Notas iniciais
Baiuca: espelunca.

O calor e o perfume dele a envolviam docemente, os lábios a milímetros dos dela... Emília suspirou e, então, ouviram uma voz. Em um piscar de olhos, o momento se desfez.

— Atrapalho?

Era Eduardo. Ele sorriu abertamente e deu um abraço em cada um. Cansado da sua baiuca, o rapaz viera visitar a família e decidira passar ali primeiro, para surpreender a amiga. Começou a tagarelar do seu jeito alegre e Emília esforçou-se para acompanhá-lo, irritada.

— Enviei um telegrama pedindo para mamãe preparar meu almoço favorito. Você vem, mano? Não quero enfrentar o papai sozinho.

Frustrado e chateado, Álvaro assentiu.

Notas finais
Sim, eu fiz um drama nas notas do capítulo passado rs. Eis que o motivo era apenas o Eduardo. O atualmente odiado, a pedra do sapato, o empata foda. É claro que eu o faria brotar do nada, um verdadeiro Deus Ex Machina (só que ao contrário, porque ao invés de solucionar um problema, ele atrapalhou HAHAHAHA). Não fiquem com raiva, ele é uma boa pessoa, juro. Só chegou na hora errada. Também não é culpa dele, Eduardo não sabe que o namoro é falso e acha que os dois já se beijaram várias vezes antes, então o que seria um beijo interrompido? Emília e Álvaro irritadíssimos com isso rs. Mas vida que segue. Outras oportunidades de darem beijinhos um no outro virão. Eduardo não quer enfrentar o pai porque ele é artista. Se o velho enchia o saco do Álvaro por não namorar, com certeza vai encher o saco do Eduardo dizendo que ele precisa arrumar um emprego de verdade. Tudo é motivo. E vida de artista no Brasil é assim… HAHAHA. Triste. Aparentemente ele também mora em uma espelunca, graças a essa palavra. Dignidade zero pro artista brasileiro. Beijos e até a próxima :*