido para tomar café.
- Te adoro sabia! – corri para o banheiro e tomei um banho de gato, afinal eu só tinha 30 minutos!
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Entrei no estacionamento da escola com minha BMW, adentrei no prédio da faculdade e notei que estava vazio. Droga.
Andei apresada pelo corredor do 2º andar e parei em frente a porta da minha sala. Pronto, agora é só criar coragem e enfrentar o professor.
— Willows, esta atrasada! – disse aquele veio gaga logo quando entrei na sala.
— Desculpe, mas perdi a hora.
- Já estou cansado dessa desculpa Sta Willows.
- Então se aposenta.
- Como disse?
- Nada. – encerrei a conversa e me sentei no meu lugar de costume.
A aula daquele velho era muito chata, estava quase dormindo quando uma bolinha de papel chegou em minha mesa. O abri e um leve sorriso brotou em meus lábios assim que terminei de ler.
“Mal chega e já atormenta a cabeça do professor? Que coisa imprudente Cath, como acha que vai passar na matéria do caréca?”
Quem me mandou a bolinha não podia ser ninguém menos que meu amigo Sasuke Uchiha, um rapaz bonito, corpo másculo e bem trabalhado, o que uma academia não faz. O que ele quer ser é um detetive criminalístico, assim como eu, talvez deva ser por isso que temos muita coisa em comum. Gosto demais dele, mas como amigo, não consigo vê-lo de outra maneira e vice-versa também.
Mandei uma resposta no mesmo papel usado.
“Esse cara sempre pega no meu pé, fazer o que? Me diga o que você faria no meu lugar.”
Ele leu e escreveu algo no papel com seu típico sorriso de canto, acho que se me perguntarem qual a marca registrada de Sasuke eu diria sem pestanejar “seu minúsculo, mas perceptivo sorriso de canto” .
Logo recebi a bolinha e li.
“O mandaria a merda, e perguntaria como vai a sua mulher.”
Não pude segurar uma deliciosa risada, Sasuke realmente sabia afetar alguém de uma forma constrangedora.
Sem perceber o papel foi tirado da minha mão com brutalidade, olhei o ser repugnante a qual puxou o papel, e adivinhem quem era...sim o caréca. Olhei para Sasuke e ele permanecia com o sorriso esboçado no rosto, só que dessa vez ele olhava diretamente para o professor, um ato meio petulante da parte dele, mas o Uchiha sempre fazia isso para entimidar os outros, pois assim como eu, não tínhamos medo de nossos atos muito menos das conseqüência.
— Willows, quem é o aluno que conversava pelo bilhete? – perguntou-me o caréca.
— Eu, tem algum problema?
— Uchiha...ja deveria imaginar. Presumo que o caréca seja eu não... – perguntou o óbviu.
— Lógico, pois nessa sala o único caréca aqui é você professor. – dessa vez eu também quis cutucar, tava ficando divertido.
— Sta. Willows e Sr. Uchiha para a diretoria agora.
Ele não precisou dizer mais nada, eu e Sasuke saímos da sala e Sasuke fez questão de bater com bastante força a porta, fazendo um grande eco. Ele olhou pra mim e 3 segundos depois estávamos gargalhando, realmente éramos foda.
E assim fomos rindo pelos corredores fazer uma visita para nossa querida diretora Tsunade.
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Depois do termino do resto das aulas da manhã, Sasuke e eu conversávamos sobre as aulas da tarde.
Eu e ele poderíamos dar dor de cabeça à muita gente, mas éramos muito estudiosos, pois para concretizar nosso desejo tínhamos que estudar. Até combinávamos de sermos parceiros, é seria muito bom.
A conversa continuava até eu ver o cara que eu mais desejava naquela escola, um rapaz loiro, olhos azuis, porte físico tão perfeito quanto o de Sasuke, ele era inteligente, misterioso, imprevisível, charmoso, lindo... ai chega! Se não posso escrever um livro só falando das qualidades dele, Gilbert Arthur Grissom, para os mais íntimos, Gil. A única coisa ruim que o Gil tem, é ser amigo daquela coisa rosa, chamada Sakura Haruno. Não vou mentir, ela é uma garota bem bonita, mas a intimidade dela com ele me deixa louca. Ele nunca me nota, sua ultima namorada era a Sara Sidle, e mesmo assim ele passava mais tempo com a rosada do que com a própria namorada.
A amizade dos dois era como a minha e a de Sasuke. Eu descobri que Sakura é tão apaixonada por Sasuke quanto eu pelo Gil, mas do mesmo jeito que Gil nem liga pra mim, o Sasuke também não da a mínima pra ela.
Há! Bem feito chicletinho.
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A cada dia que passava meu tio Edgar ficava mais nervoso, e eu não sabia o por que. Angelina comentou que talvez fosse o trabalho, mas eu acho que não.
Hoje é Sexta-feira de feriado e a Faculdade não ia funcionar, eu podia fazer qualquer coisa, mas algo extremamente louco passou pela minha cabeça. Tirar satisfação com meu tio. Perguntar tudo que tinha que perguntar, sem restar nenhuma duvida.
Estava cansada de tantos segredos, e hoje eu ia acabar de vez com essa palhaçada, acho que a convivência com ele me fez ter pouca paciência e me irritar fácil.
Caminhei até seu escritório, abri a porta da enorme sala forrada de livros, mais me lembrava uma biblioteca do que um escritório, adentrei no recinto fechando a porta atrás de mim. E lá estava ele, lendo um papel que pouco me importava do que se tratava.
— O que quer Catherine? – Edgar me perguntou sem ao menos direcionar o olhar a mim.
— Tio Edgar, eu...
- O que disse sobre me chamar de tio? – me repreendeu.
- Desculpe Sr. Edgar...eu vim aqui para esclarecer várias duvidas.
- E quais seriam? – me perguntou na mesma situação que antes “sem me olhar”.
