Twist Of Fate
30 Capítulo 30
Notas iniciais
POV/AUTORAS
O dia estava nublado, com uma forte neblina envolvendo os arredores da mansão Phoenix. Muitos diriam que aquele era um dia triste, o que de certa forma para alguns era.Havia passado alguns dias da terrivel tragédia que assombrara o ministério da magia.
Dayanna Phoenix ainda não sabia distinguir se aquele era um bom dia, ou um dia triste. Estava confusa , com seus sentimentos e emoções embaralhados.
A bela mulher de longos cabelos levanta-se de sua poltrona, em seu escritório em meio aos livros de seus ancestrais podia respirar algo aliviada, onde sua mãe pisara um dia , descobrir tudo o que passara na sua ausência era assustador em demasia, e caminha até a janela, olhando para o lado de fora da mansão com um desinteresse fingido.
Sua mente vagava para longe, aquilo tudo que sucedera em sua ausência, assombrava-a sem sombra de dúvida tudo que Albus contara, mas em Avalon não dera por tanto tempo passar, na realidade não cria que fosse tanto.
Mas o pior sem dúvidas , era saber no que sua irmã fizera a um clã ancestral e sem dúvidas, no que Tom transformara-se, não que a espantasse muito mas não sabia que ele chegasse no ponto que chegara.
Dayanna alisa seu vestido, tentando conter o nervosismo e a ansiedade. Esperar era algo que a mesma não suportava e não tinha paciência para fazer.
Onde ele está ? Pergunta-se, detestando a demora para Albus Dumbledore voltar com informações sobre Tom, ou como agora ele queria ser chamado, Lord Voldemort.
Suas aprendizes de Avalon entraram na sala, focara o olhar franzindo o cenho, vira quem elas traziam, o homem vinha soprando por todos os cantos , irritado de ter sido apanhado por feiticeiras sem o menor esforço.
_Ora ora, quem é vivo sempre aparece, não é Dayanna?
Entortara sua expressão, olhando-o, Selwyn na sua frente, qual animal enjaulado.
_E quem esta pronto para morrer sempre aparece na hora indicada não e?-Dizera algo vazia de sentimentos naquele momento, mas lembrara que sua filha estava na mansão e que Albus estava por chegar.-Mas isso seria meio inútil, você perdeu tudo ...Selwyn...o clã, prestigio, fortuna, honra..e sua filha...para mim, a morte para você seria bem facíl...não eu o mandarei para um sitio em que voce se arrependera de ter morto minha mãe...Azkaban....é um óptimo local...gosto imenso dele.
Ele berrara antes de ser arrastado para fora, suspirara algo com uma leve dor de cabeça, passara a noite em claro colocando anos de desordem e caos no clã em dia e mentiria se Tom não havia passado na sua mente.
Ela volta a sentar em sua poltrona, tamborilando seus dedos no braço na poltrona de couro. A mesma fecha os olhos e se deixa vagar, mais um pouco, pelo inconsciente de sua mente.
“Acordei naquele dia em um lugar estranho, sombrio, mas quente pela a brisa que batia em meu rosto. Logo sou atingida por diversas imagens do dia anterior: Tom transando com Ruby, eu chorando compulsivamente no colo de Morgana Lefay e sua proposta irrecusável.
– Que bom que acordou, minha querida ! – Exclama ela, ao meu lado, alisando meus cabelos igual a uma mãe.Olho ao redor e percebo que estou em uma cama de casal.
Vê-la ali, com seus olhos azuis sábios, faz com que sua proposta me pareça ainda mais tentadora, só que, meu coração custava a aceitar essa proposta.
– Venha comigo para Avalon, pequena Phoenix. Você precisa se afastar do garoto Riddle. Ele já decidiu seu destino, minha jovem.
As lagrimas irrompem ao ouvi-la falar de Tom. Sua traição vem em minha mente fazendo-me chorar compulsivamente.
– Não chore, Dayanna ! Um Phoenix não pode se dá ao luxo de chorar ...pelo o que perdeu. Erga a cabeça e vá em frente...
