Twist Of Fate
28 Capítulo 28
Notas iniciais
O final está próximo...
Boa Leitura.
POV/AUTORAS
Debruçada sobre o vaso sanitário estava Dayanna, repelindo para fora todo o seu almoço, o que não havia sido muito.
Ela sentia-se nojenta por está vomitando daquele jeito tão descontrolado, mas o que poderia fazer ?
Aquela vertigem veio mais forte que nunca, só deteve o impulso de apoiar-se na parede. Além das diárias e habituais idas ao banheiro para vomitar, ela se sentia mais e mais cansada. Não podia permitir-se isso,logo se põem em pé.
Suspira rapidamente, para tenta espantar a forte náusea que a atinge. Assim que sente o mal estar passar se joga,sem roupas , dentro da banheira.
Sua mente estava enevoada e seu estomago dolorido. Mas uma coisa era certa , pelo menos para ela ,seu mal estar era causado pela aproximação de Tom e Ruby, em parte sentia que era isso.
Olhando o tecto mergulhando em pensamentos tão sóbrios, mergulha a cabeça na água, respirando fundo. Teria tempo para averiguar toda a verdade.
POV/DAYANNA PHOENIX
Gritos exaltados !
Despedidas chorosas !
Moleques bagunceiros !
Crianças e jovens unidos ali, apenas por um único objetivo em comum, voltar a Hogwarts. Que patético toda aquela euforia !
Suspiro, nostálgica.
Era sempre tudo igual, não havia nada de novo , tudo era irritantemente igual, quem estava diferente era eu, mais bem pensando era isso.
Olho a minha volta, tentando não me prender a companhia de Tom e de minha mãe, que conversavam animados sobre algo que não discernirá bem.
Um som estridente e se faz presente, o apito do trem.
Logo o empurra, empurra começa.
Suspiro, cruzando os braços, vendo crianças e jovens se empurrando para entrar primeiro no trem.
Tom segura em minha mão. Minha mãe me da um leve beijo na bochecha, nunca a vi tão sentimental. Acho eu que isso era por causa de minha descoberta, que ela tinha outra filha, anda tentando adular-me, enfim.
Falando nessa, esta com seu malogrado pai se despedindo um do outro, algo formigava em meu interior, algo negro, relacionado a eles.
Eu tolerava minha mãe, ser mãe da Ruby, mas voltar a confiar nela, nunca mais, muito menos naqueles dois.
Tom me puxa para dentro do trem, após colocar nossos malões no compartimento de cargas. Entramos no trem com tranqüilidade, afinal Tom era monitor chefe, estava no seu último ano de Hogwarts.
Não foi difícil encontrar uma cabine disponível, já que Malfoy e sua turma tinham reservado uma só para Tom e eu.
Assim que nós sentamos ele me pergunta:
- Você anda calada, o que está havendo ?
- Nada, não é nada.
- Nunca fostes boa mentirosa...
Me aconchego no colo de Tom, à espera do trem partir, ele alisa meus cabelos, num acto carinhoso dele, quer era digamos bem raro, adormeci e só despertei pelo o apito e com um largo suspiro constatei que chegamos em Hogwarts.
[...]
Subo a escadaria que levava até os dormitórios femininos, minha barriga estava mais que embrulhada. Sentia-me dolorida e não entendia.
Assim que entro no mesmo, sinto um leve tontura, preciso me escorar na parede para não cair.
Mas que está acontecendo comigo? Me pergunto, enquanto me dirijo até o banheiro para lavar meu rosto.
Saiu do meu dormitório.
[...]
Me sento na mesa da Sonserina, ao lado de Tom, tendo a minha frente, me sorrindo debochada, Ruby.
- Algum problema, irmã ? Você está pálida – Comenta maldosa, vejo Tom me olhar e estreitar os olhos.
Ignoro-a, porque realmente não estava sentindo-me muito bem e era melhor assim.
- Ela lhe fez uma pergunta, Dayanna – Diz Riddle.
- Eu sei, apenas decidi ignorar.
Ele nada diz, ela apenas sorri mais abertamente.
Me volto para a comida que tinha acabado de aparecer na mesa, era tudo delicioso.
Começo a comer compulsiva.
[...]
Já se passava das duas da madrugada, o frio era de matar, eu sentia meu corpo sonolento e anestesiado.
Maldito Tom que decidiu fazer uma reunião de comensais justamente aquela hora de madrugada, penso com as pálpebras pesadas.
A minha frente estavam todos, sem exceção de ninguém.
- Milorde, o porque da reunião ? – Pergunta Malfoy.
Tom fica um tempo em silêncio. Ele me olha de um jeito estranho.
