Two Crowns, One Winner — Interativa

6 Chapter Five — Dog Days Are Over


Notas iniciais
Heeey, monas! Então, embora a meta não tenha sido preenchida, fico feliz em dizer que vou fechar as vagas pra Selecionada — meninas que me mandaram MP e eu ainda não respondi, mandem suas fichas! Eu devo responder agora à noite, mas tipo são três vagas pra quatro ou cinco personagens, o que significa que alguém vai ficar de fora :/ sorry, mas é como o mundo funciona. As vagas para Príncipe, em todos os casos, estão mais abertas que o meu coração pro @, então pelamor de Deus, pode até criar dois se quiser. A regra do último cap ainda vale:se eu chegar no capítulo bônus (cap. 7) sem pelo menos catorze meninas e treze meninos, eu vou cortar as duas categorias pra dez. Sim, vou ter de tirar Selecionada e Príncipe e sei que isso é injusto com as meninas que se inscreveram de acordo com as regras e datas, mas, pra ir pra frente, vai ser necessário. Okay, eu tô meio hiperativa, mas tenho outro aviso: vai ser difícil manter a frequência de uma semana do jeito que eu prometi mas eu juro tentar. A questão é que, como minha escola fechou e eu mudei pra essa (maravilhosa) escola nova (é uma Waldorf google it), eu tenho de acordar às cinco e meia da manhã todo dia, chegar em casa às sete e meia da noite três vezes na semana, não sei que horas na quinta (depende da terapia) e duas e lá vai pedrada na sexta; fora que eu tenho uma quantidade bacana de para casa (mas de um jeito bom) e passo o dia todo sem celular. Bem punk, mas vale a pena. A má notícia é que isso torna escrever mais difícil e postar também, porque c'est la vie né nom. Maaaas eu sou um saco e ainda vou tentar mesmo assim (e provavelmente morrer no processo). Oookay, dito tudo isso, boa leitura!

CHAPTER FIVE — DOG DAYS ARE OVER

“Run fast for your mother, run fast for your father

Run for your children, for your sisters and your brothers

Leave all your loving and your longing behind

You can’t carry it with you if you want to survive”

♕♕♕

07 de outubro, sexta-feira. Palácio de Angeles, Illéa.

— Mas espera — Ahren pediu, interrompendo a tutora, e Eadlyn virou a cabeça para seu irmão. — A senhora disse que Bianico surgiu quando o Brasil dominou a...

— A Bolívia, Ahren. A Bolívia — Eadlyn explicou, apontando o pequeno país no mapa antigo. — E o Brasil não dominou a Bolívia, ele comprou a Bolívia.

— Do mesmo jeito que já havia comprado um pedaço dela, muito antes. Mas isso não importa, Alteza — Jessica Walker, a tutora de História Mundial dos gêmeos, complementou. — O senhor tem de saber que Bianico é composto por três países do pré-guerra: a Bolívia, o Uruguai e o Brasil. O Brasil era o maior dos três, e também o mais poderoso, então comprou a Bolívia, que estava falida. O Uruguai, que não estava tão mal assim, realizou um plebiscito, que existe até hoje, para decidir. No final, decidiu-se que o novo país seria o Reino de Bianico, que temos hoje.

Ahren esfregou as têmporas antes de olhar para sua irmã. Ela o encarava, esperando alguma reação, e Ahren teria pasmado se não a conhecesse. Eadlyn sempre tivera uma aptidão maior para matérias como essa.

— Certo — disse, por fim, tomando notas. — E temos de saber disso porque...?

— Porque, Alteza, Bianico é um aliado grande de Illéa e quase faz fronteira com nosso país. As relações entre os dois sempre foram pacíficas e, para que continuem assim, o herdeiro tem de ter a mínima ideia do quê é aquele lugar — Jessica respondeu, e Eadlyn fez cara de enfado antes de revirar os olhos. A tutora pareceu reparar, e logo se corrigiu. — Ou a herdeira. O ponto é, vocês precisam disso tanto quanto precisam de sua amada Macroeconomia Avançada, Alteza.