– E-eu o a-amo – Digo entre soluços, dilacerando meu coração á medida que o falava.A dor da traição cometida por ele esmagava meu peito.
– Eu sei minha jovem, mas a partir de agora você precisa se colocar em primeiro lugar. Desde o inicio eu te observei, querida. Você é muito pura de coração,muito poderosa em sua combinação de poderes ancestrais...e da Grande Deusa que te concedeu dons poderosos e não pode se deixar corromper por um Slytherin, eles são como veneno para nós, sei do que falo minha querida...
Encolho-me na cama e a encaro.
– Mesmo que eu queira deixá-lo, sou ligada a ele por seu pacto com Salazar. Você prometeu a ele que suas descendentes iriam ajudar os descendentes dele em tudo. Eu não posso abandonar Tom...posso?
Ela sorri, um sorriso convencido e arrogante.
– Prometi que minhas descendentes ajudariam os descendentes de Salazar, mas não prometi que elas teriam que o ajudar eternamente.Afinal, a meu ver você fez bem mais do que esperaria-se...e mais do que um trato, a sua segurança é-me mais importante...
Abaixo a cabeça, não querendo que ela veja o quão abalada fiquei, sentia-me perdida e sem chão.
– Você não está mais só, Dayanna. Tem alguém neste mundo que precisa de você e de sua proteção.
Fungo baixinho.
– E quem seria está pessoa ? Mais alguém que vós fizestes um trato e destruirá minha vida?– Pergunto com petulância.
Ela sorri minimamente.Preferindo pelos os vistos ignorar o que dizera.
– O bebe que carregas no ventre.- Essa afirmação recordara imediatamente o motivo pelo o qual não poderia tornar a Hogwarts e nem ao clã, detinha valores mais importante em jogos,seu filho era o mais precioso que detinha.Assim, ficara em Avalon entre as brumas esquecidas no tempo.”
Dayanna levanta-se mais uma vez da poltrona, abanando a cabeça, querendo explodir de raiva de aquilo ainda atormentar sua mente, precisava esquecer. A mesma começa a andar em circulo, impaciente com a demora de Albus.
Por mais que Tom tenha errado com ela e que já tenham se passado muitos anos, o amor que a mesma sentia por ele continua intacto.Isso a deixava completamente infeliz..Ele traiu, mas não consigo odiá-lo por causa disto. Meu amor supera o ódio.
POV/LUDMILA RIDDLE
Desço as escadarias da mansão, indo de encontro ao escritório, onde eu esperava encontra minha mãe.
Bato na porta e quando escuto um entre abafado, eu adentro o escritório.
– Mamãe.
– Oh, é você querida – Diz, aparecendo um pouco desapontada, mas logo abre um singelo sorriso – Algum problema, Milla ?
Odeio este apelido !
– Não, nenhum problema. Só vim perguntar quando a senhora parara de me enrolar. Quero ir a Hogsmeade – Soou mais mimada que nunca.Mas não tenho culpa se ela me mimou a ponto de que eu não aceite um não como resposta.- Já fiz o ritual e estudei o que mandou ...mas preciso sair...
Mamãe suspira, cansada.Questiono-me se ela dormiu noite passada.
– Não se preocupe. Você conhecera cada canto deste lugar, só tenha paciência — Diz, sentando-se em uma poltrona e fazendo sinal para que eu me sente ao seu lado. Sento-me e encaro a mesma com avidez.
– Não tenho paciência. Paciência é para quem é perdedor que são medrosos, ou seja, trouxas repugnantes. E já esperei muito tempo. Por falar nisto, quem eram aquelas pessoas que estavam no ministério ? A senhora ficou muito inquieta e senhor Albus também...
Vejo a mesma se remexer desconfortavelmente, como se eu tivesse feito mais uma vez a pergunta crucial e que ela nunca respondia: “Quem é meu pai ?”
– Eram... Antigos colegas, querida.
– Algum deles era meu pai ? – A pergunta escapa de meus lábios sem que eu consiga impedir.
Ela desvia seu olhar do meu e isso é uma confirmação silenciosa.
