Tulipas Brancas
1 único
Notas iniciais
Primeira kacchako ♥
I.
Ela simplesmente odiava quando eles brigavam.
Odiava a inquietação que ficava dentro de si e como se tornava incapaz de se concentrar completamente em qualquer coisa por conta disso.
Não era comum discutirem, considerando o tempo que já estavam juntos e considerando que Bakugou era, bem, Bakugou.
Mas as brigas aconteciam às vezes e, quando aconteciam, deixava ambos perturbados até se reconciliarem.
II.
Por serem raras as vezes, não significava que o motivo para acontecerem era algo racional e sério, muito pelo contrário, geralmente discutiam por ciúme da parte dele ou irritação da parte dela.
(sim, dela, Ochako era paciente, mas tinha seus momentos, Katsuki sabia bem disso).
III.
Mas apesar de sempre se reconciliarem, não era como se isso acontecesse rapidamente.
Ah, não mesmo.
Ambos eram orgulhosos demais para darem o braço a torcer e admitir o erro facilmente.
IV.
E então ficavam assim. No mais puro silêncio e desconforto por dias a fio.
Dias em que seus amigos também ficavam tensos, preocupados com ambos e tentando ao máximo melhorar a situação.
V.
Em relação à Ochako, quando estava no trabalho como heroína profissional, procurava agir normalmente, mas até mesmo Nejire, que sempre era distraída e falava pelos cotovelos, percebia que tinha algo errado com ela.
Mas Nejire controlava sua curiosidade e costumava deixava a garota em paz em dias como esse. Geralmente dando espaço para Yaoyorozu ou Tsuyu conversarem com Ochako e tentarem aconselhá-la em relação ao namorado.
VI.
Não significava que conseguiam sempre, mas elas se importavam.
VII.
Já com Bakugou, a situação era sempre mais complicada.
Ele parecia afundar no trabalho em dias assim. Pegar horas extra para patrulhar as ruas se tornava algo comum para ele e era o sinal claro para os amigos que algo estava errado.
VIII.
Mas perguntar e tentar ajudá-lo era outra história.
Somente Kirishima parecia ter a capacidade de conseguir a atenção completa do amigo explosivo sem que ele perdesse a paciência e se irritasse.
IX.
Mas apesar de Bakugou e Uraraka serem orgulhosos, eventualmente eles sempre acabavam cedendo.
Quando ela estava errada, ia procurá-lo dentro de alguns dias.
Quando ele estava errado, demorava um pouco mais, mas sempre aparecia à porta da casa dela.
X.
E ele aparecia sempre com um buquê de tulipas brancas. Sendo recebido por uma receosa Ochako que o olhava se decidindo se deveria gritar ou deixá-lo entrar.
XI.
(ela sempre o deixava entrar).
XII.
Bakugou nunca tinha sido bom com palavras. Nunca sabia exatamente como dizer que se importava. Nunca sabia exatamente como dizer o que sentia.
Mas ele tentava.
De um jeito atrapalhado, com o rosto corado e sem encará-la, ele tentava.
Pedia desculpas e falava que se importava.
Que a amava.
XIII.
E Ochako sempre o desculpava.
Porque ela sabia que era difícil para ele ter ido até ali. Difícil para ele dizer todas aquelas coisas.
E porque ela também o amava.
XIV.
Então as reconciliações sempre vinham acompanhadas por um beijo.
Seguido por muitos e muitos outros.
Seguido por roupas caindo para lá e para cá, eles nunca se importavam.
XV.
E o buquê de tulipas brancas era sempre esquecido em cima da mesa enquanto eles se entregavam um ao outro.
(no dia seguinte, nenhum dos dois se lembraria do motivo de terem brigado).
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