Meu coração estava batendo forte demais. Como sempre quando se tratava DELE. Do Stefan. Eu queria correr e abraça-lo imediatamente. Mas ele paralisou na porta.

– Elena.. O que faz aqui? Como..? Como você descobriu?

– Adoraria conversar com você através da porta. Obrigada.

– Desculpe.. Desculpe.. Entre. – Ele abriu a porta e eu entrei no apartamento. Olhei pra ele e me senti tão feliz por tê-lo ali tão perto de mim de novo que não resisti. Abracei-o. E ele me abraçou também.

– Ah, Elena..

– Stefan, senti tanto a sua falta. – Disse com lágrimas nos olhos. Ele afastou-se e segurou o meu rosto com suas mãos.

– Sabe essa minha falta que você sentiu? Duplique. Triplique. Quadruplique. Foi a que eu senti de você. – Ele me abraçou de novo. Sorri e chorei ao mesmo tempo. Era tão bom sentir seus braços e seu perfume novamente.

– Vai me explicar o que aconteceu? Você e a Katherine estão juntos?

– Juntos? Não. Só morando juntos. Vou te explicar tudo mas primeiro sente-se. Vou ligar pra ela e dar um jeito pra que demore a voltar. Ela não pode saber que você está aqui, Elena.

– Tudo bem. – Não entendi por qual motivo ela não podia saber que eu estava aqui. Na verdade, eu queria mesmo é que ela entrasse e nos pegasse juntos. Vadia mentirosa.

– Pronto. Ela não voltará tão cedo.

– Certo. Continuando.

– Ok. – Ele respirou fundo. – Eu e Katherine erámos namorados. Erámos, pra deixar bem claro. — Sabia que aquela vadia estava mentindo. – Quando você a encontrou na minha porta naquele dia, bem.. Ela tinha ido lá pra me contar uma notícia. Uma notícia muito ruim por sinal.

– Está me assustando..

– E é pra te assustar, Elena. Katherine.. Katherine tem AIDS. – Fiquei em choque. Se ela tem AIDS e eles namoraram.. E nós.. DEUS! — E eu surtei quando ela me contou isso. Não podia viver sabendo que transmiti isso pra você. Não.. Não seria justo. Então me afastei. Vim pra Mystic Falls onde ela morava. Pra pesquisar tudo sobre a doença, se eu havia mesmo me contaminado.. Etc. Mas estou morando com ela, apenas isso. Quartos separados e tudo mais. São só interesses em comum.

– Entendi. – Ainda estava em choque. E se.. E se eu tivesse AIDS?

– Elena, olha pra mim. – Olhei pra ele. – Nós usamos camisinha.. Mas mesmo assim fiquei meio inseguro. E sei que não conseguiria resistir.. Não conseguiria continuar namorando com você sabendo que tenho essa doença. Precisava te dar a chance de ser feliz.

– Mas eu só serei feliz ao seu lado.

– Oh, minha linda. – Ele me abraçou e eu enterrei minha cabeça em seu peito. Chorei muito até que me recompus. – Tudo bem?

– Tu.. Tudo. Continue. – Falei enxugando minhas lágrimas.

– Então, ultimamente venho desconfiando da Katherine. É como se ela fizesse de tudo pra atrasar nossa pesquisa. Não quer que eu vá com ela pra fazer os testes ou falar com os médicos. Estou mesmo muito desconfiado. Sei do que ela é capaz.. Tenho medo dela ter armado tudo isso só pra nos separar.

– Ela seria.. Seria capaz? Eu mato aquela vadia!

– Bom, eu mato primeiro. Porque perder todo esse tempo em uma doença de mentira e ficar longe do amor da minha vida.. Ah, eu mato ela. – Eu sorri. Ele também sorriu. – Mas estou fazendo de tudo pra descobrir a verdade, Elena. Por enquanto, quero que fique longe. Se a encontrar de novo, ignore-a. Vou descobrir a verdade e vou voltar pra você. Eu prometo.

– Eu acredito em você, Stefan.

– No dia do seu acidente de carro, eu estava indo encontrar ela. Naquele parque. Assim que cheguei vi a ambulância e você no chão. Entrei em desespero. E corri até ali. Mas me afastaram e a levaram. Seu acidente aconteceu minutos antes de eu chegar ao local. Se não fosse por ele teríamos nos encontrado. Por isso falei pra você no hospital, que não duvidava que ela tivesse armado isso tudo. Ela é louca, Elena. Completamente louca.

– Meu Deus.. Como.. Ela.. QUE VADIA! Vadia mil vezes elevado ao cubo.

– Achei que você não lembraria de eu tê-la visitado no hospital ou que acharia que era um sonho.

– Eu achei que fosse um sonho. Mas chequei as câmeras de segurança e confirmei. Depois Caroline levou a Katherine para a minha casa, por acaso. Foi onde isso me trouxe aqui. Eu a segui. E te encontrei. – Sorri.

– Você é mesmo determinada. – Ele sorriu. — Admiro tanto você.

– E eu te amo.

– Venho sonhando com você me falando essa frase desde que nos separamos.

– Bobo.

– Linda. Amo você.

Beijamo-nos com tanto fervor que parecia que o mundo acabaria logo em seguida. Eu precisava dele. Ele precisava de mim. Precisávamos um do outro e o beijo transmitia tudo aquilo. Ele sentou-se e me puxou para seu colo. Passou as mãos pelas minhas costas com tanta intensidade que senti suas unhas. Puxei seus cabelos com força e passei as mãos em seu peito. Ele prendeu minhas pernas em sua cintura e me levou até seu quarto. Jogou-me na cama e ao mesmo tempo deitou-se em cima de mim. Tirei sua camisa e arranhei suas costas. Ele colocou a mão na minha coxa e levantou meu vestido até a altura dos meus seios. Estava tirando minha calcinha quando a porta se abriu. Ele correu e trancou a porta do seu quarto. Colocou o dedo indicador na boca e pediu pra que eu fizesse silêncio.

– Stefan?

– O que é? Estou dormindo.

Levantei da cama e arrumei meu vestido e meus cabelos.

– E agora? – Sussurei.

– Temos que esperar ela sair.

– Droga. E se eu sair pela janela?

– Não tem como.. E você está de vestido. Todos veriam sua calcinha lá embaixo. Não posso permitir isso. – Ele sorriu baixinho. – Vou tirar ela de casa e você corre, certo?

– Certo.

– Você não pode mais voltar aqui, Elena.

– Mas eu preciso te ver de novo.

– Eu darei um jeito. Eu.. Te ligo mais tarde.

– Promete?

– Prometo. – Ele me deu um beijo leve. – Amo você. Muito.

– Também te amo, Stefan. Pra sempre.

Ele vestiu a camisa e saiu do quarto.

– Katherine.

– Hm?

– Vamos ao mercado.

– Acabei de voltar de lá. Você disse que não tinha nada nos armários.

– Você esqueceu algumas coisas, vamos.

– Ah, não.. Minhas pernas doem.

– Não seja preguiçosa. Vamos.

– Cara, você é muito chato. – Ela disse e eu pude ouvir o barulho que o sofá fez quando ela se levantou.

Em seguida a porta se fechou. Uns 3 minutos depois recebi um sms do Stefan.

VAI!”

Fui em direção ao elevador. Sai correndo e entrei no carro arfando.

– Eu consegui. Eu consegui. – Falei sozinha.