- Temos uma nova integrante aos Comensais da Morte – Diz por fim.
- Quem ? – Pergunto espantada.
- Eu, maninha.
Ou não. Tudo menos ela, penso comigo mesma.
Ruby sai de dentro de um dos cubículos do banheiro da Murta.
Todos pareciam indiferentes, mas eu estava horrorizada. Ele não podia ter feito isso comigo, cruzo os braços de rosto mais gélido do que alguma vez havia feito em minha vida.
Após Tom falar mais algumas coisas e debater o que fazer naquela semana com sangues ruins, todos se retiram, ficando assim só eu e ele.
O frio não me incomodava mais, nada me incomodava mais... A não ser ela.
- Você não disse nada. Eu esperava que você desse algum tipo de chilique feminino – Tenta brincar com a situação.
Minha mente trabalhava a mais de mil, meu estomago estava embrulhado.
- Porque... só me diz o maldito porque, Tom ?
Ele franze a testa.
- Ela é boa com feitiços. Tem uma magia forte. É bem persuasiva e desenrolada. Ela será uma ótima Comensal da Morte. Sem contar que odeia os trouxas tanto ou mais que eu. – Explica.
Só de ouvir o modo intimo com o qual ele a elogiou me sinto deslocada, desvalorizada e trocada.
- Você esta encantado com ela, pelo visto – Afirmo.
Tom faz cara de ofendido.
- Não seja ciumenta, ela só será minha comensal nada mais. Me casarei com você, não se esqueça disto.
- Estou tentando não esquecer, mas...
- Dayanna, já chega. Nada nem ninguém vai me impedir de me casar com você, tudo bem. Ruby será minha subordinada assim como Bellatrix é, nada mais.
Suspiro eles haviam-se enrolado antes dela aparecer, o mau pressentimento só fazia aumentar. O medo em meu foro e meu sonho aparecem com força em minha mente.
- Prometa-me que nada nem ninguém vai nós afastar – Peço-lhe. Ele suspira e logo me abraça, o calor de seu corpo é delicioso.
- Eu prometo. Agora pare de ser boba.
Sinto seus lábios se apoderarem dos meus, em um beijo luxurioso. Rapidamente o desconforto, frio e irritação sumiam ante aqueles lábios se impondo a mim.
POV/TOM RIDDLE
Os dias foram se passando, aquele ano estava tranqüilo e perfeito para pôr meus planos em prática.
Ruby era uma excelente Comensal: Rápida, precisa e mortal. Não tinha piedade. Apesar de ser mais nova que Dayanna, Ruby era bem mais impiedosa.
Caminho de encontro a biblioteca. Eu tinha que fazer um trabalho sobre Runas, era algo simples, mas que requeria tempo.
Já passava das oito da noite, a maioria dos alunos estavam em seus salões comunais, preparando-se para o jantar no salão principal.
Ao entrar na biblioteca me deparo com aquele cômodo quase vazio, a não ser pela garota que ali lia um livro de magia, era algo simples “Como Executar Magia Defensiva Com Mais Precisão”.
Sorri ao perceber quem era aquela garota.
- O que faz aqui, Ruby ? Lendo literatura tão desinteressante? – Pergunto, me sentando a sua frente após pegar um livro sobre Runas na prateleira.
Ela me olha por um tempo, depois volta a olhar para seu livro.
- Estou a ler, Milorde – Me responde seca.
Reviro os olhos, isso era óbvio. Nada digo, apenas abro meu livro.
- Você já tem os padrinhos para seu casamento ?
- Porque pergunta, Ruby ? Quer se candidatar a ser é ? – Pergunto sarcástico.
Ela sorri.
- Mais é claro que não. Não quero compactuar com sua desgraça, estava planejando outras coisas... – Diz já se levantando.
- Como assim desgraça ? E que outras coisas ? – Pergunto intrigado, semicerrando os olhos, aquela garota dava-me algo de asco.
- Hora, você não sabe ? – Me pergunta com falso horror.
- Não, eu não sei. Por que você não me conta.
- Não sei se devo – Faz charme.
- Diga logo, não gosto de ser enrolado – Ordeno, levantando sem a mínima paciência.
- Hora, quem se casa com uma Phoenix e sufocado por sua fortuna e poder. Só quem governa o clã é um legitimo Phoenix, seu parceiro é ofuscado e desvalorizado, é mandado pela a chefa. Ou seja, Milorde, o senhor não terá voz dentro daquele lugar. Como poderá ser o maior bruxo de todos os tempos se nem poder governar sua mulher, o senhor vai poder.
Ela sai logo em seguida, me deixando atordoado e furioso. Como assim ? Eu não seria rebaixado, não mesmo, vejo a garota sumir, pensando comigo que teria que voltar a seu favor esta questão e deixar de jogos juvenis, prosseguir com o que tinha pensado desde inicio.
