Tudo que não pudemos dizer
19 XVIII. Distração
Notas iniciais
Zagala: moça solteira do campo.
O clima na casa era sufocante. Melissa mal conseguia se concentrar em seu livro. Fechando-o, encarou a pintura de uma zagala e suspirou. Em momentos como aquele, a ausência da mãe se fazia ainda mais presente. Com toda certeza, Clarice saberia como agir.
Ela, entretanto...
Só queria tirar aquele peso dos ombros. Mesmo que momentaneamente.
— Gosta de ir ao cinema? — perguntou Eduardo, aproximando-se com cautela. — Soube que há um filme interessante do Charles Chaplin. Talvez fosse bom sair um pouco de casa.
— Como sabe que...?
— Sou um bom observador... e um bom ouvinte. Sabe que pode contar comigo, não sabe?
Notas finais
Oi, gente.
1. Essa palavra hahahaha. Sem comentários.
2. Melissa está se sentindo sobrecarregada com tudo isso. Ela está tentando ocupar o lugar da mãe, mas ela não é a mãe, né? Eu imagino que, nesse dia, deve ter tido alguma briga mais feia entre a Angélica e o Henrique, por isso as coisas estão mais tensas. Acho que sair para espairecer com o Eduardo seja uma boa ideia. Às vezes a gente só precisa sair de um ambiente sobrecarregado para colocar as coisas e os sentimentos no lugar. Será que ela aceita?
3. Salas de cinema já existiam nessa época. Eu pesquisei e a primeira sala fixa de cinema no Brasil foi em 1897.
Beijos e até a próxima :*
Fale com o autor