- Por que não me tirou do orfanato depois que meu pai morreu? – Não fiz rodeios, logo perguntei o que mais tinha curiosidade, mesmo que detestasse qualquer que fosse a resposta, essa era a mais importante.
Ele tirou os olhos do papel e finalmente mirou-me, mas não sei se foi uma boa idéia. Ele me fitava diretamente nos olhos de uma forma intimidante.
— Você tinha que amadurecer mais.
— Só isso? – não podia ser! Ele realmente é um homem escroto.
— Não...- ele fez uma breve pausa. – Acho que já esta na idade de saber.
— Saber o que?
— Seu pai foi assassinado por um integrante da Yakuza, ou melhor foi traído.
— O que? Yakuza? A máfia japonesa? Mas como? Eu...
- Silencio Catherine! Ainda não terminei.
Me esqueci que o Sr. Edgar detestava ser interrompido. Ele, definitivamente, era um escroto.
- Desculpe.
- Uh...ele não era apenas um simples dono de cacino, embaixo daquele mar de dinheiro fácil tinha um outro mar de dinheiro obtido por mãos cortadas.
Ah! Lá vem ele com essas frases sem sentido! E o pior que eu não posso perguntar o significado, se não tenho certeza que ele para a explicação e me põe pra fora a ponta pés.
- Catherine, sente-se pois a história é longa, e se você teve coragem de vir aqui para saber a resposta de meia dúzia de perguntas, depois que souber toda a verdade com certeza vão surgir o dobro de todas elas.
Eu apenas assenti com a cabeça esperando-o continuar.
- No subsolo daquele cacino há um esconderijo chamado Sentinela de Pedra. Aquele local é a base da 2º máfia congruente à Yakuza, denominada Akatsuki. Seu pai era o braço direito de Tsukoi Senju, o chefão de lá de dentro, Tsukoi prezava muito por seu pai, e isso causava inveja a muitos de seus subordinados.
Pra resumir a história, seu pai foi traído por alguém que, creio eu, era próximo a ele. Essa pessoa o matou a sangue frio, envergonhando o nome dos assassinos... – Eu pude ver o ódio nos olhos do meu tio. – ele o executou pelas costas. Um covarde! – Edgar se exaltou socando com brusquidão a mesa à frente de si, e por incrível que pareça, eu não me sobressaltei. Fiquei com um ódio mortal do ser que como diz meu tio, assassinou meu pai, eu queria justiça.
- Provavelmente o ser miserável, não teve coragem de encará-lo, provavelmente por medo. – pude ver um sorriso macabro surgir na face dele.
- Sr. Edgar...mas o que eu tenho a ver com tudo isso?
- Você é filha de Sam Willows, provavelmente Tsukoi depois que eu conversar com ele, deixara você entrar para a Akatsuki.
- O que? Mas por que eu iria querer entrar para a máfia?
- Me diga Catherine...o que você quer fazer depois disso que lhe contei?
- Quero justiça.
- E você acha que a policia iria combater uma máfia subordinada da Yakuza?
Realmente, pelo que vejo hoje a policia não tem feito grande coisa, e era por isso que eu queria ser uma detetive criminalista, talvez eu pudesse ajudar de alguma forma. Mas nesse momento, o ódio é a única coisa que posso sentir. Eu quero...
- O que você quer Catherine?
“Vingança”
- Vingança!
- Muito bom, e é por isso que quero que você entre lá.
- Irei descobrir quem matou meu pai.
- E?
- E vou matá-lo, vou mostrar como um verdadeiro assassino faz.
- Ótimo, mas devo avisar-lhe, se entrar não poderá mais sair.
- Eu aceito.
- E a carreira que queria seguir?
- Ela pode esperar.
Será que eu estava mesmo falando sério? Serei uma assassina!
Eu não sei mais o que estou fazendo, mas sei o que quero. Vou matar o desgraçado que tirou meu pai de mim. Não sei se meu tio me influenciou ou manipulou, seja lá o que ele fez, conseguiu.
De hoje em diante quero orgulhar meu tio e depois que eu conseguir concluir minha meta seguirei minha vida e minha carreira de detetive, infelizmente terei uma vida dupla, pois como disse Sr. Edgar, se eu entrar não poderei mais sair... estou ciente disso.
Me levantei da cadeira, dei um leve aceno de despedida à meu tio e sai daquela sala. Meu destino já estava traçado.
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- Por favor...n-não...me perdoe.
- Você tirou de mim a pessoa mais importante da minha vida! Não vou lhe perdoar, terá o que merece.
- Misericórdia, eu não tive escolha. – Estava repugnante o ser a minha frente, nunca pensei que teria tanto ódio guardado dentro de mim, e deixaria uma pessoa no estado que o deixei.
Seu rosto esta todo ensangüentado e deformado devido aos meus socos. Depois daquela conversa que tive com meu tio, ele me ensinou a lutar, a usar armas de fogo, facas, adagas e a duelar usando como arma uma “katana” essa foi minha arma favorita de combate, sendo essa carregada por mim a cada missão de execução que a Akatsuki me mandava.
Sendo essa a arma que executarei meu inimigo mortal. “O assassino de Sam Willows. Meu pai”.
A cravei no coração do monstro à minha frente, não me é surpresa ter apunhalado meu pai pelas costas, és realmente um covarde.
As forças falharam e finalmente jazia seu corpo inerte e sem vida perante a mim.
Desde que matei Orochimaru essas lembranças me retornam, mas ao contrario do que pensam, não fico incomodada, Edgar disse que essa morte nunca mais esquecerei e para falar a verdade, também não quero esquecer. Aquela foi a primeira morte merecida a qual executei.
Já se passou um mês desde o ocorrido, tenho a impressão de que depois disso tudo a minha volta se tornou um tédio, as aulas, os alunos, professores, etc.
Sasuke também esta um pouco chato, quase não fala nada. Ta tudo tão estranho.
— Cath acorda! – Angelina gritava atrás da minha porta.
