Twist Of Fate
9 Capítulo 9
Notas iniciais
- Meus queridos leitores e leitores fantasmas, manifestai-vos, gostamos muito de vocês e precisamos saber se estão gostando:D
- Desculpem qualquer erro, nós bem tentamos...
- Esperemos que gostem...:)
Estava me sentindo mal, mesmo mal! Ele me havia obrigado a invocar o Grimoire, ele não tem mesmo noção do quanto aquilo me afectava. A magia necessária para invocar o Grimoire era grande, ainda mais ter que driblar as protecções que estavam em volta do mesmo. Aff, nem perguntou se eu podia, so mandou. E depois aquela marca, olho meu braço, era uma caveira com uma cobra saindo da boca.
- Marca interessante...-digo numa voz meio sumida.
- Muito obrigado…-diz ele num voz polida, ainda não me soltando. Repentinamente, ouço um relâmpago, meu corpo dá um espasmo, eu odiava admitir, mas…mas…ouço outro.Me abraço a ele.Ele parece ficar meio surpreendido, me solto dele, mas esqueço que estava fraca ainda, quase caiu ao chão, ele me segura antes de cair.
- Você esta bem?...- diz ele num voz controlada, so aceno com a cabeça afirmativamente. Outro relâmpago, tremo toda, ela me força o rosot na sua direcção, com um olhar jocoso, ele estava querendo me zoar.- Tem medo de relâmpago?- Ele arqueja a sobrancelha. Eu fecho a cara, tentando não transparecer mais meu medo. Mas outro relâmpago surge, me encosto na parede, me desviando dele, escorrego no chão, tapando meus ouvidos. Estava pouco me lixando que ele quisesse me zoar. Mas eu estava mesmo com medo. Odiava relâmpagos desde que me recordava, desde pequena, nunca consegui superar esse medo. Me sentia mesmo mal, sem força e com medo. Estava me sentindo patética. Ele se senta do meu lado, não dizendo nada. Ficando ali, outro relâmpago, me arrepio de novo. Um braço passa por cima dos meus ombros. Dessa vez me passa um arrepio, que não era medo com certeza mas não precisava se saber pois não. Ele me puxa num semi abraço, eu olho para ele. Outro relâmpago, me abraço a ele.
- Isso nunca aconteceu …- digo sussuradamente.
- Não se preocupe não faço tensões que se saiba…
Mordo meu lábio inferior, meu corpo estava reagindo estranho, sua proximidade me estava deixando desconcertada, me arrepiava toda. Meu coração estava acelerado, devia de ser medo, so podia? Não é ?
Ele volta a falar, me sobressaltando.
- Quer ir na enfermaria ?
- Não…- sou muito categórica, não queria que me zoassem do meu medo, sempre enfrentei meus medos, não queria nada para me acalmar.
- Não é um atestado de fraqueza é so para se acalmar…- ele havia lido minha mente, aff deixei que a barreira fosse a baixo.
- Claro, você devia de ter uma mãe… que te ensinou desde pequena a ser autosuficiente, sempre pelo clã, você não sabe da minha vida, Tom não fale dela…
- Hmmm, pelo o menos não cresceu num orfanato imundo…rodeada de pessoas ignorantes…que não te entendiam…- Olho para ele, ele olha para mim. Realmente este tempo estava fazendo mal a ele e a mim. Nunca havia desabafado assim, e ele estranhamente parecia estar com o mesmo sentimento que eu . Ele me olha serio e eu olhava ele.
- Você será grande tenho certeza…- estava sendo agradável com ele? Xii Dayanna, ide dormir, que é o melhor que você faz.Ele sorri na minha direcção, que belo sorriso.
- Eu sei que sim pequena…
- Não me chama de pequena…- faço um muxoxo irritado, ele ri. Nossa, ele riu mesmo. Olho meu assombrada para ele.
- Esta se sentindo melhor…?- Olho para a janela, os relâmpagos haviam acabado. Aceno com a cabeça afirmativamente.- Que bom…mas lembre-se …que continuo não te libertando do trato…esta ligada a mim irrevogavelmente…
Suspiro forte, acenando com a cabeça.
- Eu sei …que sim…já me conformei com isso…mas não vou deixar de tentar fazer a tua vida num inferno…- Me levanto devagar, andando mais uns passos, estávamos no salão comunal,ele sorri na minha direcção.
- Veremos, pequena…
- Argh, não me chama de pequena…- Ele ri entrando no salão comunal, me deixando ali perto da lareira. Eu olhava ele se afastar, com um sorriso no rosto. Talvez, mas só talvez ele não fosse assim tão intragável.
Fico mais alguns minutos ali, mais então o sono, e o cansaço me vem. Então vou rumo ao meu dormitório. Assim que chego no mesmo, percebo que as minhas colegas de quarto já estavam no seu décimo sono. Suspiro. Hoje foi um dia muito longo... penso, já me deitando na minha cama, mas antes de adormecer.... me vem a mente um certo sorriso, de um certo garoto de olhos azuis como o céu.Suspiro pesadamente, devia de estar endoidecendo. Eu adormeço vendo aqueles olhos que me faziam perder totalmente o meu auto controle.
POV/ Tom RiddleSaio rumo ao meu dormitório. Eu precisava descansar, minha mente estava uma bagunça só. Assim que chego no meu dormitório, vou rumo ao banheiro, tomo um banho, bem longo de água fria. Só assim para eu ficar mais relaxado. Que me passou pela cabeça ? Saio do banheiro mais calmo, me visto, então vou rumo a minha cama, me deito. Minha cabeça ainda dava muitas voltas, mais uma pergunta rondava a minha cabeça. Por que eu ajudei... ela? Eu nunca ajudei ninguém na minha vida, porque justo ela ? Porque lhe revelei partes do meu passado a ela?...
Eu sabia que um sentimento novo estava crescendo dentro de mim, eu apenas não conseguia identificá-lo. Fico horas a fio pensando nela, em seus cabelos negros como a noite sem luar, em seus olhos que me lembravam duas safiras de tão brilhantes que eram os mesmos, em sua pele macia e branca como a neve, em sua boca pequena e avermelhada. Eu não conseguia parar de pensar nela, e de como eu queria que ela estivesse aqui comigo. É com a imagem do rosto dela sorrindo para mim, garotinha pequena, sorriu do meu pensamento e adormeci.
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