[...]
Os dias foram se passando, a cada dia eu me afastava mais de Dayanna e me aproximava de Ruby. As duas eram tão diferentes.
Olho para Ruby, depois para Dayanna, estávamos em mais uma reunião, agora freqüente, de Comensais. As duas tinha posturas e personalidades completamente diferentes: Ruby me parecia ser mais agressiva e fria, uma verdadeira Comensal, já Dayanna era mais delicada e amorosa pelo o menos consigo, não tinha quase nada de Comensal.
Após o termino da reunião mando todos saírem, inclusive Dayanna, eu não queria vê-la. Eu ainda tentava assimilar o que Ruby havia me dito.
Ponho minha mãos na pia, onde se era a entrada da câmara. Eu precisava pensar bem sobre esse casamento, por um lado ele seria bom mais por outro ele seria uma verdadeira desgraça.
- Sente-se bem Milorde ?
Suspiro, indignado.
- Eu disse que era para todos irem embora, Ruby.
Ela me encarava, de um modo novo. Luxurioso. Podia me dar algo de asco, mas era bonita havia de reconhecer.
- Desculpe-me, apenas me preocupei, já que nem Dayanna o senhor quis que ficassem em sua companhia.
- Saia. Me deixe em paz, quero pensar.
Dou-lhe as costas.
Ela aproxima-se.Sinto suas mãos percorrerem meus ombros.
- Eu disse... – Ela me desarma ao me dá um beijo em meu pescoço.
- Eu sei o que disse mas não consigo mais agüentar...vos quero.
Ela me vira de encontra a mesma, vejo seus cabelos ruivos soltos, emoldurando seu rosto, como se ela fosse um anjo das trevas.
Sua boca cobre a minha em um selinho.
Eu sei que isto é errado, que eu não deveria corresponder, mais o que posso fazer se meus hormônios falaram mais alto.
Que se dane, ela quem está se oferecendo.
Beijo-a com volúpia. Agarro sua cintura de modo brusco e nada delicado. Eu não precisava ser delicado com ela, afinal, ela não era minha Dayanna. Porque ela veio em meus pensamentos? Precisava acabar com isto de uma vez.
Jogo-a de encontro a pia, levantando-a em seguida. Coloco-a sentando na pia, de modo que eu fico entre suas pernas e a possuo sem dó .
Ela podia ser quase uma garota, ou até mesmo irmã de minha noiva, mas a sensação de poderio ali presente era irresistível demais.
POV/AUTORAS
Dayanna caminha calmamente de encontro ao seu dormitório, ela sentia-se solitária. Tom estava repelindo-a, sentia-se mais sensível a isso, e o mau pressentimento não passava fazia aumentar, isto a angustiava de sobremaneira.
Ela lembra-se de algo importantíssimo, que deveria contar a seu futuro marido. Não podia permitir que continuasse ignorando-a, não mesmo.
Ela volta pelo mesmo caminho que foi, só que dessa vez anda mais rápido.
Ela sente seu coração acelerar de modo estranho, como se fosse a qualquer momento sair de seu peito, por sua boca.
Não podia fraquejar agora.
Ao se aproximar das portas do banheiro da Murta, onde ela sabia que Tom estaria, ela ouve ruídos estranhos, como se duas pessoas estivessem a se agarrar e fazendo... sexo ?
Ela sente seu corpo começar a tremer, sua mente começa a imaginar mil e uma coisas nada boas.
Ela se aproxima de uma brecha da porta, deixada propositalmente ali.
O que ela vê a deixa enojada de si, dele é, principalmente, dela.
O mau pressentimento sempre era verídico, as palavras de Morgana em seus sonhos fizera-se realidade.
Ela sufoca um grito agudo e sofrido, mordendo o lábio inferior.
Lágrimas caiam sem cessar por seus olhos. Eram lagrimas de sangue. De infelicidade e, principalmente, lagrimas de dor e traição.
Eles se possuindo que nem animais no banheiro feminino.
Caminho sem rumo e sem destino dali para fora, até que chega na floresta proibida olhando o lago, vê uma moça parecida a de seu sonho, sorrindo-lhe de modo afável e complacente. Somente deixo as lágrimas caírem cada vez mais á medida que sento ela confortar-lhe com seus braços molhados.
_Dorme...
E assim fizera, completamente chorosa, decepcionada, sem esperança. Os seus temores concretizaram-se.
Tudo havia mudado...
Notas finais
A fic tá na reta final Ç.Ç Logo ela ira acabar Ç.Ç
BjsS.
Fale com o autor