Caminhei até ela e abri vendo sua face extremamente irritada.
- O que ouve? – perguntei desanimada.
- Você ta atrasada de novo!!
- ta, to indo.
Bom, depois de tomar um banho de gato e praticamente engolir o café, estava pronta para a faculdade.
Cheguei lá desanimada, lógico segunda-feira, odeio segunda-feira. Tsc.
Estacionei meu carro e logo que virei vi Sasuke sentado num banco “fumando” me aproximei dele e comecei com o interrogatório.
- O que você esta fazendo com um cigarro na boca? – ele me olhou desanimado.
- fumando. – Ai que ódio.
- Isso eu sei...
- Então por que pergunta?
Suspirei tentando ignorar o desfecho infantil do Chaves que ele acabara de fazer.
- Sasuke...eu te conheço, e você não fuma...o que aconteceu?
Ele me olhou sem expressão alguma.
- Não é da sua conta. – arregalei meus olhos, que filho da p....
- É sim, e você sabe disso... – uma idéia logo aflorou em minha mente. – Se você não me contar eu vou atazanar você a semana inteira.
- Eu posso conviver com isso...você me atazana todo o dia, não ia fazer diferença.
Sasuke, Sasuke. Será que você esqueceu que eu consigo tudo que quero? De um jeito ou de outro eu sempre consigo.
- Tem razão...então terei que ser mais radical. – disse me levantando.
- O que vai fazer?
- Dizer a Karin que você quer sair com ela e depois ir pro motel mais caro da cidade.- disse com um sorriso sacana hehe.
- Não! – ele saltou do banco. – tudo bem sua louca,eu conto.
- Ah! Agora sim...adoro quando você concorda comigo.
- Cath eu só não mando você à merda porque você é minha amiga, mas se não fosse eu...
- ia te matar pelo seu jeito petulante e ignorante blá blá blá... Eu sei, já conheço esse discurso.
Pude ver ele revirar os olhos e logo dar o seu sorriso de canto. Legal, meu amigo voltou.
- Mas e ai? O que aconteceu?
- Itachi foi preso. — fiquei pasma.
- O quê? Mas o que ele fez?
- Tava de noite e ele viu uma mulher sendo jogada num beco por um cara. Ele foi atrás pra poder ajudá-la, acabou matando o cara para se defender...
- Ué? E por que ele foi preso?
- Por que o cara era irmão da garota. ..ele a levou para o beco para avisar que se ela continuar namorando com um drogado que ainda por cima bate nela, ele ia matar o infeliz.
- Ah. Então Itachi se enganou e o matou sem intenção. – refleti. – Mas ele não falou isso para a policia?
- Falou, mas a garota o acusou sem ao menos querer entender o por que do ocorrido.
- E ele vai ficar por quanto tempo na cadeia?
- 5 anos.
- Nossa Sasuke! Eu sinto muito. ..então era por isso que você ficou estranho?
- É...eu não agüento tanta injustiça. É por isso que vou me esforçar para me tornar detetive criminalista e colocar quem realmente merece na cadeia.
- Pode ter certeza que vai, isso eu tenho certeza, e não se esqueça que eu vou ser a sua parceira! Lembra?
- Lembro...eu mereço.
- O que disse? – brinquei fazendo uma carranca.
- Nada...mas e ai? Sabe da novidade da faculdade?
- Não. O que eu perdi?
- O Gil pediu a Sakura em namoro e...
- O que?
- Sabia que você ia ficar puta. – comenta se divertindo com a minha cara.
- Eu não acredito...quando foi isso?
- Ontem.
Ah! Droga. Aquela rosada vai me pagar, ela nem ao menos gosta dele! Como ela pode brincar com os sentimentos das pessoas assim! Eu..eu quero matar ela! É, é isso que vou fazer.
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Sakura Pov’s 1 dia antes...
A sala estava cheia, nunca me senti tão pressionada. Meus pais já me odeiam, se eu fracassar minhas chances de me reconciliar com eles vai por água a baixo. Eu tenho que conseguir. Preciso orgulhá-los, pelo menos uma vez, não posso ser a ovelha negra, a única desajeitada, não posso, não posso.
A sala estava escura, apenas com tochas acesas que iluminavam o local cujo o tapete vermelho fazia a sala tornar-se inteiramente vermelha. Eu estava com o livro do sacerdote em mãos, o ritual que eu faria era para me graduar e me tornar uma, com a magia do universo. Um ritual simples, um ritual bem simples. Eu não posso falhar, caso contrario serei motivo de risos por todo o clã, além de carregar o peso da desonra e a decepção de meus pais.
- Sakura...esta pronta? – Mãe Velha perguntou segurando uma taça com água e se aproximando de mim.
- S-sim...pode começar. – eu estava segura...eu estava segura...
A senhora de cabelos grisalhos era a xamã da família, a figura mais respeitada por todos os cômodo da mansão. Era ela que tinha a sabedoria do Sol e da Lua, que podia se misturar com a energia da natureza e confundir os sentidos. Ela podia difundir as sensações e curar qualquer ferida.
Ela se aproximou de mim e levantou a taça com água no alto da cabeça.
- Água que purifica o corpo...que leva embora todos os males e os carrega para desaguar no poço do esquecimento. Que faz a negatividade se tornar positividade. O ser que tem como elemento a água será puro e esboçara a alegria...- Mãe Velha direcionou o olhar a mim. – Qual o seu elemento criança?
- Água. – todos da minha família tinha como elemento a água, eu não podia ser diferente.
Logo Mãe Velha despejou a água no topo da minha cabeça, pude sentir ela se misturar aos meus fios de cabelo, logo veio um calafrio “já estava na hora”
Comecei a murmurar as frases que desfechariam o final de minha graduação da água, estava agora feliz e confiante. Tudo estava correndo bem.
- Criança pare! – escutei Mãe Velha ordenar. Logo parei e olhei para ela “o que esta acontecendo?”
