Twins
1 I - Hayley
Notas iniciais

Pov's Hayley
— Pai, você viu a minha varinha? — gritou Hayley, não se importando para a namoradinha do seu pai que ainda dormia.
— Hayley, silêncio! — a figura loira do seu pai apareceu na porta do quarto da adolescente, que estava completamente desarrumado.— Você pretende arrumar isso antes de ir para a Beauxbatons, certo?
Os cabelos do loiro estavam levemente bagunçados e a barba por fazer só contribuía para o sua aparência mais sexy, o que fez um sorriso divertido brotar nos lábios da loira.
— Papai, eu já disse que adorei esta sua barba por fazer? Está sexy! — disse Hayley, mudando de assunto assim que ao pai falou sobre 'arrumar o quarto'
Scorpius Hyperion Malfoy deixou um riso baixo escapar.
— Natasha concorda com você. — comentou o bruxo, fazendo Hayley revirar os olhos.
Natasha Parkinson, uma mulher loira aguada — de acordo com Hayley — que só liga para seus interesses. Além de ter uma cara de buldogue que só Merlin na causa para mudar aquilo.
— Buldogue sarneto. — retrucou Hayley.
— Disse alguma coisa, Hayley? — procurou saber o pai, franzindo o cenho.
— Não papai... Você pode encontrar a minha varinha? — pediu, fazendo beiço, fazendo Scorpius rir.
— Accio varinha. — ele conjurou, e uma varinha saiu voado de dentro de uma pilha de roupas no guarda-roupa. — Não quero nem saber como foi que aquela varinha foi parar lá. — Hayley riu juntamente com o seu pai, que balançou a varinha, fazendo as roupas dobrarem-se e ficarem em pilhas em cima da cama da loira.
— Obrigada, papai. — a Malfoy caminhou até o pai, o abraçando de forma forte, recebendo um beijo em seus cabelos.
— De nada, Le. — disse Scorpius, utilizando o apelido carinhoso deHayley desde que era um bebê.
— Amor? — uma voz enjoativa e arrastada falou logo atrás dos dois, fazendo Hayley revirar os olhos, irritada, soltando seu pai e caminhando para a sua mala.
— Oi, Nat. — Scorpius respondeu, e claramente Hayley pode ouvir o som de um beijo.
A loira murmurou uma azaração, fazendo Natasha gritar, reclamando que algo a havia mordido. Mesmo a Malfoy não vendo, ela sabia que seu pai a fitava.
— Malas prontas! — ela balançou a varinha, fazendo seu malão descer as escadas até o andar de baixo.
Quando a loira estava descendo as escadas, ouviu um piado agudo, fazendo-a subir novamente as escadas. Sua coruja a fitava, irritada. Odiava ser esquecida.
— Desculpe, Eros, eu sempre esqueço de você, né meu amor? — a coruja piou, concordando.— Vamos, eu te levo lá em baixo.
A Malfoy pegou a gaiola, passando por seu pai e sua namoradinha irritante, que estavam abraçados. A mão de Natasha estava percorrendo as costas de Scorpius. Hayley fez uma careta.
— Arrumem um quarto. — murmurou, ouvindo uma risadinha do pai.
— Você não tinha algo para que eu assinasse, Le? — disse Scorpius, e Hayley tirou o pedaço de papel de forma hesitante de dentro do bolso da calça.
Ela dissera ao seu pai que era apenas um papel da biblioteca, e como Scorpius sempre confiou na filha, nunca leu nada do que ela trazia, e Hayley confiava que ele não leria.
A maioria dos passeios escolares eram em Londres, porém Scorpius nunca deixara a garota ir. Dizia que era perigoso, mesmo que todos os alunos de Beauxbatons tivesse autorização para ir, e nunca se quer voltaram com um arranhão.
Isso deixava a Malfoy extremamente irritada.
Ela entregou o pedaço de pergaminho para o pai, que prontamente o assinou, entregando para Hayley com um sorriso no rosto.
— Juízo, Hayley. Espero não ser chamado para ir conversar com a Madame Maxime sobre a sua conduda de novo. — apesar do semblante sério, a seriedade do Malfoy não chegou em seus olhos.
— Já entendi, papai. Relaxa, este ano será diferente. — ela murmurou.
A verdade era bem simples: Hayley havia mentido para seu pai, para que pudesse ir a Hogwarts, graças a um torneio interativo entre a Durmstrang, Hogwarts e Beauxbatons.
Hayley nunca estivera tão animada em toda a sua vida, e facilmente isso era visível em seu sorriso.
— Por que este sorriso? — Scorpius perguntou.
— Nada, papai, apenas estou contente. Tenho que ir, vou aparatar daqui com as minhas coisas.
Eros piou, angustiado. Odiava aparatar.
— Eros, vai ser rápido. — esclareceu Hayley.
— Boa viajem. — disse Natasha, com um sorriso falso no rosto.
— Eu gostaria de desejar o mesmo a você, buldogue. — retrucou Hayley.
— Hayley. — ralhou Scorpius.
— Tanto faz. — ela resmungou.— Tchau. — disse, antes de aparatar para Beauxbatons.
A Academia de Magia de Beauxbatons era a única que recentemente permitiu que os alunos aparatassem dentro a instituição, pelo menos aqueles que já tinham permissão, ou seja, eram maior de idade no mundo bruxo.
— Hayley! — a loira não teve muito tempo, apenas equilibrou-se para não cair quando aquele vulto de cabelos castanhospulou em cima de si.
— Marjorie! — ela exclamou.— Eu teria atendido se você tivesse simplesmente me chamado, ok? — ela disse, sorrindo para a amiga.
— Hayley, estou tão chateada... Queria muito que você fosse comigo para Hogwarts. Lá deve ser tãomágico!
— Realmente, lá deve ser mágico. — Hayley murmurou com sarcasmo.— Mas quem disse que eu não vou?
Marjorie olhou para Malfoy por alguns segundos.
— Seu pai deixou você ir? — ela perguntou, de forma desafiadora.
— Bem, não, mais ou menos... — ela coçou a nuca.— Eu menti para ele dizendo que era um bilhete da biblioteca, e ele assinou.
Marjorie começou a pular em volta de Hayley, arrancando alguns risos da loira.
— Pare com isso, sua estranha! — a Malfoy disse, segurando a amiga.
— Será que nós encontraremos alguém legal como nós? — Marjorie disse, fazendo bico.
— Não sei, Mar. Eu sinceramente, não faço ideia do que irei encontrar por lá. Imagine se meu pai descobrir? Ele me mata! Eu não sei, acho que eu deveria falar para ele, eu nunca menti para ele, e não quero perder sua confiança...
— Pare de ser chata, Hayley! Seu pai não te deixa viver! Agora, vamos, a carruagem nos espera para irmos à Hogwarts!
— Iremos direto? — Hayley perguntou, surpresa.
— Claro! Não leu o pergaminho não? Ah, quero conhecer os garotos de Durmstrang, será que eles são gatos?
— Com certeza. — disse Hayley, embarcando na carruagem, juntamente com as outras garotas, sentindo seu coração bater rápido, como se algo importante fosse acontecer.
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