Eadlyn meneou a cabeça em concordância antes de checar o relógio no pulso do irmão. Ela amava as aulas de Jessica, mas eles estavam ali fazia uma hora e meia e era uma sexta-feira. Eles não podiam se atrasar nem um segundo, já que o cronograma do dia era cheio, mas ela não iria interromper a tutora assim. Esperou que Ahren reparasse no relógio, já que estava no pulso dele, mas ele parecia concentrado até demais em suas anotações, com cara de quem ainda está maquinando o que ouviu. Estava prestes a limpar a garganta e perguntar o horário, com toda a cara de pau que tinha, quando batidas soaram à porta. Deu graças aos céus – nunca se perdoaria se tivesse feito aquilo.

A porta foi aberta e, do outro lado dela, apareceu alguém que a princesa reconheceu como Kyle Newman. Suspirou. Kyle era um belo homem, com seus cabelos negros encaracolados e os olhos verdes, e ela admitia que tinha uma quedinha por ele desde pequena. Embora fosse novo, bem mais do que Jessica, ele dava aula para os gêmeos fazia quase a mesma quantia de tempo.

Sentiu, então, um pé lhe chutar por debaixo da mesa. Do outro lado, um Ahren com feições divertidas lhe encarava. Você não pode mais fazer isso, Eadlyn., ele lhe alertou, como que numa risada do olho. Ela deu de ombros em resposta, levantando uma sobrancelha. Olhar não tira pedaço, não é mesmo? O príncipe revirou os olhos diante da reação. Sua irmã não tinha jeito.

Jessica Walker se despediu dos dois – não antes de passar uma atividade para ambos, uma pesquisa que animou Eadlyn e fez Ahren murchar – e saiu em questão de minutos. Kyle prontamente tomou seu lugar, repousando quatro livros em cima da mesa redonda antes de se dirigir aos dois.

— Bom dia, Altezas — cumprimentou, ao que ambos sorriram e devolveram. — Me pergunto se vocês tiveram o tempo necessário para a elaboração do mapa.

Ahren comprimiu os lábios, mas Eadlyn se pôs de pé. Andou a passos rápidos até um canto do escritório que mais se parecia com uma sala de estar, pegando um cilindro de metal que deveria ter mais ou menos dois terços de seu tamanho. Carregou-o até a mesa, onde o abriu, tirando de dentro dele um papel que cobriu a mesa redonda quase inteira. Isso feito, os três puderam ver um contorno, o de Illéa, com as províncias devidamente divididas e separadas, embora não nomeadas. Ahren se lembrava nitidamente das duas horas que ele e Eadlyn haviam passado no chão daquela sala, com uma régua, um lápis B6, uma borracha e um livro; desenhando o maldito mapa de Illéa. Ele fizera as contas e a parte de escala, para que mudassem o tamanho sem distorcer as dimensões, e Eadlyn desenhara, além de ajudar o irmão. O trabalho final estava bastante bom, com caneta permanente preta sobre ele e linhas tão perfeitas que pareciam computação, e ele nunca mais esqueceria o mapa e suas divisões. Ficou feliz ao ver o sorriso do tutor de Territorialidade, pelo menos ele reconhecia o trabalho que eles haviam tido. Porém, ao observar Kyle, reparou que havia alguma malícia ali: ele estava prestes a dizer que fariam mais.

— Ótimo. De verdade, Altezas, as proporções estão perfeitas. Os dois formam uma ótima dupla — o tutor correu os dedos pelas linhas, e Eadlyn lançou um olhar ao irmão. Ele parecia meio perverso falando daquele jeito. — Mas tenho mais. Como tutor de Territorialidade, eu quero uma análise territorial.

— Isso é meio vago, senhor Newman — Ahren colocou, recebendo um olhar animado de Kyle. Oh-oh.

— De fato, Alteza, é verdade. A menos que limitemos isso, não?

— O quê o senhor quer dizer é que..?

— Que, cara princesa, vocês dois vão fazer, neste mesmo mapa, uma análise dos recursos illeanos a partir do mapa que produziram — ele explicou, e Ahren entrou em alerta. Illéa era muito grande. — Ora, vamos lá! Ânimo, vocês dois! Se precisarem de consulta, eu estarei bem aqui e os livros são específicos deste assunto. Vocês sabem onde achar os lápis de cor e os materiais necessários. Sugiro que comecem pela região de Angeles, sim? Vinte estados até o almoço, começando agora!

Eadlyn engoliu em seco e olhou para seu irmão. Quase juntos, os dois se puseram de pé, ele a analisar o primeiro dos livros e ela a pegar os materiais antes de sentar-se novamente e abrir outro livro. Satisfeito com a atitude dos irmãos, Kyle pediu licença para ir ao banheiro, como ele normalmente fazia depois de passar alguma atividade assim, e Ahren aproveitou para lançar um olhar para a irmã por cima do livro.