- O que ouve?
- Querida você mentiu seu elemento. – ela disse com os olhos baixos.
- O que? Como assim? – não estava entendendo nada. Olhei para meu pai e o mesmo me fitava com...ódio? mas por que? O que eu fiz?
- Seu elemento não é a água. – meu tio disse trincando os dentes. Kurogane esse era seu nome.
- C-como não?
- Sente a água escorrer até os ombros? – ele me perguntou ríspido.
Realmente...eu não sentia, coloquei a mão na cabeça e...ela estava seca? Não pode ser.
- Mas todos são do elemento água. Por que eu não? Qual elemento então eu pertenço?
- A nenhum querida...eu sinto muito. – A velha senhora se adiantou.
- Mas como? O que isso quer dizer?
- Que você não é bruxa. – Dessa vez quem respondeu foi minha mãe. Que me olhava da mesma forma que meu pai. Akira seu nome simbolizava a justiça.
- Isso é impossível! Tsukoi sua filha não tem poder algum! – gritou um bruxo de outro clã.
- Isso é uma vergonha para nossa realidade. – comentou uma bruxa de cabelos rosados assim como os meus, eu a reconheceria em qualquer lugar, para mim ela é mais conhecida como Samira Haruno...minha irmã.
- Por que Sakura? Por que tudo acontece com você? – Perguntou minha mãe.
“me faço essa pergunta todos os dias”.
- O que vamos fazer? – Sarutobi conselheiro dos líderes feiticeiros perguntou dirigindo-se a meu pai. Como que se estivesse jogando uma indireta.
O mesmo virou-se até mim e me arrebatou, tirou-me o chão, arrancou minha alma no momento em que pronunciou.
- Ela não é mais minha filha.
- O que? Papai você não pode estar falando sério! Por favor.
- Você ficará nessa casa até terminar a faculdade, afinal não sou um monstro para lhe colocar para fora, mas quando terminar vai embora dessa casa! Aqui, não será mais tratada como uma Haruno, você manchou nosso nome. – finalizou dando-me as costas e saindo da sala, sendo seguido por todos.
Minhas pernas falharam, cai no chão.
O que eu podia fazer? Não possuo magia...pelo que sei minha mãe e meu pai nunca me deram valor, atenção, carinho...nada. a queridinha sempre foi Samira. Minha gêmea, que se parecia comigo apenas os cabelos, pois os olhos em vez de verdes como os meus, eram azuis. Em quanto que eu sou branca, ela já é mais morena.
Fui exilada da família. Mas o que eu não entendo é o por quê? Eu não acredito que sou diferente.
Eu me sinto um lixo.
No dia seguinte Gil veio falar comigo na faculdade, ele realmente me conhece...acho que aceitar namorar com ele foi a única coisa boa que fiz durante toda essa minha vida de angustia.
Ele me perguntou o que ouve, mas eu apenas respondia que não era nada e, sempre que podia, o abraçava e escondia meu rosto em seu pescoço. De agora em diante, tudo vai ser tão difícil para mim... não poder ter mais dialogo em minha casa e ser tratada como estranha. Isso me machucava tanto.
Terei que começar a procurar algo para fazer, e um apartamento. Quanto mais rápido sair de lá melhor, não conseguirei mais olhar para eles.
Sakura pov’s off
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Finalmente anoiteceu. Edgar disse que a Akatsuki já tinha o conhecimento de que eu ia matar uma pessoa sem estar nos planos. Edgar tinha razão, Tsukoi realmente me tem como preferida por ser filha de seu melhor agente, dessa forma, ele não viu problema algum eu sair da linha uma vez, até me incentivou alegando me ajudar. Sua ajuda seria um de seus subordinados vir e depois limpar a bagunça e se livrar de qualquer prova que possa me incriminar. Definitivamente fiquei muito feliz com sua ajuda.
Já estava me preparando para sair, estava com vestes negras para não chamar a atenção, ia ser tudo bem rápido mas doloroso da parte “dela”. Ah ela vai ver só a não brincar com os sentimentos dos outros e muito menos Cruzar o meu caminho.
Edgar direcionou um olhar de satisfação quando sai pela porta de trás da mansão, acho que depois que comecei a trabalhar para a Akatsuki me tornei mais...insana. e notei que meu tio gostou dessa minha mudança, pois agora treinamos varias vezes pela semana e pude adquirir bastante de sua personalidade calculista e severa. Peguei meu carro e comecei e o dirigi até sua casa, logo vi ela saindo com uma bolsa e entrando no seu carro vermelho e se dirigiu para a alto estrada, e assim comecei a segui-la sem a mesma perceber.
Sabia muito bem onde aquela rosada ia quando chegava a noite.
Notei hoje, o dia inteiro na faculdade que ela estava depressiva, sempre quando ela esta assim ela pega a estrada e vai para a praia. Sei disso porque as vezes faço o mesmo, a praia à noite é vazia e calma, e o barulho das ondas é o único som presente, sendo ele um tipo de calmante natural...me faz...esquecer um pouco o passado e fugir da realidade do meu dia a dia, não sei o que acontece com ela para ter a mesma mania que eu, mas também não quero saber. A praia como sempre estará deserta e assim facilitara muito a sua morte, não vai adiantar ela gritar porque ninguém vai ouvir.
Finalmente ela estacionou em uma vaga na calçada do outro lado da praia, fiz o mesmo, mas em uma bem longe da onde ela estacionou seu carro. Permaneci dentro do meu só à observando.
Sakura me parecia desesperada e aflita, procurou uma pedra nas areias e sentou-se, essa era a hora exata. Peguei a adaga que à algum tempo Edgar me deu e fui ao encontro de minha vitima. Caminhei lentamente sem exercer nenhum ruído, meus olhos estavam fixos nas costas dela, não seria covarde de matá-la pelas costas como fez o assassino de meu pai, eu tentaria conversar um pouco esperando o momento certo.
