Tudo que Vai...volta
1 Capítulo 1 - Velhas lembranças.
Notas iniciais
Bom pessoal, pra quem ainda não leu, essa fic eu escrevi no ano passado e foi uma fic q eu adorei escrever. tive a ideia de escrevê-la depois de ler uma fic numa comunidade do orkut. não é uma cópia da fic da menina, mas o jeito de escrever a história foi parecido. A maioria das minhas fics são inspiradas em outras fics q eu leio e me dão idéias mirabolantes hehehe
Espero que gostem!!!
Espero que gostem!!!
Aconteceu quando acabava de comprar meu capuchinno na cafeteria que ficavam em frente ao prédio que eu trabalho, aquilo já era rotina. - tchau Bob! – disse acenando pro atendente da cafeteria. Bob era um garoto simpático que eu já conhecia há 3 anos só comprando capuchinno todas as manhãs. Abri a porta da cafeteria e sai. Antes de qualquer passo, dei um gole no meu copo saboreando aquele belo gosto de um bom capuchinno. “O capuchinno” daqui é ótimo, pensei. Respirei fundo e andei até mais à frente parando na beirada da calçada pra esperar o sinal fechar. O lugar onde eu trabalhava era ali do outro lado da rua. Alguns segundos depois e o sinal fechou. Foi aí que aconteceu. Foi só pisar na rua praquilo acontecer. vocês devem estar pensando no que aconteceu comigo, não, eu não morri. Eu não fui atropelada, eu não caí, meu salto não quebrou, não fui atingida por nada, mas foi quase isso, pra mim foi pior do que tudo que citei. Eu o vi do outro lado da rua também atravessando pro lado que eu estava. Foi um baque muito grande quando o vi. Logo meu coração começou a bater forte como uma bateria de escola de samba. Imediatamente fiquei imóvel, não conseguia ter reação. E aquelas velhas lembranças? Pois é, elas vieram novamente à tona. Velhas lembranças que eu resolvi apagar com o tempo, e preferiria nunca mais tê-las lembrado. Ele atravessou a rua e eu continuei imóvel o encarando do meio da rua, e ele passou do meu lado sem me olhar, sem perceber a minha presença ali.7 anos antes...Salão de Festas da rua Armor, sete horas da noite. Meu aniversário de 16 anos. 16 anos significa a passagem da infância para a adolescência. Eu estava tão feliz com o aniversário que meus pais prepararam para mim. Eu estava linda, modéstia à parte, eu realmente estava encantadora naquela noite. Uma música tocava e todos dançavam na pista enquanto eu e meus pais posávamos pro fotografo em frente à mesa do bolo naquele momento. - um, dois, três, digam xis! – disse o fotógrafo. A foto foi tirada e eu fiquei livre pra fazer o que quisesse na festa. Olhei em volta admirando o salão enfeitado. Não estava nem acreditando que aquilo tudo era pra mim. Olhava as pessoas dançando, a maioria eram conhecidos da família, foi quando apareceu minha amiga Kate vindo até mim de braços abertos e um presente numa das mãos. - parabéns amiga!- Obrigada Kate. – disse abraçando-a. - Está feliz com seu aniversário de 16 anos? Agora já é uma mocinha.- Falando assim você parece a minha mãe. – e rimos. - Você convidou ele? – perguntou ela olhando pra alguém atrás de mim. Quando me virei lá estava ele, lindo como sempre. Um dos mais populares do colégio. O sonho de toda garota e de toda mãe como genro, pelo menos isso era o que eu pensava naquele momento. - Não, eu não o convidei. – disse olhando pra ele. Fiquei sem graça e senti minhas bochechas corarem quando nossos olhares se cruzaram. - Ele está olhando pra você. - É, eu sei... – e virei o rosto sem graça e nós duas ficamos rindo juntas. Alguns minutos depois, era hora de cortar o bolo. Houve o parabéns e no final, o DJ colocou uma música animada e todos foram pro meio do salão dançar. Quando estava dançando junto com a Kate ele apareceu. Nós paramos imediatamente de dançar e ficamos com um olhar abobalhado para ele. - aceita dançar comigo? – perguntou ele pegando na minha mão. Eu nem respondi e Kate saiu de fininho me deixando a sós com ele. Ela sabia o quanto aquilo era importante pra mim. Não só pra mim, aquilo era o sonho de todas as meninas, ele me tirou pra dançar. Eu balancei a cabeça que sim e começamos a dançar. Logo começou uma música lenta. Era o momento perfeito, pra uma música perfeita e uma dança coladinha. Nós dançamos a música inteira corpo com corpo. Podia sentir as batidas do coração dele, o cheiro dele, o perfume do cabelo dele, coincidentemente, ele usava o mesmo xampu que o meu, percebi pelo cheiro. Eu estava com minhas mãos nas costas dele, o abraçando com força como se não quisesse larga-lo por nada. Foi um momento mágico, que eu não queria que acabasse nunca, mas a música não durou mais que uns quatro minutos. Nos separamos e eu o agradeci pela dança, foi quando ele pegou na minha mão e me guiou até o lado de fora do salão. Estava vazio lá fora, só havia nós dois. A noite estava linda, e éramos iluminados pela luz do luar. Era a noite perfeita, pro acontecimento perfeito: meu primeiro beijo com a pessoa mais perfeita do mundo. Pelo menos era o que eu achava naquele momento.
- queria te dar os parabéns pessoalmente. – disse ele chegando com seu rosto próximo ao meu. Minha respiração foi ficando ofegante, eu estava tão nervosa com aquilo tudo. Eu sabia o que ele queria fazer chegando próximo daquela maneira, esse era meu medo. Eu nem sabia beijar e não queria fazer feio. Foi então que nossos lábios se encontraram. Eu não sabia muito que fazer e ele logo percebeu minha inexperiência. - relaxa. Deixa eu te guiar. – disse baixinho com uma voz rouca super fofa que me fez desmanchar totalmente. Naquele momento eu desejava um beijo dele mais do que nunca e sentia minhas pernas fracas. Então nossos lábios se encontraram novamente. Foi então que senti a língua dele invadir a minha boca explorando-a, e eu fiz o mesmo que ele com a minha. No começo eu confesso que foi meio estranho, não era como eu pensava que seria, mas depois comecei a gostar daquilo. Foi perfeito. Quando o beijo acabou, eu estava tão feliz que queria gritar de emoção. Mal podia esperar pra contar o acontecido à Kate. - parabéns. – foi o que ele disse quando nos separamos e depois voltou pra festa me deixando com um sorriso de babaca no rosto. Logo depois entrei na festa atrás de Kate. Quando a achei no meio da pista dançando com meu tio a puxei pelo braço pra um canto e fui logo falando em seu ouvido que tinha perdido o bv. - Você o que? – perguntou num berro tapando a boca com as mãos. E eu disse com quem tinha sido. Ela me olhou com uma cara de surpresa no rosto e depois começou a gritar aos pulos. Nós não sabíamos se pulávamos ou se nos abraçávamos de alegria. Apesar da sorte não sido com ela, ela comemorava como se fosse, estava muito feliz por mim. Aquela foi a melhor noite de minha vida, desejei nunca esquece-la, pelo menos isso era o que eu queria naquele momento.
Fale com o autor