— Que tal olhar para ele agora, hein, Eady? — provocou, sorrindo de lado. A ruiva fez uma cara de enfado.

— Se eu ver até sombra desse cara agora, é capaz de eu tirar uns bons pedaços — respondeu antes de tomar uma nota sobre a produção agrícola em Angeles. Ahren riu pelo nariz.

Os dois fizeram questão de completar não só quinze, mas dezesseis estados antes do almoço. Na hora que o sino na parede bateu avisando que todos deveriam ir comer, sorriram satisfeitos para o professor, que parecia admirar sua determinação. Eles guardaram tudo e Kyle se retirou com os livros enquanto os gêmeos desceram para a Sala de Jantar. Quando chegaram lá, seus pais se instalavam na cabeceira e Katrina contava qualquer coisa aos dois. Max e Carol estavam no lado oposto à ela, conversando em sussurros – pela largura da mesa, vozes não poderiam ser ouvidas a menos que projetadas corretamente para o outro lado –, como se ainda fossem duas crianças. Eadlyn não deu bola a qualquer um deles, desconfortável, mas Ahren ficou curioso. Ele já sabia que Eadlyn lhe escondia algo que tinha haver com Caroline, e, a julgar pela situação, Max tomava conhecimento. O que mais o perturbou não foi o fato de os três manterem um segredo dele, em todos os casos, mas sim a feição de Max enquanto ouvia. Seu irmão mais velho sempre fora tranquilo e imperturbável, mas, enquanto Carol falava, a expressão em seu rosto oscilava entre a preocupação e microexpressões que se assemelhavam à raiva. Ahren sabia que o rosto de Max daquela maneira não sairia de sua cabeça tão cedo. Tomou o lugar em frente à Eadlyn, o que o colocou ao lado de Max, que ainda ouvia.

— Carol, isso... Isso é maravilhoso — Max disse quando a morena se calou, embora Ahren não conseguisse ouvir o que ela dizia. Apurou os ouvidos, então, e deu graças à Deus quando a irmã levantou sua voz, mesmo que pouco.

— Você não parece maravilhado — disse, ou foi isso que Ahren escutou. Ela poderia ter falado paralisado também, mas o príncipe achou essa opção mais provável. Maximilliam deu de ombros, e, pela sua voz, Ahren adivinhou que ele estava fazendo uma expressão de exaspero.

— Queria que eu estivesse extasiado ou o quê? — disse, cortante. Max normalmente era muito doce, de verdade, então Ahren não pôde sequer imaginar o quê estava acontecendo. — Você já sabia que era uma situação delicada. Não pode esperar que eu só ficasse feliz por você.

— Claro que posso! Você é meu irmão, Max! Eu preciso de seu apoio! — ela sussurrou em tom urgente.

— E você tem! Acho que isso é maravilhoso! Mas complicado — ele pausou por um segundo. — Eu só preciso digerir, Carol. É chocante. Ainda mais logo depois de descobrir que eu não posso ter um filho!

— Max, você tem de entender —

— Ah, por favor! Me poupe, Caroline! — ele perdeu a compostura, falando mais alto e fazendo com que todos na mesa lhe encarassem. Ele não deu bola e se colocou de pé, o que era extremamente incomum se considerado Max. Ahren se assustou com a brutalidade do gesto. — Vou tomar café em meu quarto. Com licença.

E saiu da sala, deixando todos calados atrás de si. Katrina, depois de lançar um olhar confuso para os irmãos Schreave, balbuciou um pedido de licença e andou atrás do marido a passos rápidos. Assim que ela saiu, duas figuras apareceram na porta do cômodo, parecendo tão surpresas quanto os Schreave que estavam ali dentro. Ahren os reconheceu como Daniel Orders, seu melhor amigo, e Antonella Schreave, sua prima. Ella apontou para trás.

— O que há com eles? —perguntou a morena, e Ahren olhou para Caroline, como o resto da sala. Ela se colocou de pé, polidamente tirando o guardanapo de seu colo, e olhou para cima.

— Eu vou ver se William está acordado. Não nos esperem para o café.