- O que esta fazendo aqui Catherine?
O que? Ela me viu? Não é possível!
- Olá Sakura, eu estava assando e resolvi lhe cumprimentar. – Escondi a adaga na parte de trás da minha calça.
- Sei...não te conheço, mas sei que me detesta. – ela foi direta. – Acha mesmo que vou acreditar nesse seu ato de amizade? Me poupe. – Disse levantando-se e me olhando nos olhos. Detesto quando me olham nos olhos.
- Se não quer acreditar o problema é seu. Eu pensei que talvez, poderia me aproximar e tentar fazer amizade, mas estou vendo, e não é novidade, que você não gosta de proximidade.
- Não é que eu não gosto, mas sei quando alguém esta tramando.
- E como tem tanta certeza?
- Sei interpretar a linguagem dos olhos. E os seus existe maldade...deseja me matar?
Como ela...
- Claro que...
- Eu sei que sim...você esconde atrás de si uma adaga, presente de alguém eu suponho.
- Você é louca!
- Louca? Tudo bem...pense o que quiser, mas se veio me matar faça ao menos o favor de ser rápida e acabar logo com isso.
- Tudo bem... – isso não pode ser real, como ela descobriu? Eu sou perfeita no que faço. – Você venceu...sim eu vim te matar, mas como descobriu?
- Não sei...
- Como não? – indaguei incrédula.
- Eu apenas senti...- Ela me olhou tristemente e continuou. – Eu viraria de costas para não lhe ver golpeando-me, mas sei que não pratica e muito menos aceita esse ato de covardia então...faça logo.
Eu só posso estar sonhando...ela sabe de tudo! Sempre soube! Eu me sinto nua com sua descoberta do meu plano!
- Não me sinto...a vontade. – realmente não sentia, como ela pode simplesmente me olhar e deduzir tudo?
- Catherine, eu neste momento desejo a morte...acho que não deveria ter dito nada a seu respeito e, simplesmente, deixado rolar...
- Certo...não vim aqui por nada! Vou te matar sim, mas antes...me diga o por quê de querer morrer.
Ela olhou para os próprios pés, brincado com a areia, fazendo um minuto de silencio. Enfim levantou o rosto.
- Você não acreditaria se eu contasse.
- Tente, já vi de tudo nessa vida.
- Não...você não viu nem metade.
- Como assim?
-Cath...posso te chamar assim?
- Não.
Ela suspirou.
- Tudo bem Catherine, vamos fazer um acordo.
- Que tipo de acordo?
- Vou contar para você meu maior segredo, ou melhor, não só meu, mas também de todos de minha família e em troca você também me conta seu maior segredo. E não adianta negar, pois, você agiu de uma maneira muito profissional, poderia ter enganado qualquer outra pessoa, e além disso esse anel que você usa é de algum tipo de organização, então...você esconde algo da sociedade.
Dessa vez quem suspirou foi eu. Ela estava certa, esse anel todo integrante da Akatsuki tem, é como uma marca registrada da máfia.
- Ok, comece.
- Minha família vem de uma antiga linhagem de bruxos e...- Foi interrompida pelo meu riso.
- Bruxos? Ah! Por favor...não sou criança para acreditar em historinhas.
- Sabia que não ia acreditar. – ela disse com tristeza na voz.
- Você esta falando sério? – disse com esperança de que a rosada negasse.
- Sim Catherine, estou falando cério.
- Tudo bem, pode continuar. – Vamos ver até onde essa historinha vai.
- Como já dizia minha família vem de uma antiga linhagem de bruxos e é marcada como o elemento de poder a Água. Ontem eu ia fazer minha graduação da magia, ou seja, eu ia me tornar uma com a magia existente em mim com meu elemento, mas algo deu errado e descobri que meu elemento não é a água, sendo que toda minha família tem a água como elemento...conseqüentemente não sou uma bruxa, trazendo para minha família a vergonha e desonra. Por isso desejo acabar com a minha existência, mesmo meu pai não querendo minha morte, eu a desejo. Talvez assim...limpando o nome Haruno...eles se orgulhem de mim pelo menos uma vez, pois, nunca me amaram, ou sentiram algum sentimento carinhoso comigo, sendo que isso era o que eu mais almejava deles. Talvez assim eles mudem de idéia.
Eu a olhei seriamente para ela, como alguém para orgulhar os pais desejava a morte? Santo Deus, descobri o cúmulo do absurdo!
- Sakura...eu definitivamente achei sua história bem comovente e, talvez possam até me chamarem de louca, mas eu acredito em você. Só não concordo com seu desejo suicida!! – A ultima parte eu gritei pela frustração.
- Mas é isso, eu não...
- Pode parar! Eu vou cumprir minha parte do acordo, mas pensando bem não lhe matarei.
- Por que?
- Por que não acredito que você não tenha poderes...você simplesmente em total facilidade, descobriu o que eu pretendia fazer, adivinhou que ganhei essa adaga de presente e, ainda por cima, soube dizer que eu detesto matar ou presenciar uma morte pelas costas...você ainda diz que não tem poderes? Dom? ou seja lá que merda!
- Pensando bem...você tem razão. – ela disse massageando o queixo.
- Eu sempre tenho.
- Você é bastante orgulhosa e convencida!
- E você é mimada e esquisita!
- Loura aguada!
- Rosa chiclete.
- Assassina!
- Bruxa! – ela me olhou indignada.
- Vou levar isso na melhor das intenções. – Disse dando-me as costas.
- Leve isso como quiser...a carapuça vai servir do mesmo jeito.
Ela se virou com os olhos chamuscando. Hehehe
- Esta me chamando de feia?
- Ué? E elas não são?
- Claro que não! As bruxas horrendas que tem verruga no nariz são de histórias infantis, fique você sabendo que as verdadeiras bruxas são muito bonitas e atraentes!
- Olha eu acho que não em... – quando dei por mim já estava correndo desesperada pela praia, não sei como, mas minha adaga foi parar na mão dela.
