Notas iniciais
Olha quem voltou? Eu mesma rsrsrsrsrssrssrrs então genteee, espero que gostem da nova fic ♥ beijinhos

1991

As duas crianças corriam apressadas pelo quintal da casa, passando por debaixo dos lençóis recém pendurados pela mãe da garotinha, as risadas podiam ser ouvidas até o fim do quarteirão enquanto os mesmos rodeavam a árvore. Estavam brincando de pega pega e a pequena de cabelos castanhos era a vítima da vez, ela conseguira fugir nas primeiras investidas que ele fizera mas eventualmente ele passara o “pique” para ela, derrubando-a no chão acidentalmente

— Su,você está bem? – o menino perguntou preocupado se aproximando da garota um ano mais nova que ele – eu não queria te machucar!

— Peguei você! – gritou encostando no ombro do menino e correndo para o outro lado do jardim gargalhando.

Os dois eram vizinhos desde que nasceram e desde que aprenderam a andar não se desgrudavam de maneira nenhuma, sempre estavam um na casa do outro aprontando alguma coisa. A relação de seus pais sempre fora muito amigável, costumavam brincar que um dia seus filhos se casariam fazendo com que as crianças soltassem um “eca” e saíssem correndo pela casa voltando a brincar.

— Isso é trapaça! – resmungou emburrado assistindo a garotinha se distanciar

— Não é não! – respondeu a garotinha de uma distância que ela considerava segura – você nem pausou jogo, então conta sim! Regras são regras! – com isso os dois voltaram a correr pelo gramado.

— Susana, Caspian! Entrem, o lanche está pronto – a mãe da menina aparecera na porta da varanda chamando-os para entrar. Alguns podiam dizer que Susana seria a cópia da mãe quando ela crescesse. E quando ouvia aquele tipo de comentário abria o maior sorriso que conseguia. Sempre admirara a beleza de sua mãe, com os longos cabelos negros e as bochechas rosadas em contraste com a pele pálida. Não a admirava só fisicamente, segundo a mesma sua mãe era a pessoa mais doce que existia no mundo todo, depois vinha a tia Helena, mãe de Caspian.

Os dois lancharam na sala, enquanto assistiam desenhos e devoravam os cookies que a mãe de Susana fizera, era o lanche favorito dos dois. Estavam muito ocupados fissurados nos desenhos que passavam na televisão para conversarem, devoraram os biscoitos com extrema rapidez deixando apenas migalhas como lembrança da fornada recém assada.

Como não podiam ficar do lado de fora de noite, os dois subiram apressados para o quarto para brincarem com os legos que os mesmos haviam espalhado mais cedo naquele dia. A mãe de Caspian chegara para buscá-lo um pouco depois e parara para conversar com a mãe de Susana enquanto os dois ainda estavam entretidos no andar de cima

—.... Mas estaremos nos mudando semana que vem. Digory arranjou uma boa oportunidade de emprego em Chicago e já está tudo acertado – foi o que as duas crianças ouviram enquanto entravam apressados na cozinha

— Vamos nos mudar? – o menino assustado

— Querido, eu ia falar com você mais tarde... – a mãe dele tentou explicar mas foi cortada pelo mesmo

— Eu não quero ir! – ele falou – você não pode fazer isso, mamãe!

— Por que vocês vão embora, tia? Eu fiz alguma coisa errada? Me desculpa – a menina falou desesperada, os olhos já começavam a marejar enquanto encarava as mais velhas com o coração partido

— Oh querida, você não fez nada de errado – ela abaixara para ficar do mesmo tamanho que a pequena menina e ajeitava uma mecha de seu cabelo atrás da orelha enquanto falava – nós precisamos ir, mas voltaremos para visitá-los. Eu prometo!

— Não é a mesma coisa! Não vão estar aqui todo dia! Não vão, por favor!– as lágrimas já desciam pelo seu rosto quando ela saiu correndo em direção as escadas com o garoto em seu encalço.

Era como se seu mundinho estivesse desmoronando. Saber que seu único amigo iria embora era um desastre para a garotinha, partia seu coração em mil pedaços imaginar que não brincariam mais juntos. Assim que chegara no quarto se jogara na cama de bruços, escondendo a cabeça debaixo do travesseiro. Ela sentira o colchão afundar levemente e um par de pequenas mãos retirar o travesseiro de sua cabeça pouco depois de derramar as primeiras lagrimas.

— Não vá! Nós podemos te esconder no porão – disse enquanto tentava secar as lágrimas com as costas de suas mãos – eu te dou a minha parte dos cookies e divido meu jantar com você! Nós podemos fugir também, morar no parquinho e comer sorvete todo dia – ele a olhava com carinho

— Não podemos, Su! As coisas não funcionam desse jeito – no momento que as palavras saíram de sua boca ele pode ver a indignação no olhar da menina

— Você quer ir não quer? – perguntou com a voz embargada

— Su, não é...– ele começou mas ela o interrompeu

— Eu quero ficar sozinha

— Não faz isso, Su

— Já disse que quero ficar sozinha! – disse elevando a voz

Ele a olhara por alguns segundos, a menina conseguia ver a decepção e a tristeza nos olhos castanhos escuros do garoto, mas se manteve firme, o que foi suficiente para que ele saísse do quarto. Alguns minutos depois ela conseguira ouvir sua mãe se despedindo deles no andar debaixo em seguida ouvindo passos na escada que ficavam cada vez mais próximos

— Querida? – sua mãe perguntou da porta – Posso entrar? – como não obteve uma resposta, a mesma abriu a porta do quarto devagar podendo ver a garotinha encolhida na cama soluçando

— Ele vai embora, mamãe – falou sentando na cama para encarar sua mãe

— Ah meu amor, ele pode voltar para te ver durante as ferias.

— Não é a mesma coisa, ele vai me esquecer.

— Não vai não, ele vai voltar para ver você e vocês podem manter contato enquanto ele não volta para te visitar– disse afagando os cabelos da filha

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O dia da mudança chegara mais rápido do que eles esperavam, as duas crianças estavam sentadas nos degraus da varanda da frente vendo seus pais levarem as caixas de papelão para o caminhão de mudanças, os dois ficavam cada vez mais cabisbaixos a casa caixa que viam passar.

— Tenho uma surpresa para você – o menino falou vc com um pequeno sorriso tirando um pequeno envelope estampado do bolso e entregando para menina

— O que é isso? – perguntou encarando o envelope com certa curiosidade

— Vai ter que abrir para descobrir – disse sorrindo e ela o fez, o conteúdo era um pequeno anel de plastico vermelho, como aqueles de brinde nas caixas de cereais. A única diferença é que neste, o que supostamente seria o brilhante era uma réplica de um globo de neve de Chicago bem pequeno

— É lindo – falou encantada com o presente

— É para você não se esquecer de mim. – sorriu – E olha, eu também tenho um – tirou o seu do bolso mostrando a ela – assim não vou esquecer de você, também!

— Você promete? – perguntou preocupada

— Prometo – respondeu

Ele cumprira a promessa que fizera por um tempo, mas com o passar dos anos as visitas eram cada vez menos presentes até que se tornaram nulas. De fato, os dois nunca se esqueceram, mas não passavam de uma mera lembrança da infância que tiveram.

Notas finais
Comentem galerinha!! Quero saber o que vocês acharam do primeiro capitulo :3 até a próxima ♥