Twist Of Fate
31 Capítulo 31
Notas iniciais
POV Dayanna
Minha respiração podia ser ouvida na escuridão da noite, engolia fortemente em seco, caminhando nas penumbras de uma floresta por si, conhecida a Floresta Negra, respirava bem fundo.
_Mãe...
Aquela voz virara na direcção da voz sem sequer importar-me se veria alguém ou seria atacada, prudência havia ido dar uma curva naquela hora, só desejava ver minha filha naquela hora, até que uma varinha aparecia perto de meu pescoço, virara meu rosto na direcção de quem a apontava e aqueles olhos deram-me um terrível medo, mas permanecera de rosto sério e frio, não podia dar-me ao luxo de ser fraca ante ele agora, via em frente Ludmilla falando alegremente com uma cobra por si conhecida, era Nagini.
_Veja quem nos honrou com sua presença, Ludmilla?- A mesma voz aveludada e fria, despida de qualquer sentimento, aquilo fizera arrepiar-me, ele notara dando um leve sorriso, a pequena morena deixara a grande naja e fora abraçar sua mãe.
_Não aponta a varinha para a minha mãe moço — Ela ainda não sabia a verdade e ele aparentemente não fizera-lhe nada que vira, ele desviara a varinha e antes que pudera sequer pensar em algo para proteger sua pequena, ela cairá desfalecida ao solo, ajoelhara rapidamente perto dela, olhando para cima e vendo-o furiosa. Seu sangue fluía tão rápido que mal podia pensar.
_ O que você fez com a minha filha, Tom? – Pergunto, entre dentes.
_Quer dizer... Nossa filha não é Dayanna?
Engolira em seco, sustendo o seu olhar gelado e nem sequer pestanejara perante o que ele dissera, somente erguera-a pelo o pescoço e ela não se importara, deixando que ele a aproximasse de si, sentindo seu respirar gelado em meu pescoço que fazia-me arrepiar, mas aqueles olhos vermelhos como o sangue, deixava-me apavorada, mas a atração e o amor por ele eram maiores que muitas coisa nesse mundo. Sempre foram, e eu tinha medo que sempre seria.
Ele apertava os cabelos dela deixando bem próximo de seu rosto, que ainda conservava traços da beleza de outrora que ela recordava. Abrira meus lábios e encontrara a coragem para finalmente falar.
_Com certeza... O que você fez com a nossa filha Tom?
_Ela esta dormindo, mas você dormira um sono eterno, porque ninguém engana-me e sai impune, Dayanna... Principalmente você, minha ex-futura noiva.
Lagrimas caiam fortemente de meus olhos sem que eu fizesse qualquer esforço para recolhê-las, abrira e fechara a boca.
_Você quem me enganou com minha irmã e ainda ousa dar uma de ofendido. Vai ao inferno Tom... Seu bastardo de merda — Ele parecia furioso com sua afronta, quando pensei que levaria um avada kedavra bem directo no rosto, ele limitara-se a dar um tapa demasiado bem sentido para quem estava erguido no ar e com muitas dores em todas as partes do corpo.
_Sempre fostes desbocada... E foges com uma... Uma... Bastardinha no ventre... Minha herdeira e ainda falas algo em tua defesa, por tua causa tive que reorganizar meus planos...
Rira algo insana, estava pouco se importando já, só queria salvar minha filha, sabia que não sairia dali viva.
_Claro, com tudo que investiguei, entrou nas terras mágicas do mago Merlin, em Albânia aprendeu todo o tipo de magia usando do meu nome e do meu clã, teve muitas dificuldades... Claro que teve... Eu que criei uma filha sozinha, tendo que controlar Avalon para que a sua destruição aos sangues ruins não causasse distúrbio no único sitio onde a magia não pode descontrolar... Você é louco e insano... eu... Eu... — Não conseguia dizer que o odiava, estava cansada, ele erguera-a do chão aproximando-a de seus lábios e beijando-a a força, algo que ela primeiro lutara e depois retribuirá com ardor. Mesmo sem dizer em palavras, sentia uma imensa saudade de seus lábios frios, de onde sempre saiam palavras tão frias quanto o ártico.