- Quem é feia é você Catherine Willows!
Eu só ria, logo paramos e sentamos na areia. Pra falar a verdade, nunca pensei que aquela rosada fosse legalzinha. Mas será mesmo que feiticeiros e bruxos existem? Ah! Não duvido nada do jeito que tem macumbeiros espalhados por ai...
- Catherine, você ainda não me contou sua história.
- Verdade, havia me esquecido.
- Percebesse.
Lancei um olhar mortal para ela fazendo-a gargalhar, geralmente a pessoa deveria ter medo! Hn.
- Bom... A máfia Yakuza tem várias organizações espalhadas por todo o país, uma delas é a organização Akatsuki. Meu pai era o braço direito do líder dessa organização, mas foi muito invejado lá dentro e acabou sendo morto...
- Pelas costas.
- Isso...eu tinha 12 anos na época, fui mandada para um orfanato e quando completei 15 anos meu tio me tirou de lá. Seu objetivo era vingar a morte de seu irmão, por isso ele conversou com Tsu...digo o chefão para que eu pudesse entrar. Esse pedido foi concedido, logo descobri o covarde e o matei, mas tem um porém...como eu entrei, não posso mais sair.
- Nossa...que tenso.
- Já acreditou?
- Já, da para ver que você foi sincera.
- Hum, e ainda tem duvida de não ser uma bruxa?
Ela me olhou risonha e logo depois endureceu a face. Lá vem bomba.
- Você não pode contar isso para ninguém.
- Eu sei, e o mesmo vale para você.
- Levarei isso para o túmulo – disse me lançando um sorriso.
- é, quem diria...duas inimigas fazendo um acordo. – também sorri.
- Ah! Eu prefiro chamar de pacto. – Disse direcionando os olhos ao mar.
- Você não é o demônio e eu sem querer vendi minha alma né?
Ela me olhou com um sorriso diabólico.
- Isso você só descobrirá daqui 7 anos – logo em seguida começou a rir, não é por nada não, mas deu um frio na espinha.
- Sakura!
- To brincando Catherine! Não sabe brincar?
- É que você me assusta.
Nos olhamos e caímos na gargalhada
- Até que você é legal Sakura.
- Pode me chamar de Sáh.
- Tudo bem Sáh, pode me chamar de Cath.
- Ok.
- Sáh.
- Fala.
- Você gosta do Gil? – essa pergunta tava na minha garganta já a algum tempo.
Ela me olhou e depois desviou o olhar.
- Eu...tentei dar uma chance para ele mas...acho que não é o certo. não posso dar falsas esperanças muito menos brincar com os sentimentos do meu melhor amigo. Até porque...sei que gosta dele, e acho que não seria justo.
Meus olhos pesaram e logo os fechei. Ela não era tão medíocre como pensei, talvez eu pudesse até me tornar sua amiga se ela quisesse.
- Quer se tornar minha amiga Catherine? Um tipo de acordo de paz?
- Você também lê mentes? – levantei o olhar e a fitei.
- Não...você tava pensando nisso?
- Pra falar a verdade sim.
-hum...
Por incrível que pareça, ficamos lá um bom tempo conversando sobre varias coisas da faculdade, sobre matéria e até descobri que ela queria se tornar uma perita forense. .
Logo começou a amanhecer, me levantei e estendi a mão para ela, a mesma aceitou pegando-a e eu dei impulso para a ajudar a levantar. Peguei minhas coisa e ela se dirigiu para seu carro. Hoje era quarta-feira, mas não estava afim de ir para a faculdade, sei que amanhã Sasuke vai me fazer um interrogatório, pois não costumo faltar, mas hoje por não ter dormido estou exausta.
— Cath. – A rosada parou em frente ao seu carro segurando a maçaneta do mesmo.
- Fala.
- Você não vai ir para a facul hoje né?
Dei um pequeno sorriso.
- Por que? Pretende matar aula?
- Sim...não quero mais voltar para aquela casa, vou procurar um apartamento e lá ficar. Você sabe de algum?
- Pra falar a verdade não. – pude ver ela baixar a cabeça de uma forma cansada. – Quer ajuda?
- Acho que...
- Não adianta dizer não! Já que vamos matar aula, coisa que é errado, pelo menos que seja por uma boa razão e não simplesmente por termos ficado na praia a noite inteira e não termos dormido nada! – disse séria.
- Tudo bem então, vamos começar por onde?
- Acho que começar a procurar pelo Centro já é um bom ponto estratégico para ir para a faculdade e seja lá que serviço for arrumar vai ser perto de casa.
- Boa idéia.
Procuramos por um bom e longo tempo Logo conseguimos um apartamento médio e bem estruturado, não era extravagante, mas também não era simples. No décimo andar, apartamento 206. Tinha espaço suficiente com dois quartos, sala de estar, sala de jantar, cozinha e dois banheiros, um em cada quarto.
- Finalmente! Já estava cansada de andar. – A rosada se espreguiçou e se jogou na cama de um dos quartos.
Para mim olhar para tudo isso...a sensação de independência e de responsabilidade e principalmente “liberdade”, estava me dando uma...inveja.
Acho que...eu também queria isso para mim. Viver na mansão com meu tio era bom, mas eu também queria ter meus próprios problemas, responsabilidades, não tendo tudo na mão e sim lutando para conseguir.
Eu tinha um bom dinheiro no banco da herança de meu pai, eu poderia fazer essa rebeldia. Diria a meu tio que encontrei um apartamento e que precisava me libertar, continuaria trabalhando para a Akatsuki e fazendo faculdade, ou seja, continuaria com minha vida normal, mas um tanto empolgante.
Pude ver a rosada se levantando, pegando sua bolsa e se dirigindo até a porta do quarto passando por ele. Eu continuei lá, parada, pensando, refletindo sobre esse meu desejo. Escutei Sáh me chamando para ir embora, sai do quarto e fui para a sala onde ela se encontrava.