E se retirou. Antonella e Daniel fizeram cara de dúvida um para o outro antes de entrarem na sala de vez, tomando os lugares antes ocupados por Katrina e Carol, respectivamente. O Rei e a Rainha, depois de cumprimentar os dois sobrinhos, voltaram à sua refeição, e os gêmeos fizeram o mesmo. Eadlyn pegou uma faca e começou a partir um pedaço de torta holandesa para si.

— Então vocês vieram — ela comentou, fazendo com que Daniel e Antonella levantassem a cabeça juntos. — Vão fazer as aulas comigo e com Ahren?

— Pode apostar, Eady — Ella respondeu, depois de limpar um de seus dedos na boca. — Aparentemente, ainda precisamos de mais aulas de Territorialidade.

— E de Política Interna Avançada — Daniel complementou.

— E de Sistema Burocrático Illeano.

— E de —

— Ok, entendemos — Ahren interrompeu seu amigo. — Vocês vão fazer as aulas com a gente.

— E se vamos — Antonella disse, e então garfou sua torta de morango.

Uma hora depois, os quatro voltaram à sala de estudos. Eles esperavam encontrar sua tutora de Postura e Etiqueta, a senhora Yawk, lá dentro; então se espantaram ao ver Cersei Orders, a irmã de Daniel, de pé ao lado da mesa redonda. A loira se recostava no móvel, folheando algum tipo de documento com o cenho franzido. Cersei era uma garota prudente e responsável, estando na maioria das vezes com um semblante sério e sereno, mas suas feições demonstravam tamanha preocupação que Ahren se espantou. Ao reparar na entrada dos quatro, ela se desencostou e levantou a cabeça.

— Finalmente — disse, embora não parecesse aliviada. — Achei que nunca fossem vir.

Eadlyn lançou um olhar significativo ao seu irmão. Cersei impaciente? Achei que isso nem fosse possível.

— Quem morreu, Cer? — Daniel lhe perguntou, direto e irônico. Sua irmã mais nova revirou os olhos. Era quase estranho observar a dinâmica dos dois Orders que, com cinco anos de diferença, pareciam ter nascido na ordem errada.

— Idiota — ela jogou ao irmão, que sorriu de lado enquanto tomava uma cadeira à mesa, antes de se dirigir aos gêmeos. — Meu pai quer lhes ver assim que puder. Haverá uma reunião de emergência em quarenta min — interrompeu-se para olhar o relógio em seu pulso e então se corrigir: — Trinta e cinco minutos. Ele quer ter certeza que não pirarão no meio do Conselho nem chegarão ao Jornal de mais tarde sem entender o quê está acontecendo.

Ahren arregalou os olhos, alarmado.

— É tão ruim assim? — perguntou, olhando rapidamente para sua irmã e notando que ela suportava o mesmo semblante. Cersei suspirou, entregando-lhes um papel branco com vários tópicos. O príncipe leu o título em voz baixa, assustado: — Nova Ásia.

Olhou para cima, encontrando uma Cersei séria e urgente. Antonella parecia preocupada também, a ponto de estender seu pescoço por cima do ombro de Eadlyn e tentar ler um pouco do que estava ali; e até mesmo Daniel franzia o cenho para a situação. Quando a ruiva levantou a cabeça, Ahren viu como ele devia estar naquele momento: os olhos alarmados, com um brilho de medo, além da postura tensa e a boca entreaberta. Aquela era a expressão que os Lewis-Schreave mais evitavam, guardando-a para momentos puramente desesperadores. Ele quase havia crido que não poderia ser tão mau assim, até ver a feição de sua irmã. As próximas palavras de Cersei, em todos os casos, não ajudaram muito.

— Não, Ahren. É pior.

Ele suspirou antes de esfregar as têmporas e passar os olhos rapidamente por todo o escrito. Era algo como soluções diversas para um problema, mas havia algo errado. As soluções buscadas por Illéa sempre viriam acompanhadas de paz. Conflito armado contra qualquer um nem entrava em questão, sendo uma das coisas mais abominadas por seu pai.

E, ainda assim, das aproximadamente dez saídas que o problema entitulado Nova Ásia tinha, onze eram a guerra.

É. Eles realmente estavam ferrados.

Notas finais
E então? Que acharam? Afinal, qual é a da Nova Ásia? E o quê é melhor, na opinião de vocês: Macroeconomia Avançada, Territorialidade ou História Mundial? CONTEM-ME NOS COMMENTS MUAHUAH
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.