_Você?
_Eu te amo... Tom Riddle... — Ele num acto que não esperava, tornara a beijá-la, mas aquele parecia o beijo que muitas vezes sonhara como consolação, era um beijo terno e cheio de afeição. Saudades. Fora tão bom o beijo que mais parecia um adeus.
_Eu também te amo, Dayanna Phoenix... E é por isso que você não pode viver... — Alisara seus cabelos pretos com ternura, chorando e não importando-me. — És a minha fraqueza e por isso mesmo não podes viver, não posso permitir-me ser fraco... Você e Ludmilla não podem sobreviver... — Ele afastara-me e já apontava a sua varinha a mim, estava conformada com meu destino, mas não com o de minha filha. Ele não podia matá-la, ela era a prova irrefutável de que ela havia amado seu pai.
Olhara em seus olhos, mordendo o lábio inferior, nervosa.
_Apaga a memória dela. Faça-a esqueça você e a mim... Mas por favor... Faça com que seja acolhida por outra família, que ela seja feliz... Já que... Nós não tivemos essa chance, Tom. Não a mate, por favor...
Lord Voldemort parecia francamente pálido, falando com ela, apontava a varinha, voltando a aproximá-la, e dando-lhe um último beijo, apontava a varinha a seu coração, à medida que sussurrava a seu ouvido “O farei... Amo-te... Dayanna...” e pronunciara em seguida ao sentir seu abraço, “avada kedavra”, sustivera o meu corpo nos seus braços e vendo a ele e sua pequena que estava acordando, eu sorrira e fechara os olhos para sempre.
POV Tom Riddle
Sustinha o seu corpo, sob minhas mãos e um anel em particular saia dos dedos de Dayanna, o anel de Marvolo vinha ás suas mãos, havia convertido em mais uma de suas horcruxes, mais cortes apareciam em seu corpo e uma enorme dor, mas nada se comparava com a que agora sentia olhando a Dayanna morta em meus braços. Ela fora e sempre seria o único amor de minha imortal vida.
Uma única lágrima escapara de meus olhos, sua última fraqueza estava morta, só faltava eliminar sua outra fraqueza, ela estava acordando, era praticamente sua cópia, era uma menina belíssima, pensou por segundos quebrar a promessa que fizera a Dayanna, mas sentia que devia isso a si mesmo e a ela, tornara a adormecer a pequena, deixando a sua mãe falecida ao seu lado. Erguera sua varinha para a pequena apontando para sua cabeça.
_Obliviate... Esquecerás este encontro comigo, nunca me conhecerás como seu pai... Esquecerás tua mãe... Viverá feliz, minha doce filha. Mereces ser feliz como eu e sua mão nunca podemos ser. Sois a única testemunha viva de que um dia amei sua mãe e por isso tens que esquecer pra o seu próprio bem — Beijara a fronte da pequena, levando-a em braços adormecida e aparatara da floresta, vendo por última vez, á única mulher que amará e que algum dia amaria.
Aparatara para a frente de uma mansão, eles ficaram em sentido ao vê-lo chegar, Malfoy encontrava-se no local, fizera reverencia de forma servil, erguera minha varinha fazendo-o desmaiar, não precisava que este soubesse o que veria fazer ali, limitara-me a olhar frio para o mesmo, ali no chão, caminhando com a pequena para dentro, fora perto de um jovem casal, sabia pelas fofocas entre Narcisa e Bellatrix, que ouvia por alto ao passar que este casal vindo de Nova Iorque, era novo ali, em particular eram puros sangues não conseguia ter mais filhos, após terem uma única filha, eram parecidos aos casais idiotas que queriam mais filhos para propagar sua alegria, achava meio patético, mas achara por bem assim fazer.