- Sakura eu estava pensando. – ela me olhou e esboçou um pequeno sorriso.
- Fale.
- Bom...vendo você se tornando independente eu...- vi ela aumentar o sorriso. – Por que esta sorrindo?
- Você quer morar comigo? – Maldita! To começando a odiar quando faz isso!
- É...eu ajudo, nos dividimos para pagar o aluguel, as contas, alimento, em fim...posso?
Ela me olhou de uma forma brincalhona, virou as costas saiu do apartamento e me fez sinal para sair também, logo sai e a observei trancar a porta já que o acordo estava fechado, mas não entendi, ela se virou e começou a andar pelo corredor em direção ao elevador “ela não me respondeu”.
- An...Sakura?
- Hun? – murmurou apertando o botão do elevador que logo começou a descer.
- Você não me respondeu e, o que você esta fazendo? – ela tirou a chave da bolsa e me entregou.
- Eu vou para a casa dos meus pais arrumar minhas coisas, já que você mora perto daqui, pode arrumar suas coisas e tirar a cópia da chave...aposto que vai chagar primeiro do que eu, mas já vou avisando que o quarto bege é meu. – finalizou com um sorriso.
Definitivamente ela era louca, mas depois desse comentário não pude deixar de retribuir o sorriso. É, quem diria...acho que se eu contar para o Sasuke que me tornei amiga da rosada ele vai achar que estou louca, doente e que preciso de cuidados médicos e psicológicos urgentemente. Nossa! Se eu contar para ele que também estou morando em seu apartamento...acho que ele me mata e diz para a policia que eu não era eu, pois fui abduzida e colocaram um clone meu no lugar – Fujam o planeta esta sendo invadido por Catherines da paz! — Que coisa mais imbecil, acho que não vou falar que estou morando com a Sáh, só que me tornei amiga dela, prefiro ser chamada de louca doentia por ele do que ser assassinada.
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As semanas foram passando e meu tio já me visitou cinco vezes. Só uma coisa que achei estranha foi na semana passada quando apresentei Sakura para ele, ele a olhou de uma forma esquisita, e quando ela o cumprimentou informando seu nome inteiro ele arregalou os olhos quando escutou o sobrenome Haruno, saiu de nosso apartamento as pressas sem ao menos se despedir.
Tanto ela como eu ficamos nos perguntando o que houve, aquilo foi realmente estranho.
Sakura ficou me infernizando do por que de sua atitude, e eu toda vez dizia que não sabia. Hoje meu tio me ligou dizendo que queria falar comigo e era para eu levar a Sáh. Tive uma leve impressão de que o ocorrido na semana passada ia ser explicado.
- Sáh!
- Oi? – ela respondeu olhando para a TV.
- Meu tio esta nos chamando para ir na mansão...disse que quer conversar com nós duas.
Ela tirou os olhos da TV e me olhou.
- Será que ele vai explicar o por que de ter saído correndo de pois que me viu?
- Acho que sim, mas talvez eu saiba o por que.
- Ah! Não venha com brincadeirinha dizendo que ele se assustou porque tenho cabelo rosa!
- Você é muito chata...só porque eu ia dizer isso. – dei risada da carranca que ela fez.
- Muito engraçado! Vou pegar minha bolsa, espera um minuto.
Para quem só ia pegar uma bolsa até que demorou de mais. Fomos no meu carro já que não era necessário ela ir no dela. Quando chegamos Angel me indicou o escritório pois ele estaria lá.
Entrei na sala e logo em seguida Sakura entrou. Edgar nos olhou e com um movimento de mãos nos indicou as cadeiras à frente de sua mesa onde se encontrava sentado.
- Acho que sabem o porque as chamei.
- O fato de ter saído as presas aquele dia? – perguntei.
- Sim. – ele direcionou o olhar para Sakura, ela por sua vez ficou com a expressão serena.
- Catherine, a Akatsuki esta lhe dando mais uma missão para hoje a noite. – ele disse sem tirar os olhos dela.
Eu já ia perguntar sobre o que se tratava, mas Sakura foi mais rápida.
- Catherine...é mentira. – ela disse num tom de voz prepotente, me senti confusa e olhei para meu tio. Ele agora estava com um sorriso no lábios.
- Muito bom...parece que os Harunos são mesmo um clã bem poderoso... – Edgar me olhou continuando. – é quase impossível uma mentira passar por eles sem ser desmentida.
- Quase impossível? – perguntei.
- Os únicos que conseguem burlar nossos olhos são os membros de nosso próprio clã. – Sakura respondeu – Mas não entendo o que quer comigo aqui.
- É verdade tio. – eu também queria saber sobre esse assunto.
- Catherine...- ele fez uma pausa levantando da cadeira e começando a caminhar. – você fez uma amizade que pode nos favorecer.
- Como assim? – perguntei.
- Mandei que trouxesse Sakura aqui para que eu pudesse fazer esse teste. Na Akatsuki ela se encaixaria muito bem como sua parceira em assassinatos e principalmente roubos milhonários, afinal...- ele parou atrás da cadeira de Sakura. – Você é uma bruxa e pode dar seu jeito em casos arriscados como... – foi interrompido por ela.
- Não sou bruxa...não possuo o elemento de minha família. Só porque te desmenti não quer dizer que tenho poderes, eu só deduzi pelas feições de seu rosto.
- Esta enganada...só porque não possui o elemento água não quer dizer que não seja, pelo que sei os bruxos que não pertencem a nenhum dos quatro elementos é porque todos estão fundidos ao sangue.
- O que? – Sakura pareceu surpreendida.
- À mais um teste que pretendo fazer e, se esse tiver o resultado que espero você não realmente não é uma bruxa, mas sim, uma feiticeira.
- Como pode saber tanto?
- Quando eu trabalhava para a Akatsuki e o pai de Catherine ainda era vivo, eu tinha um parceiro chamado Maycon Haruno. – Sakura arregalou os olhos. – E ele me contou tudo sobre seu clã, principalmente o quanto detestam os feiticeiros.
