Two At A Time
7 Capítulo 7
Notas iniciais
MM: EU SÓ QUERIA VER O GREG OUTRA VEZ, DROGA ! – Ela gritou do outro lado da linha e eles puderam ouvir o som de algo se quebrando.
LS: É tudo sua culpa. – Ele sussurrou, para que Marianna não ouvisse.
GS: Cala a boca. – Ele sussurrou de volta. – Mari ?
MM: Greg ?
GS: O que você está fazendo ?
MM: Eu queria trazer você de volta... – Ela soluçou. Eles ouviram alguém sussurrar algo no fundo. – CALEM A BOCA ! – Ela gritou, entre soluços.
UMA HORA E MEIA ANTES
Depois da conversa que teve com Greg, Marianna saiu sem rumo pelas ruas do Rio de Janeiro. Pensava nas coisas que tinha feito para trazê-lo de volta para ela. Valera a pena ? Valera a pena matar pessoas inocentes apenas para estar com ele de novo ? Ela estava decidida que sim. Mesmo que descobrissem, pelo menos ela o vira de novo, o beijara de novo...
AGORA
GS: Por favor, Mari, pare com isso. Você sabe que não vale a pena.
MM: Claro que vale, sempre valeu. Tudo o que eu fiz por você valeu a pena.
GS: Está dizendo que fez tudo isso, matou todas essas pessoas... Só para me ver de novo ? – Ele estava perplexo.
MM: Sim... E eu não me sinto arrependida. Porque eu consegui o que eu queria, Greg... Pode vir aqui ? – Ela falou de jeito doce. Greg encarou Leonardo e Morgan encarou Greg com preocupação, sabia que ele considerava a idéia de realmente entrar naquela casa. Ele tampou o telefone para que pudessem conversar.
MB: Não vá lá dentro. Por favor, Greg. – Mas Greg apenas olhou para Leonardo.
GS: Você acha que é seguro ?
LS: Vou arranjar um colete. – Ele disse e saiu.
MM: Greg ? Você vem ou não ? – Ela disse, já mostrando impaciência na voz.
GS: Dentro de alguns minutos, Mari.
MB: Não se arrisque. – Ela sussurrou no ouvido dele e o abraçou. – Cuidado, por favor. – Leonardo voltou com o colete e Greg o vestiu.
UMA HORA ANTES
Ela os conhecia. Sabia quando estavam sozinhos em casa. Rafael e Eduardo mantinham uma rotina firme. Chegavam da escola à uma. Os pais vinham almoçar e voltavam para o trabalho às duas. Precisava ter certeza do que ia fazer, precisava pensar, mas quando se deu conta já estava batendo à porta e entrando.
AGORA
Greg respirou fundo.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ela abriu a porta e o puxou para dentro.
MM: Eu sabia que você viria. – Ele pode perceber as lágrimas já secas pelo rosto dela. Os cabelos ruivos bagunçados mostravam o desespero. Olhou para o canto da sala e viu os dois garotos sentados no chão, mãos e pés amarrados.
RM (Rafael Magalhães , em inglês): Por favor, nos deixe ir. – Ele sussurrou, percebendo que Greg não era brasileiro.
MM: CALEM A BOCA ! – Ela colocou as mãos na testa e ele viu a arma em sua mão.
GS: Como conseguiu isso ?
MM: Eu comprei. – Ela tremia. – Quando você trabalha com a polícia, gosta de algo para garantir sua segurança.
GS: Por favor, deixe os garotos irem. Eu ficarei aqui com você.
Ela se ajoelhou do lado dos gêmeos e, lentamente, desatou os nós que os prendiam.
MM (em português): Devagar, levantem. Vocês vão andar até a porta, sair e falar para o Leonardo que está tudo bem.
EM (Eduardo Magalhães): Certo. – Ele falou mais decidido que o irmão.
Depois que os dois saíram, Greg demorou antes de se virar para ela.
MM: Greg ? – Ela sussurrou, temerosa pela reação dele.
GS: Por que ? – Ele, finalmente, a encarou. – Apenas porque você me viu com a Morgan ?
MM: Você foi meu antes que sequer a conhecesse. Se lembra daquela noite que nós ficamos juntos ? Você disse que nunca esqueceria...
GS: E eu não esqueci. Mas você sabe quanto tempo passou ? Quantas pessoas entraram e saíram da minha vida ? Inclusive você !
MM: Eu não saí da sua vida. NÃO ME TIRE DA SUA VIDA ! – Ela virou a mesinha de centro e o vidro se espalhou pelo chão.
GS: Eu estou aqui, não estou ?
MM: Não por mim. Você está aqui por causa do caso, por causa daqueles garotos estúpidos !
GS: Certo... Me dê a arma, Marianna. Me dê a arma e eu prometo que ligo todos os dias para falar com você, onde quer que você esteja.
MM: NÃO ! EU QUERO VOCÊ AQUI COMIGO ! – E então ela atirou.
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