– Bem, então... Qual deles era ?
– Querida... Milla, eu não gosto de falar sobre seu pai. Eu ainda não estou pronta para falar sobre ele. Entenda, por favor.
Suspiro, irritada.
– Certo, faça como desejar – Digo, para logo me retirar do escritório, quase esbarrando em Albus Dumbledore, que vinha fazendo o caminho oposto ao meu.
Sigo apressadamente para o jardim da mansão. O único lugar ali que me agradou ali , custasse o que custasse iria descobrir quem era meu pai, virara saindo sem sua permissão em terras muito pouco conhecidas.
POV/DAYANNA PHOENIX
Dói em mim saber que eu não tinha coragem para falar-lhe que Tom Riddle era seu pai. Eu era realmente fraca no que dizia respeito a ele, era apologista de não falar para não sofrer.
– Um dia ela precisara saber, Dayanna.
– Eu sei, Albus. Mas por enquanto é melhor não. Ela é só uma garotinha...não sei se conseguira lidar com a verdade...
Ele fecha a porta do escritório e senta-se onde até poucos segundos atrás Ludmila sentou.
– Sua garotinha é tão poderosa quando o pai e a mãe, Dayanna. Ela é astuta, corajosa, sagaz, ambiciosa e leal. E com certeza tem muito mais qualidades.E além de que acho que mesmo pequena possui maturidade para lidar com a verdade, a educastes muito bem minha querida. Não é só porque é filha de Tom que será igual a ele. Apesar de ser um pouco preconceituosa quanto aos trouxas.
– Ninguém é perfeito...não é.. – Digo, tentando deixar as coisas mais descontraídas, Albus olhara sabendo que teria vindo dela aquele leve preconceito que so a fizera revirar os olhos – Albus, onde Tom esta ?
Ele nada diz, apenas lança-me um olhar afetuoso e cheio de compaixão. Isso irritara-me de sobremaneira, ele olhava-me como se eu fosse um livro aberto , contivera a custo as lagrimas que queriam sair.
– Não se sabe onde ele ou os seus comensais estão, Dayanna. Mas sei que logo teremos noticias dele. E não se preocupe com os corpos que ele deixou no Ministério, eu já tratei de enterrar todos, inclusive de sua irmã, Ruby. Quer saber onde ela foi enterrada ?
– Não, não quero, já fiz por ela mais do que ela teria feito por mim... Guardo certo rancor dela, Albus.
– Rancor não faz bem, minha cara.
– E nem amor, Albus...nem amor...
Ele olhara-me compreensivo, vendo para os jardins, olhara na mesma direcção dele, tendo medo do que Tom faria a seguir ela sabia exatamente do que ele era capaz.Algo não estava bem...
_Brigit?Brigit vem ca..
Uma mulher de longos cabelos ruivos e algo sorridente aparecera.
_Diga minha senhora...
_Onde está a minha filha?
_Não está nos jardins...?
Ficara sem cor alguma no rosto, isso não podia ser..onde Ludmilla estava? Saira pela a porta ouvindo ao longe a voz de Albus, chegara na porta quando fora parada pelo o mordomo.
_Saia da frente...
_Chegou para vós minha senhora...-Olhara as mãos do homem sem real vontade, pegara a carta e saira pela a porta, mal ao seu toque ela abrira-se, focara o olhar querendo ir atrás da filha e estava perdendo tempo até que seu pior receio viera sob forma de carta.
“ Que linda menina que encontrei ao passear, mon petit...principalmente ela sabendo falar tão bem ofidioglossia...virou grande amiga de Nagini...
Me encontre no descampado de Hogsmeade e se alertar o Dumbledore garanto-te que irá arrepender-se... “
Não detinha remetente e nem necessitava ,sabia de onde havia vindo aquela carta, ele soubera imediatamente e agora possuia quem mais me importava e ainda ficava a questão, como reagiria ao vê-lo?
Com tudo isso , bombeando minha mente, caminhara de encontro ao meu destino e como Morgana dizia, ninguém fugira algum dia dele.
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