- Então...
- Sim. Maycon era seu padrinho não é?
- Sim.
- Ele me disse sobre você e sua irmã...e também que seus pais...- foi interrompido pela rosada.
- sabiam sobre mim, por isso me odiavam. – Droga eu esqueci de dizer a ela que Edgar detesta ser interrompido enquanto fala. – Desculpe sei que não gosta de ser interrompido, mas agora estou frustrada por essa descoberta. – Eu ainda acho que ela pode ler mentes.
- Tudo bem, mas procure não fazer de novo, pois não é sempre que tenho paciência.
- Certo.
- Bom...- ele caminhou até sua estante de livros e tirou alguns do lugar até achar algo. – presumo que queira fazer o teste.
- Sim. – Sakura respondeu sem rodeios, aquilo estava me deixando ansiosa e feliz por Sakura, pelo que deduzi, Edgar quer colocá-la na Akatsuki como minha parceira. Gostei da idéia.
Meu tio caminhou até ela e lhe estendeu uma pedra azul, logo depois pegou um candelabro com seis braços sem nenhum resíduo de cera de vela e também a entregou.
- Você tem apenas uma chance de colocar a pedra no braço certo, você tem que sentir a energia do braço correspondente chamar pela pedra...só um feiticeiro pode fazer isso, os bruxos não são capazes.
- E como vou saber se acertei?
- A pedra vai tomar uma coloração dourada. – ele respondeu a fitando com impaciência.
- Foi Maycon que lhe deu? – perguntou com um sorriso amarelo. Não conheço muito a Sáh, mas tenho uma leve impressão de que ela esta brincando com a paciência do meu tio.
- Sim. – ele respondeu trincando os dentes.
- Certo, vou fazer.
Ela se aproximou do candelabro e fechou os olhos, esticou o braço que segurava a pedra e começou a movimentá-lo sobre os braços do candelabro. Logo ela parou em um, e posicionou a pedra e abriu os olhos.
Ela olhou fixamente para a pedra e depois a depositou no braço que escolheu.
Nunca fiquei tão aflita como fiquei naquele momento. A pedra não ficava dourada! Será que Sakura não era uma feiticeira?
- Não se preocupe Cath...eu acertei. – ela disse com um sorriso largo no rosto, olhei para meu tio e ele também estava com um pequeno sorriso nos lábios.
- Ué? Como assim? A pedra não tinha que ficar dourada?
- Não...Sr.Edgar mentiu de novo. Quando eu escolhesse o braço certo a pedra tinha que ficar da mesma cor, azul como pode ver, mas se ela tivesse ficado dourada eu teria errado.
Fiquei irritada com o joguinho dos dois.
- Cacete Sakura! Você sabe o quanto eu fiquei aflita quando a pedra não mudou de cor?! Poderia ao menos ter me avisado né?
- Desculpe Kethy, mas se eu parasse para explicar era capaz de seu tio voar no meu pescoço pela demora.
- Hn.
- Sakura...como vê, você passou no teste. Você quer entrar para a Akatsuki junto de Catherine? Eu avisei Tsukoi Senju e ele gostou da idéia de ter forças sobrenaturais atuando ao seu lado.
- Sakura, antes que responda gostaria de avisar que se você entrar não poderá mais sair. – Edgar não deu esse aviso a ela, achei prudente alertá-la primeiro.
Sakura olhou para mim com o semblante sério, não sei o que esta pensando, mas estou torcendo para que ela aceite. Para mim ela se tornou uma grande amiga, o que é estranho em tão pouco tempo já que meu desejo era matá-la.
- Eu aceito. – respondeu firme.
- Certo. Catherine lhe ensinará tudo que deve saber e alertar dos perigos. Podem ir.
Ele se sentou em sua mesa nos observando sair daquela sala.
Agora uma nova vida vai começar.
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Minha história não é igual a vários filmes de aventura que se passa na tv, onde sempre se tem um “enigma” para se desvendar. Olhando por esse lado, desvendar um enigma deve ser emocionante trazendo adrenalina ao sangue aumentado a curiosidade insana de querer descobrir o “tal” segredo.
...Tolos e hipócritas são aqueles que pensam desse modo. Um enigma serve para nos ajudar nas tarefas mais difíceis que existem, para isso, a inteligência é a arma e habilidade mais presunçosa que se pode obter em um mundo diferente.
Um enigma é um jogo de palavras com pistas e informações precisas para um certo potencial, ou seja, desvendar um enigma de verdade é ser mais do que humano para isso, é ser mente aberta para acreditar no que esta sendo dito e mostrado no teste psicológico e espiritual.
A pergunta é... existem enigmas que não podem ser desvendados nem pelo homem mais sábio do mundo físico?
A resposta é sim...com exceção a mim, Catherine Willows, e ai que a jornada começa... A jornada da razão dos verdadeiros enigmas que não devem ser desvendados. A curiosidade de querer descobrir não se deve passar disso, curiosidade apenas.
Sabemos coisas que normalmente ninguém deveria saber, e o preso disso é colocar ordem na bagunça sombria que reina perante aos fracos. Nós os ajudamos, e mandamos a sujeira direto para o buraco.
Bem vindo ao meu mundo. Sintam-se a vontade para conhecer a verdadeira versão da história que é escondida por debaixo dos panos, e assim conhecer os segredos ocultos da organização a qual trabalho, Akatsuki, uma 2º versão da famosa Yakuza.
Conheçam o verdadeiro Enigma das sentinelas de pedra.
O caso é... tenho uma vida dupla, além de ter como parceira de batalhas a pessoa que a qual eu mais odiava, mas agora considero como irmã, Sakura Haruno. Juntas somos mais do que fortes, somos invencíveis.
Continua...
Notas finais
Os próximos caps não seram tão grandes como esse Ok?
Obrigada !!
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