_John...Margarita...
_Milord... — Ajoelharam-se perante ele, limitara-me a erguer minha varinha para eles.
_Império... — Seus olhos desfocaram fortemente, completamente vidrados em mim.- Está pequena que está nos meus braços, será vossa filha, tratarão com todo o amor e carinho que possam dar...será irmã de vossa filha... Lhe darão um novo nome... E porão vosso sobrenome — Olhara uma última vez Ludmilla antes de deixá-la sobre o sofá e demorara uma meia hora mais a criar memórias falsas, fizera aparecer fotos em que Ludmilla aparecia com outra moça e com este casal, suspirara fortemente alisando os cabelos da pequena antes de sair, saira vendo Malfoy no chão dera-se ao mesmo trabalho de modificar-lhe as memórias.
Ao sair do portão da mansão daquele casal, foi quando definitivamente morrera Tom Riddle, somente haveria Lord Voldemort, que só pensava em poder e nunca havia conhecido o amor.
POV Narradora
Dayanna fora achada por Dumbledore, passado semanas e ficara consternado, sabia quem o havia feito e nada sabia da pequena Ludmilla, sentia-se culpado e cada vez mais irado, estava cada vez pior a matança de Voldemort, até o covarde de Severus aparecer na sua frente, dizer que ele , Voldemort perseguia os Potter. Ele não podia destruir mais nenhuma família, colocara-os em segurança.
Lord Voldemort havia aumentado suas matanças e os puros sangues cada vez mais aderiam a sua causa, até ele tomar conhecimento da profecia colocar em xeque tudo que ele construira e seguindo os seus instintos perseguira os Potter, até achá-los em Godric Hollow, nenhum fora deixado vivo, mas aquele pirralho havia logrado vencê-lo, mas ainda não era para sempre, Dumbledore tambem o sabia.
Enquanto isso, o tempo passava sem deter-se até chegarmos em 1991, o pequeno Harry Potter adentrara a Hogwarts, sendo acompanhado por Ronald Weasley e o desprezivel Draco Malfoy.
Uma moça em particular estava nervosa, buscando por todos os cantos sua irmã, fora seleccionada para a Sonserina, mal o chapéu tocara em sua cabeça, fora ter com a sua loira irmã, sempre perguntara-se por detinha o cabelo moreno , olhava para a frente, sentia-se diferente de todos os outros, possuía até uma cobra de estimação que fizera sua irmã arrepiar-se.
_Daphne... Cai na Sonserina... — disse contente a jovem moça para sua irmã que sorria contente.
_Que bom, Astoria fico feliz por você...- Assim Astoria Greengrass, filha de John e Margarita Greengrass, sentara-se perto a sua irmã, mas um olhar queimava sua nuca, quando virara na direcção via o professor Dumbledore sorrindo imensamente feliz, como se a conhecesse, limitara-se a acenar discretamente e algo sem graça. Quando voltara o rosto , vira Draco Malfoy que sorrira-lhe arrogante, fazendo-a corar.
Dumbledore constatara com muita surpresa que afinal Ludmilla Riddle havia sobrevivido, reconhecia sua aura poderosa, isso era uma surpresa, mas a maior surpresa era o que Tom havia feito há anos atrás e isso provava e confortava o coração do velho mago, que ele havia deixado viva, a única representação de que ele havia amado um dia.
A prova de amor dele com Dayanna e isso o deixava melancólico e muito triste. Afinal ela nunca saberia a verdade sobre si mesma e talvez assim fosse melhor.
Afinal, amor tem suas amplas formas e nem todas terminam bem... Isso era o que representava a história de Dayanna e Tom Riddle: Um amor que teve seus altos e baixos, suas alegrias e tristezas. E que por desventura do destino e da sede de poder não pode encontrar seu final feliz nesta encarnação. Mas quem sabe na próxima, não é.
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